AMA frustrada com justiça espanhola

wada [Jornal Ciclismo]

A Agência Mundial Anti-dopagem (AMA) manifestou-se após a rejeição do apelo de acesso às provas da Operação Puerto pela justiça espanhola. “A AMA permanece frustada pelos lentos avanços da Justiça espanhola neste caso”, relatou um comunicado daquela instituição.

A Audiência Provincial de Madrid negou o acesso a documentação e provas dos atletas envolvidos na O.P. alegando que a cedência de elements para fins exteriores poderá infringir os direitos dos implicados na investigação.

“Continuamos a enfatizar que as provas reunidas pelas forças da lei durante an investigação necessitam de ser preservadas para partilha com o desporto e pelas autoridades anti-doping”, considerou John Fahey, presidente da AMA.

“Apesar de frustados, permanecemos optimistas no desenlace próprio que ainda espera estes atletas – e os membros da sua ‘entourage’ – que terão feito batota”, acrescentou.

Os raides da Guardia Civil aquando das buscas da O.P. reveleram a presença de esteróides anabolizantes, equipamento para transfusão sanguíneas e mais de 200 bolsas de sangue com nomes códigos, grande parte delas identificada num escândalo que fez cair o antigo vencedor da Volta a França, Jan Ullrich ou o italiano Ivan Basso

Depois da O.P., Espanha aprovou uma nova lei anti-dopagem à semelhança de países com legislação mais “dura” sobre a material ao mesmo tempo que promoveu uma política de tolerância zero que, segundo o secretário de Estado do Desporto Espanhol, Jaime Lissavetzky, levou a 24 operações judiciais anti-dopagem entre 2004 e 2009.