Artigos com a tag ‘Operação Puerto’

Valverde suspenso até 31 de Dezembro de 2011

31 Mai 2010 4:51pm

O espanhol Alejandro Valverde (Caisse D’Epargne) vai ser suspenso até 31 de Dezembro de 2011 por envolvimento na “Operação Puerto”. A informação foi hoje avançada pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), que decidiu dar provimento aos apelos da União Ciclista Internacional (UCI) e da Agência Mundial Antidopagem (AMA) para que fosse alargada a todo o Mundo a suspensão decretada ao corredor pelo Comitá Olímpico Italiano (CONI), em Maio de 2009.

A decisão já era esperada, mas subsistiam dúvidas sobre a data em vigor da sanção, tendo em conta que o corredor já está parcialmente suspenso desde o ano passado, por ter sido impedido, pelo Comité Olímpico Italiano, de correr em território transalpino. Os prazos hoje avançados optam pelo meio termo. Nem Valverde tem de cumprir castigo desde hoje nem é dado como afastado desde Maio de 2009. Assim, o corredor é considerado suspenso desde 1 de Janeiro de 2010, sendo desclassificado de todas as corridas em que participou desde então, ficando sem os triunfos que alcançara na Volta à Romandia, na Volta ao Mediterrâneo e em duas etapas da Volta ao País Basco.

Enquanto as autoridades espanholas atiraram para debaixo  do tapete a investigação dos desportistas clientes da rede de dopagem desmantelada pela “Operação Puerto”, as autoridades italianas conseguem castigar mais um nome importante, depois de o terem já feito com Ivan Basso e a Michele Scarponi.

O acórdão do TAD faz a cronologia do processo e revela que a UCI e a AMA solicitaram, há três anos, à Real Federação Espanhola de Ciclismo (RFEC) a abertura de um processo contra o corredor. A federação recusou abrir o procedimento. Da mesma forma que o Tribunal espanhol que tem a “Operação Puerto” a seu cargo tem recusado, por decisão do juiz Antonio Serrano, o acesso às bolsas de sangue apreendidas aquando da investida da Guardia Civil.

As autoridades italianas tiveram de seguir por portas travessas para chegarem à verdade. Sabendo que parte das amostras apreendidas haviam sido enviadas para o Laboratório de Barcelona, onde foi detectada a presença de EPO na bolsa número 18, etiquetada com a inscrição “Val.Piti”, o CONI conseguiu um autorização para que parte do conteúdo dessa bolsa fosse remetido para Itália. Uma vez dado este passo, bastou comparar o ADN do sangue contido na bolsa com o de uma amostra de sangue colhida a Valverde para se concluir que o sangue armazenado em Espanha pertencia ao actual corredor da Caisse D’Epargne.

Este processo foi concluído em Abril de 2009 e a suspensão, inicialmente apenas para território italiano, decretada em Maio desse ano. Desde então vem sendo travada uma batalha jurídica. Por um lado, o corredor queria que o TAD considerasse que o CONI não tinha competência para intervir num caso passado em Espanha com um ciclistas espanhol. O TAD já rejeitara esta pretensão de Valverde. Por outro lado, a batalha seguia por iniciativa da UCI e da AMA que lutavam para que a suspensão transpusesse as fronteiras italianas, estendendo-se a todo o Globo. O TAD vem agora dar-lhes razão.

UCI regozija-se
A UCI já reagiu à decisão do TAD, manifestando regozijo pelo castigo aplicado ao ciclista espanhol. No entanto, a confederação sediada em Aigle, Suíça, lembra que o arrastar do processo faz com que a decisão agora anunciada “não possa ressarcir totalmente o ciclismo pelos danos causados pela conduta do senhor Valverde desde que a UCI expressou a convicção da sua culpabilidade”.

