Foto-reportagem do GP Liberty Seguros

Texto e fotos: Henrique Gomes

Podemos começar pelo fim.

Não seria necessário, o principal patrocinador desta corrida, lembrar este lema.

Todos nós sabíamos que esta mensagem era embrionária do ciclismo. Ou seja, o jogo limpo é inato ao ciclismo.

Não é?

Parece que existem duas Liberty: A de antes e a de depois.

Não precisamos de voltar à fonte, beber na fonte.

Até porque ela pode estar contaminada.

Nunca, a Liberty, concordou com manobras pouco claras,

Ou pouco limpas. Penso eu.

Como tal, este lema que agora é difundido é contraproducente.

Ou estarei eu enganado?

Ok. Não importa.

O pelotão precisa de marcas, que invistam na modalidade:

Que saiam da rua deles e que venham para a rua de todos.

Por isso, nós adeptos de ciclismo, deveremos estar gratos à Liberty, por continuar no ciclismo.

Talvez por estarmos abençoados pela recente visita papal,

tivemos em Lamego uma recepção condigna.

Gente, ambiente, calor. Foi Fantástico.

Voltando à competição. O vencedor foi este senhor, um ex-Liberty, mas com problemas com a ex-gestão.

Verdade? Talvez.

Na verdade, os resultados do ciclismo estão sempre cercados, prisioneiros de várias coisas.

Talvez por isso tenham posto o vencedor da etapa entre grades.

Nós gostamos imenso de saltar diversas barreiras, contrariar regulamentos, de entrar por campos minados.

Não valeria mais que os patrocinadores das equipas de ciclismo fossem, obrigatoriamente, indústrias farmacêuticas?

Ok. Voltando à competição, foi um dia fantástico.

Paisagem livre, locais desertos, calor, mulheres lindíssimas no interior do país.

Depois, um cheiro de grandes competições, com a presença desta  tentadora senhora, simpática, comercial quanto baste.

Faltou o ambiente e sobretudo o pelotão internacional.

Durante a viagem de Ovar até Moimenta, cruzei-me com

uma incomensurável caravana de autocarros vindos de Chaves, com destino ao Jamor.

Pena que o acerto de Chaves não tenha sido o melhor.

Mas o adversário era de outra dimensão.

Ciclismo e futebol tiveram um denominador comum: O interior do país.

Momento transcendente, deu-se numa aldeia perto de Moimenta, onde o pelotão foi recebido por uma pequena multidão em delírio.

Gente de várias gerações que esperava o pelotão.

E, mesmo para pessoas como eu, que adoram locais vazios, estes momentos são inesquecíveis.

Foi uma corrida disputada até ao último metro.

Foi de aflitos.

O camisola amarela foi obrigado a responder a vários ataques.

Todos vocês já sabem quem ganhou, o essencial da competição. Eu mostro apenas uma versão muito pessoal da corrida.

Claro que no fim de um dia destes acabamos exaustos.

Mas felizes, joviais. Como miúdos, a quem dão uma prenda desejada.

Todas as fotos foram obtidas durante a última etapa do 2º Grande Prémio Liberty.

Obviamente que espero que este pequeno trabalho seja do vosso agrado.

Abraço,

Henrique Gomes

7 thoughts on “Foto-reportagem do GP Liberty Seguros”

  1. Eu so queria referir a foto do vencedor que o sr. fotografo mostra. Porque ,quem esta a dar a cara?O RICARDO VILELA DA MADEINOX BOAVISTA
    AGORA PODEM CORTAR OS MEUS COMENTARIOS

  2. gostei muito desta foto-reportagem e quero aproveitar para agradeçer o muito que a liberty seguros esta a fazer pelo ciclismo nacional

  3. ja vi varias reportagens deste dtio fotografo e leva sempre as ideas para aquilo que o ciclismo está farto.Como é que o jornal de ciclismo ainda aceita esta foto reportagem ?

  4. é de louvar a liberty que apesar de tudo que por já passou ainda continua com o ciclismo!

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