O tirsense Sérgio Sousa (ex-Madeinox-Boavista) é o último reforço da Barbot-Efapel para 2011, completando um elenco de onze corredores, dos quais apenas cinco transitam da temporada anterior. “O Sérgio Sousa é um dos corredores mais regulares do pelotão nacional e é um excelente reforço para a equipa”, frisa o director-desportivo da formação de Gaia, Carlos Pereira.
Sérgio Sousa é o quarto corredor que tinha um compromisso com a Liberty Seguros que encontra acolhimento no plantel da Barbot-Efapel. Os outros são o campeão nacional de fundo, Rui Sousa, e António Amorim, que acabam por seguir às ordens de Carlos Pereira, e Filipe Cardoso (ex-LA-Paredes Rota dos Móveis).
Além daqueles quatro homens, o bloco gaiense completa-se com a continuidade de Sérgio Ribeiro, Carlos Baltazar e César Fonte e com as entradas de Santiago Pérez e Bruno Pinto (ex-CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), Daniel Freitas (ex-Maia/Bike Team) e Raul Alarcón (ex-Asfaltos Guerola/Valencia Terra e Mar).
O projecto Liberty Seguros começa a construir as suas traves-mestras com a prossecução do objectivo do seu director-desportivo Manuel Correia que anunciou a intenção de recrutar ciclistas da sua confiança e oriundos da formação do Sport Ciclismo de S. João de Ver.
Estabelecido o acordo de funcionamento da equipa, o regresso da Liberty Seguros conta já com uma boa base de lançamento – o actual plantel sub-23 – a que se juntarão corredores mais experientes para as posições de liderança e que já representaram as cores da formação feirense.
No mercado, ao que o Jornal Ciclismo conseguiu apurar, a Liberty Seguros já recrutou Edgar Pinto e Filipe Cardoso (ex-LA-Rota dos Móveis), Ricardo Vilela (ex-Madeinox-Boavista) e ainda António Amorim (ex-Barbot-Siper) – ciclistas que já passaram pelo clube. Outro reforço é de Sérgio Sousa. O natural de Santo Tirso deixará a Madeinox-Boavista e alinhará com as cores azuis da seguradora depois de esgotada a hipóteses de uma transferência para o pelotão internacional.
A Liberty Seguros estará ainda em negociações com Rui Sousa, actual campeão nacional de Elites e um dos elementos de maior protagonismo da Barbot-Siper em 2010. Além de Sousa, também André Cardoso terá recebido uma oferta de contrato estando em aberto a sua manutenção no Palmeiras Resort-Prio onde seria, em teoria, um dos líderes da formação algarvia.
O algarvio Ricardo Mestre (Palmeiras Resort-Prio-Tavira) sagrou-se hoje vencedor do 28.º Grande Prémio (GP) do Minho, graças ao quarto lugar na terceira e última etapa da competição, que terminou no Alto da Penha, Guimarães, com vitória de Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista).
A corrida começou a decidir-se ao quilómetro 15, quando quinze homens saltaram do pelotão. Entre os fugitivos estavam quatro corredores do Tavira, sendo um deles Ricardo Mestre, que iniciara a etapa a 13 segundos do camisola amarela, José Mendes (LA-Paredes Rota dos Móveis). Apesar de os algarvios terem três ciclistas para ajudarem Mestre e de este ser um perigo para a disputa da geral individual, o pelotão não anulou a iniciativa a tempo. Aliás, durante grande parte dos 144 quilómetros da etapa que partiu e chegou a Guimarães, apenas a LA-Paredes Rota dos Móveis trabalhou na perseguição.
Sem ajuda da Madeinox-Boavista e do CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow, que tinham homens na frente mas cujos favoritos estavam no pelotão, a LA não foi capaz de diminuir a diferença para os fugitivos, que alcançou os seis minutos. Quando boavisteiros e louletanos “acordaram” já era tarde e Ricardo Mestre era virtual vencedor do GP do Minho.
Na subida para a meta, coincidente com uma contagem de montanha de primeira categoria, o grupo da dianteira partiu-se e sucederam-se os ataques. Os mais activos nas movimentações foram Sérgio Sousa, Hélder Oliveira (Barbot-Siper) e Vasco Pereira (ASC/Viória/RTL). O boavisteiro revelou-se o mais forte e venceu a etapa isolado, diminuindo assim a desilusão pela derrota na luta pela geral. O segundo foi Hélder Oliveira e o terceiro Vasco Pereira, muito incentivado pelos inúmeros adeptos vitorianos que compareceram junto da meta. Ricardo Mestre precisou apenas de ser o quarto para selar o triunfo na geral.
A Madeinox-Boavista triunfou por equipas e conquistou os pontos através de João Benta. Ricardo Mestre juntou a camisola da montanha à azul, Nilton Lopes (Aluvia/Valongo) foi o melhor jovem e Carlos Gomes (Cartaxo Capital do Vinho) venceu as metas volantes.
