A Maia-Bike Team contará com um plantel de 11 ciclistas na época 2011 dando sequência ao ano de arranque do projecto que, entre outros resultados, se saldou pelo segundo lugar de Fábio Palma na Taça de Portugal da categoria. Com os mesmos patrocinadores – a cadeia de lojas Bike Team e com bicicletas Specialized – os comandados de Paulo Couto aspiram a disputar as principais corridas do calendário da categoria a par com a participação conjunta em diversas competições com o pelotão profissional. Mantendo quatro ciclistas no lote – Sandro Pinto, Anthony Vieira, Pedro Fernandes e Flávio Gomes – são muitas as caras-novas. José Carvalho e Paulo Silva, naturais do concelho da Maia, juntam-se a André Mourato, Pedro Baptista (ex-ASC/Vitória), os ex-júniores Rui Rodrigues (ex-ASC Vila do Conde), Hugo Vaz (EC Carlos Carvalho) e Tiago Silva (ex-FC Ramalde).
De saída do plantel 2010 nota-se as saídas de Fábio Palma e Casimiro Oliveira que abdicaram da competição na ausência de um contrato profissional.
PLANTEL MAIA-BIKE TEAM 2011
André Mourato (ex-Vitória ASC)
Flávio Gomes
Sandro Pinto
Pedro Fernandes
Paulo Silva (ex-ASC Vila do Conde)
Rui Rodrigues (ex-ASC Vila do Conde)
Pedro Batista (ex-Vitória ASC)
Hugo Vaz (ex-Escola de Ciclismo Carlos Carvalho)
Tiago Silva (ex-Futebol Clube de Ramalde)
Antony Vieira
José Carvalho
Joaquim Andrade é, desde segunda-feira, o novo presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais (APCP) após eleição em lista única para o comando daquela instituição nos próximos dois anos. O ex-profissional que acompanhou a evolução do ciclismo das décadade de 80, 90 e cruzou a primeira década do novo século foi eleito pelos seus pares em Assembleia Geral realizada na Maia.
Numa carta aberta aos associados aquando da sua candidatura, Joaquim Andrade enalteceu a crença que “APCP possa alcançar uma posição de maior relevo no futuro da nossa modalidade” sendo para tal “precisa a participação e o empenho dos Ciclistas mas também da manutenção de um diálogo aberto com as Associações, Equipas, mas, acima de tudo, com a Federação Portuguesa de Ciclismo e também com a UCI”.
Joaquim Andrade, 40 anos, recordista de participação em Voltas a Portugal – efectuou 21 ao longo da sua carreira profissional – desde há muito perfilava-se como o sucessor de Paulo Couto, presidente da APCP desde 1996. A APCP teve entre os seus fundadores a intenção de defender os interesses do ciclismo e dos ciclistas profissionais seus associados e passou por diversos momentos acompanhando a evolução do ciclismo profissional nas duas últimas décadas.
A sua actividade na gestão e atribuição dos prémios dos ciclistas e na defesa das suas condições de trabalho e privacidade enquanto cidadãos foram pedras nucleares da sua actividade que também fica marcada por momentos de ruptura do qual o mais forte terá sido a saída em peso da antiga equipa de ciclismo do Benfica após as denúncias da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) e do Instituto do Desporto de Portugal (IDP) em Maio de 2008 sobre a alegada “falta de cooperação” da APCP no endurecimento da luta contra a dopagem.
Foto: PAD/JLS
O italiano Gianni Bugno foi eleito hoje, em Amsterdão, presidente da Associação Internacional de Ciclistas Profissionais (CPA) sucedendo no cargo ao presidente-interino Paulo Couto. O representante português havia assumido a presidência da CPA após a demissão do francês Cédric Vasseur em Novembro último, mas a situação transitória de transferência de poderes directivos obrigava a novas eleições. Não se apresentando a concurso, a candidatura de Gianni Bugno colheu a votação favorável dos presentes que ainda se pronunciaram sobre a escolha de um vice-presidente. Contra a candidatura concorrente do espanhol Pipe Goméz, Paulo Couto foi escolhido pela maioria dos participantes.
Foto: Museu del Ghisallo
Uma reunião de trabalho inédita decorreu na tarde de segunda-feira, no Porto: de um lado os ciclistas, e, de um outro, a Alta Autoridade Anti-dopagem de Portugal (ADOP), representada por Luís Horta. O encontro teve lugar nas instalações do Instituto de Desporto e pretendeu esclarecer algumas dúvidas essencialmente relacionadas com a notificação dos controlos anti-doping surpresa.