A Abarca Sports, empresa gestora da equipa Caisse D’Epargne, aceita a sanção, mas faz duas ressalvas. Por um lado, frisa que os actos de que está acusado o corredor terão sucedido antes de Valverde assinar pela equipa actual. Por outro lado, lembram que o TAD não dá como provado que os resultados desportivos do ciclista sejam fruto da dopagem, apesar de considerar que o murciano violou os regulamentos antidopagem.

A RFEC garante que tomará todas as medidas para fazer cumprir a decisão do TAD.

Foto: Volta à Romandia

Rubén Plaza preferiu correr no Benfica do que na Liberty

18 Dez 2009 7:54pm

O campeão espanhol de fundo, Rubén Plaza, reforço da Caisse D’Epargne para 2010, fez um balanço da experiência de dois anos no ciclismo português, concluindo que preferiu representar o Benfica do que a Liberty Seguros. “O Benfica foi um projecto em que me senti muito bem. Era uma equipa profissional, com bom calendário e, além disso, tinha uma relação muito próxima com o Orlando Rodrigues . Foi a primeira vez na minha carreira que corri numa equipa estrangeira e verifiquei que estava muito bem organizada. Foi uma uma boa experiência da qual não  me arrependo”, disse o corredor em entrevista ao jornal espanhol Meta2mil.

O balanço da passagem pela Liberty Seguros, equipa pela qual conquistou o título espanhol, é distinto. “Na Liberty não me senti da mesma forma, entre outras coisas, porque não tive um bom ‘feeling’ com o director-desportivo, Américo Silva. Convivemos durante um ano, sempre com respeito e educação. Não tive um único problema com ele, mas desde o primeiro dia ficou claro que não havia ligação entre nós. Com o Américo não tive a cumplicidade que estabeleci com outros directores, porque vemos o ciclismo de maneira muito diferente. Com o manager da equipa, Vítor Paulo Branco, a relação era mais distendida”, confessou Rubén Plaza.

Federação espanhola iliba-o da OP
O trabalho publicado na edição desta semana do Meta2mil revela que a Real Federação Espanhola de Ciclismo (RFEC) iliba Rubén Plaza de qualquer envolvimento na Operação Puerto. “A RFEC manifesta o seu desejo d clarificar publicamente que não existe vinculação alguma de RubénPlaza Molina com a Operação Puerto e que o mesmo deve ser tratado e considerado com todo o respeito como um ciclista limpo dentro do pelotão profissional, sem que o seu nome possa ben deve ser ligado, directa ou indirectamente, com o sucedido “, lê-se num certificado emitido pela RFEC, citado pelo semanário de ciclismo sediado em Valência.

A tomada de posição da RFEC surge depois de Rubén Plaza, voluntariamente, ter entregue documentação com a qual prova que não era cliente do médico Eufemiano Fuentes. A RFEC sentiu-se na obrigação de “desbloquear desportiva e socialmente a situação de um ciclista cuja trajectória não pode continuar manchada por uma suspeita que não só não foi demonstrada como foi desmentida pelas provas”. A federação do país vizinho baseou-se em decisões anteriores, também sobre a Operação Puerto, que ilibaram Sérgio Paulinho, Alberto Contador, Allan Davis ou Frank Schleck.

AMA frustrada com justiça espanhola

12 Dez 2009 5:39pm

A Agência Mundial Anti-dopagem (AMA) manifestou-se após a rejeição do apelo de acesso às provas da Operação Puerto pela justiça espanhola. “A AMA permanece frustada pelos lentos avanços da Justiça espanhola neste caso”, relatou um comunicado daquela instituição.

A Audiência Provincial de Madrid negou o acesso a documentação e provas dos atletas envolvidos na O.P. alegando que a cedência de elements para fins exteriores poderá infringir os direitos dos implicados na investigação.

“Continuamos a enfatizar que as provas reunidas pelas forças da lei durante an investigação necessitam de ser preservadas para partilha com o desporto e pelas autoridades anti-doping”, considerou John Fahey, presidente da AMA.

“Apesar de frustados, permanecemos optimistas no desenlace próprio que ainda espera estes atletas – e os membros da sua ‘entourage’ – que terão feito batota”, acrescentou.