CLASSIFICAÇÕES
3.ª Etapa: Guimarães – Alto da Penha, 144 km (Média: 41,274 km/h)
1º Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), 3h29m20s
2º Hélder Oliveira (Barbot-Siper), a 5s
3º Vasco Pereira (ASC/Vitória/RTL), a 15s
4º Ricardo Mestre (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), a 20s
5º Nilton Lopes (Aluvia/Valongo), a 31s
6º Ricardo Vilela (Madeinox-Boavista), a 1m02s
7º Celestino Pinho (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), a 1m45s
8º João Benta (Madeinox-Boavista), mt
9º Danail Petrov (Madeinox-Boavista), a 1m52s
10º José Mendes (LA-Paredes Rota dos Móveis), mt
11º Santiago Pérez (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), a 1m56s
12º Nelson Vitorino (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), mt
13º Ricardo Poloni (Cartaxo Capital do Vinho), a 2m05s
14º Rui Vinhas (Aluvia/Valongo), a 2m13s
15º Bruno Silva (Aluvia/Valongo), a 2m20s
Geral Individual
1º Ricardo Mestre (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), 10h28m31s
2º João Benta (Madeinox-Boavista), a 1m15s
3º José Mendes (LA-Paredes Rota dos Móveis), a 1m19s
4º Danail Petrov (Madeinox-Boavista), a 1m25s
5º Santiago Pérez (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), a 1m27s
6º Nelson Vitorino (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), a 1m33s
7º Rui Vinhas (Aluvia/Valongo), a 1m33s
8º Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), a 1m51s
9º Sérgio Ribeiro (Barbot-Siper), a 1m57s
10º Vergílio Santos (LA-Paredes Rota dos Móveis), a 2m00s
11º André Cardoso (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), a 2m25s
12º Nilton Lopes (Aluvia/Valongo), a 2m32s
13º Bruno Silva (Aluvia/Valongo), a 2m47s
14º Bruno Borges (ASC/Vitória/RTL), a 3m19s
15º Hugo Sancho (Mortágua/Basi), a 3m22s
(em actualização)
FOTOS: ACM/www.ruijorge.net
O tirsense Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista) ganhou hoje a primeira edição do Challenge de Tavira, batendo sobre a meta o companheiro de fuga, Pedro Soeiro (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow). Os dois homens escaparam ao pelotão com cerca de metade dos 80 quilómetros percorridos e nunca mais foram alcançados. O pelotão chegou ao final 14 segundos depois do duo da frente, comandado por Bruno Sancho (LA-Paredes Rota dos Móveis).
“Colaborámos muito bem na frente, mas na última volta imperou a rivalidade, deixámos a amizade de lado. Penso que ganhei bem. Foi um bom espectáculo para quem esteve a assistir. A organização está de parabéns. O ciclismo precisa de eventos como este”, disse o vencedor, ainda a saborear o terceiro triunfo da época.
Pedro Soeiro mostrou-se descontente. “Foi bonito mas é para quem está de fora a ver. O piso empedrado de basalto é muito perigoso. Foi perigoso com uma chegada a dois e seria ainda pior se fosse um grupo maior”, queixou-se o segundo classificado.
A corrida foi bastante animada, contando com muito público, que aproveitou o horário de realização da prova, a partir das 19h00, para ir para a estrada incentivar os corredores, num percurso muito técnico.
CLASSIFICAÇÃO
1º Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), 1h26m33s (Média: 41,594 km/h)
2º Pedro Soeiro (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), mt
3º Bruno Sancho (LA-Paredes Rota dos Móveis), a 14s
4º Bruno Saraiva (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), mt
5º Pedro Lopes (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), a 17s
Foto: CC Tavira
Hugo Sabido (LA-Paredes Rota dos Móveis) quebrou hoje um jejum de cinco anos sem vencer, impondo-se na segunda etapa da Volta à Maia, um contra-relógio individual de 8,8 quilómetros. O triunfo no exercício individual rendeu a Sabido a liderança da competição. O anterior camisola amarela, Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), defendeu-se bem, foi terceiro na tirada, com o mesmo tempo do segundo, e ocupa a segunda posição na geral individual, a 3 segundos do novo líder.
O contra-relógio deixou tudo em aberto para a etapa vespertina, 70,2 quilómetros a correr em circuito, no coração da Maia. Sem bonificações, o resultado final da corrida está dependente de ataques que possam ganhar tempo ao líder. A LA-Paredes Rota dos Móveis, que comanda por equipas, tem a vantagem de dispor de dois homens bem colocados, para tentar actuar tacticamente em resposta às ofensivas que se produzam no circuito. Além de Sabido, líder, Mário Rocha conta com José Mendes, terceiro, a 6 segundos do companheiro de equipa.