“Foi uma reunião de trabalho durante a qual os ciclistas colocaram algumas questões que foram esclarecidas pelo Dr. Luís Horta. Considero este encontro, que serviu essencialmente para tirar dúvidas sobre o sistema de localização e da regra dos 60 minutos, foi muito positivo. Também foi abordada a futura aplicação do Passaporte Biológico”, resumiu Paulo Couto, presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais (APCP) e, ainda, da CPA, a Associação Internacional de Ciclistas Profissionais. No encontro estiveram presentes 32 ciclistas profissionais.
O ciclismo continuou em 2009 a liderar os números, com dez casos, quatro em competições internacionais, mais um do que no ano anterior. Estes quatro incluem os positivos de três ciclistas da Liberty Seguros, durante a Volta a Portugal: Nuno Ribeiro, o vencedor da prova, Isidro Nozal e Hector Guerra.
O encontro decorreu uma semana após a divulgação do relatório anual da actividade do LAD que debruçou-se na análise de 3830 amostras. No total, em Portugal foram detectados 51 casos de dopagem, abrangendo 23 modalidades. O ciclismo voltou a figurar no relatório do LAD: Os positivos por CERA de Nuno Ribeiro, Hector Guerra e Isidro Nozal – todos ciclistas da Liberty Seguros – e ainda um caso no ciclismo amador constituíram quatro infracções anti-dopagem.
Paulo Couto assume hoje, internamente, a direcção da Associação Internacional de Ciclistas Profissionais, CPA, consumada a demissão do francês Cédric Vasseur do cargo que ocupou durante dois anos. Eleito vice-presidente da CPA em Dezembro de 2007, sendo o membro da direcção com mais antiguidade, Paulo Couto mostra-se disponível para assumir o cargo e representar, de forma institucional, os interesses dos ciclistas profissionais, universo cada vez mais “globalizado”. Couto assumirá a direcção da CPA, quando o ciclismo permanece em estado de vigília, navegando por águas tumultosas, com várias questões fulcrais em aberto.
“A Associação Internacional de Ciclistas tem passado por alguma turbulência, fruto de alguns conflitos entre as nações historicamente mais fortes e melhor representadas no pelotão internacional. O Francesco Moser passou por isso, tal como, o Cédric Vasseur, que lhe sucedeu. É natural que tal aconteça. Pessoalmente sinto-me disponível para cumprir um papel que julgo será de mediação. Até novas eleições, estou consciente da importância de gerar consensos entre os corredores”, resumiu ao Jornal Ciclismo.
“Para já, vamos analisar a nova situação e consultar o conselho de corredores e as respectivas associações nacionais. Será necessário estar junto dos actuais corredores e estabelecer pontes em questões como a futura supressão dos rádios, a aplicação do passaporte biológico, o relacionamento com as organizações, o alargamento das equipas na Volta a Franças, etc. Felizmente, certas situações, como a aplicação do salário mínimo parecem estáveis e serão uma boa base para uma nova direcção”, resumiu o responsável.
Com a saída de Vasseur, Couto herda ainda a posição da CPA no seio do Conselho ProTour, o orgão cúpula das decisões do ciclismo profissional e que, curiosamente, é coordenado por outro português, Ricardo Scheidecker, após a saída de Alan Rumpf.
Paulo Couto, actual vice-presidente da Associação Internacional de Ciclistas (CPA), assumirá internamente o cargo de presidente da instituição, após confirmada a demissão do actual presidente, Cédric Vasseur.
Vasseur abdicou do cargo esta segunda-feira, alegando maior disponibilidade para os seus afazeres profissionais. “Quero agradecer aos meus colaboradores e a todos os corredores. Durante dois anos depositaram em mim a sua confiança. Foi uma experiência enriquecedora, em termos humanos e desportivos”, resumiu o francês de 39 anos, em comunicado.
Vasseur, ex-profissional da década de 90, prolongou a sua carreira até 2007, altura em que sucedeu ao italiano Francesco Moser à cabeça da Associação Internacional de Ciclistas. Recentemente, Vasseur foi indigitado para o Conselho ProTour, o órgão máximo de decisão do escalão que preside à hierarquia do ciclismo profissional. Por sua vez, Paulo Couto, presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais (APCP), foi indigitado para a direcção da CPA, ocupando a vice-presidência, no Outouno de 2007. De acordo com os estatutos daquela associação, o português assegurará a presidência da CPA até à realização das próximas eleições.
