Danail Petrov (Madeinox-Boavista) estreou a camisola de campeão búlgaro com um resultado de honra, a quinta posição na Clássica Villafranca de Ordízia, hoje ganha pelo basco Gorka Izagirre (Euskaltel-Euskadi). Apesar de disputada num sobe e desce permanente, a corrida de 166 quilómetros foi disputada a alta velocidade, tendo o vencedor pedalado à média de 43,55 km/h, cortando o risco com 3h48m17s, seguido por onze corredores com o mesmo tempo.
Gorka Izagirre esteve envolvido na última das inúmeras tentativas de fuga, tendo escapado aos companheiros de escapada a quatro quilómetros da chegada, conseguindo resistir à aproximação do bloco que entretanto se soltara do pelotão para um triunfo emocionante. O segundo classificado foi Manuel Ortega (Andalucía-CajaSur) e o terceiro Pablo Lastras (Caisse D’Epargne).
Danail Petrov foi o melhor representante da Madeinox-Boavista, única equipa portuguesa presente. Sérgio Sousa (32.º, a 1m05s), Célio Sousa (33.º, a 1m05s), Alberto Morrás (35.º, a 1m05s), Luís Pinheiro (36.º, a 1m05s) e Ricardo Vilela (71.º, a 4m52s) foram os outros boavisteiros que terminaram a prova. Joaquim Sampaio e Marco Cunha abandonaram. João Benta foi o único elemento do plantel que não viajou para disputar esta competição preparatória para a Volta a Portugal.
A Madeinox-Boavista classificou-se na sexta posição colectiva entre os 14 blocos participantes, a 1m05s da formação vencedora, Burgos 2016-Castilla Y León.
CLASSIFICAÇÕES
166 km – Media 43,55 Km/h
1 IZAGUIRRE, Gorka EUSKALTEL – EUSKADI ESP 3h48′17″
2 ORTEGA, Manuel ANDALUCIA CAJASUR ESP m.t.
3 LASTRAS, Pablo CAISSE D’EPARGNE ESP m.t.
4 HARDY, Romain BRETAGNE – SCHULLER FRA m.t.
5 PETROV, Daniel MADEINOX – BOAVISTA POR m.t.
6 MANCEBO PÉREZ, Francisco HERAKLION KASTRO – MURCIA ESP m.t.
7 MELERO, Iván BURGOS 2016 – CASTILLA Y LEON ESP m.t.
8 HERRADA, José CAJA RURAL ESP m.t.
9 MERINO, Pedro FOOTON-SERVETTO ESP m.t.
10 PARDILLA BELLÓN, Sergio CARMIOORO NGC ESP m.t.
11 ANTUÑA, Andrés A BURGOS 2016 – CASTILLA Y LEON ESP m.t.
12 LANA, Guillermo CAJA RURAL ESP m.t.
13 LÓPEZ, David CAISSE D’EPARGNE ESP a 09″
14 MORENO, Javier ANDALUCIA CAJASUR ESP a 40″
15 URTASUN, Pablo EUSKALTEL – EUSKADI ESP a 01′05″
16 RATTO, Daniele CARMIOORO NGC ITA a 01′05″
17 GHYLLEBERT, Pieter AN POST – SEAN KELLY BEL a 01′05″
18 DION, Renaud ROUBAIX LILLE METROPOLE FRA a 01′05″
19 FERNÁNDEZ, Delio XACOBEO GALICIA ESP a 01′05″
20 ZABALO, Xabier ORBEA ESP a 01′05″
21 ORENGO, Pascual BURGOS 2016 – CASTILLA Y LEON ESP a 01′05″
22 IZAGIRRE, Jon ORBEA ESP a 01′05″
23 FERRARI, Fabricio CAJA RURAL URU a 01′05″
24 GONZALO, Eduardo BRETAGNE – SCHULLER ESP a 01′05″
25 LECHUGA, Pablo ANDALUCIA CAJASUR ESP a 01′05″
26 PASAMONTES, Luis CAISSE D’EPARGNE ESP a 01′05″
27 REIG, Rubén CAJA RURAL ESP a 01′05″
28 CALVENTE, Manuel ANDALUCIA CAJASUR ESP a 01′05″
29 GUILLOU, Florian BRETAGNE – SCHULLER FRA a 01′05″
30 GUTIÉRREZ G, David FOOTON-SERVETTO ESP a 01′05″
31 GARCÍA, Marcos XACOBEO GALICIA ESP a 01′05″
32 SOUSA, Sergio MADEINOX – BOAVISTA POR a 01′05″
33 SOUSA, Celio MADEINOX – BOAVISTA POR a 01′05″
34 PEÑA, Aketza CAJA RURAL ESP a 01′05″
35 MORRAS, Alberto MADEINOX – BOAVISTA ESP a 01′05″
36 PINHEIRO, Luis MADEINOX – BOAVISTA POR a 01′05″
37 ROVIRA POUS, Jaume HERAKLION KASTRO – MURCIA ESP a 01′12″
38 CHUZHDA, Oleg CAJA RURAL UKR a 04′02″
39 CORTI, Marco FOOTON-SERVETTO ITA a 04′02″
40 RABUÑAL, Gonzalo XACOBEO GALICIA ESP a 04′02″
41 ANTON, Igor EUSKALTEL – EUSKADI ESP a 04′02″
42 NIEVE, Mikel EUSKALTEL – EUSKADI ESP a 04′02″
43 BORRY, Kim AN POST – SEAN KELLY BEL a 04′52″
44 WALKER, Johnnie FOOTON-SERVETTO AUS a 04′52″
45 MATA, Enrique FOOTON-SERVETTO ESP a 04′52″
46 RAMÍREZ, Javier ANDALUCIA CAJASUR ESP a 04′52″
47 ESTRADA, Juan Javier ANDALUCIA CAJASUR ESP a 04′52″
48 VACHON, Florian BRETAGNE – SCHULLER FRA a 04′52″
49 INTXAUSTI, Beñat EUSKALTEL – EUSKADI ESP a 04′52″
50 BIDEAU, Jean-marie BRETAGNE – SCHULLER FRA a 04′52″
