“Portugal obteve resultados muito dignos”



Carlos Castaño, presidente da RFEC / Foto: DR
Carlos Castaño, presidente da RFEC / Foto: DR

O novo presidente da Real Federação Espanhola de Ciclismo (REFC) está disposto a alterar o actual rumo do ciclismo no país vizinho. Com uma rota bem planeada, na qual compete ao anterior Director Técnico Nacional da Federação Portuguesa de Ciclismo, Jose Luis Algarra, um papel de timoneiro, Carlos Castaño olha para o futuro: a regularização da situação económica e desportiva da REFC e aposta no ciclismo de formação e em áreas “esquecidas” como o cicloturismo e a utilização urbana da bicicleta. Seguem-se os excertos de uma entrevista publicada pelo jornal Marca a 13.12.08.






“Não votaram a favor de uma candidatura, mas por um projecto real (…) O ciclismo espanhol exigiu isso: a aposta na base. No passado Mundial só podemos levar três sub-23 e só um terminou. Foi um sinal que não se trabalho: só levamos três corredores porque não fomos à Volta a França do Futuro, ao Giro delle Regioni, às prova da Taça das Nações…Portugal, com um número de licenças muito semelhante ao de Madrid, obteve resultados muito dignos“.

“Uma das coisas que quero é que o presidente em saída assine um relatório económico, administrativo e desportivo sobre o estado da REFC. Vou responsabilizar-me pela minha parte, mas quero que o ciclismo espanhol conheça a situação a seis de Dezembro de 2008.[…] Não me recordo exactamente [a dívida] mas entre fundos próprios negativos e dívidas, aproximadamente dois milhões e meio de euros

“Quiça a quem compete responder a essa pergunta [qual a situação desportiva da RFEC?] deve ser Jose Luis Algarra, mas, pessoalmente, gostava de mudar a imagem do ciclismo e, sobretudo, dar muita importância ao ciclismo de base e a outras modalidades como o cicloturismo e o circuito urbano, que movem massas ou, pelo menos, grande quantidade de pessoas. Temos que chegar a eles e oferecer-lhes um projecto integrador”

“[Tem alguma preocupação especial em matéria anti-dopagem?] Temos no nosso programa uma parte correspondente à educação, porque acreditamos que temos que começar por aí: educar para prevenir. Temos um problema nas categorias de alto rendimento, mas para acabar com tal temos que começar a sensibilizar os jovens e o que os rodeiam que os objectivos não se alcançam com ajudas externas. Há normas que todos temos que cumprir e as aplicaremos quando necessário. Mas, em linhas gerais, a RFEC tem muita pouca competência, porque é o Conselho Superior dos Desportos (CSD) quem decide as sanções e as normas”