Mundias de pista : Leitão deu brilho à Seleção portuguesa

Mundial de pista termina com prata para Iúri Leitão

O Mundial de pista terminou em Roubaix, com uma prestação sensacional da seleção portuguesa, culminada com a medalha de prata de Iuri leitão, na prova de eliminação, competição incluída pela primeira vez no roteiro dos Mundiais de pista.

Foi preciso um super Elia Viviani para que Leitão não saísse de França com a medalha de ouro, e trouxesse para Portugal um triunfo que faz história, no desenvolvimento da modalidade. O progresso do nosso país nesta especialidade é raro, pelo facto de em pouco menos de dez anos, conseguir ser uma referência a nível internacional, competindo de igual para igual, com países que fazem história há décadas, como a França, Bélgica, Itália, Holanda e Alemanha.

 

No domínio da pista. não são muitos os praticantes que opta, por este disciplina, mesmo a nível internacional, dadas as poucas oportunidades de provas, bem como, naturalmente, de condições financeiras similares aos ciclistas de estrada e de ciclocrosse, por exemplo.

Com a construção de velódromo da Anadia, o ciclismo de pista no nosso país conseguiu acompanhar o ciclismo internacional, reunindo no seu seio, ciclistas de boas prestações na estrada, com apetência para a pista, como os irmãos Oliveira, Iuri leitão e João Matias, um quarteto muito consistente que apostou a sério na especialidade, com resultados surpreendentes. Mas se no setor masculino os resultados são extraordinariamente positivos, no setor feminino Maria Martins, com o seu quinto lugar no omnium trouxe para Portugal a esperança que, mais ano menos ano, as medalhas serão uma realidade.

Portugal sai de Roubaix com resultados que mereciam uma maior exaltação e reconhecimento, o que nem sempre acontece, com um quarto lugar no omnium com Leitão, um décimo lugar de Rui Oliveira no scracht e o quinto de Maria Martins também no omnium. Um saldo altamente positivo.