Um Giro virado para o espectáculo0 Comentários

Josecarlosgomes
13 Dez 2008 5:41pm

A 92ª edição da Volta a Itália, aquela que marca os cem anos desde a criação do Giro, em 1909, foi hoje apresentada. Uma primeira análise ao percurso aponta para uma corrida equilibrada, na qual tanto os contra-relogistas como os trepadores terão suficientes oportunidades para fazer valer os seus dotes, embora possa haver algum desequilíbrio em favor dos escaladores.
A prova terá 3394,8 quilómetros, partindo de Veneza, no dia 9 de Maio, para terminar em Roma, no dia 31. O arranque dá-se com um contra-relógio por equipas de 20,5 quilómetros. Os especialistas na luta contra o tempo poderão esfregar as mãos de felicidade na décima segunda tirada, 61 quilómetros de exercício individual, entre Sestri Levante e Riomaggiore. A capital do país será o palco dos últimos acertos de contas, com um novo contra-relógio, este bem mais curto: 15,3 quilómetros.
A montanha a sério faz a sua aparição ao quarto dia, quando a caravana entrar nos Dolomitas. Essa jornada termina em San Martino di Castrozza, uma contagem de montanha instalada aos 1466 metros de altitude. No dia dia seguinte,o cardápio oferece mais duas subidas, a última das quais, no Alpe de Siusi, coincide com a meta.  
A décima jornada tem tudo para ficar na história e os motivos para isso são vários. Desde logo, vai estender-se por 250 quilómetros. Depois, contempla as subidas para Colle della Madalena, Col de Vars, Col d’Izoard, Col de Montgenevre e Colle del Sestriere. Por fim, é uma tirada que passa por onde Fausto Coppi fez miséria dos adversários na edição do Giro de 1949.
Os trepadores terão de esperar pela 16ª etapa para saborearem nova chegada em alto. Será no Monte Petrano, ultrapassados longos 237 mil metros de corrida. Segue-se um dia de descanso e mais uma tirada com o pano colocado em altitude, em BlockHaus. As duas últimas etapas em linha terminam em subida, embora com diferentes graus de dificuldade. Na 9ª jornada o pelotão corta a meta junto na proximidade do vulcão Vesúvio, a mil metros de altitude. No dia seguinte fá-lo em Anagni, apenas 401 metros acima do nível do mar.

Pelotão de luxo

Se o percurso deixa adivinhar uma corrida aberta e espectacular, o lote de participantes já confirmados também indicia um mês de Maio bem passado para todos aqueles que gostam de ver ciclismo de qualidade. Mesmo com a ausência confirmada hoje por Cadel Evans, o lote de potenciais actores principais da corrida é vasto. Os italianos, como é seu timbre na corrida nacional, estarão presentes e em força: Ivan Basso, Danilo di Luca, Damiano Cunego ou Gilberto Simoni são alguns dos homens de quem muito se espera. De fora, chega o vencedor do Tour’08, Carlos Sastre, que terá a concorrência de Denis Menchov e de Lance Armstrong, entre outros. Ausência certa é a do vencedor da edição de 2008, Alberto Contador, que prefere concentrar-se na preparação do assalto ao triunfo na Volta a França.

Dia / Etapa / Percurso / Distância
9 – 1ª Etapa: Veneza – Veneza, 20,5km (C/R Equipas)
10 – 2ª Etapa: Jesolo – Trieste, 156km
11 – 3ª Etapa: Grado – Valdobbiadene. 200km
12 – 4ª Etapa: Pádova – San Martino di Castrozza, 165 km
13 – 5ª Etapa: San Martino di Castrozza – Alpe di Siusi, 125km
14 – 6ª Etapa: Bressanone – Mayhofen, 242km
15 – 7ª Etapa: Innsbruck – Chiavenna, 244km
16 – 8ª Etapa: Morbegno – Bérgamo, 208km
17 – 9ª Etapa: Milão – Milão, 155km
18 – Descanso
19 – 10ª Etapa: Cuneo – Pinerolo, 250km
20 – 11ª Etapa: Turim – Arenzano 206km
21 – 12ª Etapa: Sestri Levante – Riomaggiore, 61km (C/R)
22 – 13ª Etapa: Lido di Camaiore – Florença, 150km
23 – 14ª Etapa: Campi Bisenzio – Bolonha San Luca, 174km
24 – 15ª Etapa: Forlì – Faenza, 159km
25 – 16ª Etapa: Pergola – Monte Petrano, 237km
26 Descanso
27 – 17ª Etapa: Chieti – BlockHaus, 179km
28 – 18ª Etapa: Sulmona – Benevento, 181km
29 – 19ª Etapa: Avellino – Nápoles M.te Vesúvio, 164km
30 – 20ª Etapa: Nápoles – Anagni, 203km
31 – 21ª Etapa: Roma – Roma, 15,3km (C/R)

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