O seleccionador nacional de estrada, José Poeira, convocou 35 corredores para o estágio que vai decorrer entre 28 de Fevereiro e 4 de Março. Trata-se da habitual concentração de início de época, durante a qual os ciclistas vão conhecer os calendários e os objectivos, além de fazerem análises para o “passaporte biológico das selecções”, testes físicos e treinos.
Os trabalhos serão divididos por escalões. Os juniores e os sub-23 estarão juntos no Velódromo Nacional, sede da concentração, de 28 de Fevereiro a 2 de Março. Os cadetes estagiam entre 2 e 4 de Março.
“É arranque da temporada para a Selecção Nacional/Liberty Seguros de estrada, que, a partir de Abril, terá vários compromissos. Os sub-23 vão competir em algumas corridas da Taça das Nações e em outras provas internacionais. Além de visarmos bons resultados nestes eventos, queremos somar pontos que nos permitam uma presença com mais elementos no Campeonato do Mundo. A prioridade dos juniores será a Taça das Nações, enquanto que o ponto alto da época de cadetes são as Jornadas Olímpicas da Juventude Europeia, que vão decorrer na Turquia, em Julho”, afirma José Poeira.
Lista de convocados
Sub-23: Ricardo Ferreira e Rafael Reis (Bicicó), Bruno Borges (Onda-Boavista), Amaro Antunes (LA-Antarte), Diogo Nunes (Tavira-Prio), Daniel Freitas (Barbot-Efapel), José Gonçalves, Joni Brandão e Fábio Silvestre (Liberty Seguros/SM Feira), António Carvalho, Pedro Paulinho e Guilherme Lourenço (Mortágua/Basi).
Juniores: Jordy Reis (Seissa/ACR Roriz/Givec), Gonçalo Amado, Fábio Leaça e Pedro Henriques (Crédito Agrícola/Alcobaça), João Pinto, Luís Gomes e Tiago Ferreira (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel), José Gonçalves (CC Barcelos/AFF Electrodomésticos/Orbea), António Barbio e João Leal (Belalgas/Mato Cheirinhos), Diogo Santos e André Barbosa (Liberty Seguros/SM Feira).
Cadetes: Fábio Mansilhas e Paulo Cunha (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel), Bruno Silva (ACD Milharado/Intermarché/Mafra), João Pinto (Trevomar/Arca de Noé), César Martingil e Eddy Fachadas (CC José Maria Nicolau), João Oliveira (Neves/Vauner/Ramalde), João Silva (MoveFree/Ferrindal/Lousa), Nelson Silva (individual), Xavier Silva e Gaspar Gonçalves (Mortágua/Basi).
Quem não tem cão, caça com gato. Apresentando-se apenas com cinco corredores para a prova de fundo do Mundial de Estrada, que se disputa em Melbourne, Austrália, no dia 3 de Outubro, a selecção nacional de elite “não vai tomar iniciativa, mas vai tentar aproveitar o trabalho dos outros”, promete o seleccionador, José Poeira, em declarações à agência Lusa.
O técnico espera uma corrida exigente. “Este vai ser um percurso rápido, mas duro, porque o circuito tem uma subida de um quilómetro, com algumas rampas acentuadas, e termina com uma ascensão de 400 metros, tendo depois seis quilómetros planos até à meta”, descreve José Poeira.
Os corredores portugueses “estão muito motivados”, assegura o seleccionador. “Para alguns é a primeira vez que estão num Mundial, mas espero o melhor”, confessa. José Poeira antevê uma prova a duas velocidades. Por um lado, formações que atacarão de modo a desfazer o pelotão. Por outro, equipas que tudo farão para que a corrida seja discutida ao sprint. Para responder às movimentações, Portugal conta com dois homens rápidos, Manuel Cardoso e Samuel Caldeira, e com “três fortes na montanha”, André Cardoso, Hernâni Broco e José Mendes.
O seleccionador não esconde, todavia, que “o ideal era conseguir chegar ao sprint”, de modo a aproveitar o bom momento patenteado por Manuel Cardoso na Volta a Espanha, onde discutiu as chegadas com os melhores.
