UCI ameaça não homologar resultados da Volta a Múrcia

Lance Armstrong lidera a lista de inscritos
Lance Armstrong lidera a lista de inscritos

O presidente da União Ciclista Internacional (UCI), Pat McQuaid, ameaçou a organização da Volta a Múrcia com sanções por discriminação e revelou que irá ponderar a não homologação dos resultados da corrida que amanhã se inicia. Em causa está a exclusão das equipas italianas, decidida pela organização da Volta a Múrcia, como retaliação pela sanção de dois anos aplicada ao murciano Alejandro Valverde pelas autoridades antidopagem transalpinas.

“A UCI não pode aceitar qualquer tipo de discriminação: além das sanções previstas pelas regras contra esse comportamento, a nossa confederação também vai considerar a possibilidade de não reconhecer oficialmente os resultados da sua corrida”, escreve o dirigente da UCI numa carta aberta enviada ao organizador da prova espanhola, Francisco Guzmán Pérez, transcrita pelo sítio Tuttobiciweb.

A missiva de Pat McQuaid chega tarde, pois não vai permitir a participação de colectivos italianos. Apesar de surgir fora de prazo, a posição da UCI é violenta, chegando a ameaçar a Volta a Múrcia de exclusão do calendário internacional nas próximas temporadas. “Se optar por colocar a sua sede de vingança à frente das regras, o seu lugar não está no mundo do desporto. E isso vai fazer-nos pensar quando tomamos uma decisão sobre a inclusão de sua corrida no calendário internacional no futuro”, lê-se no texto.

A Volta a Múrcia corre-se de amanhã até domingo. Entre os participantes estão dois portugueses, João Correia (Cervélo) e Vítor Rodrigues (Caja Rural), além de estrelas de dimensão planetária, como Lance Armstrong (RadioShack), Denis Menchov (Rabobank) e Bradley Wiggins (Team Sky).

13 thoughts on “UCI ameaça não homologar resultados da Volta a Múrcia”

  1. Reispeitando desde já as vossas opiniões, a meu ver o maior culpado nesta história toda é a UCI do Sr. Pat McQuaid. Senão vejamos: já sabiamos todos faz algum tempo que os organizadores da prova de Múrcia não iriam deixar os italianos participar na sua prova. O que fez a UCI? Nada até ao último dia quando já era tarde demais para inverter a situação. Agora é muito mais fácil tomar uma posição sobre o assunto: não se homologam os resultados e ganham um ano para resolver os prováveis conflitos com os organizadores de Murcia e (ou) a Federação espanhola daí resultantes, ao invés de colocar a corrida em risco em cima da data com as consequências de daí adviriam para todos, organizadores, equipas, patrocinadores e ciclistas. Compreendo, mas não concordo que se tivesse deixado chegar a este ponto.
    A mim o que mais me choca é o facto de não haver aqui uma tomada de posição clara e definitiva por parte da UCI no caso Valverde. Das duas uma, ou Valverde é culpado e a UCI toma as devidas medidas suspendendo o ciclista, ou não é culpado e a UCI obriga de uma vez por todas a Federação italiana a deixar o ciclista correr em Itália. Assim é que não pode ser. Por este andar daqui a algum tempo temos ciclistas que não podem ir ao País A, B e C, mas podem correr no D, E e F. Sendo a UCI o orgão máximo do ciclismo internacional, tem a obrigatoriedade de esclarecer de uma vez por todas todo este imbróglio. (Já agora não é verdade que não hajam ciclistas espanhóis suspensos. Nozal, Guerra, Jiménez e Heras são só alguns deles.) Só espero que não esteja aqui mais um caso Thomas Dekker e daqui a dois anos se venha a verificar que afinal o ciclista estava mesmo dopado e mais uma vez se tenham de refazer os nossos livros de estatísticas. Saudações cordiais a todos.

