Tour: Froome afastou a concorrência direta

No Tour e na tirada de hoje foram três os expoentes máximos: o vencedor da etapa, Tony Martin, mais que favorito mas que teve de suar muito para levar de vencida, Chris Froome, por força disso a segunda personagem do dia e, por ultimo, o maior expoente terá sido, sem duvida, este monte divinal, outrora rodeado de água, o Monte de Saint Michel, paradeiro habitual do Tour e Património Mundial da Unesco.

A conjugação destes três factores fazem, de alguma forma a beleza do Tour e do ciclismo, aliando a competição às imagens que os helicópteros nos transmitem, numa simbiose perfeita entre a natureza e o desporto.

Por isto tudo, o ciclismo será, ao longo dos tempos uma das disciplinas desportivas mais emotivas, mais belas, mais movimentadas e de um profundo contacto com a Natureza que a distinguem entre todas.

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Voltando ao Tour e à sua magnificência competitiva, Froome, apesar de não ter sido o vencedor da etapa, foi o grande beneficiado, em vários pontos : mostrou ser o mais forte candidato ao triunfo; mostrou elevada adaptação ao esforço em solitário e, para que tudo fique em casa, moralizou ao mesmo tempo que deve ter provocado uma enorme preocupação aos seus principais adversários.

Tony Martin, esse, venceu de forma esperada mas, teve dificuldades para vencer e, isto por uma simples razão: em contexto de uma prova por etapas em que os ciclistas vão acusando desgaste, a sua capacidade de resistência vai diminuindo, à medida que a prova avança, em relação aos ciclistas com características “voltista”, a que se alia, naturalmente uma menor capacidade de recuperação. Daí que Froome se tenha aproximado muito em termos de tempo real, enquanto os habituais especialistas do C/RI perderam tempo considerável para Martin e Froome.

Os principais adversários de Froome começaram a perder no mínimo mais de dois minutos, o que a somar ao tempo de vantagem do britânico, já os atira para os quase quatro minutos na geral. Pensamos que é uma margem considerável, num momento em que a Sky começa a dar alguns sinais de recuperação, como o caso de Porte que acabou no quarto lugar do C/RI, como que a avisar de que está ali para as curvas. Só assim se entende, este tempo de Porte que, conforme mandam os cânones da modalidade, talvez fizesse melhor em aproveitar para descansar, para dar o apoio ao seu leader, nas etapas que faltam, perdidas que estão quaisquer veleidades de uma boa classificação.

Voltemos, agora, as atenções para Rui Costa, 42º na etapa a 3.04 e nono na geral. Esperar da prestação do português é uma legitimidade que todos esperávamos, tendo em linha de conta outras prestações similares. Não terá estado nos seus melhores dias, mas mesmo assim, permitiu a subida de um lugar na geral individual.

Quem esteve bem, sinalizando uma regularidade que o pode catapultar, a curto prazo, para um lugar cimeiro do ciclismo mundial, foi o polaco, Michal KWIATKOWSKI . Jovem, com grande margem de progressão, o ciclista da Omega Pharma já mostrou potencialidades e trepar, o que podem fazer dele um caso sério e um nome a ter em conta.

Uma ilação se poderá tirar, no final deste Tour, quando tudo tiver terminado. Ou a geração de Valverde, Contador se afirma até final, ou então irão ser trucidados, no futuro, pela nova geração irreverente, sem máculas , e que podem ajudar à construção de uma nova imagem da modalidade.

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