Só à ultima hora foi autorizada a participação de nove ciclistas

Era dia de feira em Viseu e a confusão para chegar ao secretariado da Volta a Portugal era grande. No meio de dezenas de carros de emigrantes, o aparato da montagem da estrutura para o prólogo ajudava á missa.

No secretariado a confusão era ainda maior. Não que não estivesse tudo ordenado como é usual, mas a notícia posta a circular rapidamente de que só poderiam alinhar oito ciclistas, em vez dos nove inscritos pelas equipas, causou alvoroço. Regulamentarmente a participação de nove ciclistas em provas por etapas do escalão 2.1. não era permitido, segundo as novas alterações técnicas da UCI, reservando apenas a autorização de nove ciclistas por equipa, para as três grandes provas mundiais: Tour,Giro e Vuelta.

A organização, através dos meios e influências ao seu alcance desenvolvia esforços junto da UCI, enquanto o presidente dos comissários esperava pela resposta. Como esta não vinha com a celeridade esperada, a reunião foi adiada das 11.30 para as 13.00 horas.

Em cima da hora a decisão final foi favorável à inclusão de nove ciclistas mas, no futuro, a Volta será apenas para oito ciclistas por equipa, como aliás já aqui, no Jornal Ciclismo,  foi lançado este tema.

Novidades em relação à Volta, poucas. De registar a inclusão das bonificações novamente,em todas as etapas, menos naturalmente nos C/RI, e para a inclusão de uma nova camisola no rol das premiações: a do combinado , que irá valorizar  o ciclista mais regular, através do somatório de pontos em relação aos lugares que um ciclusta ocupa na geral individual, montanha e classificação por pontos.

Se Viseu está a aguardar com expetativa o início desta Volta a Portugal, não nos pareceu grande o entusiasmo, face também, é verdade dizê-lo, à ausência de informação por parte dos Orgãos de Comunicação Social que, sobre a Volta nada dizem.