Clássica de Viana: Grigoriev triunfo de grande categoria

Alinharam 110 ciclistas, cortaram a meta 30, mas apenas 10 cumpriram com o que estava estipulado, resultado final do Clássica de Viana do Castelo, que a equipa do Atum General/Tavira ganhou, por intermédio do russo Aleksandr Grigorev, seguido pelo seu colega de quipa, Cesar Martingil e Pedro Andrade.

Uma clássica algo deslocada na temporada, demasiado longa, menos 30 kms teria sido ideal, e o agrado quanto ao percurso dividiu-se. Houve quem gostasse, mas também quem detestasse. Troços de macadame, troços de paralelos, quase parecia estarmos em presença de uma clássica internacional. O problema é que as grandes clássicas têm transmissão televisiva, onde se consegue ver o espetáculo, e as grandes equipas mundiais têm material de sobra.

É certo que uma clássica como esta até pode vir a ganhar algum peso, atraindo público para aqueles troços de macadame, mas a sua realização deverá ser colocada noutra fase da temporada, talvez em março e com menos kms, porque 170 kms tornaram a prova demasiado dura, para um pelotão misto: profissionais e amadores em conjunto. Dividam-se as opiniões sobre este ponto.

Voltando á corrida. Que dizer de uma prova em que as equipas continentais UCI alinharam todas com cinco ciclistas apenas, talvez desconfiadas do percurso e pelos custos que uma queda poderia ocasionar, a um mês da Volta a Portugal, a um dos seus ciclistas e em que apenas dez cortaram a meta no tempo regulamentar ?

Naturalmente que foi bem disputada, e disso ninguém tenha duvidas. Nunca se parou, foi uma prova de autêntico desgaste, em que o russo Grigoriev foi, sem margem para duvidas o homem da corrida, atacando cedo, aí se mantendo, resistindo a uma perseguição, feita muito à base da dupla Tiago Machado e José Gonçalves. O primeiro furou na ultima volta e o segundo acabou por partir a mudança e foi obrigado a desistir. Mas houveram nomes como André Domingues, que esteve sempre no grupo da frente, Tiago Antunes que foi o primeiro a tentar chegar a Grigoriev mas ficou pelo caminho, Gonçalo Amado que talves se tenha recordado dos seus tempos de XCO, em alguns troços da prova, e depois Cesar Martingil e Pedro Andrade , com o primeiro a conter o ciclista da equipa norte americana, pois na frente seguia o seu colega de equipa. Um desgaste que acabou por limitar António Ferreira e Pedro Lopes, no acompanhamento do grupo da frente

Do ponto de vista competitivo, foram poucos os que intervieram na corrida, mas foi uma das mais bem disputadas. Será caso para dizer, foram poucos mas foram bons.