Depois do contra-relógio, Sérgio Sousa mantém o comando nos pontos, o mesmo acontecendo com Celestino Pinho (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow) na montanha e com Nelson Sousa (ASC/Vitória/RTL) nas metas volantes. O melhor jovem é Joni Brandão (Liberty Seguros/SM Feira), 12º da geral individual.
Classificação do contra-relógio
1º Hugo Sabido (LA-Paredes Rota dos Móveis), 11m36s (Mèdia: 45,517 km/h)
2º José Mendes (LA-Paredes Rota dos Móveis), a 6s
3º Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), mt
4º Mário Costa (Barbot-Siper), a 7s
5º Alejandro Marque (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), a 14s
6º João Cabreira (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), a 16s
7º David Blanco (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), mt
8º Constantino Zaballa (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashiw), a 18s
9º Bruno Pires (Barbot-Siper), a 24s
10º Filipe Cardoso (LA-Paredes Rota dos Móveis), a 24s
Geral Individual
1º Hugo Sabido (LA-Paredes Rota dos Móveis), 3h48m51s
2º Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), a 3s
3º José Mendes (LA-Paredes Rota dos Móveis), a 6s
4º Mário Costa (Barbot-Siper), a 7s
5º Alejandro Marque (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), a 14s
6º João Cabreira (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), a 16s
7º David Blanco (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), mt
8º Constantino Zaballa (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashiw), a 18s
9º Bruno Pires (Barbot-Siper), a 24s
10º Filipe Cardoso (LA-Paredes Rota dos Móveis), a 24s
Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista) venceu a etapa inaugural da Volta ao Concelho da Maia, vestindo a primeira camisola amarela da competição. A equipa boavisteira fez uma corrida tacticamente perfeita, com o chefe-de-fila a fechar a jornada com chave de ouro, ganhando isolado, com três segundos de vantagem sobre o pelotão, encabeçado por Filipe Cardoso (LA-Paredes Rota dos Móveis) e Marco Coelho (Liberty Seguros/SM Feira).
Ao longo dos 143 quilómetros, cinco voltas a um circuito com partida e chegada na Maia, houve sempre movimentações e muitos homens em fuga. Os mais beneficiados por estas iniciativas foram Nelson Sousa (ASC/Vitória/RTL), que lidera as metas volantes, e Celestino Pinho (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), que amealhou os pontos suficientes para ser virtual vencedor da classificação da montanha. Nas diversas tentativas de fuga, sobressaíram corredores de praticamente todas as equipas de sub-23, muito motivados por ombrearem com os profissionais.
Com a aproximação da fase final da prova, a Madeinox-Boavista colocou em prática a táctica que resultou em pleno. Como o sprinter dos portuenses, Marco Cunha, está uns furos abaixo do rendimento patenteado nas épocas anteriores, ao serviço da Aluvia/Valongo, o director-desportivo, José Santos, procurou jogar outros trunfos. Depois de ter vários homens nos numerosos grupos de fugitivos da tirada, a Madeinox-Boavista lançou Ricardo Vilela para a frente de corrida, na entrada para a última volta do circuito. Esta iniciativa do transmontano esticou a corda no pelotão, onde o Palmeiras Resort-Prio-Tavira trabalhou do início ao final.
Quando Vilela estava prestes a ser absorvido, na última contagem de montanha, a 8 quilómetros da chegada, Sérgio Sousa desferiu um forte ataque no pelotão, levando consigo apenas Celestino Pinho. O gaiense da equipa algarvia apenas quis passar na frente no prémio de montanha, descaindo para o pelotão. Sérgio Sousa atacara para a vitória e insistiu na iniciativa. O natural de Santo Tirso levou avante o esforço e pôde festejar no empedrado maiato, com 3 segundos de vantagem sobre o pelotão.
A Madeinox-Boavista também comanda a classificação colectiva, nesta prova em que não há bonificações. Marco Coelho é o melhor jovem.
A camisola amarela de Sérgio Sousa será amanhã posta à prova no contra-relógio matinal de 8,8 quilómetros, que se disputa no centro da Maia, a partir das 9h30. A prova acaba com o circuito urbano, que totaliza 74 quilómetros e que se corre a partir das 16h00 deste sábado.
CLASSIFICAÇÃO – 1ª ETAPA E GERAL INDIVIDUAL
143 KM – MÉDIA DE 39.503 KM/H
1º Sérgio SOUSA MADEINOX/BOAVISTA 3:37:12
2º Filipe CARDOSO LA/ROTA DOS MÓVEIS a 0:00:03
3º Marco COELHO LIBERTY SEGUROS/SANTA MARIA DA FEIRA m.t.
4º Joaquim SAMPAIO MADEINOX/BOAVISTA m.t.
5º Constantino ZABALA C.C. LOULÉ/LOULETANO m.t.
6º Santiago PEREZ C.C. LOULÉ/LOULETANO m.t.
