GIRO: Fabio Aru a grande esperança dos tiffosi

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O ciclismo italiano não tem muitos nomes parta assegurar um futuro risonho e a longo prazo. Na linha de horizonte descortinam-se três nomes Moreno Moser , Diego Ulissi e Fabio Aru, pouco para a substituição de alguns homens já gastos e dos quais pouco ou nada se espera, como Cunego, Basso ou Scarponi. No meio destas gerações, apenas um nome é sólido, o de Vincenzo Nibali, que trocou a corrida rosa, pelo amarelo reluzente das estradas de França.

Nem mesmo os nomes de Pozzovivo, ou Pelizzoti entusiasmam os “tiffosi “, que não conseguiram entusiasmar multidões. Por isso, quando os italianos olham para o futuro futuro, o nome de Fabio Aru é a seta apontada aos seus corações, um menino querido de uma Itália que anseia por outro grande nome. País de paixões ardentes, consagrados ao máximo com Coppi, Bartali , Gimondi, Moser e Pantani, os italianos têm agora motivos para sorrir, com Niballi e Aru.

O jovem vencedor da difícil etapa que terminou no Alto de Montecampione, mostrou algumas qualidades digna dos grandes campeões: soube ser humilde, no final, inteligente no momento do ataque, e acima de tudo aguentar sozinho com os seus adversários a perderem tempo e sem forças para o acompanhar. Portanto, para além das qualidades físicas, demonstrou inteligência, qualidade que muitas vezes faz a diferença entre o bom corredor e o sofrível.

Natural da Sardenha, filho de um agricultor e de uma professora, Aru iniciou-se no BTT e no ciclocrosse, antes de passar, para uma equipa amadora de pequena dimensão, o Team Palazzago de Bergamo. Nesta pequena equipa conquistou alguns triunfos de relevo na alta montanha, despertando desde logo a atenção da Astana, que assinou com ele em 2012, e a confiança dos cazaques foi tal que renovaram o seu contrato até 2016.
Conheci-me melhor neste Giro.” Confessou no final da corrida de ontem, onde conquistou o seu primeiro triunfo como profissional. Com apenas 13 dias de corrida antes de alinhar no Giro, Aru preparou-se única e exclusivamente para esta prova. Subiu muitas vezes o Montecampinone, ao lado do seu confidente, Paolo Tiralongo “ um segundo pai para mim”, e desde novembro que o seu pensamento está centrado na corrida transalpina, privilegiando um trabalho de fundo, com apenas uma prova mais competitiva, onde foi sétimo no final ( Giro del Trentino). A lição foi de tal maneira bem estudada que, muitos dos seus adeptos têm esperança que ainda possa discutir este Giro. Muito para um jovem de 23 anos, que apesar de tudo vai já no seu segundo Giro. O ano passado serviu Niballi, foi 42º no final, mas já com um quinto lugar na difícil tirada etapa que terminou no cimo de Tre Cime de Lavaredo.

Os seus adversários colocam debaixo de olho, como Uran que salientou: “ Nunca pensei que ele estaria assim tão forte. Não consegui acompanhá-lo.”. No quarto posto da geral, Fabio Aru ganhou, por direito próprio o direito a ser considerado, nesta ponta final do Giro, verdadeiramente dura, um dos favoritos ao triunfo final. Os italianos têm.no na mira da sua esperança, em encontrarem um novo Pantani, que tal como ele, venceu em 1997 tão difícil  e seletiva escalada.

2 thoughts on “GIRO: Fabio Aru a grande esperança dos tiffosi”

  1. Sem duvida HM, o ciclismo nos tempos actuais talves seja o desporto mais livre de drogas ou substancias ou procedimento que sejam ilegais…..Daí o equilibrio e igualdade dos ciclistas.

  2. O ciclismo actual está muito equilibrado, fazem-se subidas com os líderes todos juntos sem ninguém atacar, isto porque estão todos justos de forças, há mais equilíbrio e emoção, o tempo das banhadas de ciclismo à Armstrong, Contador/Schleck já acabou (embora a Sky tenha estado próximo disso e daí ter levantado muitas suspeitas, treino tecnologico uma ova, todas as outras equipas fazem treinos com igual intensidade) e para mim este equilíbrio tem nome, chama-se PASSAPORTE BIOLÓGICO .por isso, pelo equilíbrio que trouxe ao ciclismo, pela verdade desportiva, não suporto ouvir gente a tentar descredibilizar o PB. Viva o PB, pois em minha opinião(dum leigo mero adepto da modalidade), devolveu a beleza da emoção a esta modalidade fantástica que é o ciclismo

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