Os primeiros lusos a entrar em acção são os sub-23 Nelson Oliveira e Fábio Silvestre, que vão participar no contra-relógio de 31,8 quilómetros, que será disputado a partir da uma da manhã de quarta-feira, 29 de Setembro. “O contra-relógio tem um percurso que nos agrada, com um perfil bom, tanto para o Nelson Oliveira, que tem feito bons resultados e à partida ainda é vice-campeão, como para o Fábio Silvestre. Estou confiante numa prestação honrosa”, adianta José Poeira.
A Selecção Nacional/Liberty Seguros vai alinhar na Volta a Portugal, de 4 a 15 de Agosto, com quatro corredores de elite e com cinco sub-23, todos eles oriundos de equipas de clube. Os quatro elite são Hugo Sancho (Mortágua/Basi), Edgar Anselmo (Cartaxo Capital do Vinho/CC José Maria Nicolau), Rui Vinhas e Hélder Leal (Aluvia/Valongo). Os sub-23 convocados por José Poeira são Marco Coelho e Joni Brandão (Liberty Seguros/SM Feira), Vasco Pereira (ASC/Vitória/RTL), João Mendonça Pereira (Palmeiras Resort/Tavira) e Fábio Palma (Maia/Bike Team). Domingos Gonçalves (Liberty Seguros/SM Feira) e Diogo Nunes (Palmeiras Resort/Tavira) estão de prevenção, podendo ser chamados caso algum dos efectivos sofra qualquer percalço.
A juventude do lote de corredores à disposição do seleccionador nacional, José Poeira, faz com que os principais objectivos estabelecidos pelo técnico para os ciclistas sejam chegar ao final da corrida, ganhar experiência e preparar a Volta a França do Futuro e os Campeonatos do Mundo. Apesar disso, Poeira valorizará a capacidade que cada um venha a revelar para se manter junto dos melhores e para gerir as forças de modo a alcançar um bom lugar na classificação geral final.
“A participação numa Volta a Portugal é um sonho que alguns destes jovens que estão convocados vão cumprir mais cedo do que estavam à espera. Não iremos fazer exigências de resultados, mas sim dar liberdade para que estes ciclistas possam adquirir experiência”, avança o seleccionador.
Cumprindo o protocolo assinado entre a Federação Portuguesa de Ciclismo e a Liberty Seguros, só podem representar a selecção os ciclistas que tenham aderido a um programa de monitorização dos valores fisiológicos semelhante ao passaporte biológico. Ou seja, os corredores que se apresentem pela equipa nacional na Volta – ou em qualquer outra corrida – foram antes submetidos a controlos periódicos, de modo a prevenir que alguém que recorra ao doping vista a camisola da selecção nacional.
Foto: Carlos Rodrigues/PAD
A Selecção Nacional/Liberty Seguros de juniores está a caminho da Alemanha, onde corre, de 3 a 6 de Junho, o Troféu Karlsberg, prova pontuável para a Taça das Nações. O seleccionador, José Poeira, chamou seis corredores para este compromisso, no qual espera amealhar pontos para melhorar o actual sétimo lugar no ranking.
Rafael Reis e João Leal (Crédito Agrícola/Alcobaça), Leonel Coutinho e Rui Rodrigues (ASC/Vila do Conde), Ricardo Ferreira (Silva & Vinha/ADRAP) e Samuel Magalhães (Vulcal/InPlenitus/CC Centro) foram os escolhidos para representarem Portugal nesta prova que tem quatro etapas em linha e um contra-relógio.
O percurso aproxima-se do da recente Corrida da Paz, em que Rafael Reis venceu o “crono” e terminou nos dez primeiros da geral. José Poeira conta com a adaptação dos lusos ao traçado, com a boa forma dos ciclistas e com a experiência já acumulada para lutar pelos postos cimeiros.
“Queremos subir mais alguns postos para colocarmos Portugal entre os primeiros do Mundo. Acredito que se tivermos uma corrida isenta de azares poderemos discuti-la até final. Por vezes, falta aos nossos corredores alguma experiência internacional, que se reflecte em erros importantes. No entanto, este grupo de trabalho está rodado, em bom momento de forma e tem algum histórico de competições internacionais. Mais importante ainda: os próprios corredores começam a acreditar que podem bater-se de igual para igual com qualquer adversário internacional”, frisa o seleccionador.