(em actualização)
A Maia-Bike Team, o novo projecto de topo da União Ciclista da Maia, reforça o seu elenco tendo por vista o regresso à competição em 2010. Flávio Gomes (ex-Bretescar-Sporting), Fábio Palma (ex-Crédito Agrícola), Sandro Pinto (ex-Mortágua/DR Seguros) e Vitor Machado (ex-SM Feira-E.Leclerc) foram os primeiros ciclistas sob contrato, passando agora o plantel orientado por Paulo Couto a contar com os préstimos de Casimiro Oliveira (ex-Mortágua), Pedro Fernandes (Ex-EC Carlos Carvalho), Sandro Barros (Ex-Adrap) e Tiago Familiar (Ex-SM Feira-E.Leclerc).
Outra entrada notada é de Carlos Rocha, o novo mecânico da equipa, que regressa ao Norte após uma época no Cartaxo – Capital do Vinho.
A nova equipa aguarda ainda a confirmação de estatuto para 2010. O projecto de equipa de clube (sub-23) é a base, mas as condições para um regresso ao pelotão profissional permanecem em estudo, sendo para tal determinante o resultado de um encontro entre a direcção da equipa e o autarquia a ter lugar no próximo fim-de-semana.
Os oito ciclistas já confirmados foram, entretanto, à Loja Bike Team, no Porto, onde tiraram as medidas das novas bicicletas Specialized tendo sido recebidos por César Pinto, ex-ciclista profissional.
A União Ciclista da Maia regressará às estradas na próxima temporada com a designação Maia-Bike Team, tendo na sua génese um projecto de equipas de clube (vulgo sub-23) que poderá ser alargado a uma equipa continental. Paulo Couto, antigo director-desportivo do projecto da UC Maia extinto em 2008 e agora presidente da colectividade regressa ao pelotão tendo já assegurado a contratação da Bike Team, que equipará a formação com bicicletas Specialized.
Para já estão já acertados quatro ciclistas, todos do escalão Sub-23: Flávio Gomes (ex-Bretescar-Sporting), Fábio Palma (ex-Crédito Agrícola), Sandro Pinto (ex-Mortágua/DR Seguros) e Vitor Machado (ex-SM Feira-E.Leclerc).
A evolução do regresso do ciclismo à Maia terá tido um forte acolhimento no concelho estudando-se ainda a hipótese de ampliação do projecto a uma equipa continental que lhes daria acesso automático à Volta a Portugal.
“Neste período conturbado é importante o surgimento de novos projectos que dão oportunidade aos jovens mantendo viva a chama do ciclismo na Maia. Aguardamos a inclusão de um novo patrocinador que poderá elevar a equipa a um estatuto continental”, reforçou Paulo Couto. O orçamento do projecto Sub-23 eleva-se a 120 mil euros, sendo aumentado com a entrada de novos patrocinadores.
Paulo Couto, presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais (APCP) lamenta o positivo dos três ciclistas da Liberty Seguros, um deles associado da APCP, Nuno Ribeiro. “Não sei pormenores, mas lamento esta situação que abaça com todo o ciclismo, não só o ciclismo profissional mas todos que estão envolvidos na modalidade”, avaliou o responsável. “Cada vez sinto-me mais envergonhado com estes casos de doping. Na qualidade de presidente da APCP pondero a minha demissão”.”Todos os ciclistas têm direito à sua defesa e devemos aguardar os resultados da contra-análise e pelo desenvolvimento da situação”, acrescentou. Questionado sobre a eventual defesa de Nuno Ribeiro pela APCP, Couto afirmou que espera que o vencedor da Volta a Portugal possa provar a sua inocência, mas alertou. “Em casos de doping ou de suspeita de doping, a APCP não patrocina a defesa dos corredores”, salientou.
A Associação Internacional de Ciclistas Profissionais (CPA) manifestou-se contra a deliberação do Conselho de Ciclismo ProTour que determinou a manutenção do valor de quatro por cento dos prémios das competições ProTour a destinar ao financiamento do programa anti-dopagem da União Ciclista Internacional. O contributo directo dos corredores ProTour no financiamento do programa da respectiva federação internacional foi alvo de contestação pelos representantes da CPA, que pretendiam diminuir este valor para dois por cento, o mesmo contributo retirado do bolo de prémios das competições inscritas nos calendários continentais. A determinação da UCI foi hoje publicitada pela CPA que se manifestou ainda o apoio à criação de um plantel mínimo de 25 corredores para as equipas ProTour e marcou ainda uma conferência destinada a debater o futuro da carreira profissional de ciclista, a ter lugar em Barcelona, nos próximos dias 18 e 19 de Dezembro. A CPA é dirigida pelo ex-profissional francês Cédric Vasseur, tendo Paulo Couto, presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais (APCP), o seu vice-presidente.