51 CHACON, Javier HERAKLION KASTRO – MURCIA ESP a 04′52″
52 GUTIÉRREZ G, David FOOTON-SERVETTO ESP a 04′52″
53 GARCÍA, Ricardo ORBEA ESP a 04′52″
54 ISAYCHEV, Vladimir XACOBEO GALICIA RUS a 04′52″
55 DOMINGUEZ, Gustavo XACOBEO GALICIA ESP a 04′52″
56 GUARDIOLA, Salvador HERAKLION KASTRO – MURCIA ESP a 04′52″
57 KNEISKY, Morgan ROUBAIX LILLE METROPOLE FRA a 04′52″
58 RODRÍGUEZ, Gustavo XACOBEO GALICIA ESP a 04′52″
59 MALACARNE, Gael BRETAGNE – SCHULLER FRA a 04′52″
60 TORIBIO, Jose Vicente ANDALUCIA CAJASUR ESP a 04′52″
61 ARAMENDIA, Javier EUSKALTEL – EUSKADI ESP a 04′52″
62 HERNÁNDEZ, Aitor EUSKALTEL – EUSKADI ESP a 04′52″
63 BOULO, Matthieu ROUBAIX LILLE METROPOLE FRA a 04′52″
64 LARRALDE, Joseba ORBEA ESP a 04′52″
65 GARCÍA, Egoitz CAJA RURAL ESP a 04′52″
66 DURET, Sebastien BRETAGNE – SCHULLER FRA a 04′52″
67 OBANDO, Gregory BURGOS 2016 – CASTILLA Y LEON CRC a 04′52″
68 G. CASARRUBIOS, Oscar HERAKLION KASTRO – MURCIA ESP a 04′52″
69 CARRASCO, Sergio ANDALUCIA CAJASUR ESP a 04′52″
70 LANDA, Mikel ORBEA ESP a 04′52″
71 VILELA, Ricardo MADEINOX – BOAVISTA POR a 04′52″
72 MOSQUERA, Ezequiel XACOBEO GALICIA ESP a 04′52″
73 ARROYO, David CAISSE D’EPARGNE ESP a 04′52″
74 PÉREZ, Francisco CAISSE D’EPARGNE ESP a 05′45″
75 SICARD, Romain EUSKALTEL – EUSKADI FRA a 07′28″
76 SESMA, Daniel EUSKALTEL – EUSKADI ESP a 07′28″
77 BRAVO, Garikoitz CAJA RURAL ESP a 07′28″
78 VITORIA, David FOOTON-SERVETTO SUI a 07′28″
79 GARCÍA ACOSTA, José Vicente CAISSE D’EPARGNE ESP a 07′28″
80 URAIN, Beñat ORBEA ESP a 10′03″
81 FERNANDEZ, Alberto XACOBEO GALICIA ESP a 10′03″
82 MAS, Luis BURGOS 2016 – CASTILLA Y LEON ESP a 10′03″
83 SOBRINO MARTÍNEZ, Joaquín CAJA RURAL ESP a 10′03″
84 SAEZ, Adrián ORBEA ESP a 10′03″
85 ETXEBARRIA, Aritz ORBEA ESP a 10′03″
86 DE SEGOVIA, Jose Antonio XACOBEO GALICIA ESP a 10′03″
87 PIEDRA, Antonio ANDALUCIA CAJASUR ESP a 10′03″
88 DELPECH, Jean Luc BRETAGNE – SCHULLER FRA a 10′03″
89 TRONET, Steven ROUBAIX LILLE METROPOLE FRA a 10′03″
FCO TIZZA, Francesco CARMIOORO NGC ITA a 13′24″
FCO TAMAYO MARTÍNEZ, Diego A CARMIOORO NGC COL a 13′24″
FCO RATTI, Arisitide CARMIOORO NGC ESP a 13′24″
FCO VENTOSO, Francisco CARMIOORO NGC ESP a 13′26″
FCO FOURNET, Sebastien CARMIOORO NGC FRA a 13′39″
FCO QUADRANTI, Antonio CARMIOORO NGC ITA a 13′39″
FCO MARTIN, Noel ORBEA ESP a 13′39″
FCO FRANCISCO, David BURGOS 2016 – CASTILLA Y LEON ESP a 13′39″
FCO SANTAMARTA, Raúl BURGOS 2016 – CASTILLA Y LEON ESP a 13′39″
FCO DE SCHROODER, Benny AN POST – SEAN KELLY BEL a 13′39″
FCO FERRARA, Raffaele CARMIOORO NGC ITA a 13′39″
ABN VICIOSO, Angel ANDALUCIA CAJASUR ESP
ABN SAMPAIO, Joaquim MADEINOX – BOAVISTA POR
ABN CELIS, Vidal FOOTON-SERVETTO ESP
ABN MINGUEZ, Miguel EUSKALTEL – EUSKADI ESP
ABN PACHECO, José Fco XACOBEO GALICIA ESP
ABN SERRANO, Rafael HERAKLION KASTRO – M ESP
ABN ANTON, Manuel BURGOS 2016 – CASTIL ESP
ABN GRAU, Oscar BURGOS 2016 – CASTIL ESP
ABN LARA, José Carlos BURGOS 2016 – CASTIL ESP
ABN KWIATKOWSKI, Michal CAJA RURAL POL
ABN ILUNDAIN, Mikel ORBEA ESP
ABN CUNHA, Marco MADEINOX – BOAVISTA POR
ABN GONZÁLEZ, Héctor HERAKLION KASTRO – M ESP
ABN MARTÍNEZ, Iván HERAKLION KASTRO – M ESP
ABN PERUFFO, Enrico CARMIOORO NGC ITA
ABN BRAMMEIER, Matthew AN POST – SEAN KELLY IRL
ABN CASSIDY, Mark AN POST – SEAN KELLY IRL
ABN MCCONVEY, Connor AN POST – SEAN KELLY IRL
ABN MCNALLY, Mark AN POST – SEAN KELLY GBR
ABN DAENINCK, Benoit ROUBAIX LILLE METROP FRA
ABN LEMAIR, Alexandre ROUBAIX LILLE METROP FRA
ABN MINNE, Stijn AN POST – SEAN KELLY BEL
Num prenúncio do que poderá acontecer na Volta a Portugal, caso as equipas estrangeiras não se apresentem na máxima força, o Palmeiras Resort-Prio-Tavira tem dominado a época 2010. Os algarvios são os mais vitoriosos do ano, somando 14 triunfos até ao momento. Cândido Barbosa contribuiu com parte de leão para o sucesso da formação dirigida por Vidal Fitas, pois é o corredor mais laureado da temporada, com dez vitórias.
