O alemão Marcel Kittel (Skil-Shimano) tomou o gosto à vitória e conquistou a segunda etapa da Volta a Polónia, batendo Heinrich Haussler (Cervelo Garmin-) e Graeme Brown (Rabobank), depois de, na véspera, vencer a etapa inaugural em Varsóvia. No sprint, Haussler até foi o primeiro a lançar o sprint, mas Kittel impôs-se à maior após um final de etapa frenético marcado por uma queda colectiva – Alessandro Ballan (BMC) foi um dos acidentados – nos últimos três quilómetros. A fuga do dia foi preenchida por um quarteto:Pierre Cazaux (Euskaltel-Euskadi), Kurek Adrian (Polônia), Matysiak Bartlomiej (CCC Polsat Polkowice), Paolo Bailetti (De Rosa – Ceramica Flaminia) que chegaram a deter mais de dois minutos de avanço mas cuja empreitada se esgotou nos últimos dez quilómetros depois da aceleração das equipas mais fortes em prova: BMC, Liquigas, HTC e Sky.
Entre os portugueses, o melhor foi Manuel Cardoso (Radioshack), na 16ª posição. Seguiram-se Tiago Machado (55º), Bruno Pires (Leopard, 83º), José Mendes (CCC Polsat, 150º), Nélson Oliveira (Radioshack, 152º) todos com o mesmo tempo do vencedor. Na classificação geral, Kittel dispõe de sete segundos de vantagem sobre o polaco da seleção local Adrian Kurek, seguindo Haussler e o norueguês Alexander Kristoff (BMC) a 14 segundos do topo. Cardoso é o representante luso mais bem colocado, no 22º posto, mas todos os restantes compatriotas têm a mesma desvantagem de 20 segundos para o líder da tabela: Machado (39º), Pires (78º), Oliveira (105º) e Mendes (110º). Terça-feira, o pelotão desta 68.ª “Polaca” vai disputar a terceira de sete etapas, entre Bedzin e Katowice, na distância de 135,7 quilómetros.
O português Tiago Machado (RadioShack) terminou a Volta à Polónia na nona posição, a 41 segundos do irlandês Daniel Martin (Garmin-Transitions), que venceu aquela corrida ProTour. O alemão André Greipel (Team HTC-Columbia) venceu ao sprint a última etapa da competição. Depois do triunfo, o germânico foi uma das figuras do dia velocipédico, anunciando a mudança para a Omega Pharma-Lotto a partir da próxima temporada.
O português Tiago Machado (RadioShack) foi hoje o quinto classificado na sexta e penúltima etapa da Volta à Polónia, que foi ganha pelo holandês Bauke Mollema (Rabobank). O famalicense gastou mais nove segundos do que o vencedor para cumprir os selectivos 228,5 quilómetros da tirada, marcada por sete contagens de montanha.
O irlandês Daniel Martin (Garmin-Transitions) segurou a camisola amarela, que já não lhe deve escapar, pois a derradeira etapa, a disputar amanhã, não apresenta grandes dificuldades. Tiago Machado está na 11.ª posição, a 41 segundos do líder.
O outro português do pelotão, João Correia (Cervélo), desistiu hoje.
O irlandês Daniel Martin (Garmin-Transitions) conquistou hoje a camisola amarela da Volta à Polónia, graças a um desempenho de excelência que lhe valeu o triunfo na quinta etapa da competição, que terminou numa dura contagem de montanha, no final dos 149 quilómetros que ligaram Jastrzebie Zdrój e Ustron. O português Tiago Machado (RadioShack) foi o 11.º na tirada, a 31 segundos, subindo à 12.ª posição da geral, a 41 segundos.
Esta era a primeira das duas etapas consecutivas que se prevêem decisivas. Aproveitando a dificuldade do percurso, que continha seis prémios de montanha, Daniel Martin soube manter-se nos primeiros postos do pelotão enquanto se desenrolava a fuga da jornada. Com a aproximação da meta, o irlandês atacou para o triunfo e para a liderança. O segundo na tirada foi o esloveno Grega Bole (Lampre-Farnese Vini), a 20 segundos, que é também o segundo da geral, a 14 segundos.
O outro português do pelotão, João Correia (Cervélo), foi o 173.º na etapa, a 23m00s do vencedor, sendo o 175.º e último da geral, a 48m02s.
A etapa de amanhã prevê-se muito difícil de decisiva. Além de sete contagens de montanha, uma delas coincidente com a meta, os corredores vão ter de enfrentar uma longa estirada de 228,5 quilómetros, com partida de Oswieçim e chegada a Bukowina Tatrzanska.
Foto: Garmin-Transitions/Arquivo
O italiano Mirco Lorenzetto (Lampre-Farnese Vini) ganhou hoje a quarta etapa da Volta à Polónia, ascendendo ao comando da geral individual. A primeira abordagem montanhosa, ainda que as dificuldades estivessem longe da meta, partiu o pelotão, fazendo com que o triunfo fosse discutido por um grupo restrito de 55 elementos, entre os quais chegou o português Tiago Machado (RadioShack).
No sprint, ao cabo dos 177,9 quilómetros, que ligaram Tychy a Cieszyn, a Lampre-Farnese Vini fez uma dobradinha. Lorenzetto ganhou, seguido pelo colega de equipa Grega Bole. O terceiro foi Alessandro Ballan (BMC), todos com o mesmo tempo, 4h07m36s. Tiago Machado foi o 34.º, a 4 segundos. João Correia (Cervélo), 180.º, ficou a 12m32s do vencedor.
Na geral, Lorenzetto substitui Allan Davis (Astana) no comando, tendo sete segundos de vantagem sobre Bole e oito relativamente a Ballan. Machado é 27.º, a 17 segundos. Correia é 180.º e último, a 25m09s.
