Confrontado com um resultado positivo, o suíço Thomas Frei confessou o uso de EPO e escusou-se a esperar pelo resultado da contra-análise. “É verdade, tenho usado EPO. Requerer a amostra B é, por isso, inútil. A possibilidade de ser negativa é mínima”, confessou de forma aberta o suíço de 25 anos que representou a Astana entre 2007 e 2008 e fazia presentemente parte dos quadros da BMC.
Contrariando a lei da rolha ou do desvio de responsabilidades tão em voga nos desportistas apanhados com doping, o discurso de Frei é frontal, não se escondendo em questões acessórias e de negação das evidências. Mediante a assunção de EPO, Frei avançou que as pessoas do seu “círculo íntimo” sabiam do “que se estava a passar”.
Questionado, em conferência de imprensa na sua cidade natal, em Olten, Frei confessou que passou a recorrer à dopagem em 2008 e que foi apanhado quase por “acaso”. Desculpabilizando a equipa de qualquer envolvimento – lamentou que o caso tenha dado publicidade negativa à BMC – Frei confessou que não sabe ainda se indicará o nome do médico – presumivelmente fora do ciclismo – que lhe terá fornecido os produtos dopantes. “Para mim é uma suspensão, mas as consequências serão muito maiores para o médico que será imediamente impedido de exercer a sua profissão”.
Frei foi ainda mais longe afirmando ter sido apanhado por “acaso”, quando o controlo supresa surgiu no domicílio pelas 06h00 da manhã. Frei adiantou que tinha tomado a micro-dose de EPO, a primeira em três meses, na véspera do controlo e que se tivesse bebido vários litros de água após a injecção, o resultado do teste à urina teria dado negativo. “Foi uma negligência”, acrescentou Frei que se escusou a beber água mesmo quando o médico do controlo anti-dopagem lhe bateu à porta.
“Não sou um mentiroso nato. Não conseguiria mentir sobre isto”, disse ainda.
Artigos relacionados
No meio de tamanha falha, consegue ser honesto.
Parabéns por isso
E assim se reduz uns meses á pena.
Tb sinceramente com uma microdose não se conseguem melhoramentos de performances mas sim maior capacidade de recuperação entre treinos.
Penso que isto deveria trazer ao de cima a questão do limite de hematócrito nos 50%. Eu entendo, que os ciclistas deveriam poder utilizar o Epo até esse limite ou 48% por exemplo. Mas quem ultrapassa-se de forma aritificial (porque existem os que o têm superior naturalmente) deveria ser irradiado para sempre da modalidade.
Já que existe um limite poderiam liberalizar o uso da substancia. Até porque um ciclista com um hematocrito normal de 40% não tem possibilidades de disputar um tour ou uma outra grande volta sem entrar num estado de anemia. A não ser que coma muitos bifes mal passados. lol…
Quanto á noticia penso que metade são tretas e que ele terá feito de tudo para não acusar e que se podesse ter bebido agua o teria feito e com fartura.
Bato-lhe meia palma pelas declarações.
Assim deviam ser todos os que de uma forma ou de outra caiem nesta teia.
Sinceridade acima de tudo.
Declaração, para salvar a sua curta carreira.
Para mim todos os desportistas se dopam, não existe ninguem que aguente a vida de um desportista de alta competiçao sem tomar, tomam e bebem agua e ta feito, nao acusa e ta feito…
V.S. legalizar EPO? Tás tolo… se tem 40% de hematocrito que vá jogar golfe…
O médico só lhe arranjou o EPO porque ele pediu, ou já se fazem ofertas a casa dos atletas? No entanto merece ser arrastado pois tem idade para ter consciencia dos actos que pratica…
Não conhecia o artista mas já que agora é falado fica-se a saber que existiu um aspirante a atleta suiço que gostaria de ter a tempera e salada fundeira como um Alex Zulle. O que sei é que a malta agora não quer treinar julgam que são aparelhos electrónicos e a magia da engenharia neste caso genética lhes vai dar alguma coisa
Esta é novidade, alguém reconhecer que se dopou, embora só à posteriori… Caro amigo VC, relativamente à questão do hematócrito, pois, também eu queria ter a genética do Armstrong e ganhar a Volta a França, mas a natureza não quis. Ora não é esse precisamente o fundamento do desporto de alta competição? Há atletas cuja constituição fisiológica, aprimorada pelo treino, permite-lhes performances que não estão ao alcance de todos, por isso é que os campeões se demarcam dos demais, é a lei natural das coisas. Se o Alberto Contador, Fabian Cancelara, ou Mark Cavendish, fazem o que fazem, é porque a natureza os previligiou, e é assim que deve ser, o desporto de elite deve servir para selecionar os mais aptos e apetrechados e não os que metem uma cunha no Doutor.
ASSIM É QUE DEVIA SER…. PARABENS PELA ATITUDE.
Há-de chegar o dia em que todos os ciclistas profissionais vao assumir a realidade da vida de ciclista profissional,a não ser que liberalizem a dopagem,vao todos proferir a mesma frase que o nosso amigo thomas frei,por enquanto temos de nos contentar com umas musicas para os nossos ouvidos como do genero do “eu nunca tomei nada” ou “estou limpo,só bebo agua”..
Liberalizem a droga,para as noticias sobre ciclismo passarem a ser diferentes,senão o tema é sempre o mesmo :s
- 1 nas estradas a enganar o público.
eu prefiro acreditar que a maioria corra limpo. Quando souber que mais de metade do pelotao e dopado, ai deixo de ver ciclismo.
Eu também, justiceiro…eu também!
Então deixa, porque vais ficar com remorsos
Por este andar, se calhar é mesmo o que vai acontecer