Apesar de, teoricamente, ser dos blocos mais fracos do pelotão, a Madeinox-Boavista é a segunda equipa com mais sucessos, tendo já conseguido ganhar em nove ocasioões. Sérgio Sousa e Danail Petrov, cada um com quatro vitórias, são os ciclistas que perseguem mais de perto Cândido Barbosa na lista dos melhores do ano, e são também os responsáveis pela maioria dos êxitos axadrezados.
As restantes equipas profissionais portuguesas, Barbot-Siper, CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow e LA-Paredes Rota dos Móveis, ganharam sete vezes cada uma. Se na quantidade, o sucesso é semelhante, em termos qualitativos, há algumas diferenças, já que os louletanos conseguiram impor-se na Subida a Naranco, por intermédio de Santiago Pérez, e na Volta às Astúrias, através de Constantino Zaballa. Estes foram os principais feitos das formações portuguesas no estrangeiro em 2010, merecendo, por isso, destaque, tal como a vitória de Sérgio Ribeiro (Barbot-Siper) na última etapa da Volta a Castela e Leão.
A saída de cena de alguns dos corredores mais vencedores dos anos anteriores – porque emigraram ou porque estão suspensos por dopagem – fez com que o pelotão nacional se nivelasse por baixo na época em curso. Essa circunstância tem a vantagem de tornar as corridas mais abertas. Assim, aumenta o número de ciclistas capazes de vencerem. Isso explica que, até ao momento, haja 23 vencedores diferentes nas corridas lusas e nas saídas das formações portuguesas ao estrangeiro.
Entre os homens que conheceram a glória, há um que surpreendeu: Francisco Costa (Aluvia/Valongo) é o único ciclista das equipas de clube que conseguiu bater o pé aos profissionais, tendo-o feito na Volta a Albergaria, pontuável para a Taça de Portugal de Elite e Sub-23. Mesmo entre a elite, há quatro corredores que só este ano souberam o que é erguer os braços como profissionais. O primeiro estreante foi Bruno Saraiva (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow), mais rápido na última etapa da Volta à Maia. Seguiu-se João Benta (Madeinox-Boavista), que abriu o palmarés com a Clássica de Amarante. Luís Silva (Palmeiras Resort-Prio-Tavira) atacou para vencer isolado à porta de casa, na Clássica do Sotavento. Por fim, António Amorim (Barbot-Siper) experimentou o paladar do sucesso na segunda tirada do GP do Minho.
Corredores
Cândido Barbosa (Palmeiras Resort-Prio-Tavira) – 10
Danail Petrov (Madeinox-Boavista) – 4
Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista) – 4
Santiago Pérez (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow) – 3
José Mendes (LA-Paredes Rota dos Móveis) – 3
Constantino Zaballa (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow) – 2
David Blanco (Palmeiras Resort-Prio-Tavira) – 2
Sérgio Ribeiro (Barbot-Siper) – 2
Hugo Sabido (LA-Paredes Rota dos Móveis) – 2
António Amorim (Barbot-Siper) – 1
Bruno Lima (Barbot-Siper) – 1
Bruno Pires (Barbot-Siper) – 1
Bruno Saraiva (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow) – 1
Celestino Pinho (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow) – 1
David Bernabéu (Barbot-Siper) – 1
Edgar Pinto (LA-Paredes Rota dos Móveis) – 1
Filipe Cardoso (LA-Paredes Rota dos Móveis) – 1
Francisco Costa (Aluvia/Valongo) – 1
João Benta (Madeinox-Boavista) – 1
Luís Silva (Palmeiras Resort-Prio-Tavira) – 1
Ricardo Mestre (Palmeiras Resort-Prio-Tavira) – 1
Rui Costa (Caisse D’Epargne) – 1
Rui Sousa (Barbot-Siper) – 1
Equipas
Palmeiras Resort-Prio-Tavira – 14
Madeinox-Boavista – 9
Barbot-Siper – 7
CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow – 7
LA-Paredes Rota dos Móveis – 7
Aluvia/Valongo – 1
Caisse D’Epargne – 1
O espanhol David Bernabéu (Barbot-Siper), quarto classificado, foi o melhor representante das equipas portuguesas na Klasica Primavera, prova que hoje disputou em Amorebieta, País Basco, com vitória de Samuel Sánchez (Euskaltel-Euskadi). A Barbot-Siper foi a equipa lusa que mais se destacou, através dos seus dois espanhóis. Se Bernabéu esteve na discussão dos lugares cimeiros, Joaquín Ortega integrou a fuga do dia, um grupo de nove elementos, entre os quais Andy Schleck (Saxo Bank), que saltaram do pelotão ao quilómetro quatro. Os mais resistentes desta aventura só foram alcançados ao quilómetro 151, momento a partir do qual foi a vez de os principais nomes da corrida aproveitarem a dureza do circuito final para imporem as suas leis.
