Tour: Serguei Ivanov foi a aposta certa para a vitória2 Comentários

admin
18 Jul 2009 3:38pm

ivanovSerguei Ivanov (Katusha) foi fiel ao seu estilo atacante para surpreender os companheiros de fuga a caminho de Besançon, no termo da 14ª etapa da Volta a França. O campeão russo atacou a pouco mais de uma dezena de quilómetros do risco, suportando a perseguição dos adversários na conquista do segundo triunfo de sempre na prova. Nicolas Roche (Ag2R), “poupado” a esforços durante a fuga cortou o risco na segunda posição. Fruto da escapada, George Hincapie (Team Columbia) e Christophe Le Mevel (Française des Jeux) entraram no “top-ten” da classificação ainda liderada pelo italiano Rinaldo Nocentini.

Forte e com sólido background de rolador, Serguei Ivanov suportou o esforço individual nos últimos dez quilómetros da 14ª etapa etapa da Volta a França para se impôr, com autoridade, em Besançon, após desfeitear as intenções dos seus colegas de fuga. Depois de um arranque – esperado – mas ainda ainda surpreendente às portas daquela localidade, Ivanov – sextuplo campeão nacional russo – rodou com as mãos na parte de baixo do guiador pulsando toda a potência numa escassa mas segura vantagem que lhe permitiu somar a segunda grande vitória do ano, após o triunfo primaveril na Amstel Gold Race.

Na segunda posição da tirada, em força, terminou o irlândes Nicolas Roche (Ag2R) – foi poupado a esforços durante toda a jornada, graças à liderança de Rinaldo Nocentini, seu colega de equipa  - logo seguido por Hayden Roulston (Cervélo).

O pelotão chegou com 5m36s de atraso, liderado por Mark Cavendish (Team Columbia), na 13ª posição. O sprinter britânico, no entanto, foi posteriormente desclassificado ao último lugar do pelotão, por “apertar” Thor Hushovd, seu rival na luta pela camisola verde.

O atraso para os fugitivos foi alvo de esforços redobrados da Ag2R na perseguição, perante a ameaça do norte-americano George Hincapie (Team Columbia), o mais bem classificado na ofensiva, numa caçada na qual colaborou ainda a Garmin. A defesa da liderança foi conseguida, mas de forma tangencial: Hincapie subiu ao segundo lugar, a escassos cinco segundos de Nocentini.

A história da etapa de 199 quilómetros, que não continha dificuldades de monta, teve início com o esforço de uma dúzia de ciclistas – Maaskant, Voigt, Ciolek, Timmer, Hincapie, Roche, Willems, Righi, Bennati, Ivanov, Le Mével, Minard, Roulston – em fuga a partir do quilómetro 14.

A vantagem conseguida permitiu atribuir a liderança virtual da corrida a George Hincapie, o veterano da escapada – 36 anos foi o único a acompanhar Lance Armsntrong nos seus sete Tours – antes da aceleração do pelotão, nos últimos 50 quilómetros da escapada. Já sem Voigt, atrasado por um furo, o grupo desentendeu-se às portas de Besançon, lançado o primeiro ataque por Martin Maaskant. Sucederem-se novas iniciativas até ao ataque seguro de Ivanov que solidamente aproveitou-se da situação de corrida para, de forma individual, rolar para a sua segunda vitória de sempre no Tour, após um anterior sucesso, conseguido em moldes semelhantes na edição 2001 em Aix-Les-Bains, na altura com as cores da Fassa Bortolo.

Numa jornada anódina para os principais favoritos, Nocentini salvaguardou a liderança, cabendo a Hincapie o “papel” de Delfim, a cinco segundos da amarela. Alberto Contador e Lance Armstrong, a seis e a oito segundos permanecem na esteira da camisola amarela na véspera da segunda etapa com final em alto da prova.