Os raides da Guardia Civil aquando das buscas da O.P. reveleram a presença de esteróides anabolizantes, equipamento para transfusão sanguíneas e mais de 200 bolsas de sangue com nomes códigos, grande parte delas identificada num escândalo que fez cair o antigo vencedor da Volta a França, Jan Ullrich ou o italiano Ivan Basso

Depois da O.P., Espanha aprovou uma nova lei anti-dopagem à semelhança de países com legislação mais “dura” sobre a material ao mesmo tempo que promoveu uma política de tolerância zero que, segundo o secretário de Estado do Desporto Espanhol, Jaime Lissavetzky, levou a 24 operações judiciais anti-dopagem entre 2004 e 2009.

Bolsas da Operação Puerto não servem para castigar

11 Dez 2009 3:56pm

A Audiência Provincial de Madrid não deu aval aos recursos apresentados pela Agência Mundial Anti-dopagem (AMA), pela União Ciclista Internacional (UCI) e pela Federação Espanhola (RFEC) que requeriam o acesso a elementos de prova da Operação Puerto, como as bolsas sanguíneas apreendidas pela Guardia Civil aquando das buscas efectuadas. Ao não reconhecer razão aos recursos interpostos, reiterando a decisão anterior, o dossiê da OP fica encerrado, impedindo eventuais sanções dos respectivos  orgãos disciplinares.

Apesar de reconhecer “legitimidade” ao recurso apresentado por estas instituições, a Audiência Provincial de Madrid estimou que “os orgãos da Administração não podem levar a cabo actuações ou procedimentos de sanção em casos cujos factos possam ser constitutivos de delitos do Código Penal mas carecem de pronúncia da autoridade judicial”. O efeito prático é o encerramento da OP, a mais notada ofensiva judicial da história do desporto contra a dopagem e o caso que levou à criação de legislação própria para combate ao flagelo.

Ivan Basso regressa ao Tour em 2010

01 Dez 2009 9:41pm

O italiano Ivan Basso (Liquigas) regressa, no próximo ano, à Volta a França, após quatro anos de ausência da mais importante corrida por etapas do calendáriio internacional. O envolvimento na “Operação Puerto” e a subsequente suspensão afastaram o transalpino entre 2006 e 2008. Em 2009, Ivan Basso regressou à competição, mas não alinhou na Volta a França. De acordo com o calendário hoje divulgado pela Liquigas, Basso irá correr Giro e Tour em 2010 e fará a estreia competitiva apenas em Março, na Volta à Catalunha.

Foto: La Vuelta

Valverde no TAS a 16 de Novembro

15 Out 2009 2:28pm

O espanhol Alejandro Valverde, impedido de correr em solo italiano por dois anos devido ao envolvimento no escândalo de dopagem “Operação Puerto”, vai ser ouvido pelo Tribunal Arbitral do Desporto, no dia 16 de Novembro. A audiência tem por base o recurso apresentado pelo ciclista, que não se conforma com a suspensão que lhe foi imposta, desde 11 de Maio, pelas autoridades antidopagem transalpinas. No seu recurso, Alejandro Valverde alega que o Comitá Olímpico Italiano, instituição que lhe aplicou a suspensão, não tem mandato para actuar neste caso.

Valverde fora da Volta a França

24 Jun 2009 12:36pm

O líder do Ranking Mundial e vencedor do ranking ProTour em 2008, Alejandro Valverde (Caisse D’Epargne), está excluído da Volta a França. A decisão foi avançada pela equipa do corredor espanhol e está relacionada com a suspensão de correr em Itália durante dois anos que foi aplicada a Valverde pelo Comité Olímpico Italiano, devido ao ciclista, alegadamente, estar envolvido no esquema de dopagem desmontado pela chamada “Operação Puerto”.