As decisões desta clássica estavam apontadas para os últimos 70 dos 171,6 quilómetros do percurso. À entrada para a parte mais difícil do traçado, os nove escapados dispunham de cerca de 7 minutos de vantagem em relação ao pelotão. A diferença foi, no entanto, caindo. Para isso contribuíram dois factores. Por um lado, o cansaço dos fugitivos, entre os quais o homem da Barbot-Siper foi dos primeiros a ceder. Por outro lado, a ambição da Euskaltel-Euskadi e da Caisse D’Epargne, responsáveis pelas principais despesas de perseguição.
A 20 quilómetros da meta já não havia fuga. Mas também pouco restava do pelotão, já retalhado pela exigência desta corrida. A Euskaltel-Euskadi, galvanizada por correr em “casa”, jogou ao ataque. Igor Antón saiu do grupo dos fugitivos na fase decisiva, sendo seguido por Frank Schleck (Saxo Bank), marcado de perto por Samuel Sánchez. Na peugada destes, à entrada para os últimos dez quilómetros, pedalavam cerca de dezena e meia de ciclistas.
Depois da última subida, seguiu-se uma rápida descida até à meta. Aproveitando os seus reconhecidos dotes para as descidas, o campeão olímpico de fundo passou da posição de perseguidor para a de cabeça-de-corrida. A curta vantagem foi suficiente para a vitória de Sánchez em solitário. O grupo perseguidor, encabeçado por Igor Antón e Frank Schleck gastou mais 5 segundos.
O melhor português foi José Mendes (LA-Paredes Rota dos Móveis), 17º, a 8 segundos do primeiro. André Cardoso (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), 32º, a 1m11s, conseguiu o desempenho mais consistente entre os tavirenses. Alberto Morrás, 38º, a 1m11s, conseguiu ser o mais bem colocado dos boavisteiros.
CLASSIFICAÇÃO
1 Samuel Sánchez (Spa) Euskaltel – Euskadi 4:04:19
2 Igor Anton (Spa) Euskaltel – Euskadi 0:00:05
3 Franck Schleck (Lux) Team Saxo Bank
4 David Bernabeu (Spa) Barbot – Siper
5 Javier Moreno (Spa) Andalucia – Cajasur
6 Mauro Finetto (Ita) Liquigas-Doimo
7 Rigoberto Uran (Col) Caisse d’Epargne
8 Sergey Chernetskiy (Rus) Russian Federation
9 Egoi Martínez (Spa) Euskaltel – Euskadi
10 José Herrada (Spa) Caja Rural
11 Raúl Santamarta (Spa) Burgos 2016 – Castilla y Leon
12 David Gutiérrez (Spa) Footon-Servetto
13 Arnold Jeannesson (Fra) Caisse d’Epargne
14 Eugeni Petrov (Rus) Team Katusha 0:00:08
15 Fabricio Ferrari (Uru) Caja Rural
16 David Arroyo (Spa) Caisse d’Epargne
17 Jose Mendes (Por) LRM
18 Gregory Brenes (CRc) Burgos 2016 – Castilla y Leon
19 Aketza Peña (Spa) Caja Rural
20 Beñat Intxausti (Spa) Euskaltel – Euskadi
21 David López (Spa) Caisse d’Epargne
22 Mauricio Soler (Col) Caisse d’Epargne
23 Pedro Merino (Spa) Footon-Servetto
24 Ezequiel Mosquera (Spa) Xacobeo Galicia
25 Eros Capecchi (Ita) Footon-Servetto 0:00:13
26 Ivan Santaromita (Ita) Liquigas-Doimo 0:00:27
27 Nicki Sörensen (Den) Team Saxo Bank 0:01:11
28 Sergey Shilov (Rus) Russian Federation
29 David García (Spa) Xacobeo Galicia
30 Eduard Vorganov (Rus) Team Katusha
31 Andrés Antuña (Spa) Burgos 2016 – Castilla y Leon
32 Andre Cardoso (Spa) Palmeiras Resort – Tavira
33 Andoni Blazquez (Spa) Orbea
34 Cesar Fonte (Por) Barbot – Siper
35 Marco Corti (Ita) Footon-Servetto
36 Mikel Landa (Spa) Orbea
37 Richie Porte (Aus) Team Saxo Bank
38 Alberto Morras (Spa) Boavista
39 Gustavo Cesar Veloso (Spa) Xacobeo Galicia
40 Ricardo Mestre (Por) Palmeiras Resort – Tavira
41 David Livramento (Por) Palmeiras Resort – Tavira
42 Bruno Pires (Por) Barbot – Siper
43 Jose Gomez Marchante (Spa) Andalucia – Cajasur
44 Alberto Losada (Spa) Caisse d’Epargne
45 Marcos García (Spa) Xacobeo Galicia
46 Alexandre Botcharov (Rus) Team Katusha
47 Sergio Sousa (Por) Boavista
48 Juan Jose Oroz (Spa) Euskaltel – Euskadi
49 Iván Melero (Spa) Burgos 2016 – Castilla y Leon
50 Rubén Plaza (Spa) Caisse d’Epargne
51 Jens Voigt (Ger) Team Saxo Bank
52 Laurent Didier (Lux) Team Saxo Bank
53 Vitor Rodrigues (Por) Caja Rural
