Konrad o melhor dos fugitivos em fuga à moda antiga

Patrick Konrad venceu em Saint Gaudens.

Dia de festa para Patrick Konrad no Tour . O campeão austríaco venceu em Saint-Gaudens, após uma difícil etapa disputada em plenos Pirenéus. Konrad sdeixou o seu colega de escapada, d Jan Bakelants no Col de Portet d’Aspet. O pelotão, esse, depois de uma fase inicial muito rápida, tirou um dia de folga .

É verdade, muita montanha , mas nem isso serviu para motivar quam não está contente com o sua situação. O conformismo é latente, e a luta pelo primeiro lugar é uma utopia. A luta, agora, nem para o pódio é visível, resumindo-se a uma desenfreada e miserável luta por um lugar nos dez primeiros do Tour.

São os dois mais fortes, sem duvida. Pogacar não dá hipótese e Carapaz e a Ineos têm sido os únicos a tentar mexer na corrida. Mas a pergunta coloca-se: como e para quê ?

O ciclismo World Tour é isso mesmo, muito pouco competitivo, sem ataques, sem ciclistas fortes, nem novos nem velhos, sobressaindo-se de todo o grupo, apenas um ciclista, exatamente Pogacar, o que no mínimo se pode considerar estranho. Os homens da Ineos estão cansados, idem aspas para a Jumbo-Visma e os resultados de 2020, não batem certo com os de 2021. Isto é, quem tanto andou o ano passado, como a Jumbo o fez, não diz a cara com a careta, comparando com este ano. É certo que falta o homem forte, Roglic, mas a equipa teria de andar mais, com alguns ciclistas , os mesmos que em 2020, até levantavam paralelos pelo caminho…

Hoje, quem aproveitou e pôde foi para a fuga, mas uma fuga com muitos ciclistas é, normalmente uma espécie de lotaria, e ningué,m pode programar nestas circunstâncias. O austríaco Konrad foi o mais sortudo ” tentei ser dos primeiros a atacar” e foi bem sucedido, dando à Áustria um triunfo que já não acontecia desde 2005.

Os ciclistas do Tour estão cansados e desgastados de tanto correr, um pouco por todo o mundo, sempre no mesmo ritmo, e cada vez mais com aumento das dificuldadces.

Na frente da corrida, passaram-se montanhas de arrepiar, não de frio e chuva que se fez sentir ao longo da etapa, mas de dificuldades, mas tudo foi ultrapassado sem dificuldade e só mesmo quase a chegar à meta, numa contagem de 4ª categoria, Guillaume Martin fêz a seleção do grupo dos melhores, ou seja dos dez da geral, e todos responderam presentes. O Tour está fraco, e prova disso é o facto de, nos últimos vinte anos, este é o Tour que tem menos ciclistas em prova. O décimo classificado já está a 11 minutos e o 20º a 45 minutos. muito, demasiado. Dirão muitos que, noutros tempos, por exemplo de Merckx, Hinault e mesmo Armstrong as diferenças eram maiores, mas nesses tempos haviam ataques, agora nem vê-los.

Os ciclistas seguem de passo, e é com passo que vão desgastando os seus adversários. Não haverá alguém que invente uma montanha tão longe e difícil que, um após outro iam ficando pelo caminho até chegar no final só um.

Um exemplo de como o Tour está frágil, foi o salto de gigante hoje de Gaudu, que estava a trinta minutos dos primeiros e, hoje, com uma fuga , já está a um passo de entrar para o grupo dos dez melhores.

Na frente da corrida tudo na mesma e nas restantes classificações idem aspas, até na luta pela montanha, hoje houve folga.