Amanhã corre-se a quinta etapa, primeiras das que são consideradas decisivas. A viagem é curta, 149 quilómetros, mas muito dura. Os corredores vão fazer um circuito com cinco subidas de primeira categoria e quando se desviam deste perímetro é para encontrarem uma escalada ainda mais dura, a sexta da jornada, que os leva à meta, em Ustrón.
(em actualização)
O bielorruso Yahueni Hutarovich (Française des Jeux) ganhou hoje a terceira etapa da Volta à Polónia, uma ligação de 122 quilómetros entre Sosnowiec e Katowice, que permitiu ao australiano Allan Davis (Astana), manter a liderança, conquistada na véspera.
Pelo terceiro dia consecutivo, as decisões deram-se ao sprint. Hutarovich foi o mais rápido, suplantando Lucas Sebastian Haedo (Saxo Bank) e Allan Davis, segundo e terceiro, respectivamente, todos com 2h45m04s. Tiago Machado (RadioShack) voltou a chegar integrado no pelotão, com o mesmo tempo do vencedor, na 70.ª posição. O famalicense é o 65.º da geral, a 14 segundos do camisola amarela. João Correia (Cervélo) cedeu 1m56s, passando o risco no 179.º lugar, igual posto ao que ocupa na geral, tabela em que está a 12m47s.
Amanhã corre-se a quarta etapa, que marca a primeira aproximação à montanha. Na viagem de 177,9 quilómetros entre Tychy e Cieszyn, os corredores terão de ultrapassar três contagens de primeira categoria, mas a última ainda dista 55 quilómetros da chegada, pelo que não é de crer que se assista a movimentações decisivas entre os favoritos.
(em actualização)
A mais extensa etapa da Volta a Polónia terminou, sem surpresa, com discussão ao sprint naquela que foi a consagração do alemão Andre Greipel (HTC-Columbia), no seu 15º sucesso da temporada. O “Hulk” do pelotão bateu Allan Davis (Astana) e o holandês Wouter Weylandt (Quick Step) no termo de 240 quilómetros de prova. O desfecho provocou a queda da liderança de Jacopo Guarnieri substituído na camisola amarela por Allan Davis.
“O sprint foi algo perigoso, em ligeira descida, mas encontrei um espaço para sprintar. Todos estamos desgastados após uma etapa tão longa e quente mas senti-me bem. Foi uma demonstração do bom caminho para a Vuelta e para os Mundiais”, explicou Greipel.
O famalicense Tiago Machado, tal como na véspera, terminou no pelotão: 75º. Na geral ocupa o posto 58º, a 10 segundos de Allan Davis.
O português Tiago Machado (RadioShack) terminou hoje a primeira etapa da Volta à Polónia integrado no pelotão, sendo o 50.º a passar o risco, com o mesmo tempo do vencedor, Jacopo Guarnieri (Liquigas-Doimo). A tirada de hoje,175,1 quilómetros entre Sochaczew e Varsóvia, não tinha grandes dificuldades, pelo que acabou por decidir-se ao sprint. Guarnieri foi o mais veloz, superiorizando-se a Aitor Galdos (Euskaltel-Euskadi) e a Allan Davis (Astana), segundo e terceiro, respectivamente.
As bonificações deixaram Guarnieri com quatro segundos de vantagem sobre Galdos, que é o segundo da geral. Tiago Machado está em 54.º, a dez segundos.
A segunda etapa liga, nesta segunda-feira, as localidades de Rawa Mazowiecka e Dabrowa Górnicza, numa longa viagem de 240 quilómetros, que se adaptam às características dos roladores.
Volta à Polónia
A corrida nacional da Polónia passou do 8 ao 80. O mesmo é dizer que saltou do amadorismo, imposto e acarinhado pelo regime político que ali vigorou durante décadas, para o profissionalismo absoluto de uma competição ProTour, sem dúvida coerente com o capitalismo selvagem que ali vai frutificando. A 64ª edição da Volta à Polónia, última corrida pontuável para o ProTour 2008, sai para a estrada de 14 a 20 se Setembro. Ao longo de sete etapas, normalmente muito competitivas, vai encontrar-se o sucessor da esperança belga Johan van Summeren. Prejudicada pela luta entre organizadores das grandes provas e a UCI, a Volta à Polónia foi usada como arma de arremesso, coincidindo parcialmente com a Vuelta. Com isso, deixa de ser opção para algumas das grandes estrelas da actualidade, embora possa ser usada por outros grandes nomes para a última afinação antes do Campeonato do Mundo, que se disputa na semana seguinte. Nos anos mais recentes, houve um português que se destacou na ronda polaca. Em 2004, Hugo Sabido, então ao serviço da Milaneza-MSS, venceu uma etapa e terminou a Volta na segunda posição, batido apenas pelo veterano checo Ondrej Sosenka.
Paris – Bruxelas
A “Clássica das duas capitais” é uma das mais antigas e prestigiadas corridas do Mundo. Nasceu, para amadores, em 1893, pela mão de dois jornalistas entusiastas do ciclismo, Licensky e Minart. À terceira edição, em 1907, passou a ser disputada por profissionais. Interrompido durante alguns períodos, por exemplo, durante das duas Grandes Guerras, o Paris – Bruxelas soma já 87 edições. A 88ª corre-se no próximo dia 13. Esta corrida de um dia está cotada como prova do escalão HC (Categoria Especial) do circuito Continental Europeu da UCI. O recordista de triunfos é um ciclista que pode ainda somar mais vitórias, uma vez que se mantém em actividade: o australiano Robbie McEwen, que já foi o melhor nesta clássica em quatro ocasiões.