Rafael Reis voltou a ser o melhor elemento da Selecção Nacional/Liberty Seguros na derradeira etapa da Corrida da Paz, conseguindo a segunda posição na última etapa, resultado que lhe valeu a subida à nona posição final. O corredor português atacou na companhia do francês Romain Guyot, corredor que foi mais forte no sprint. O pelotão, onde vinha o camisola amarela e vencedor desta prova da Taça das Nações de Juniores, o russo Evgeny Shalunov, chegou 1m20s mais tarde.
“Conseguimos alcançar os objectivos que traçámos, destacando-se a vitória do Rafael Reis no contra-relógio, perante as melhores selecções do mundo. O nono lugar final está dentro do que idealizámos à partida, mas temos consciência de que o Rafael Reis trabalhou para merecer colocar-se na terceira ou na quarta posição, algo que só não foi possível devido aos azares em que o ciclismo é fértil”, explica, em jeito de balanço, o seleccionador nacional, José Poeira.
Na última etapa, além do segundo posto de Rafael Reis, assinale-se os desempenhos de Ricardo Ferreira (40º, a 2m13s), João Leal (54º, a 3m57s) e Samuel Magalhães (84º, a 15m05s). Luís Sousa e Leonel Coutinho não chegaram ao final. Na geral, Rafael Reis foi nono, a 4m47s do vencedor. Seguiram-se, em termos de representação nacional, Ricardo Ferreira (42º, a 18m49s), João Leal (64º, a 27m41s) e Samuel Magalhães (93º, a 3m52s).
Finda a Corrida da Paz, a Rússia comanda a Taça das Nações, com 79 pontos, mais um do que a Bélgica e mais quinze do que a Holanda, que estão nos lugares seguintes. A Selecção Nacional/Liberty Seguros ocupa a sétima posição, tendo já amealhado 30 pontos.
A Selecção Nacional/Liberty Seguros participa, de 5 a 9 de Maio, na Corrida da Paz, prova que se disputa na República Checa e que conta para a Taça das Nações de juniores. Depois da excelente participação no Paris – Roubaix, que valeu a Portugal o sétimo lugar no Ranking da Taça das Nações, a equipa lusa parte com ambição para a segunda corrida pontuável para o mais importante troféu internacional deste escalão.
O seleccionador nacional, José Poeira, convocou seis elementos para o compromisso desta semana: Rafael Reis e João Leal (Crédito Agrícola/Alcobaça), Leonel Coutinho e Luís Sousa (ASC/Vila do Conde), Samuel Magalhães (Vulcal/InPlenitus/CC Centro) e Ricardo Ferreira (Silva & Vinha/ADRAP).
“Temos uma equipa com muita qualidade, como se viu no Paris – Roubaix. A Corrida da Paz tem montanha e contra-relógio, características que se adaptam aos nossos corredores. No ano passado, alguns destes jovens já participaram, enquanto juniores de primeiro ano. Agora, com mais experiência e com a evolução natural, podem estar na discussão dos postos cimeiros. O objectivo é conquistar pontos, colocando alguém, pelo menos, entre os dez melhores. O Rafael Reis, em 2009, só foi batido no contra-relógio por juniores de segundo ano, que já passaram a sub-23, pelo que é um dos nomes a ter em conta nessa etapa e no resto da prova”, afirma José Poeira.
A Corrida da Paz de 2010 terá seis etapas num total de 495 quilómetros, a maior parte dos quais serão percorridos em tiradas de sobe e desce.
Esta prova tem tradição no ciclismo mundial e já foi conquistada por corredores de primeiro plano, como é o caso de Denis Menchov, em 1995, e de Fabian Cancellara, em 1999.
Nelson Oliveira concluiu o Giro delle Regioni na sexta posição, graças ao quinto posto na segunda e última etapa, ganha pelo italiano Angelo Pagani. A corrida, pontuável para a Taça das Nações de sub-23, foi conquistada por outro transalpino, Enrico Battaglin, que confirmou hoje a liderança ontem alcançada.
Os 154,1 quilómetros de hoje revelaram-se mais exigentes do que se pensaria à partida, pois os corredores enfrentaram subidas longas, com rampas que chegavam aos 18 por cento de inclinação, nem todas pontuáveis para o prémio da montanha. Neste terreno pouco adaptado às suas características, Domingos Gonçalves aguentou quase até final no restrito lote dos mais fortes, mas cedeu a cerca de quatro quilómetros da chegada e caiu do terceiro para o 23º lugar da geral.