7º Raul GARCIA SUPER FROIZ m.t.
8º Sérgio RIBEIRO BARBOT/SIPER m.t.
9º David BLANCO PALMEIRAS RESORT/PRIO m.t.
10º Luís AFONSO ALUVIA/VALONGO m.t.
11º Cândido BARBOSA PALMEIRAS RESORT/PRIO m.t.
12º Luis PINHEIRO MADEINOX/BOAVISTA m.t.
13º Antonio CARVALHO MORTÁGUA/BASI m.t.
14º José MENDES LA/ROTA DOS MÓVEIS m.t.
15º Bruno BORGES A.S.C./VITORIA/RTL m.t.
16º António AMORIM BARBOT/SIPER m.t.
17º Fábio PALMA MAIA/BIKE TEAM m.t.
18º João BENTA MADEINOX/BOAVISTA m.t.
19º Alejandro PALEO C.C. CIDADE DE LUGO m.t.
20º Alejandro MARQUE PALMEIRAS RESORT/PRIO m.t.
21º André MOURATO A.S.C./VITORIA/RTL m.t.
22º Joel LUCAS ALUVIA/VALONGO m.t.
23º Rui VINHAS ALUVIA/VALONGO m.t.
24º Angel VALLEJO SUPER FROIZ m.t.
25º Domingos GONÇALVES LIBERTY SEGUROS/SANTA MARIA DA FEIRA m.t.
26º João CABREIRA C.C. LOULÉ/LOULETANO m.t.
27º André FERREIRA ALUVIA/VALONGO m.t.
28º Pedro PAULINHO MORTÁGUA/BASI m.t.
29º Nilton LOPES ALUVIA/VALONGO m.t.
30º Hugo SABIDO LA/ROTA DOS MÓVEIS m.t.
31º Hélder OLIVEIRA BARBOT/SIPER m.t.
32º J. Antonio CEREZO C.C. CIDADE DE LUGO m.t.
33º Guilherme LOURENÇO MORTÁGUA/BASI m.t.
34º Micael ISIDORO A.S.C./VITORIA/RTL m.t.
35º Edgar PINTO LA/ROTA DOS MÓVEIS m.t.
36º Alberto MORRAS MADEINOX/BOAVISTA m.t.
37º André CARDOSO PALMEIRAS RESORT/PRIO m.t.
38º Mário COSTA BARBOT/SIPER m.t.
39º Bruno PIRES BARBOT/SIPER m.t.
40º Joni BRANDÃO LIBERTY SEGUROS/SANTA MARIA DA FEIRA m.t.
41º Juan F. MOURON C.C. CIDADE DE LUGO m.t.
42º Francisco COSTA ALUVIA/VALONGO m.t.
43º Daniel SILVA C.C. LOULÉ/LOULETANO m.t.
44º Rui SOUSA BARBOT/SIPER m.t.
45º Shaun NICK BESTER CLUB CICLISTA SPOL/CAIXANOVA m.t.
46º Bruno SARAIVA C.C. LOULÉ/LOULETANO m.t.
47º Pedro SOEIRO C.C. LOULÉ/LOULETANO m.t.
48º Javier CARRASCO SUPER FROIZ m.t.
49º Fernando MACHADO GONDOMAR CORAÇÃO DE OURO m.t.
50º Moises DUEÑAS SUPER FROIZ m.t.
51º Hugo SANCHO MORTÁGUA/BASI m.t.
52º Celio SOUSA MADEINOX/BOAVISTA m.t.
53º Luís SILVA PALMEIRAS RESORT/PRIO m.t.
54º Bruno LIMA BARBOT/SIPER m.t.
55º Hélder LEAL ALUVIA/VALONGO m.t.
56º Celestino PINHO C.C. LOULÉ/LOULETANO m.t.
57º Valter COUTINHO CREDITO AGRICOLA m.t.
58º Carlos BRUQUETAS SUPER FROIZ a 0:00:15
59º Renato AVELAR MORTÁGUA/BASI a 0:00:27
60º John EBSEN CREDITO AGRICOLA a 0:01:05
61º Johann VAN ZYL CLUB CICLISTA SPOL/CAIXANOVA a 0:01:28
62º Virgilio MAGALHÃES SUPER FROIZ a 0:01:41
63º Ricardo VILELA MADEINOX/BOAVISTA m.t.
64º Nelson VITORINO PALMEIRAS RESORT/PRIO m.t.
65º Virgilio SANTOS LA/ROTA DOS MÓVEIS m.t.
66º David LIVRAMENTO PALMEIRAS RESORT/PRIO m.t.
67º Pedro Lopes C.C. LOULÉ/LOULETANO a 0:02:05
68º Fábio PAIS LIBERTY SEGUROS/SANTA MARIA DA FEIRA m.t.
69º Aser ESTEVEZ CLUB CICLISTA SPOL/CAIXANOVA m.t.
