Prémio Abimota um sucesso competitivo

Analisado no final, o índice competitivo do Prémio Abimota acabou por ser elevado, para o que muito contribuiu o percurso que, não sendo muito duro, acabou por ter as maiores dificuldades que os ciclistas encontraram ao longo desta temporada.

A primeira etapa dir-se-ia longa, mas não havia outra alternativa. De Fátima a Vouzela é uma linha reta, mas o percurso tinha dificuldades em três matérias: a quilometragem apropriada para a altura da época, o vento que poderia ter provocado estragos e o constante sobe e desce que pesou no final. A evitar no futuro, será o local de chegada, em paralelo, e que até acabou por ser influente, no mau sentido, na discussão do primeiro lugar da etapa.

A segunda etapa é já uma tradição, com a passagem pelas praias, que normalmente é feita em grande velocidade e, este ano, não fugiu à regra. Depois vieram as montanhas, de média dificuldade mas que, normalmente são as mais bem disputadas de todas as provas nacionais. Os ataques sucedem-se e o pelotão termina em Águeda totalmente esfrangalhado, como foi mais uma vez, o caso este ano.

Em apenas duas etapas, não se podia querer mais numa prova que foi disputada de principio ao fim. Naturalmente que poderemos concluir que a diferença de tempo entre os fugitivos e o pelotão, registado no final da primeira etapa, poderia indiciar alguma falta de competitividade. A razão para tão grande diferença de tempo, foi o facto da fuga integrar ciclistas de quase todas as equipas, que eram os seus primeiros planos para a prova. Cá atrás nenhuma equipa tinha razão para puxar.

As bonificações foram um falhanço, e felizmente que acabaram por não ser decisivas na discussão do triunfo final, decidido aos pontos.

Uma boa prova, só foi pena terem sido apenas dois dias. Esperemos, contudo, que a prova se venha a radicar por estas bandas, primeiro para ganhar tradição e segundo, porque já são zonas que estão a despertar para o ciclismo. Tábua, Tondela, Vouzela, S.Pedro do Sul já têm um longo passado na modalidade.