A equipa russa Katusha anunciou hoje a contratação dos espanhóis Daniel Moreno (Omega Pharma-Lotto) e Alberto Losada (Caisse D’Epargne), assim como do belga Leif Hoste (Omega Pharma-Lotto). As três entradas visam reforçar o grupo de trabalho para a ajuda aos líderes Joaquín Rodríguez e Filippo Pozzato.
A dupla espanhola é uma escolha pessoal de Joaquín Rodríguez, com a intenção de criar um bloco da confiança do trepador espanhol, de molde a auxiliá-lo nos momentos mais montanhosos das provas por etapas. Leif Hoste é um prestigiado corredor de clássicas, perfeito braço-direito para Pozzato na corridas de um dia.
Uma escolha clássica que valorizou a presença de figuras individuais – como o campeão mundial Cadel Evans ou o vencedor da edição 2008 Carlos Sastre está na base da decisão das equipas que compõem o pelotão da próxima edição da Volta a França. No rol de equipas com lugar pré-definido – um total de 16 esquadrões que em 2008 assinaram um acordo com os organizadores das Grandes Voltas – juntam-se as seis convidadas, a saber: Radioshack, Team Sky, Katusha, Garmin, Cervelo Test Team e BMC.
Das cinco formações com “wild-card” o seu estatuto no actual pelotão internacional justifica qualquer selecção que pretenda ter os melhores atletas na sua prova. No entanto, para os cinco escolhidos, outros ficaram de fora tal como as holandesas Vacansoleil – uma das formações mais combativas e que havia contratado os irmãos franceses Feillu como “reforço” da sua candidauta -, Skil-Shimano ou ainda a coqueluche francesa, Saur-Sojasun, liderada por Jimmy Casper.
A confirmação do pelotão do Tour, que se inicia a 3 de Julho, em Roterdão (Holanda) é ainda uma boa nova para o ciclismo português que deverá estar representado com a presença de Sérgio Paulinho (RadioShack) e, eventualmente, pelo campeão nacional Manuel Cardoso (Footon-Servetto).
As 22 equipas por nacionalidade e principais figuras
França: AG2R (Dessel, Nocentini), Bbox (Fédrigo, Voeckler), Cofidis (Dumoulin, Moncoutié), Française des Jeux (Casar, Le Mével)
Estados Unidos: BMC (Evans, Hincapie), HTC-Columbia (Cavendish, Rogers), Garmin (Millar, Vande Velde), RadioShack (Armstrong, Leipheimer)
Espanha: Caisse d’Epargne (L. L. Sanchez), Euskaltel (S. Sanchez), Footon-Servetto (Manuel Cardoso)
Bélgica : Omega Pharma (Gilbert, Péraud), Quick Step (Boonen, Chavanel)
Itália: Lampre (Cunego, Petacchi), Liquigas (Basso, Kreuziger)
Alemanha: Milram (Ciolek, Gerdemann)
Dinamarca: Saxo Bank (Cancellara, A. Schleck)
Grã-Bretanha: Sky (Boasson Hagen, Wiggins)
Cazaquistão: Astana (Contador, Vinokourov)
Holanda : Rabobank (Gesink, Menchov)
Rússia: Katusha (McEwen, Pozzato)
Suíça: Cervélo (Hushovd, Sastre)
A única equipa ProTour de nacionalidade russa apresentou-se, com pompa e circunstânia, no teatro Alberti, na locadidade italiana de Garda. O colectivo dirigido pelo ex-profissional Andrei Tchmil apresentou os seus 27 corredores cuja fronteira de idades abarca os 37 anos do veterano Robbie McEwen aos 21 do jovem neo-profissional Egor Sillin, um dos quatro neo-profissionais da formação. No seu segundo ano no pelotão, a Katusha, cujos fundos de sponsorização advêm de um aglomerado de empresas russas, apostou forte no “mercado de Inverno” tendo garantido a contratação de corredores como o espanhol Joaquin Rodriguez ou o luxemburguês Kim Kirchen. A formação russa já somou três segundos lugares na época que ainda agora começou graças à participação no Tour de San Luis (Argentina) e no Tour Down Under (Austrália).
Katusha
Código UCI: KAT
Site oficial: www.katushateam.com/
Bicicletas: Ridley
Plantel: Marco Bandiera (ITA/25 anos), Laszlo Bodrogi (FRA/33), Alexander Botcharov (RUS/34), Pavel Brutt (RUS/28), Denis Galimzyanov (RUS/22), Joan Horrach (ESP/35), Mikhail Ignatiev (RUS/24), Sergey Ivanov (RUS/34), Timofey Kritskiy (RUS/23), Vladimir Karpets (RUS/29), Robbie McEwen (AUS/37), Luca Mazzanti (ITA/35), Danilo Napolitano (ITA/29), Evgueni Petrov (RUS/31), Alexandr Pliuschin (MDA/23), Filippo Pozzato (ITA/28), Joachin Rodrigues (ESP/30), Egor Silin (RUS/21), Nikolay Trusov (RUS/24), Stijn Vandenbergh (BEL/25), Maxime Vantomme (BEL/23), Kim Kirchen (LUX/31), Eduard Vorganov (RUS/27), Artiom Ovechkin (RUS/23), Nikita Eskov (RUS/27), Sergey Klimov (RUS/29), Alexander Kolobnev (RUS/28).