70º João REGO ALUVIA/VALONGO m.t.
71º Miguel RAMIREZ CLUB CICLISTA SPOL/CAIXANOVA a 0:02:26
72º Vitor CARVALHO A.S.C./VITORIA/RTL a 0:02:30
73º Paulo COSTA A.S.C./VITORIA/RTL m.t.
74º Pedro FERNANDES MAIA/BIKE TEAM m.t.
75º Sandro PINTO MAIA/BIKE TEAM m.t.
76º Rafael RODRIGUEZ SUPER FROIZ a 0:03:36
77º Nélson SOUSA A.S.C./VITORIA/RTL a 0:03:50
78º Márcio BARBOSA LA/ROTA DOS MÓVEIS a 0:03:55
79º Carlos BALTAZAR BARBOT/SIPER a 0:07:50
80º Rafael SILVA LIBERTY SEGUROS/SANTA MARIA DA FEIRA a 0:10:14
81º Rui CARVALHO MORTÁGUA/BASI m.t.
82º Samuel CALDEIRA PALMEIRAS RESORT/PRIO a 0:10:40
83º Nuno MEIRELES MORTÁGUA/BASI m.t.
84º João CORREIA LIBERTY SEGUROS/SANTA MARIA DA FEIRA m.t.
85º Flávio GOMES MAIA/BIKE TEAM m.t.
86º Mauro GONZALEZ C.C. CIDADE DE LUGO m.t.
87º Nuno ALMEIDA CREDITO AGRICOLA a 0:11:28
88º Marco CUNHA MADEINOX/BOAVISTA a 0:12:53
89º Casimiro OLIVEIRA MAIA/BIKE TEAM m.t.
90º Hélder FERREIRA LIBERTY SEGUROS/SANTA MARIA DA FEIRA m.t.
91º Bruno MAIA GONDOMAR CORAÇÃO DE OURO m.t.
92º Javier GARCIA C.C. CIDADE DE LUGO m.t.
93º José GONÇALVES LIBERTY SEGUROS/SANTA MARIA DA FEIRA a 0:14:36
Geral Equipas
1º MADEINOX/BOAVISTA 10:51:42
2º C.C. LOULÉ/LOULETANO 10:51:45 a 0:00:03
3º PALMEIRAS RESORT/PRIO 10:51:45 m.t.
4º LA/ROTA DOS MÓVEIS 10:51:45 m.t.
5º BARBOT/SIPER 10:51:45 m.t.
6º ALUVIA/VALONGO 10:51:45 m.t.
7º LIBERTY SEGUROS/SANTA MARIA DA FEIRA 10:51:45 m.t.
8º A.S.C./VITORIA/RTL 10:51:45 m.t.
9º MORTÁGUA/BASI 10:51:45 m.t.
10º SUPER FROIZ 10:51:45 m.t.
11º C.C. CIDADE DE LUGO 10:51:45 m.t.
12º CLUB CICLISTA SPOL/CAIXANOVA 10:55:12 a 0:03:30
13º MAIA/BIKE TEAM 10:56:39 a 0:04:57
14º CREDITO AGRICOLA 11:04:12 a 0:12:30
Geral pontos – Projectlíder (Verde)
1º Sérgio SOUSA MADEINOX/BOAVISTA 5
2º Filipe CARDOSO LA/ROTA DOS MÓVEIS 3
3º Marco COELHO LIBERTY SEGUROS/SANTA MARIA DA FEIRA 1
Geral montanha – Residencial Dona Teresa (AZUL)
1º Celestino PINHO C.C. LOULÉ/LOULETANO 16
2º Hugo SANCHO MORTÁGUA/BASI 7
3º Pedro SOEIRO C.C. LOULÉ/LOULETANO 5
4º José GONÇALVES LIBERTY SEGUROS/SANTA MARIA DA FEIRA 5
5º Sérgio SOUSA MADEINOX/BOAVISTA 3
6º Guilherme LOURENÇO MORTÁGUA/BASI 3
7º Flávio GOMES MAIA/BIKE TEAM 3
8º Ricardo VILELA MADEINOX/BOAVISTA 2
9º Rui VINHAS ALUVIA/VALONGO 1
Geral metas-volantes – Estilo Imagem (BRANCA)
1º Nélson SOUSA A.S.C./VITORIA/RTL 10
2º Guilherme LOURENÇO MORTÁGUA/BASI 5
3º Celestino PINHO C.C. LOULÉ/LOULETANO 5
4º Antonio CARVALHO MORTÁGUA/BASI 3
5º Pedro SOEIRO C.C. LOULÉ/LOULETANO 3
6º Hélder LEAL ALUVIA/VALONGO 3
7º Johann VAN ZYL CLUB CICLISTA SPOL/CAIXANOVA 3
8º Luis PINHEIRO MADEINOX/BOAVISTA 1
9º Hugo SABIDO LA/ROTA DOS MÓVEIS 1
10º Rui SOUSA BARBOT/SIPER 1
11º Flávio GOMES MAIA/BIKE TEAM 1
Geral juventude – Trevomar (LARANJA)
1º Marco COELHO LIBERTY SEGUROS/SANTA MARIA DA FEIRA
2º Luís AFONSO ALUVIA/VALONGO
3º Antonio CARVALHO MORTÁGUA/BASI
4º Bruno BORGES A.S.C./VITORIA/RTL
5º Fábio PALMA MAIA/BIKE TEAM
Celestino Pinho (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow) ganhou a quarta edição da Volta a Albufeira – Troféu José Martins, depois de uma emocionante luta com Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista). O boavisteiro partiu de amarelo, ganhou um segundo numa meta volante durante a última etapa – 107,2 quilómetros, de Guia a Albufeira -, mas foi surpreendido no sprint final. Pinho foi o terceiro a cortar a meta, bonificou quatro segundos, o suficiente para conquistar esta Volta por um segundo. Cândido Barbosa (Palmeiras Resort-Prio-Tavira) repetiu o bom desempenho da véspera e ganhou a tirada, batendo Filipe Cardoso (LA-Paredes Rota dos Móveis), segundo na linha de meta.
