Tor(Tour)a… e os burocratas

David Lappartient é um burocrata. É, evidentemente, um daqueles tipos que não sabe fazer mais nada sem ser político. E a política, não pode ser vista de forma redutora. Está presente em muitos lados.
Como muitos, tem um daqueles currículos, onde só constam cargos. Talvez também cursos e formações.

Mas como perguntaria o nosso Comendador Rui Nabeiro, a quem apresenta um vasto currículo de cursos, formações e cargos, “e fazer? O que é que sabe fazer?”.

A última declaração do francês, à conta das sucessivas quedas neste Tour, que já parece mais uma Tor(tour)a, indica-nos que as quedas se devem essencialmente à “falta de atenção dos ciclistas”.

As quedas, o pior do ciclismo , têm vários factores. Estaríamos aqui eternamente sem chegar a uma conclusão. A falta de atenção dos ciclistas pode ser um deles. Mas resumir quase tudo à falta de atenção, e descartar o traçado escolhido… é falta de respeito! Está à vista desarmada que não é só falta de atenção.

Enfim, é o mesmo senhor que achou impecável aquele campeonato do mundo em que os ciclistas quase tinham de nadar. Também deve querer um cargo na federação internacional de natação. Já começa a ser uma tortura ouvir o homem.

No fundo parece um daqueles burocratas (eu faço tudo bem, os outros fazem tudo mal), tipo presidente de junta, quando são confrontados com uma estrada com buracos (o maior dos problemas da maioria das juntas de freguesia do país). Se tem buracos, a culpa é da autarquia anterior. Esquecendo-se, às vezes, que já tinham pertencido ao mandato anterior…
Luís Gonçalves