Um Paris-Roubaix diferente

Não vem muito a jeito escrever sobre o Paris-Roubaix nesta altura do ano. Primeiro porque ninguém está acostumado a esta data para a maior prova de um dia do mundo, e segundo porque as condições climatéricas poderão, eventualmente estragar uma corrida que queremos, acima de tudo humanista.

Na verdade, já não chega a longa quilometragem, a dureza da trepidação da bicicleta, nos paralelos mais irregulares do mundo, o ritmo e velocidade alucinantes, o stress de manter uma posição entre os primeiros, de escolher caminho , de entrar na frente dos troços de pavê, quais tramos cronometrados do automobilismo, para lhe juntarmos, agora, o frio , a chuva e sobretudo, o prolongar de uma temporada, em que muitos já só pensariam em férias.

 
Sagan,Gilbert e Politt nomes incontornáveis de uma prova de arrepiar.

As provas clássicas, na verdade, têm dois períodos distintos, que definem as melhores do mundo, na primavera e no outono, no nascer da folha e no seu cair. É claro que é uma situação passageira, em 2022, a data da sua realização já será a mesma, em especial depois dos organizadores da Amstel e da prova francesa, já terem encontrado uma solução, para que as suas provas não coincidam, por isso atentemos agora nos intervenientes . Serão os mesmos do costume ? E se sim, estarão com as mesmas condições físicas se competissem em abril ? Esta a grande interrogação, que pode levar a um vencedor inesperado. Os principais nomes, como Van Aert, Van der Poel, Asgreen, Sagan, Gilbert, Vanmarcke, Avermaet estarão no seu melhor, ou teremos um outsider momentâneo que preparou afincadamente este final de temporada ?