Melhor esteve Nelson Oliveira. O vice-campeão mundial de contra-relógio conseguiu seguir as movimentações dos melhores, que perseguiam Angelo Pagani, isolado desde o quilómetro 117. Oliveira ainda desferiu ele próprio alguns ataques, conseguindo fraccionar o grupo de perseguidores. Pagani acabou por vencer isolado, mas o compatriota Battaglin fez uma demonstração de força, concluindo a tirada na segunda posição e reafirmando-se como o mais forte da prova. Nelson Oliveira foi quinto e conseguiu ascender ao sexto posto da geral. O terceiro homem da Selecção Nacional/Liberty Seguros foi o algarvio Amaro Antunes, 17º na etapa e 16º na geral.
“A última etapa foi muito dura, mais do que poderíamos esperar. Encontrámos subidas de dez quilómetros, algumas com troços de 18 por cento de inclinação. Obviamente que isso fez uma selecção muito apertada. Quero destacar o facto de termos conseguido colocar três homens entre o restrito lote de pouco mais de vinte ciclistas da frente. Foi pena o Domingos Gonçalves não ter aguentado até ao final, mas acaba por ser natural, pois ele não é um trepador nato. No entanto, conseguimos o quinto lugar na etapa e sexto na geral através do Nelson Oliveira. Além disso, voltámos a conquistar pontos para a Taça das Nações, com a vantagem de grande parte das selecções que estavam à nossa frente na classificação terem perdido terreno nesta corrida”, resumiu o seleccionador nacional, José Poeira.
CLASSIFICAÇÕES
Bagno di Romana – Bagno di Romana, 154,1 km
1º Angelo Pagani (Itália A), 4h08m12s
2º Enrico Battaglin (Itália B), a 27s
3º Siarhei Papok (Bielorrússia), mt
5º Nelson Oliveira (Selecção Nacional/Liberty Seguros), mt
17º Amaro Antunes (Selecção Nacional/Liberty Seguros), a 1m23s
24º Domingos Gonçalves (Selecção Nacional/Liberty Seguros), a 3m10s
48º Marco Coelho (Selecção Nacional/Liberty Seguros), a 23m43s
52º Luís Afonso (Selecção Nacional/Liberty Seguros), mt
Geral Individual
1º Enrico Battaglin (Itália B), 3h18m00s (Média: 42,273 km/h)
2º Jan Tratnik (Eslovénia), a 7s
3º Angelo Pagani (Itália A), a 37s
6º Nelson Oliveira (Selecção Nacional/Liberty Seguros), a 1m04s
16º Amaro Antunes (Selecção Nacional/Liberty Seguros), a 2m00s
23º Domingos Gonçalves (Selecção Nacional/Liberty Seguros), a 2m54s
47º Marco Coelho (Selecção Nacional/Liberty Seguros), a 24m20s
57º Luís Afonso (Selecção Nacional/Liberty Seguros), a 26m26s
Nelson Oliveira (Xacobeo Galicia) será o chefe-de-fila da Selecção Nacional/Liberty Seguros de sub-23, que compete em Itália, entre domingo, 25 de Abril, e terça-feira, 27. O seleccionador, José Poeira, convocou seis corredores, que vão disputar o GP delle Liberazione e o Giro delle Regionie, corrida de dois dias pontuável para a Taça das Nações. Além de Oliveira, Portugal estará representado por Marco Coelho, Amaro Antunes e Domingos Gonçalves (Liberty Seguros/SM Feira), João M. Pereira (CC Tavira) e Luís Afonso (Aluvia/Valongo).
Em Itália como em Portugal, 25 de Abril é dia da Liberdade. A efeméride será comemorada em Roma com o GP della Liberazione, que se disputará num circuito de 6 quilómetros, a percorrer 23 vezes, num total de 138 quilómetros. “O GP della Liberazione não conta para a Taça das Nações, mas dá pontos para o Ranking Continental Europeu, que também é importante para o apuramento das selecções para os mundiais. Penso que será de esperar uma chegada ao sprint, especialidade para a qual contamos neste lote de atletas com o líder da Taça de Portugal Liberty Seguros de Sub-23, Marco Coelho”, antecipa José Poeira.
