AMA e UCI: “Caso Valverde é uma frustação”

Valverde e AMA em confronto no TAD
Valverde e AMA em confronto no TAD

A Agência Mundial Antidopagem (AMA) classificou o caso que a opõe ao ciclista espanhol Alejandro Valverde como “frustrante”. A declaração é do director dos serviços jurídicos da AMA, Olivier Niggli. “Este caso [Valverde] que já dura há dois anos revela-se extremamente frustante. É caro e custa-nos muita energia”, avaliou o responsável que relembrou a existencia de dois apelos ainda a aguardar deliberação no Tribunal Arbitral do Desporto.

O primeiro apelo refere-se ao veto de acesso à bolsa de sangue, presumivelmente de Valverde, por parte da Justiça Espanhola no desenvolvimento da Operação Puerto. Já o outro apelo foi interposto pelo próprio Valverde que contesta a suspensão de dois anos decretada pelo Comité Olímpico Italiano e que o impede de competir no território transalpino.
A avaliação dos casos pendentes pela AMA foi efectuada numa reunião do seu Conselho Fundador, em Estocolmo.

Já Pat McQuaid, presidente da União Ciclista Internacional, alinha pelo mesmo diapasão: “é um caso problemático e oneroso, em termos financeiros e humanos. É o tipo de caso que coloca em causa a credibilidade do nosso trabalho”, realçou.