  2. Rui eu estaria de acordo contigo se ele fosse castigado em todos os paises alem de espanha, mas isso não acontece, parece normal a alguem que um atleta so nao possa competir num pais?
    Agora quer se queira ou não os Italianos que têm sido apanhados no Doping têm sido apanhados pela UCI e o que é certa é que neste momento não existe nenhum espanhol, nem o Valverde, por isso penso que a medida tomada contra ele é injusta e a medida da volta a Murcia uma pequena vingança, sendo ele murciano

  3. Moisés então o que estas a dizer é que em italia ele foi condenado sem existir provas !!!!!!!!!!!!!!
    Na realidade é que em italia um ciclista que é apanhado , enquanto em espanha nada se passa já que a justiça espanhola é de uma passividade negligente e criminosa, basta ver o que se passou com a operação puerto só foram condenados os estrangueiros pelas suas respectivas federaçóes e em espanha quem é que foi condenado ?

  4. (de: ola ” Aquele que sabe deve ser engenheiro, como tal deveria ter um papel mais activo no meio velocipedico.”) Ora aqui está! Será necessário serem “picados” para terem uma resposta mais activa e certa forma mais influente, para que o ciclismo como desporto ganhe consistência e projecção, ficando em destaque na posição que lhe é merecida enão o coitadinho o submundo dos dopados e cobaias de laboratório para outros desportos e afins com interesses monetários. Fica a observação aconselhando a reflexão.

  5. O problema em Italia é a questão de justiça, se não existe nada a provar que o Valverde estava relacionado com a operacão puerto, os Italianos não podem fazer justiça pela propria mão. Pois para a UCI orgão máximo de ciclismo não pode existir, espanha, holanda, frança, portugal, não pode haver diferenças. Logo se os italianos querem prejudicar o Valverde como vingança, os espanhois também pode fazer o mesmo aos italianos. pois ao castigar o valverde estão a prejudicar a imagem de uma equipa que não têm casos de Doping, ao contrario dos ultimos anos, em que os italianos têm mostrado mtos casos de Doping.

  6. Os casos de doping ocorreram em Itália, França, Holanda, Bélgica, mas parece que em Espanha é que a cultura contra este flagelo não mudou. Os piores relatos de procedimentos de dopagem (veja-se o caso de Jesus Manzano) são do mais tenebroso que pode existir e a justiça espanhola tem sido um grande entrave no sentido de encontrar mais evidências e a detectar e castigar suspeitos. O que se passa em Itália é Uma forma de nenhuma prova em Itália estar de novo aliada a ciclistas que, segundo o seu entendimento, produziram um efeito nefasto no ciclismo.

  7. Aquele que sabe deve ser engenheiro, como tal deveria ter um papel mais activo no meio velocipedico! A comparação com os trolhas que eu respeito muinto, senão estaria agora a fazer este comentário á (chuva). So pode ser pelas deficudades da profissão, pois eu fui trolha e ciclista profissional durante 15anos e hoje não sendo uma coiza nem outra, tenho orgulho em ambas .

  8. Rui o problema é que não é só em Espanha que o Valverde pode correr, ele só não pode em Itália. Logo das duas uma ou o problema é da UCI, e então têm que estar calada nesta situação, ou então se a UCI não o castiga que é o orgão máximo não deveria ser castigado por ninguém. Mas essa é a minha opinião

  9. No ciclismo só continuam a existir “trolhas” à boa maneira antiga, pessoas sem cultura, sem estudos e que têm de se sujeitar ao trabalho que aparecer e que a única prespectiva de vida será um dia chegarem a meste de obras ou quiçá empreiteiros. Transfiram isto para uma realidade do que é o ciclismo e vejam que não à volta a dar ao espelho.

  10. acho muito bem!!

    que palhaçada agora os ciclistas italianos vao levar por tabela quando nao tem culpa nenhuma? Acho muito bem, já devia era vir mais cedo porque agora as equipas italianas ja nao podem participar.

    a uci tem de esclarecer quem e que manda

  11. Valverde segundo as leis italianas foi considerado culpado de doping , portanto não pode correr, o que se passa é que em espanha há uma passividade criminosa para com os dopados por isso é que Valverde, e outros ainda podem competir em quanto em italia e paises vizinhos há o respeito pelas leis e igualdade de tratamento.
    Quanto ao comentario do Moises acerca da possivel carreira estragada apenas os mesmos podem serem responsabilizados.

  12. Só gostava de saber o porque da UCI não penalizar também os italianos por suspenderem o Valverde, é que se têm provas para suspender em italia têm em todos os países, se não têm provas não se deve permitir estragar a carreira de um ciclista ou de uma equipa, uma vez que ele é o chefe de fila

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