54 Sergio Ribeiro (Por) Barbot – Siper
55 Francesco Bellotti (Ita) Liquigas-Doimo
56 Ricardo Vilela (Por) Boavista
57 Xabier Zabalo (Spa) Orbea 0:02:18
58 Garikoitz Bravo (Spa) Caja Rural
59 Delio Fernández (Spa) Xacobeo Galicia
60 Iban Mayoz (Spa) Footon-Servetto 0:02:21
61 Ricardo García (Spa) Orbea 0:02:26
62 Jon Izagirre (Spa) Orbea
63 Luis Silva (Por) Palmeiras Resort – Tavira
64 Michal Kwiatkowski (Pol) Caja Rural
65 Arturo Mora (Spa) Caja Rural
66 Celio Sousa (Por) Boavista
67 Luis Pinheiro (Por) Boavista
68 Egoitz García (Spa) Caja Rural
69 Higinio Fernández (Spa) Caja Rural
70 Gonzalo Rabuñal (Spa) Xacobeo Galicia
71 Diego Gallego (Spa) Burgos 2016 – Castilla y Leon
72 Virgilio Dos Santos (Por) La Rota Des Movies
73 Rubén Reig (Spa) Caja Rural
74 Edgar Pinto (Por) La Rota Des Movies
75 Luca Mazzanti (Ita) Team Katusha
76 Filipe Cardoso (Por) La Rota Des Movies 0:04:42
77 Iván Velasco (Spa) Euskaltel – Euskadi 0:04:50
78 Rubén Pérez (Spa) Euskaltel – Euskadi
79 Rui Sousa (Por) Barbot – Siper
80 Tomas Metcalfe (GBr) Palmeiras Resort – Tavira
81 Beñat Urain (Spa) Orbea
82 Mario Costa (Por) Barbot – Siper
83 Andrey Amador (CRc) Caisse d’Epargne
84 Jorge Azanza (Spa) Euskaltel – Euskadi
85 Manuel Anton (Spa) Burgos 2016 – Castilla y Leon
86 Miguel Angel Candil (Spa) La Rota Des Movies
87 Valery Kaykow (Rus) Russian Federation
88 Pascual Orengo (Spa) Burgos 2016 – Castilla y Leon
89 David Delgado (Spa) Burgos 2016 – Castilla y Leon
90 Javier Ramírez (Spa) Andalucia – Cajasur
91 Serafín Martínez (Spa) Xacobeo Galicia
92 Daniel Mestre (Por) Palmeiras Resort – Tavira
93 Serguei Klimov (Rus) Team Katusha
94 Manuel Vazquez (Spa) Andalucia – Cajasur
95 Alessandro Vanotti (Ita) Liquigas-Doimo 0:06:56
96 Mikel Ilundain (Spa) Orbea
97 Oliver Zaugg (Swi) Liquigas-Doimo
98 André Steensen (Den) Team Saxo Bank
99 Luis Mas (Spa) Burgos 2016 – Castilla y Leon
100 Jonas Jorgensen (Den) Team Saxo Bank
101 Brian Vandborg (Den) Liquigas-Doimo
102 Adrián Saez (Spa) Orbea
103 Artur Ershow (Rus) Russian Federation
DNF Candido Barbosa (Por) Palmeiras Resort – Tavira
DNF Marzio Bruseghin (Ita) Caisse d’Epargne
DNF Joaquim Sampaio (Por) Boavista
DNF Francisco Pérez (Spa) Caisse d’Epargne
DNF Rodrigo García (Spa) Xacobeo Galicia
DNF Aitor Pérez (Spa) Footon-Servetto
DNF Alberto Benítez (Spa) Footon-Servetto
DNF Samuel Caldeira (Por) Palmeiras Resort – Tavira
DNF Leonid Krasnov (Rus) Russian Federation
DNF Thomas Patricks Faiers (GBr) Footon-Servetto
DNF Mikel Nieve (Spa) Euskaltel – Euskadi
DNF Valerio Agnoli (Ita) Liquigas-Doimo
DNF Manuel Calvente (Spa) Andalucia – Cajasur
DNF Juan Javier Estrada (Spa) Andalucia – Cajasur
DNF Antonio Piedra (Spa) Andalucia – Cajasur
DNF Rafael Valls (Spa) Footon-Servetto
DNF Miguel Minguez (Spa) Euskaltel – Euskadi
DNF Alexandr Kolobnev (Rus) Team Katusha
DNF Jakob Fuglsang (Den) Team Saxo Bank
DNF Andy Schleck (Lux) Team Saxo Bank
DNF Sergio Carrasco (Spa) Andalucia – Cajasur
DNF Noel Martin (Spa) Orbea
DNF Oscar Grau (Spa) Burgos 2016 – Castilla y Leon
DNF Maxim Kozyrev (Rus) Russian Federation
DNF Marrhias Brandle (Aut) Footon-Servetto
DNF Rubén Calvo (Spa) La Rota Des Movies
DNF Marcio Barbosa (Por) La Rota Des Movies
DNF Nelson Rocha (Por) La Rota Des Movies
DNF Joaquín Ortega (Spa) Barbot – Siper
DNF Alexandr Pliuschin (Mda) Team Katusha
DNF Joao Benta (Por) Boavista
DNF Marco Cunha (Por) Boavista
DNF Helder Oliveira (Por) Barbot – Siper
Fonte: Biciciclismo
A Klasica Primavera, que amanhã se disputa em Amorebieta, País Basco, marca o início da época espanhola de quatro das cinco equipas profissionais portuguesas: Barbot-Siper, LA-Paredes Rota dos Móveis, Madeinox-Boavista e Palmeiras Resort-Prio-Tavira integram o pelotão.Vítor Rodrigues (Caja Rural) também estará presente, num pelotão de que também conta com Vítor Rodrigues (Caja Rural) e com seis formações ProTour entre as 16 participantes.
