O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) rejeitou o recurso do corredor alemão Stefan Schumacher, que contestou o alargamento a todo o Mundo da suspensão de dois anos que lhe foi decretada, em solo francês, pela Agência Francesa de Luta Antidopagem (AFLD). Schumacher teve, contudo, meia vitória, pois o TAD decretou que o período de impedimento começou no dia 28 de Agosto de 2008 e não em Janeiro do ano seguinte, data em que a AFLD concluiu o processo e anunciou a suspensão.
O corredor acusou CERA (EPO de longa duração) na Volta a França de 2008, mas só foi suspenso pela AFLD em Janeiro de 2009. Dois meses depois, a União Ciclista Internacional (UCI) alargou a sanção de dois anos a todo o Mundo. Stefan Schumacher contestou a mundialização da pena, mas viu rejeitados os argumentos que aduziu.
Apesar da derrota, o germânico poderá voltar à estrada ainda na presente temporada, estando livre para correr a partir de 29 de Agosto.
O Conselho de Estado rejeitou a anulação da suspensão de dois anos em solo francês do alemão Stefan Schumacher, duplo “positivo” por CERA no Tour 2008. “Os métodos de análise das amostras sanguíneas foram efectuados em condições regulares”, pode ler-se num comunicado do orgão da justiça francesa. O mesmo texto refere ainda que a autoridade francesa anti-dopagem – AFLD – possa fazer testes retrospectivos em amostras anteriormente testadas. Schumacher, 28 anos, ganhou duas etapas no Tour 2005 tendo sido “positivo” a 3 e 15 de Julho antes de repetir o resultado em Pequim, durante os Jogos Olímpicos. A suspensão inicial da AFLD foi adoptada e aplicada aos restantes países pela União Ciclista Internacional.
Fonte: AFP
A análise da amostra B do alemão Stefan Schumacher confirmou o recurso a EPO/CERA durante Olimpíadas de Pequim, anunciou hoje o advogado do ciclista, Michael Lehner.
O advogado de Schumacher, que negou qualquer uso da substância contesta, no entanto, as circunstâncias nas quais o Comité Olímpico Internacional (COI) mandou analisar a amostra B num laboratório da Agência Francesa para a luta contra a dopagem (AFLD). Schumacher, 27 anos, é um dos seis atletas que o COI anunciou no final de Abril que correspondiam a casos “positivos” por CERA em Pequim.
Anteriormente “positivo”, em duas ocasiões, durante o Tour 2008, onde ganhou duas etapas, Schumacher foi suspenso em Fevereiro por dois anos. A sanção inicialemente imposta pela AFLD, foi prorrogada e extendida aos demais países pela União Internacional de Ciclismo (UCI).
O alemão Stefan Schumacher é o outro ciclista que acusou o uso de CERA durante os Jogos Olímpicos, revelou hoje a federação alemã de ciclismo. Schumacher e Davide Rebellin, os dois corredores que foram descobertos como utilizadores de CERA nos Jogos de Pequim corriam, em 2008, pela mesma equipa, a germânica Gerolsteiner. O corredor alemão já estava suspenso por dois, depois de lhe ter sido detectada a mesma substância na Volta a França. Na sequência do caso do Tour e da respectiva suspensão, Schumacher negou a utilização de CERA e prometeu contestar a suspensão nos tribunais. Davide Rebellin também já negou ter tomado CERA.
Além dos dois ciclistas, a imprensa internacional relata que há mais quatro desportistas a quem foi detectada CERA nas amostras recolhidas para o controlo antidopagem. Três praticam atletismo e um é halterofilista.
A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou hoje que a suspensão do corredor Stefan Schumacher, decretada pela Agência Francesa Antidopagem, é válida para todo o Mundo, estando o ciclista proibido de competir durante dois anos. O corredor acusou CERA – EPO de efeito prolongado – durante a última Volta a França, uma competição realizada à margem da UCI, devido ao diferendo que opunha a confederação internacional aos organizadores da corrida. Baseando-se neste facto e alegando não ter consumido produtos dopantes, Stefan Schumacher queria ter licença de competição para 2009, ficando apenas suspenso em território francês. A UCI decidiu hoje em desfavor do ciclista.
Também hoje, o presidente da UCI, Pat McQuaid, ameaçou cinco equipas ProTour de exclusão do Paris-Nice, que se inicia no próximo domingo. Cofidis, Bbox Bouygues Telecom, Silence-Lotto, Quick Step e Caisse d’Epargne têm até à noite de hoje para pagar, cada uma, 120 mil euros de contributo para o passaporte biológico. Se não o fizerem, McQuaid garante que não poderão correr o Paris-Nice.
