André Greipel escapa a queda em dominó e ganha etapa da Vuelta

Uma queda colectiva a cerca de 2,5 quilómetros da meta marcou a quarta etapa da Volta a Espanha, que acabaria ganha, num estranho sprint a quatro, pelo alemão André Greipel (Team Columbia-HTC). Como o acidente se deu nos últimos três quilómetros, não houve consequências em termos de classificação geral, apesar de apenas quatro corredores terem conseguido passar incólumes, sem cairem nem ficarem presos no amontoado de ciclistas tombados. O suíço Fabian Cancellara (Saxo Bank) conservou a camisola dourada. De entre os homens com aspirações de lutarem pelas melhores posições no final da Vuelta, o mais maltratado pela queda terá sido Ezequiel Mosquera (Xacobeo Galicia), que cortou o risco sem pedalar, amparado por dois companheiros de equipa.

Os 225,5 quilómetros que ligaram Venlo, Holanda, a Liège, Bélgica, foram percorridos debaixo de chuva, o que provocou várias quedas. A mais grave de todas foi aquela que derrubou uma parte significativa do pelotão, já nos quilómetros finais. A bicicleta de um homem da Vacansoleil deslizou na estrada molhada, numa rotunda, levando o corredor ao chão. Como peças de dominó, foram tombando os ciclistas seguiam atrás, a alta velocidade. Fabian Cancellara e Ezequiel Mosquera foram dois dos azarados.

O azar de uns é a sorte de outros. Como a queda se deu na parte da frente do pelotão, a maioria dos participantes na Volta a Espanha viu-se prejudicada pelo tombo. Na frente apenas resistiram quatro homens: Wouter Weylandt (Quick Step) e três corredores da Team Columbia-HTC, André Greipel, Bert Grabsch e Marcel Sieberg. Neste grupo reduzido, Greipel não teve dificuldades para impor-se com a fortíssima ponta final que se lhe reconhece. Weylandt foi segundo.

A etapa que visava homenagear as clássicas Amstel Gold Race e Liège-Bastogne-Liège, percorrendo estradas por onde passam aquelas provas de um dia, não será recordada por esse facto simbólico, mas sim pela grave queda colectiva. Se Ezequiel Mosquera terminou a tirada em dificuldades, não se sabendo ao certo o seu estado físico, já se conhece três desistências, devido a fracturas diversas: Christopher Horner (Astana), Alexandre Kessiakoff e Davide Vigano (Fuji-Servetto).

Amanhã é o primeiro dia de repouso nesta competição. Será uma jornada aproveitada para reparar as mazelas de hoje e para descansar da longa neutralização que levará a caravana da Bélgica para Espanha. Na quinta-feira corre-se a quinta etapa, 174 quilómetros entre Tarragona e Vinaros.

CLASSIFICAÇÕES
4ª Etapa: Venlo – Liège, 225.5 km
1º André Greipel (Team Columbia-HTC), 5h43m05s
2º Wouter Weylandt (Quick Step), mt
3º Bert Grabsch (Team Columbia-HTC), mt
4º Marcel Sieberg (Team Columbia-HTC), mt
5º Marco Velo (Quick Step), mt
6º Matteo Tosatto (Quick Step), mt
7º Adam Hansen (Team Columbia-HTC), mt
8º Jurgen Roelandts (Silence-Lotto), mt
9º Linus Gerdemann (Milram), mt
10º Thomas Rohregger (Milram), mt

Geral Individual
1º Fabian Cancellara (Saxo Bank), 15h12m38s
2º Tom Boonen (Quick Step), a 9s
3º Bert Grabsch (Team Columbia-HTC), a 11s
4º André Greipel (Team Columbia-HTC), mt
5º Tyler Farrar (Garmin-Slipstream), a 12s
6º Daniele Bennati (Liquigas), a 16s
7º Roman Kreuziger (Liquigas), a 17s
8º David Garcia (Xacobeo Galicia), a 18s
9º Ivan Basso (Liquigas), mt
10º Alejandro Valverde (Caisse D’Epargne), mt

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