A prova tem 171,6 quilómetros. Os últimos 70 serão disputados num duro circuito, que somará três contagens de montanha de segunda categoria e outras tantas de terceira. As dificuldades favorecem. em teoria, os corredores que chegam a Amorebieta com a rodagem da Volta ao País Basco, que hoje termina.
Das quatro equipas portuguesas que amanhã estarão na estrada, duas permanecem em território espanhol. Barbot-Siper e LA-Paredes Rota dos Móveis competem na próxima semana (14 a 18 de Abril) na Volta a Castela e Leão, corrida em que estará Tiago Machado (RadioShack) e que terá Alberto Contador (Astana) como principal cabeça-de-cartaz. Devido à participação na competição do lado de lá da fronteira, os gaienses e os paredenses irão apresentar-se desfalcados na Volta ao Concelho de Albergaria, prova da Taça de Portugal Liberty Seguros, que se corre no dia 18, em Albergaria-a-Velha.
A Madeinox-Boavista ainda não sabe se correrá a Volta a Albufeira – Troféu José Martins com sete ou com oito corredores. Com Danail Petrov de fora por opção, está em dúvida a participação do espanhol Alberto Morrás, ainda em recuperação da lesão contraída durante a Volta ao Algarve. Certos nos planos de José Santos estão Joaquim Sampaio, Marco Cunha, Sérgio Sousa, Célio Sousa, Luís Pinheiro, Ricardo Vilela e João Benta.
A equipa de clube Gondomar Cultural vai estrear-se na prova algarvia, depois de um dos seus elementos, Fernando Machado, irmão de Tiago Machado, ter corrido a Prova de Abertura numa equipa mista com a Madeinox-Boavista. O director-desportivo, José Monteiro, terá cinco corredores à disposição para as três etapas da Volta a Albufeira: Fernando Gonçalves, João Matias, Fernando Machado, Bruno Maia e José Mendes.
Dos 40 corredores que alinham na Volta ao Algarve ao serviço das cinco equipas portuguesas só 14 conseguiram alcançar hoje a meta com o mesmo tempo do primeiro pelotão. O melhor representante dos colectivos lusos foi o galego Alejandro Marque (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), 37º a passar o risco. Além de Marque, chegaram com o mesmo registo de André Greipel (Team HTC-Columbia), Filipe Cardoso (LA-Paredes Rota dos Móveis), Bruno Pires (Barbot-Siper), Edgar Pinto (LA-Paredes Rota dos Móveis), Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), David Blanco (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), Pedro Soeiro (CC Loulé-Louletano-Aquashow), José Mendes (LA-Paredes Rota dos Móveis), César Fonte (Barbot-Siper), Mário Costa (Barbot-Siper), Santiago Pérez (CC Loulé-Louletano-Aquashow), João Benta (Madeinox-Boavista), David Bernabéu (Barbot-Siper) e Luís Pinheiro (Madeinox-Boavista).
Já os portugueses que correm em equipas estrangeiras conseguiram estar melhor. Rui Costa (Caisse D’ Epargne)) esteve na discussão da etapa, terminando na sétima posição. Manuel Cardoso (Footon-Servetto), Tiago Machado e Sérgio Paulinho (RadioShack) também chegaram no pelotão. Só o jovem Nelson Oliveira (Xacobeo Galicia), na sua primeira corrida como profissional, perdeu algum tempo, concretamente 43 segundos face à cabeça do pelotão.
Numa análise das formações lusas, equipa a equipa, merece destaque a LA-Paredes Rota dos Móveis. Depois de triunfar na Prova de Abertura, o bloco do Vale do Sousa, colocou hoje Hugo Sabido em fuga, o que valeu a liderança das metas volantes ao vencedor da Volta ao Algarve em 2005. A Madeinox-Boavista também esteve presente na fuga, por intermédio de Luís Pinheiro, conseguindo, por essa via, algum protagonismo. O esforço de Pinheiro foi premiado com a liderança da classificação de melhor português, obtida graças às bonificações. Pedro Lopes deu visibilidade ao CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow, pois foi outros dos fugitivos.
A Barbot-Siper pautou-se pela discrição, mas logrou colocar quatro homens no primeiro pelotão, entre os quais os dois líderes, Bruno Pires e David Bernabéu. O Palmeiras Resort-Prio-Tavira esteve mais apagado: não se mostrou na fuga e não conseguiu ter mais de dois elementos entre aqueles que não foram traídos por qualquer corte.
O reconhecimento da “crise” e o impacto particular da mesma no “produto” ciclismo ficou patente na apresentação da Madeinox-Boavista numa cerimónia que fez votos de renovação de valores perante a consumada saída de Tiago Machado, anterior chefe-de-fila. Para Marco Cunha e Ricardo Vilela, além do espanhol Alberto Morras ficaram reservadas as maiores apresentações numa opção natural numa equipa que manteve o seu “esqueleto”, a saber, Célio Sousa, Danail Petrov e Joaquim Sampaio, e, ainda, Sérgio Sousa, Luis Pinheiro e João Benta, única contratação nacional em 2009.
