Bom nível de Emanuel Pombo em mais um triunfo de Steve Peat

A décima edição do Lisboa Downtown voltou a ser ganha pelo cliente do costume. O britânico Steve Peat (Santa Cruz Syndicate), actual líder da Taça do Mundo de Downhill, foi o mais rápido na descida de Alfama e conquistou a sua oitava vitória em dez edições. As cores nacionais foram defendidas com galhardia pelos pilotos portugueses, tendo o líder da Taça de Portugal, Emanuel Pombo (Liberty Seguros/Run & Bike/Specialized), conseguido um excelente quarto lugar. O madeirense não foi o único luso no top 10, feito conseguido também por Paulo Domingues (Biciplus), sétimo classificado.

Mais uma vez foram muitos os entusiastas da modalidade que se deslocaram aos becos de Alfama para assistir ao espectáculo proporcionado por alguns dos melhores pilotos do Mundo. A emoção e a incerteza estiveram sempre presentes, até porque o crónico favorito, Steve Peat, esteve aquém do esperado durante a qualificação, não conseguindo a melhor marca nessa descida inicial.

Na final, Steve Peat teve de dar o máximo para se superar e para superar os rivais. O britânico acabou por consegui-lo, mas a margem foi escassa para a concorrência mais directa, corporizada pelo australiano Mick Hannah (GT Bicycles), que gastou apenas mais 185 milésimos de segundo do que Peat. O pódio encerrou com o sul-africano Greg Minnaar (Santa Cruz Syndicate). Só estes três pilotos, os três primeiros da Taça do Mundo, é que bateram o melhor português, Emanuel Pombo. O jovem madeirense fez uma descida quase irrepreensível, sentando-se provisoriamente no trono dos vencedores à chegada. Só que a experiência dos atletas de topo que ainda faltavam competir falou mais alto.

“Consegui cumprir o grande objectivo, que era superar o meu sétimo lugar do ano passado. Penso que devo muito deste resultado ao público, que me apoiou efusivamente ao longo de cada passagem. Agora a minha aposta é voltar para o ano e atacar um lugar do pódio”, disse Emanuel Pombo no final.

“Foi a minha vitória mais suada, pois não me correu bem a qualificação. Parti para a final com muita pressão e fui aos limites como nunca antes. Felizmente consegui superar a concorrência, mas foi por pouco”, explicou, por sua vez, Steve Peat.