Nas restantes classificações, Hushovd permanece como líder da classificação da camisola verde – com mais 18 pontos do que Cavendish. Já na montanha, Franco Pelizzotti (Liquigas) salvaguardou a liderança da montanha conquistada na véspera, com três pontos de avanço sobre Egoi Martinez (Euskaltel). Já a juventude, pelo oitavo dia consecutivo permanece no corpo de Tony Martin, tendo a Ag2R defendido a posição reinante na classificação colectiva.

19 de Julho – 15ª Etapa: Pontarlier – Verbier, 207,5 km

A primeira etapa alpina não faz jus a este complexo montanhoso, pois, além da subida para a meta, não há dificuldades de monta no percurso. A derradeira escalada tem apenas 8,8 quilómetros a uma inclinação média de 7,5%.
Pontarlier ouve o tiro de partida do Tour pela segunda vez na história da competição. Nunca o pelotão chegou ao alto de Verbier.

CLASSIFICAÇÕES
14ª etapa: Colmar – Besançon,  199 km
1º Serguei Ivanov (Team Katusha), 4h37m46s
2º Nicolas Roche (Ag2R La Mondiale), a 16s
3º Hayden Roulston (Cervélo), mt
4º Martinj Maaskant (Garmin-Slipstream),mt
5º Sébastian Minard (Cofidis), mt
6º Daniele Righi (Lampre-NGC), my
7º Christophe Le Mevel (Française des Jeux), mt
8º George Hincapie (Team Columbia), mt
9º Daniele Bennati (Liquigas), mt
10º Gerald Ciolek (Team Milram), mt
11º Albert Timmer (Skil-Shimano), a 22s
12º Frederil Willems (Liquigas), a 3m41s
13º Thor Huskvod (Cervélo Test Team), a 5m36s
14º Mark Renshaw (Columbia-HTC), mt
15º Yauheri Hutarovich (Française des Jeux), mt
16º Jose J. Rojas (C.Epargne), mt
17º Koen de Kort (Skil-Shimano), mt
18º Marco Bandiera (Lampre-NGC),mt
19º Brett Lancaster (Cervélo), mt
20º Jéremy Roy (Française des Jeux), mt
46º Sérgio Paulinho (Astana), mt

Geral individual
1º Rinaldo Nocentini (AG2R La Mondiale), 53h30m30s
2º George Hincapie (Columbia-HTC), a 5s
3º Alberto Contador (Astana), a 6s
4º Lance Armstrong (Astana), a 8s
5º Cristophe Le Mével (Française des Jeux), a 43s
6º Bradley Wiggins (Garmin – Slipstream), a 46s
7º Andreas Klöden (Astana), a 54s
8º Tony Martin (Columbia – HTC), a 1m00s
9º Christian Vande Velde (Garmin – Slipstream), a 1m24s
10º Andy Schleck (Saxo Bank), a 1m49s
11º Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas a 1m54s
12º Luis León Sánchez (Caisse d’Epargne), a 2m16s
13º Maxime Monfort (Columbia – HTC), a 2m21s
14º Fränk Schleck (Saxo Bank), a 2m25s
15º Roman Kreuziger (Liquigas), a 2m40s
16º Vladimir Efimkin (AG2R La Mondiale), a 2m45s
17º Carlos Sastre (Cervelo Test Team), a 2m52s
18º Mikel Astarloza (Euskaltel – Euskadi), a 3m02s
19º Cadel Evans (Silence – Lotto), a 3m07s
20º Kim Kirchen (Columbia – HTC), a 3m16s
41º Sérgio Paulinho (Astana), a 12m19s

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2 Comentários

  1. Antonio jose

    Sem duvida a experiencia foi essencial para esta vitoria, tal como a da amstel gold race.

  2. rui

    Os outros nem com auriculares , conseguem vencer , uma miseria, incluindo a equipa do camisola amarela que salvou a camisola graças á pouca vontade de George Hincapie em ficar com ela.

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