O TOUR COMEÇA NOS ALPES

Quando o pelotão nacional se prepara para abordar, de forma interessante, a mais importante montanha do país, a serra da Estrela, lá por fora, as atenções internacionais viram-se para os Alpes.

O Critério do Dauphiné, entre as mais importantes, não é das competições mais antigas do mundo (1947). Apesar disso, a tradicional colocação no calendário e as etapas desenhadas nos Alpes, fazem desta prova uma espécie de antevisão ou previsão daquele que poderá vir a ser o vencedor do Tour. Mais do que ninguém, Lance Armstrong, pelo estilo de preparação (de treino!) que tinha chamou-nos de forma decisiva a atenção para essa realidade.

Nos próximos dias as atenções internacionais viram-se para os Alpes e para o regresso de Aru, para Esteban Chavez, Porte, Talansky, o inevitável Valverde, Bardet, Meintjes e essencialmente Froome e Contador. O estado de forma de alguns destes ciclistas é uma incógnita, ora porque pouco têm competido, ora porque têm competido a um nível que, apesar de tudo, não é o mesmo.
No entanto, a lista de inscritos tem tudo para não defraudar expectativas aos adeptos. Montanhas não faltam, como o mítico Alpe d’Huez, em versão diferente, mas também um contrarrelógio de 23,5 km, colocado sensivelmente a meio da prova, deixando hipóteses de corrigir, em tempo, um possível mau dia.

Joaquim Agostinho foi segundo classificado em 1981, ano de vitória de Bernard Hinault. Já havia sido terceiro em 1980, resultado igualado por Rui Costa em 2015, ano em que também venceu uma etapa.

Froome venceu três das últimas quatro edições. Por ora, onde quer que esteja, é o principal alvo a abater.
Luís Gonçalves