A derradeira etapa repartiu-se em três fases. Inicialmente, assistiu-se ao trabalho das equipas com aspirações para levarem o pelotão junto à primeira meta volante. Para que isso sucedesse, foi determinante o trabalho da equipa louletana no pelotão, anulando uma fuga numerosa que se havia formado. Só que o labor dos pupilos de Jorge Piedade não deu resultado, já que o primeiro na meta intermédia foi Filipe Cardoso (LA-Paredes Rota dos Móveis), que, assim, conseguiu vencer esta classificação. Seguiram-se dois homens da Madeinox-Boavista, Marco Cunha e Sérgio Sousa. O líder ganhou um segundo de bonificação… ou terá perdido um? Não vimos o sprint, pelo que não é possível avaliar se Marco Cunha poderia ter deixado passar o companheiro. Se isso sucedesse, haveria empate de tempo entre Sérgio Sousa e Celestino Pinho, com o boavisteiro a ganhar no desempate por pontos.
Seguiu-se uma nova fase na tirada, a da consolidação da fuga do dia. Foram 20 os homens que rumaram para a aventura, destacando-se a presença de dois deles, Luís Silva (Palmeiras Resort-Prio-Tavira) e César Fonte (Barbot-Siper). Ambos tinham o mesmo fito: ganhar a contagem de montanha da etapa e a respectiva classificação. Quem o conseguiu foi o minhoto da equipa gaiense. Passada a montanha, a Barbot-Siper ainda não estava satisfeita com o que alcançara. Por isso, Mário Costa saiu do grupo de fugitivos, isolando-se em cabeça de corrida. Viria a ter a companhia de Tiago Silva (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow) e de Micael Isidoro (ASC/Vitória/RTL).
No pelotão começava a desenhar-se a terceira e definitiva fase da jornada. O Palmeiras Resort-Prio-Tavira tomou conta da perseguição. Até então, o grande grupo era comandado pela Madeinox-Boavista, que não tinha interesse em anular a fuga, já que as bonificações poderiam – como vieram a ser – tornar-se perigosas. Os algarvios “picaram o ponto” com outra intenção e rapidamente anularam a fuga, quando a meta estava a cerca de 10 quilómetros. Entrou-se definitivamente na fase terminal da prova.
O final da primeira etapa da Volta ao Algarve estava vivo na memória de todos. Na altura, o pelotão partiu-se nos topos existentes no último quilómetro. Hoje o terreno era o mesmo. Só que Alberto Contador não estava em estrada para desferir um ataque demolidor que dinamitasse o grupo. Assim, foi um pelotão compacto que discutiu a vitória parcial. Cândido Barbosa bisou, Filipe Cardoso foi segundo e Celestino Pinho cumpriu o objectivo: bonificou e “roubou” a camisola amarela a Sérgio Sousa.
Numa época de poucas corridas e muita incerteza, todas as equipas profissionais saíram da Volta a Albufeira – Troféu José Martins com resultados para apresentar aos patrocinadores. A Madeinox-Boavista ganhou uma etapa e andou de amarelo até ao fim. O CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow conseguiu a vitória que todos almejavam, a geral individual. Os vizinhos do Palmeiras Resort-Prio-Tavira conquistaram duas etapas e a geral colectiva. A Barbot-Siper venceu a classificação da montanha e a LA-Paredes Rota dos Móveis conquistou as metas volantes. Mais dificuldades tiveram os colectivos de sub-23, que tiveram de contentar-se com a presença em fugas, apesar de as etapas serem pequenas e pouco exigentes.