Depois de ter alcançado, em 2009, um interessante pecúlio de 11 vitórias individuais – terceira equipa mais vitoriosa após Liberty Seguros e Palmeiras Resort-Prio – tendo-se destacado pelo valor do seu colectivo, a Madeinox-Boavista surge com plantel de nove ciclistas dispostos a enfrentar a “crise” no asfalto.
Na apresentação da equipa, o director-desportivo frisou “a falta de equipas, ciclistas e de um calendário ambicioso” no ciclismo português visando contrariar a tendência com a promessa de “retirar o melhor de um conjunto “jovem” mas com talento”.
“Como seremos em 2010, sem Tiago Machado? Impetuoso, combativos, procurando os êxitos. Sabemos que não estamos tão fortes como na época passada, talvez nos falte um chefe-de-fila assumido mas oportunidades não faltarão para todos os ciclistas”, frisou José Santos. “Será uma equipa de futuro que com quatro jovens de valor poderão despontar já esta temporada”, acrescentou o responsável.
O orçamento da Madeinox-Boavista, tal como de todas as equipas do pelotão 2010, sofreu cortes significativos. Para a nova temporada, o Boavista terá menos 30 a 40 por cento da verba de que dispôs no ano passado, em que o orçamento rondou os 450 000 euros.
Paulo Espanhol, administrador da Madeinox, reconheceu mesmo que “não estava nos planos da empresa patrocinar o Boavista Ciclismo Clube” e só o fez em virtude da redução “significativa” do orçamento – o processo negocial arrastou-se até ao final do ano – e “graças ao professor José Santos e ao inspector Tavares Rijo”.
Direcção
Insp. Tavares Rijo
Prof. José Santos
Luís Machado
Equipa técnica
Director-desportivo: Prof. José Santos
Director-desportivo adjunto: Luís Machado
Médico: Dr. Pinto de Sousa
Mecânicos: Fernando Costa e Joaquim Carvalho
Massagista: Ruben Couto
Estruturas: Nuno Santos
Plantel: Danail Petrov, Célio Sousa, Joaquim Sampaio, Sérgio Sousa, João Benta, Luís Pinheiro, Marco Cunha, Ricardo Vilela e Alberto Morrás
“Espero adaptar-me rapidamente, aprender, ajudar a equipa e, sobretudo, aproveitar muito”. É desta forma que o espanhol Alberto Morrás, o neoprofissional contratado pela Madeinox-Boavista, perspectiva a época prestes a iniciar-se. Numa entrevista a um grupo de fãs, publicada na rede social Facebook, Morrás define-se como trepador e diz-se satisfeito por começar a temporada na Volta ao Algarve, “uma boa prova para abrir a época, pois terá uma grande participação. Estou muito motivado para entrar com o pé direito”, confessa.
Alberto Morrás vê a passagem a profissional em Portugal como “uma oportunidade”, mesmo admitindo que o ciclismo luso “não está a atravessar o melhor momento. No entanto, quando surgiu esta oportunidade, não hesitei em aceitá-la”, conta.
O ciclista espanhol dá mostras de já ter incorporado o espírito da formação do Bessa, salientando a combatividade como arma do colectivo: “É uma equipa jovem, com corredores de muita projecção e qualidade. De certeza dará guerra em qualquer corrida em que participe”.
Alberto Morrás venceu a Taça de Espanha de sub-23 em 2009 e, no final dessa época, vestiu a camisola da Madeinox-Boavist, como estagiário, na Volta a Chihuahua. Concluiu a corrida mexicana na 58ª posição.
Um novo ano começou e uma nova temporada velocipédica está à espreita. Com os adeptos ansiosos pelo regresso dos ídolos à estrada, o Jornal Ciclismo faz uma “radiografia” ao pelotão nacional, apresentando todas as equipas.
José Carlos Gomes
O pelotão português será formado por cinco equipas continentais e por 55 56 corredores em 2010. O ciclismo profissional perdeu uma equipa e 17 16 corredores face ao começo da época transacta. Se compararmos com o efectivo de 2008, concluímos que o total de ciclistas caiu para cerca de metade, pois, há duas temporadas, as equipas portuguesas empregavam 106 profissionais.
O desemprego atingiu sobretudo os estrangeiros, pois a percentagem de ciclistas portugueses em relação ao total de corredores tem vindo a crescer. Em 2008, os lusos eram 67 por cento do total, um ano depois já eram 71 por cento e em 2010 serão 80 por cento. A mais portuguesa das equipas é o Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow, com 81,8 por cento do contingente a falar a Língua de Pessoa.
A quebra de estrangeiros está a afectar sobretudo os espanhóis, que deixaram de ter em Portugal uma alternativa viável para prosseguirem a carreira quando as portas não se abrem no país de origem. Em 2010 só nove espanhóis encontraram lugar nas equipas portuguesas. Há um ano eram 16 e há dois eram 23.
A LA-Paredes Rota dos Móveis é a equipa mais jovem, tendo uma média de idades de 26,9 anos. No pólo oposto está a Madeinox-Boavista, com 31,9 o CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow, com 28,8 anos. Os axadrezados têm o corredor mais velhos de todos, Joaquim Sampaio, 40 anos.
Pela primeira vez em vários anos, a Federação conseguiu impor que não fossem inscritos massagistas ou mecânicos como corredores para que fosse cumprida a regra de a maioria do plantel ter menos de 28 anos. O caso menos claro é o da equipa de Loulé, que inscreve mais uma vez Ludovic Baptista, filho do presidente do clube, habitualmente utilizado apenas para cumprimento do regulamento. O director-desportivo, Jorge Piedade, garante, no entanto, que em 2010 Ludovic Baptista vai mesmo correr.
