Pierrick Fédrigo no “hat-trick” francês no Tour

poolfilmPierrick Fédrigo  forneceu hoje a terceira vitória francesa na presente edição do Tour, um “score” assinalável quando estão disputadas nove etapas e a prova vive amanhã, segunda-feira, o seu primeiro dia de descanso. Na saída da corrida dos Pirenéus,  Fredrigo (BBox Bouygues Telecom) e Franco Pelizzotti (Liquigas) lançaram-se em fuga desde o quilómetro 30 na companhia do colombiano Leonardo Duque e do alemão Jens Voigt, construíndo as bases do sucesso da empreitada que durou até ao termo dos 160.5 quilómetros. Com duas subidas no programa, o Aspin e o Tourmalet, dois “colossos” do Tour, as dificuldades foram proprícias à selecção natural entre os escapados, mas as mesmas dificuldades foram abordadas com prudência pelo pelotão dos favoritos, num dia inóquo à geral individual, ainda sob o comando do italiano Rinaldo Nocentini (Ag2R). Duque foi distanciado no Aspin, sucedendo o mesmo com Voigt no Tourmalet, já na parte final da etapa que desceu até Tarbes, permitindo o máximo entendimento entre os dois homens em fuga que cederam parte de leão da sua vantagem após a perseguição movida pela equipa dos sprinters no pelotão, com a Columbia e a Caisse D’epargne, a mostrarem-se particularmente activas.

Com apenas 2m30s de avanço nos últimos 20 quilómetros, a vantagem rendeu até Tarbes, permitindo a discussão da tirada entre os dois homens, num embate que favoreceu Fédrigo – somou a segunda vitória da BBox após o sucesso de Thomas Voecker em Perpignan. O pelotão, liderado por Oscar Freire (Rabobank) chegou 34 segundos após os primeiros.

A vitória de Fédrigo, lançou na ribalta a prestação das equipas francesas na “sua” Volta, com um score de três vitórias, número raro nas últimas edições. A geral individual não sofreu alterações, com Armstrong e Contador na esteira de Nocentini e em situação conviniente para o próximo ponto de grandes decisões, com a entrada na corrida nos Alpes.

Pierrick Fédrigo impôs-se pela segunda vez no Tour, após um sucesso anterior em Gap, em 2006. Este ano, o corredor de 30 anos impôs-se numa etapa nos 4 Dias de Dunquerque e numa das principais etapas do Dauphiné Liberé (Briançon).

A classificação dos portugueses na etapa não diferiu das jornadas anteriores. Sérgio Paulinho foi 68º na etapa integrado no pelotão. Já Rui Costa (C.Epargne) surgiu em Tarbes no posto 79, a 1m32s do vencedor. Na geral, Paulinho subiu à 41ª posição ao passo que Rui Costa é 88º.

CLASSIFICAÇÕES
9ª etapa: Saint-Gaudens – Tarbes 160.5km
1º      Pierrick Fedrigo (BBOX Bouygues Telecom), 4h04m31s
2º     Franco Pellizotti (Liquigas), mt
3º     Oscar Freire (Rabobank), a 34s
4º     Serguei Ivanov (Team Katusha),mt
5º     Peter Velits (Team Milram), mt
6º     Jose Joaquin Rojas (Caisse d’Epargne), mt
7º     Greg Van Avermaet (Silence – Lotto), mt
8º     Geoffroy Lequatre (Agritubel), mt
9º     Alessandro Ballan (Lampre – NGC), mt
10º     Nicolas Roche (AG2R La Mondiale), mt
11º     Jérémy Roy (Française des Jeux), mt
12º     Christophe Le Mevel (Française des Jeux), mt
13º     Sylvain Chavanel (Quick Step),mt
14º     Sébastien Minard (Cofidis), mt
15º     Brice Feillu (Agritubel), mt
16º     George Hincapie (Columbia – HTC), mt
17º     Andreas Klöden (Astana), mt
18º     Pierre Rolland (BBOX Bouygues Telecom), mt
19º     Vincenzo Nibali (Liquigas), mt
20º     Mikel Astarloza (Euskaltel – Euskadi), mt
21º     Maxime Monfort (Columbia – HTC), mt
22º     Tony Martin (Columbia – HTC),mt
23º     Alberto Contador (Astana), mt
24º     Rinaldo Nocentini (AG2R La Mondiale), mt
25º     Christian Knees (Team Milram), mt
68º     Sérgio Paulinho (Astana), mt
79º    Rui Costa (C.Epargne), a 1m32s