Fotos de João Fonseca / Fotojaf
CLASSIFICAÇÕES
3ª etapa: Guia – Albufeira, 107,2 km
1º Cândido Barbosa (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), 2h36m38s (Média: 41,064 km/h)
2º Filipe Cardoso (LA-Paredes Rota dos Móveis), mt
3º Celestino Pinho (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), mt
4º Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), mt
5º Bruno Pires (Barbot-Siper), mt
6º Bruno Sancho (LA-Paredes Rota dos Móveis), mt
7º Guilherme Lourenço (Mortágua), mt
8º Bruno Pinto (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), mt
9º Marco Coelho (Liberty Seguros/SM Feira), mt
10º Pedro Soeiro (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), mt
Geral
1º Celestino Pinho (CC Loulé-Louletano-Aquashow), 6h15m38s
2º Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), a 1s
3º André Cardoso (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), a 6s
4º Bruno Pires (Barbot-Siper), a 8s
5º Guilherme Lourenço (Mortágua/Basi), mt
6º José Mendes (LA-Paredes Rota dos Móveis), mt
7º Rui Vinhas (Aluvia-Valongo), a 1m24s
8º José Gonçalves (Liberty Seguros/SM Feira), a 1m31s
9º Cândido Barbosa (Palmeiras Resort-Prio-Tavira),a 1m43s
10º Filipe Cardoso (Barbot-Siper), a 1m45s
(em actualização)
Sérgio Sousa, da Madeinox-Boavista, foi o mais forte no sprint a seis na chegada em Olhos de Água da primeira etapa da Volta a Albufeira, uma curta ligação de 88 quilómetros que poderá ter restrito a decisão da vitória final aos fugitivos dado que o pelotão cruzou o risco com 1m51s de atraso. A escapada decisiva deu-se após ultrapassadas as duas contagens de montanha do percurso, já depois da cinquentena de quilómetros percorridos, e na neutralização da escapada de 21 elementos que animou previamente a corrida.
Com representação de todas as equipas profissionais, Sérgio Sousa, Bruno Pires (Barbot-Siper), Celestino Pinho (CC Loulé-Louletano), André Cardoso (Palmeiras Resort-Tavira), José Mendes (LA Rota dos Móveis) e Guilherme Lourenço (Mortágua) adiantaram-se no pelotão ampliando de forma célere a sua vantagem perante a descoordenação do pelotão que, recorde-se, tal como na prova de abertura, não usa rádios de comunicação com os directores-desportivos.
A colaboração foi equilibrada entre os escapados, tendo sido André Cardoso quem se poupou aos maiores esforços. No final, já com a perseguição da Palmeiras Resort-Tavira e da LA Rota dos Móveis a ameaçar diminuir consideravelmente a vantagem foi a vez dos fugitivos encetarem uma série de ataques. As tentativas não deram fruto e, sobre o risco, o mais forte foi Sérgio Sousa, na primeira vitória da época da Madeinox-Boavista, diante de Celestino Pinho e André Cardoso, respectivamente segundo e terceiro classificados. Depois dos escapados, Rui Vinhas (Aluvia) encabeçou o grupo perseguidor – a 1m26s – já com o pelotão liderado por Bruno Lima (Barbot-Siper) nos calcanhares, a 1m51s.
“Foi uma fuga bastante renhida”, comentou Sérgio Sousa. “Na parte final estavamos bastante reticentes, não sabiamos as forças dos adversários, mas, de qualquer forma foi uma resposta para aqueles que diziam que o Boavista não estava tão bem apetrechado. Conto com a minha equipa para dar o máximo e defender a liderança”, acrescentou.
A segunda etapa corre-se hoje a partir das 16h00, com 63.4 quilómetros entre Paderne e Ferreiras. Acompanhe em directo e todas as informações da Volta a Albufeira no Jornal Ciclismo.
