Tour : favoritos à partida, numa primeira semana inovadora

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O projeto de uma prova de ciclismo como o  Tour, tem sempre como objetivo principal, proporcionar a maior competitividade possível, aliado ao espetáculo que o público hoje em dia tem capacidade para assistir, sentado na sua poltrona. O Tour, tal como o Giro, não para no tempo, inova em cada edição, de forma a proporcionar uma dança de camisola amarela, e dar expressão a todo o tipo de ciclistas.

Longe vão os tempos de uma primeira semana monótona, reservada apenas a sprinters, e sem grandes mudanças de camisola. Nos dias que correm, nos quatro primeiros dias de prova, o percurso é multiplo e variado, com chegadas espetaculares, como no 3ª etapa em Huy, final da Fléche Wallone, etapa propícia a especialistas na matéria, como Valverde, ou mesmo Purito. Depois logo de seguida, uma outra clássica de arrebatar audiências, com os temíveis pavés do norte de França. Duas etapas que marcam esta primeira semana, e que prenderão o público ao televisor e às estradas.

Uma outra medida que poderá animar ainda mais a prova é o regresso das bonificações, depois de um jejum de oito anos. Temos, pois, nesta primeira semana motivos de sobra para acompanharmos com interesse o Tour.

Um Tour feito de grandes nomes e que teve a capacidade de reunir os quatro melhores ciclistas do mundo em provas de longa duração. Um  “plateau ” pouco comum e, que nos lembremos nos ultimos anos, terá os maiores nomes mundiais a que se aliam os melhores em quase todo o tipo de terrenos.

Portugal tem também um pelotão de luxo, quer em quantidade quer em qualidade, mas dos lusos, apenas Rui Costa pode aspirar a  um lugar entre os dez melhores no final. Primeiro porque o chefe de fila da Lampre, é isso mesmo, tem toda uma equipa a trabalhar para si, enquanto os restantes estão no Tour com uma missão bem específica: trabalhar para os seus líderes. O campeão nacional pelo pundonor e capacidade de sofrimento que introduz no desempenho dos seus objetivos, a que alia uma extraordinária visão da corrida e um sangue frio de arrepiar. certamente que vai ter uma palavra importante, quer na discussão de um triunfo de etapa, ou num lugar entre dos dez melhores.

Passemos a Tiago Machado, com uma missão bem diferente que no ano transato, onde chegou a ser terceiro na geral, acabando por entrar na legenda do Tour, pela sua raiva, teimosia, humildade e sofrimento . Este ano a sua missão é diferente, sendo um dos homens de mão de Joaquim Rodriguez, enquanto outros na sua equipa serão de Kristoff. Resultados desportivos são dificeis de alcançar com esta missão, tal como acontece com Nelson Oliveira, no Tour, para dar uma mão a Rui Costa. Nelson provou no recente campeonato nacional que é um homem preparado para aguentar a frente do pelotão quando e aonde for necessário, menos na alta montanha.

Por ultimo José  Mendes que, ao incorporar uma das mais modestas equipas da prova tem possibilidades de estar em fugas .

Mas se os portugueses são quatro os mosqueteiros, já na discussão da corrida, teremos de admitir serão cinco os grandes candidatos ao triunfo final. Contador, Quintana, Nibali, Froome e Pinot, este um pouco a contrapeso. Cinco ciclistas e cinco nacionalidades o que é bom em termos de divulgação do ciclismo. Resistindo no leque das nações  favoritas, Espanha está a um ou a dois anos de passar á vulgaridade. Na verdade, perdendo Valverde, Purito e Contador quem t~em os espanhóis para os substituir ?

Mas Contador está lá, e à procura do milhão de euros do Oleg Tinkoff, quer isto dizer à procura do triunfo no Tour, onde tem um percurso à sua maneira, apenas com o senão de ter de resistir na tal 4ª etapa, onde o ano passado perdeu bastante tempo.

Nibali tem de provar que o seu triunfo em 2014 não se ficou a dever a obra do acaso. Isto é, dos abandonos de Contador e Froome. É muito regular em todos os terrenos, e preparaou-se especificamente para o Tour, onde é um dos candidatos com menos dias de prova, o que pode ser util na terceira semana, quando o cansaço se apoderar dos ciclistas.

Froome tem dito à boca cheia que quer fazer esquecer 2014 e que está na corrida para ganhar. Tem um handicap grande, com o reduzido numero de kms de C/RI, o que torna todos os participantes numa maior igualdade de oportunidades. Já não terá grandes handicaps, e apenas poderá contar com os seus famosos arranques na alta montanha.

Quintana será o favorito que mais beneficiou com o percurso deste ano, mas tem um grande problema que é a 4ª etapa, sendo o favorito mais frágil, quer pelo seu peso, quer pelas dificuldades técnicas que evidencia. Se passar os pavés sem perder muito tempo, há que contar com ele.

Por ultimo Pinot. É francês, corre em casa, é omais jovem e o que poderá ter um futuro mais promissor. Deu excelentes perspetivas na Volta à Suíça, mas terá de provar que é superior a outros seus compatriotas, como Bardet, Warren Barguil e mesmo Péraud, que se apresenta no Tour em evidente má forma.

Quanto aos sprinters eles lá estão quase todos. Cavendish, Greipel, Bouhanni, Degenkolb, Demare, vai ser interessante o duelo entre o ciclista da FDJ e Bouhanni, dada a rivalidade entre os dois homens.

Outsiders, nomes de respeito como Cancellara, Hesdjal, Kwiatkowski, Tony Martin, Voeckler, Kelderman, Mollema, e naturalmente Rui Costa..

Destes nomes todos que nomeamos, certamente que ouviremos falar dos seus feitos ao longo da prova.

One thought on “Tour : favoritos à partida, numa primeira semana inovadora”

  1. Previsão TOUR 2015:
    1-Contador
    2-Froome
    3-Rodriguez
    4-Quintana
    5-Nibali
    6-Uran
    7-Valverde
    8-Pinot
    9-Porte
    10-Mollema
    11-Konig
    12-Majka
    13-Peraud
    14-Talansky
    15-Sanchez
    16-Navarro
    17-Roland
    18-Martin
    19-Hesjedal
    20-Van Garderen
    21-Bardet
    22-Kelderman
    23-D.Caruso
    24-Zubeldia
    25-Barguil
    26-Ten Dam
    27-R.Costa
    28-Scarponi
    29-Roche
    30-Kreuziger
    31-Kruijswijk
    32-Dennis
    33-Gerrans
    34-Geniez
    35-Wellens

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