Geral individual

1º Rinaldo Nocentini (AG2R La Mondiale), 34h24m21s
2º Alberto Contador (Astana), a 6s
3º Lance Armstrong (Astana), a 8s
4º Levi Leipheimer (Astana), a 39s
5º Bradley Wiggins (Garmin – Slipstream), a 46s
6º Andreas Klöden (Astana), a 54s
7º Tony Martin (Columbia – HTC), a 1m00s
8º Christian Vande Velde (Garmin – Slipstream), a 1m24s
9º Andy Schleck (Saxo Bank), a 1m49s
10º Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas 0:01:54
11º Luis León Sánchez (Caisse d’Epargne), a 2m16s
12º Maxime Monfort (Columbia – HTC), a 2m21s
13º Fränk Schleck (Saxo Bank), a 2m25s
14º Roman Kreuziger (Liquigas), a 2m40s
15º Vladimir Efimkin (AG2R La Mondiale), a 2m45s
16º Carlos Sastre (Cervelo Test Team), a 2m52s
17º Mikel Astarloza (Euskaltel – Euskadi), a 3m02s
18º Cadel Evans (Silence – Lotto), a 3m07s
19º Kim Kirchen (Columbia – HTC), a 3m16s
20º Vladimir Karpets (Katusha), a 3m49s
21º Sandy Casar (Française des Jeux), 3m58s
22º Haimar Zubeldia (Astana), 4m14s
23º Yaroslav Popovych (Astana), 4m20s
24º Linus Gerdemann (Team Milram), mt
25º Brice Feillu (Agritubel), a 4m26s
41º Sérgio Paulinho (Astana), a 11m50s
88º Rui Costa (C.Epargne), a 40m27s

7 thoughts on “Pierrick Fédrigo no “hat-trick” francês no Tour”

  1. Têm razão,amigo Rui e amigo Pina…realmente no Giro haviam bonificações…peço desculpa.

  2. No Giro não havia bonificações !!!!!
    O Di Luca ganhou perto de 1 min só em bonificações , o vencedor de cada etapa ganhava 20 s !!!! pelo primeiro lugar. Qto a bonificações acho que se é para haver , devia ser em todas as etapas incluindo c/r, senão está-se a criar uma injustiça .

  3. Inexistencia de bonificações?No Giro tambem não havia bonificações…Faltam os alpes(mont ventoux)?O Tour tem 21 etapas,vamos esperar pela penultima para ver espétaculo?Acho que não é por aí amigo Pina.Eu não disse que não estava a gostar do Tour,disse que em comparação com o Giro tem tido menos ataques.O Tour tem o dobro das estrelas do Giro,logo o dobro da qualidade.Acho que a corrida foi um bocadinho mal delineada,porque pelo que vi a ultima semana vai ser fortíssima para os ciclistas.Devia ser talvez mais equilibrada pelas 3 semanas,mas como se costuma dizer,os ciclistas é que fazem as dificuldades e a corrida.

  4. A etapa de hoje é dedicada a todos os que estão sempre a deitar o ciclismo puro,enquanto modalidade,abaixo.Se é verdade que em termos de espetáculo,para mim,o Tour está uns furos abaixo do Giro,e hoje isso provou-se com a falta de ataques dos principais favoritos(tambem à aquela distancia da meta não daria grandes frutos,verdade seja dita…)em contrapartida em termos de paisagens,emoção quanto ao vencedor final e público principalmente,a etapa de hoje foi deliciosa.Não sei se repararam bem nos milhares de pessoas que hoje acompanharam a etapa para incentivar os ciclistas!Acho que foi uma boa resposta para todos aqueles que querem denegrir o ciclismo.O ciclismo consegue sempre regenerar-se,e hoje a prova esteve bem à vista.Vejam sempre o ciclismo pelo lado positivo,ok?

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