CLASSIFICAÇÕES
1ª etapa: Albufeira – Olhos de Água, 88.3 km
1º Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), 2h08m35s
2º Celestino Pinho (CC Loulé-Louletano-Aquashow), mt
3º André Cardoso (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), mt
4º Bruno Pires (Barbot-Siper),mt
5º Guilherme Lourenço (Mortágua), mt
6º José Mendes (LA Rota dos Móveis), mt
7º Rui Vinhas (Aluvia-Valongo), a 1m26s
8º José Gonçalves (Liberty Seguros/SM Feira), mt
9º Diogo Nunes (CC Tavira),mt
10º Bruno Lima (Barbot-Siper), a 1m51s
Geral individual
1º Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), 2h08m35s
2º Celestino Pinho (CC Loulé-Louletano-Aquashow), a 2s
3º André Cardoso (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), a 4s
4º Bruno Pires (Barbot-Siper), a 6s
5º Guilherme Lourenço (Mortágua), mt
6º José Mendes (LA Rota dos Móveis), mt
7º Rui Vinhas (Aluvia-Valongo), a 1m32s
8º José Gonçalves (Liberty Seguros/SM Feira), mt
9º Diogo Nunes (CC Tavira),mt
10º Bruno Lima (Barbot-Siper), a 1m57s
O líder da Volta a Portugal, Nuno Ribeiro (Liberty Seguros), sabe que a vitória na corrida depende de chegar ao contra-relógio com uma vantagem confortável sobre os especialistas na luta contra o tempo, como é o caso de David Blanco (Palmeiras Resort-Prio-Tavira). Por isso, talvez a melhor defesa seja o ataque na etapa que amanhã termina na Torre, serra da Estrela. “A equipa está bem e eu também. Vou dormir tranquilo e amanhã vou lutar para manter a camisola amarela e, se possível, atacar”, disse o trepador valonguense na entrevista rápida de final da etapa, na RTP. No final da ligação que hoje levou o pelotão de Gondomar para Aveiro, o corredor da Liberty Seguros voltou a recorrer à ironia que tem revelado nos últimos dias: “Todas as equipas estão desgastadas, tivemos todos de vir de bicicleta”.
Cansado como os outros, mas moralizado por ter vencido a etapa, entrado nos 5 primeiros da geral e passado para a liderança da juventude está o ucraniano Oleg Chuzhda (Contentpolis-Ampo). “A equipa não tem tido sorte nesta Volta. Hoje entrámos três colegas na fuga. Eu sentia-me forte, ataquei e vim a ‘top’ até à meta. Nunca é fácil ganhar. Amanhã irei aguentar o máximo que puder, mas não vai ser fácil manter a camisola da juventude, porque o Tiago Machado é um adversário muito duro”, adiantou Oleg Chuzhda, um dos corredores que mais quilómetros de fuga tem nas pernas na presente edição da Volta.
Pedro Lopes (CC Loulé-Louletano-Aquashow) é outro homem que tem marcado presença assídua nas escapadas. Hoje foi líder virtual durante quase toda a jornada. “Não pensei ganhar a etapa, tentei foi chegar com a maior vantagem possível para poder vestir a camisola amarela. Não foi possível, mas toda a equipa está de parabéns. Já ganhámos duas etapas, hoje passámos a liderar por equipas, temos três homens nos dez primeiros e estamos na luta pela vitória na Volta”, congratulou-se o combativo algarvio.
A combatividade tem sido também a arma de Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista) e de Hélder Oliveira (Barbot-Siper) na disputa da camisola verde da montanha. Mesmo perdendo vantagem diariamente, o boavisteiro continua como melhor trepador. “A etapa era muito complicada. Foi possível gerir a vantagem, mas agora quero recuperar para ver se amanhã consigo defender esta camisola”, explicou o natural de Santo Tirso. Hélder Oliveira promete não dar tréguas. “Sou um homem persistente em tudo na vida”, avisa.
O líder da Volta a Portugal, Nuno Ribeiro (Liberty Seguros) não descansou à sétima etapa, mas também não passou por apuros, chegando ao final da jornada, em São João da Madeira, aliviado: “Cada dia que passa é menos um que falta”, disse o natural de Sobrado, Valongo, que continuou em maré de adágios populares, adaptados, para explicar o que lhe vai na alma: “Dia a dia, enche a galinha o papo”. Sem ser atacado pela concorrência, Ribeiro ainda viu a situação de corrida tornar os teóricos rivais em aliados. “Estou de amarelo e sinto-me bem. Além disso a equipa voltou a estar excelente. A fuga favorecia-nos e era pior para o Palmeiras Resort-Prio-Tavira, que teve de puxar, facilitando-nos a vida”, descreveu o primeiro classificado da edição 71 da Volta a Portugal.
Se as palavras de Nuno Ribeiro indiciam que o pequeno trepador teve um dia com menos trabalho do que o esperado, o mesmo não se pode dizer do alemão Danilo Hondo (PSK Whirlpool-Author). “O final da etapa era muito bom para mim. Nos últimos 400 metros percebi que estava forte. Dei tudo o que tinha, venci e estou muito feliz”, explicou o velocista germânico, esquecendo neste breve relato um “pormenor”: antes da poderosa arrancada para o triunfo, Hondo foi um dos 12 homens que estiveram em fuga durante cerca de 100 quilómetros.
A fuga em que esteve Hondo foi a mesma que Hélder Oliveira (Barbot-Siper) e Oleg Chuzhda (Contentpolis-Ampo) aproveitaram para amealhar pontos que põem em risco a liderança de Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista) na montanha. “O início da etapa foi alucinante e não consegui mais do que o terceiro lugar na Agrela. Os meus adversários estão muito fortes e a guerra está muito acesa. O corpo humano não é uma máquina e sabia que não podia gastar tudo hoje, porque à muita Volta pela frente”, defendeu-se o boavisteiro.