TOUR: Peter Sagan e Cannondale surpreendem

saga

Ele é realmente bizarro, pode fazer o que quiser. Nós os directores, podemos dar-lhe conselhos, mas ele é que decide.” –palavras de Stefano Zannata, director da Cannondale, falando em relação a Peter Sagan, o vencedor do dia.

Não se sabe bem por onde começar a crónica. Se pelo avanço que Sagan deu nas contas para a camisola verde que, com os 65 pontos de hoje está praticamente conquistada . Se pela lição, ousadia e mestria da sua equipa ,quando atacou na montanha, eliminou Gripel, Cavendish e Kittel e assegurou um ritmo diabólico nos últimos cem kms da etapa.

Em determinada parte da etapa, faltariam 120 kms para a linha de chegada, mais parecia que estávamos a assistir a um C/R por equipas, Na frente a Cannondale, mais atrás a Lotto -Belisol com Greipel, perseguia a dois minutos de distancia e noutro grupo a Omega Pharma com Cavendish, um pouco mais atrasado.

Com este ritmo diabólico, que eliminou alguns ciclistas, não havia fuga que pegasse depois de Jens Voigt e Bel Kadri ( AG2R) se terem escapado, que valeu ao homem da AG2R tirar a camisola da montanha a Pierre Rolland, e nada mais.

Foi , pois, uma tirada interessante do ponto de vista de movimentação, numa jogada de grande ousadia, por parte da equipa mais jovem do Tour :

Sabiamos que tínhamos de fazer alguma coisa especial para o Peter. Vimos como estava o pelotão no col de Croix de Mounis, ( 6,7 km à 6,5 %) e quando vimos que os sprinters iam mal, atacamos, impondo um ritmo de C/R. “- concluiu Zannata que , na sua opinião, desfruta de uma equipa que está no Tour : “ Essencialmente para aprender. Ainda são muito jovens.”

À margem da corrida tem sido muito comentada a decisão da Leopard em prescindir dos serviços do irmão mais velho do clan Schleck, o que provocou alguma compreensível apreensão no seio da equipa luxemburguesa. A decisão da direcção da equipa apanhou desprevenido todos os implicados, muito em especial Andy, que poderá ter ficado abalado com a notícia, podendo influenciar o seu rendimento na montanha que agora vai começara a aparecer.

Quem não esteve no seu melhor hoje, foi Thomas Voeckler que terminou a etapa a 15 minutos do vencedor e foi um dos ciclistas que ficou para trás aquando da aceleração da Cannondale. Nada que não assuste o temerário ciclista francês que, desta forma poderá ter via verde para poder atacar com mais veemência. O problema é que as pernas parecem já não ser as mesmas do ano passado, em que foi quarto na geral final.

One thought on “TOUR: Peter Sagan e Cannondale surpreendem”

  1. O Voeckler foi 4º à dois anos, no ano passado conquistou a camisola da montanha.
    E se pretender reconquista-la, como aliás tudo indica, hoje tinha de partir para etapa no mínimo dos miminhos com 10 min de atraso. Mesmo que fosse o ciclista em melhor forma do Tour, só conseguirá conquistar a montanha através desta estratégia.

Os comentários estão fechados.