A Team Sky, nova equipa ProTour proveniente da Grã-Bretanha, causou polémica ao inscrever no Tour Down Under o corredor Ben Swift, que tem contrato com a russa Katusha. Este é mais um episódio na polémica que a formação britânica tem causado no pelotão por ter uma abordagem agressiva no mercado, pouco comum no ciclismo. Depois de ter tentado “roubar” Bradley Wiggins à Garmin-Slipstream chega agora a vez do conflito com os russos, que não parecem dispostos a ver partir Ben Swift, um dos seus principais activos desportivos.
A estreia da Team Sky vai ocorrer no Tour Down Under, que se disputa em Adelaide, Austrália, de 17 a 24 de Janeiro. Os ciclistas inscritos pela equipa britânica são Christopher Sutton, Christopher Froome, Russell Downing, Benjamin Swift, Davide Vigano, Mathew Hayman e Gregory Henderson.
Foto: British Cycling
O russo Alexandre Kolobnev trocará as cores dinamarquesas da Saxo Bank pela formação russa da Katusha num vínculo válido por dois anos. Com 28 anos e uma temporada suplementar de contrato com a Saxo Bank, o corredor acabou libertado com o aval de Bjarne Riis. “Agradeço a Bjarne ter-me permitido aceitar a oferta de uma equipa onde terei um papel de maior relevância”, avaliou o russo, vice-campeão mundial 2009 e 2007.
Por sua vez, a Saxo Bank comunicou a contratação de dois novos corredores, o polaco Jaroslaw Marycz (22 anos) e Sebastian Haedo (26 anos), que se junta ao seu irmão Juan Jose Haedo.
A equipa russo e o corredor belga Gert Steegmans rescindiram o contrato que os unia. Na base do “divórcio” está a recusa do ciclista de assinar o anexo antidopagem ao respectivo contrato de trabalho. A cláusula em questão obriga os corredores a ressarcirem a equipa no valor de seis vezes o ordenado anual no caso de violarem os regulamentos antidopagem.
O belga Gert Steegmans faz finca pé e recusa assinar a cláusula que o obrigaria a pagar à equipa o quíntuplo do salário anual em caso de controlo antidopagem positivo. A Katusha, fustigada por dois positivos na época de estreia no ProTour, acrescentou a referida cláusula aos contratos dos seus corredores. No caso específico de Steegmans, a formação russa fez um ultimato, dizendo que se o sprinter não assinasse o documento seria excluído da Volta a França. A resposta chegou, em declarações ao cyclingnews: “A minha decisão é não assinar esse documento”.
A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou a suspensão provisória de Antonio Colom (Katusha) devido ao corredor ter acusado EPO num controlo fora de competição realizado em Abril. A UCI informa que o teste a que o ciclista foi submetido realizou-se devido à análise ao perfil sanguíneo de Antonio Colom e ao calendário que se previa vir a ser cumprido pelo espanhol. A suspensão é provisória até conclusão do processo, que foi entregue à federação espanhola. Antonio Colom ainda não pediu a contra-análise, dado que só ontem foi notificado da situação.
Este caso vem interromper uma das melhores épocas de sempre de Antonio Colom, que já somava quatro triunfos em 2009. Colom venceu a etapa-rainha da Volta ao Algarve, repetindo o êxito que conseguira no Challende de Maiorca, no qual se sagrara vencedor da geral individual. Além disso ainda ganhou uma tirada no Paris-Nice, competição que terminou na segunda posição. Também na Volta ao País Basco o corredor maiorquino conseguiu a segunda posição.
Este é o segundo caso de controlo antidoping positivo fora de competição que envolve corredores da Katusha. O primeiro ciclista a ser suspenso numa situação semelhante foi o campeão austríaco, Christian Pfanberger. Depois destes casos, a formação russa pretende fazer um aditamento ao contrato dos corredores, impondo-lhes o pagamento de um valor equivalente a cinco salários anuais em caso de controlos positivos. Alguns ciclistas recusam-se a aceitar essa imposição.
Os ciclistas Robbie McEwen, Kenny De Haes e Gert Steegmans não aceitam a cláusula que a equipa Katusha quer impor aos contratos dos corredores, obirgando-os a pagar uma indemnização no caso de terem algum controlo antidopagem positivo. Os russos exigem de cada ciclista dopado uma indemnização correspondente a cinco salários anuais. As medidas restritivas surgem na sequência do positivo do campeão austríaco, Christian Pfannberger, conhecido no início de Maio.
Fonte: Cyclingnews
A mudança de ano não alterou a capacidade da Garmin-Slipstream para ganhar contra-relógios por equipas. A prova foi dada esta manhã, na Volta ao Qatar, que arrancou com um “crono” colectivo de seis quilómetros, no qual a formação estadunidense bateu todas as outras esquadras, levando Bradley Wiggins ao primeiro lugar da geral individual. A Garmin-Slipstream cumpriu a etapa em 6m34s, menos um segundo do que a Quick Step e menos dois do que a Katusha, que ocuparam, respectivamente, o segundo e o terceiro posto na etapa.
Amanhã começa a verdadeira Volta ao Qatar, ou seja, a sucessão de etapas ao jeito dos sprinters. Espera-se que o excelente lote de velocistas presentes, entre os quais se destacam Tom Boonen (Quick Step) e Mark Cavendish (Team Columbia-High Road), comecem então a dar espectáculo. A primeira tirada em linha vai ligar o Khalifa Stadium a Al Khor Corniche, ao longo de 134 quilómetros. O final de cada etapa poderá ser seguido através do canal Eurosport. Amanhã a transmissão começa às 11h30 com o resumo do prólogo, seguindo-se, às 12h00, o directo da segunda etapa.
Foto: Aso