A exclusão do Tour acontece porque uma das etapas passa em território transalpino, colocando o pelotão sob jurisdição da justiça desportiva italiana. Apesar de discordar do castigo e de ter recorrido do mesmo, Alejandro Valverde terá mesmo de assistir à “Grande Boucle” pela televisão, pois os prazos para decisão do recurso apresentado vão muito para além da data de início da prova.

Director do Tour assume que presença de Valverde está em risco

08 Jun 2009 5:01pm

O director da Volta a França, Christian Prudhomme, disse ao jornal Derniere Heure que se a situação de Alejandro Valverde não se alterar, o espanhol não irá participar na próxima edição do Tour. Valverde está suspenso por dois anos em território italiano e a Volta a França de 2009 passa em solo transalpino. Christian Prudhomme declarou ainda não admitir que o ciclista seja inscrito para participar apenas nas etapas que antecedem o atravessamento da fronteira com Itália. A única hipótese de o corredor participar na prova passa pelo Tribunal Arbitral do Desporto, que poderá proferir uma decisão nesse sentido.

Alejandro Valverde está suspenso em Itália por alegadamente ser um dos clientes da rede de dopagem liderada por Eufemiano Fuentes e que foi desmantelada durante a famigerada Operação Puerto. O ciclista contesta o processo e a suspensão decididos pelo organismo de luta contra a dopagem do Comité Olímpico Italiano.

Alejandro Valverde suspenso dois anos em Itália

11 Mai 2009 2:25pm

O ciclista Alejandro Valverde (Caisse D’Epargne) foi hoje suspenso por dois anos pelo Tribunal Nacional Antidopagem italiano, que deu provimento à acusação do procurador antidoping do Comité Olímpico Italiano, Ettore Torri. A suspensão é, para já, válida para corridas em solo transalpino. Como a Volta a França deste ano passa por Itália, o corredor espanhol está impedido de correr a Grande Boucle, o seu grande objectivo para 2009. Na base da decisão está a concordância genética entre uma bolsa de sangue apreendida durante a “Operação Puerto” e o sangue extraído ao corredor pelas autoridades italianas.

O processo poderá ter continuidade, pois caberá à União Ciclista Internacional (UCI) e à Agência Mundial Antidopagem, assistentes no processo que hoje culminou com a suspensão em Itália, alargarem ou não o âmbito do castigo a todo o Mundo. Recorde-se que Stefan Schumacher começou por ser suspenso apenas em França pelo seu caso de doping no Tour de 2008, vendo a medida ampliada a todo o mundo por decisão da UCI. A entidade que gere o ciclismo internacional já tentou agir contra Valverde, chegando a impedi-lo de competir no Mundial de 2007, decisão revogada após recurso do ciclista para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).

A Caisse D’Epargne considerou injusta a decisão hoje revelada pelas autoridades transalpinas e os representantes do de Alejandro Valverde já anunciaram que irão recorrer para o TAS.

Federação espanhola recorre para aceder a sangue da Operação Puerto

17 Abr 2009 6:11pm

A Real Federação Espanhola de Ciclismo (RFEC) anunciou esta tarde que vai recorrer da decisão do Julgado de Instrução número 31 de Madrid, que voltou a negar o acesso federativo aos dados processuais, incluindo amostras das bolsas de sangue apreendidas durante a operação policial que ficou conhecida como “Operação Puerto”. “A RFEC manifesta o seu total e absoluto desacordo face à decisão denegatória ditada pelo juiz instrutor, pelo que os seus serviços jurídicos interporão, de imediato, os recursos pertinentes, com o objectivo de poder obter finalmente os elementos provatórios existentes dentro do processo penal denominado Operação Puerto”, lê-se no comunicado emitido pela RFEC.

Os argumentos utilizados pelo juiz para negar o acesso aos elementos necessários para abrir processos disciplinares na justiça desportiva repetem aqueles que já haviam sido utilizados aquando da primeira petição da RFEC, em 2006. Antonio Serrano alega não poder fornecer os elementos pretendidos enquanto o processo judicial não estiver encerrado.