Stefan Schumacher foi suspenso por dois anos em França, após um controlo antidopagem positivo no último Tour, anunciou o advogado do corredor, Michael Lehner.A suspensão do corredor alemão, para já, concerne apenas ao território francês, tendo a suspensão sido aplicada pela Agência Francesa de Luta Anti-dopagem, responsável pelos controlos na última edição da prova gaulesa.
“As informações que indicam que fui suspenso pela União Ciclista Internacional (UCI) são completamente falsas”, reagiu o corredor. “Tudo o que desejo é um inquérito justo. Nessas condições poderei provar a minha inocência. Não renuncio à minha defesa e bater-me-ei até à última instância pelos meus direitos”.
Schumacher, vencedor de duas etapas no último Tour foi controlado positivamente por CERA, uma variante de EPO de última geração. Juntamente com Schumacher, outros três corredores obtiveram resultados “positivos”. Leonardo Piepoli e Ricardo Ricco foram suspensos por dois anos pelo Comité Olímpico Italiano (CONI), ao passo que a Agência Anti-dopagem austríaca (NADA) aplicou igual sanção a Bernhard Kohl.
O espanhol Manuel Beltrán encontra-se na mesma situação que o alemão Stefan Schumacher: amboas acusaram doping na última Volta a França, mas a nenhum deles foi ainda imposto qualquer castigo. Ou seja, oficialmente, nenhuma federação nem a UCI podem recusar a emissão da licença desportiva dos dois corredores para 2009. O imbróglio prende-se ainda com as desavenças entre a UCI e os organizadores de corridas, o que atirou o Tour de 2008 para fora da esfera da entidade que rege o ciclismo a nível mundial. Assim, os controlos efectuados estiveram por conta da Agência Francesa Antidopagem, não tendo, para já, qualquer suspensão sido transposta para as federações em que Beltrán e Schumacher estavam inscritos.
Patrick Lefevere acusa a Agência Francesa de Luta Anti-doping (AFLD) de inacção no caso “Schumacher” e ameaça levar a instituição à barra dos tribunais, caso não produza uma resolução sobre o destino do corredor alemão, com um resultado “positivo” na última Volta a França, mas ainda sem suspensão ou inquérito terminado junto da Federação Alemã de Ciclismo. O caso envolve a Quick-Step pelo contrato que Lefevere subscreveu com o corredor que, em 2008, competia com as cores da Gerolsteiner, e acusou “Epo-Cera” no último Tour.
“Em princípio, Schumacher pode legalmente competir. Enquanto assim for não disponho de qualquer razão para lhe cancelar o contrato. Ou então, pago-o para não correr”, referiu. “Mas o que aconteceria se o inscrevesse no Paris-Nice? A ASO simplesmente não o quereria na corrida”, disse.
Fonte: Cycling news
O alemão Stefan Schumacher, controlado positivamente por EPO (Cera) na última edição da Volta da França, assegurou na imprensa que se proprõe a competir com as cores da Quick Step na próxima época.”Estou inocente, gosto do meu ofício, tenho apenas 27 anos. Quero ainda ganhar corridas e a minha carreira não pode terminar deste modo”, declarou Schumacher ao jornal Sonntag Aktuell. “Pedi a minha licença profissional para 2009 a semana passada. Não há nenhuma razão que a federação alemã me recuse, até porque nenhum procedimento está em curso”, prosseguiu.
“Compreendo que a situação não seja fácil para a Quick Step, mas estou certo vamor poder discutir a situação”, acrescentou Schumacher. “Tenho um contrato válido, quero ganhar corridas com a Quick Step”, insistiu.
A União Ciclista Internacional (UCI) avançou para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) com uma acção visando duplicar a suspensão de um ano aplicada ao ciclista Alexandre Vinokourov pela federação do Cazaquistão, revela o Cyclingnews. O grande símbolo desportivo daquele país foi apanhado nas malhas do doping durante o Tour de 2007, quando foi detectada uma transfusão sanguínea homóloga no controlo a que foi submetido após o contra-relógio, que havia ganho. Na sequência do caso, a federação cazaque suspendeu o ciclista por um ano, metade da pena-base em casos do género, mas a UCI não recorreu da decisão, uma vez que Vinokourov afirmara publicamente que tinha posto um ponto final na carreira. Com o recuo do corredor, que agora quer regressar ao pelotão, a UCI decidiu recorrer ao TAS, de modo a evitar a concretização da vontade de Alexandr Vinokourov.
Outro corredor envolvido nas teias do doping é o alemão Stefan Schumacher, que foi controlado positivamente por utilização de CERA – EPO de efeito prolongado – na Volta a França de 2008. O ciclista alemão continua a dizer-se inocente, pediu uma licença desportiva para a temporada de 2009 e diz que não está suspenso, pelo que quer fazer valer o contrato que rubricara com a Quick Step antes de se saber o resultado das análises antidopagem.