Percurso da Arrábida, perigoso e desgastante em termos materiais

A Clássica da Arrábida ficou marcada por um bom índice competitivo, com um percurso na sua quilometragem e grau de dificuldade adequados para uma prova do género, mas com um percurso perigoso, desgastante do ponto de vista material e com troços verdadeiramente desnecessários.

A passagem por Sesimbra não foi o trajeto melhor, bem como o chamado sterrato, cuja passagem não deixou de provocar estragos de material , sem que houvesse necessidade de recorrer aquele troço. Ainda seria de admitir que o troço pudesse provocar alguma dose de espetacularidade se a prova fosse transmitida em direto pela televisão, ou que , pelo menos, o público comparecesse em massa, mas nem uma coisa nem outra, e apenas serviu para desgastar material, com algumas equipas a saírem da competição com avultados prejuízos.

Se as despesas das equipas têm aumentado exponencialmente nos últimos dois anos, dadas as consequências do Covid, ausência de provas, despesas em testes será de admitir no futuro, que este tipo de troços possam ser analisados com mais rigor por parte dos organizadores e, em última instancia pela FPC.