Barbot-Siper
Média de Idades: 27,8 anos
Percentagem de portugueses: 81,8%
António Amorim, 25 anos
Bruno Lima, 25 anos, ex-Madeinox-Boavista
Bruno Pires, 29 anos
Carlos Baltazar, 23 anos, ex-Aluvia/Valongo
César Fonte, 24 anos, ex-Cartaxo Capital do Vinho
David Bernabéu, 35 anos
Hélder Oliveira, 27 anos
Mário Costa, 25 anos
Rui Sousa, 34 anos, ex-Liberty Seguros
Sérgio Ribeiro, 30 anos
Joaquín Ortega, 29 anos, ex-CC Valencia-Terra i Mar
Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow
Média de Idades: 28,8 anos
Percentagem de portugueses: 84,6%
Bruno Pinto, 25 anos, ex-Barbot-Siper
Bruno Saraiva, 25 anos
Celestino Pinho, 26 anos, ex-LA-Paredes Rota dos Móveis
César Quitério, 34 anos
Constantino Zaballa, 32 anos, ex-LA-Paredes Rota dos Móveis
Daniel Silva, 25 anos
João Cabreira, 28 anos
Ludvoic Baptista, 26 anos
Pedro Lopes, 35 anos
Pedro Soeiro, 35 anos
Rogério Batista, 27 anos
Santiago Pérez, 33 anos, ex-Madeinox-Boavista
Tiago Silva, 24 anos, ex-Edatech (BTT) ex-CC Lugo/Artesanía de Galicia
LA-Paredes Rota dos Móveis
Média de Idades: 26,9 anos
Percentagem de portugueses: 81,8%
Bruno Sancho, 25 anos
Edgar Pinto, 25 anos, ex-Liberty Seguros
Filipe Cardoso, 26 anos, ex-Liberty Seguros
Hernâni Broco, 29 anos, ex-Liberty Seguros
Hugo Sabido, 31 anos
José Mendes, 25 anos, ex-Liberty Seguros
Márcio Barbosa, 24 anos
Miguel Ángel Candil, 27 anos
Nelson Rocha, 25 anos, ex-Madeinox-Boavista
Rubén Calvo, 25 anos
Vergílio Santos, 34 anos
Madeinox-Boavista
Média de Idades: 28,3 anos
Percentagem de portugueses: 78%
Alberto Morrás, 23 anos, ex-Seguros Bilbao
Célio Sousa, 33 anos
Danail Petrov, 32 anos
João Benta, 24 anos
Joaquim Sampaio, 40 anos
Luís Pinheiro, 30 anos
Marco Cunha, 23 anos, ex-Aluvia/Valongo
Ricardo Vilela, 23 anos, ex-Liberty Seguros
Sérgio Sousa, 27 anos
Palmeiras Resort-Tavira
Média de Idades: 28,4 anos
Percentagem de portugueses: 75%
Alejandro Marque, 29 anos
André Cardoso, 26 anos
Cândido Barbosa, 36 anos
Daniel Mestre, 24 anos
David Blanco, 35 anos
David Livramento, 27 anos
Henrique Casimiro, 24 anos
Luís Silva, 26 anos
Ricardo Mestre, 27 anos
Nelson Vitorino, 35 anos
Samuel Caldeira, 25 anos
Tomás Swift-Metcalfe, 27 anos
Nota: As idades apresentadas são as que correspondem aos anos que cada corredor cumprirá em 2010, tal como ditam os regulamentos que deve ser feito para se apurar se as equipas cumprem a norma que obriga a maioria do plantel a ter menos de 28 anos.
Foto: João Fonseca
Os leitores do Jornal Ciclismo escolheram Rui Costa, 23 anos, como o melhor corredor português de 2009. Numa votação muito participada, o ciclista da Caisse D’Epargne recolheu 227 votos, cerca de metade das 465 opiniões expressas. Nos lugares seguintes colocaram-se Sérgio Paulinho ( 68 votos), Manuel Cardoso (66), Tiago Machado (60) e Cândido Barbosa (44). Em entrevista ao Jornal Ciclismo, Rui Costa mostra-se orgulhoso por este resultado, fala sobre a estreia no pelotão ProTour, aborda o futuro e incentiva os compatriotas que emigram em 2010: “Desejo-lhes sorte, porque o ciclismo internacional não é tão duro quanto apregoam. Com trabalho chega-se lá”, afirma o poveiro.
José Carlos Gomes
O búlgaro Danail Petrov, 31 anos, renovou com a Madeinox-Boavista, continuando na equipa portuense em 2010. “É um homem importante e uma mais-valia para nós”, diz o director-desportivo dos axadrezados, José Santos. Petrov, cujo melhor resultado em 2009 foi o segundo lugar na geral final do GP CTT, é o sexto elemento a prolongar a permanência no Bessa, seguindo-se a Joaquim Sampaio, Célio Sousa, Sérgio Sousa, Luís Pinheiro e João Benta. Até ao momento, as contratações da Madeinox-Boavista resumem-se a Ricardo Vilela (ex-Liberty Seguros) e a Marco Cunha (ex-Aluvia/Valongo).
Apesar de segurar a espinha-dorsal do plantel, José Santos terá de ser criativo na nova temporada, pois os corredores que continuam ao seu dispor são, essencialmente, a equipa de trabalho de 2009. Os chefes-de-fila, Tiago Machado e Santiago Pérez, assim como o sprinter Bruno Lima e a esperança Nelson Rocha estão de partida. Esta situação deverá indiciar novas oportunidades e outras tarefas para homens até aqui mais acostumados a trabalhar em prol dos colegas.
Foto: PAD/JLS