Pedalar por Portugal

É o que dá maior visibilidade à modalidade e a torna verdadeiramente apaixonante, mas, nem só de competição vive o ciclismo.

Recentemente, a UVP/FPC, lançou a 1ª edição de anuário dedicado, essencialmente, ao ciclismo para todos, o ciclismo de verdadeiro lazer. Edição Cyclin’Portugal que pode ser consultada no próprio site da Federação.

Testemunhos e percursos, espalhados de forma abrangente por todo o território nacional, aquela abrangência que só o ciclismo consegue, e que se tem tornado tão apelativa para a visibilidade turística do país a nível internacional, mas também nos tem divulgado a nós, portugueses, partes mais escondidas do território, merecedoras de contemplação.

A essência do anuário é virada ao lazer, porém, não nos devemos esquecer que é tantas vezes no lazer e no apelo à utilização da bicicleta que começa a vontade de competir. E, numa modalidade, em Portugal, cada vez mais carente dos mais jovens praticantes, qualquer ato que dê visibilidade à utilização da bicicleta só pode ser positivo.

O modelo é antigo e foi em tempos usado com evidente sucesso pela British Cycling, por exemplo. É aliás, e sem ser novidade para ninguém, recorrente modelo de aplicação em países que querem emergir no ciclismo mundial. Não há plano nenhum de desenvolvimento federativo que não envolva esta base de recrutamento no ciclismo de lazer. Não é que o nosso país, ainda assim europeu, precise agora de aparecer no ciclismo mundial. Já lá está, mas convém que não se deixe adormecer em demasia. E para a sustentabilidade as bases de recrutamento são essenciais. Até deviam ser maiores e mais incisivas. O desporto escolar devia ter uma importância diferente na modalidade. Mas isso, já é uma questão com barbas e que não está, só, ao nosso alcance como modalidade.
Luís Gonçalves