Nizzolo,finalmente a vitória que faltava no Giro

Giacomo Nizzolo é um dos sprinters mais regulares do pelotão internacional. Discute muitas provas, sempre a rondar os primeiros cinco lugares, mas raramente ganha. Pois hoje, e de forma soberba saiu-lhe a sorte grande , vencendo com categoria e inteligência.

Uma palavra para a sua equipa, a sul africana da Qhubeka que já vai em dois triunfos, talvez impensável para os seus dirigentes no início deste Giro, que tem dado alegrias a equipas pouco ganhadoras, como foi o caso da Wanty Gobert e da AG2R – Citroen. Até nisto o Giro é diferente.

O italiano de 32 anos, vencedor da regularidade, camisola roxa, em 2015 e 2016 no Giro, sem ganhar uma etapa, teve o seu último triunfo este ano, na Clássica de Almeria, naquele que é, para já, talvez o seu melhor ano. Não nos esqueçamos, também, o seu título de campeão da Europa, em 2020. Por isso, quando hoje passou a meta, à frente do atrevido, Edoard Affini ( Jumbo-Visma), que quase ia surpreendendo todos os sprinters, arrancando a cerca de 60 metros para a meta, Nizzolo estava contente, porque nunca tinha conseguido vender no Giro.

Terceiro na etapa, Sagan parece querer defender com unhas e dentes a sua camisola roxa, tendo agora como principal adversário o ciclista da Qhubeka-Assos. A vantagem do eslovaco é de apenas nove pontos e a luta parece renhida.

Na geral individual nada de novo se passa nestas etapas ditas de transição, isto é, que servem para preparar os grandes momentos que se aproximam. Não serão decisivos, mas darão, pelo menos para ver, como Remco Evenepoel vais afrontar as etapas de montanha, num terreno que, à primeira vista é favorável a Bernal. Sem Masnada, e apenas com João Almeida que lhe pode dar uma mão na montanha, Remco vai sentir algumas dificuldades. Bastar-lhe-á apenas segurar-se na roda de Bernal, mas será que conseguirá ?

Vejamos o perfil da etapa de amanhã, com a chegada ao mítico Zoncolan.

O monta Zoncolan é uma das subidas míticas do Giro, e do ciclismo mundial. São 13 kms sempre a subir, com uma pendente média de 9%, e será um teste para Remco Evenepoel. Uma etapa a não perder amanhã, pela televisão.

Na geral individual , tudo se mantém estável. Hoje não houveram quedas, apenas um nome tardou a chegar à meta, trata-se de Jay Hindley, o segundo classificado do ano passado, que tarda em confirmar a boa prestação de 2020. De resto tudo na mesma. os favoritos remeteram-se no meio do pelotão , resguardando forças, tal como aquelas que. amanhã terão de puxar os cavalinhos, para os seus chefes de fila. Quem veremos na linha da frente ?