O técnico tem outros trunfos para a prova de duas etapas que se segue no calendário da selecção. “O Giro delle Regioni é diferente, apresentando um perfil mais montanhoso. Distingue-se das clássicas de França e da Holanda, em que participámos recentemente, que eram para roladores. Também por isso os ciclistas que levamos agora para Itália são outros. Temos um grupo de trabalho que se dá melhor com as subidas, especialmente o Nelson Oliveira e o Amaro Antunes. O objectivo é conseguir pontos para a geral da Taça das Nações, se possível com um lugar entre os dez primeiros”, afirma o seleccionador nacional.
O Giro delle Regioni começa com uma etapa de 139,5 quilómetros, com partida e chegada a Montefiascone, na proximidade do Lago de Bolsena. Os corredores vão enfrentar um traçado exigente, com três montanhas, uma de terceira e duas de segunda. A última dificuldade é de segunda categoria e dista apenas 12,7 quilómetros, em falso plano, da meta. O segundo e último dia desta competição conta com 154,1 quilómetros, em torno de Bagno di Romana. Um prémio de montanha de primeira categoria e dois de segunda ajudarão a seleccionar os melhores.
Portugal tem pergaminhos no Giro delle Regioni. Rui Costa venceu esta prova em 2007 e alcançou o segundo posto em 2008, ano em que foi determinante para a vitória portuguesa na Taça das Nações. Em 2010, Nelson Oliveira será a principal arma dos portugueses. Depois do segundo lugar no GP de Portugal e de ter demonstrado estar num excelente momento de forma durante a recente Volta à Turquia, o vice-campeão mundial de contra-relógio em sub-23 terá em Itália um oportunidade de ouro para voltar a mostrar-se.
A Selecção Nacional/Liberty Seguros ocupa a nona posição do Ranking da Taça das Nações, somando 27 pontos. A tabela é encimada pela Holanda, que já leva 76 pontos.
A Selecção Nacional – Liberty Seguros correu hoje na Holanda tendo Fábio Silvestre sido o melhor classificado, no 22º lugar. Os comandados de José Poeira tomaram parte na clássica holandesa disputada com partida e chegada a Goes tendo por fito somar os primeiros pontos fora de Portugal na Taça das Nações. Na corrida de 178 quilómetros quem levou vantagem foram os nove escapados que, com cerca de um minuto de vantagem, lograram resistir a todas as perseguições. No sprint, o cazaque Kamyshev – eleito o mais combativo do dia – foi o mais forte batendo o holandês Pim Ligthart e o esloveno Blaz Jarc.
No pelotão apenas três lusos resistiram: Fábio Silvestre (22º), Rui Carvalho (29º) e José Gonçalves (49º). Já Diogo Nunes foi 105º (a 5m34s) e Pedro Paulinho acabou a clássica no 114º lugar (a 7m26s).
Fonte: UVP-FPC
Foto: PAD/JLS
O português Rafael Reis conseguiu a nona posição na prova de juniores do Paris – Roubaix, que hoje se disputou em França com vitória do belga Jasper Stuyven. O corredor da Selecção Nacional/Liberty Seguros estreou-se da melhor maneira numa complicada corrida de 122,4 quilómetros, dos quais 29,1 eram em empedrado.
Apesar de ser a primeira vez que a equipa nacional participou no Paris – Roubaix, o desempenho foi globalmente positivo. Rafael Reis, Ricardo Ferreira, Leonel Coutinho e Samuel Magalhães estiveram entre a minoria de corredores que conseguiram terminar a prova, apesar dos muitos percalços técnicos que os lusos sofreram ao longo da extenuante aventura.
A cereja no topo do bolo foi o resultado de Rafael Reis. O natural de Palmela entrou no velódromo na discussão do quinto lugar, mas quatro adversários foram mais rápidos no sprint por aquela posição.
“Foi a nossa estreia e conseguimos um excelente lugar nos dez melhores. Além disso, a maior parte da equipa chegou ao fim, feito de que poucos colectivos poderão gabar-se, mesmo aqueles que têm mais experiência nesta clássica. Sabíamos que se tratava de uma prova muito dura, mas só participando temos a noção completa das dificuldades. Até os carros de apoio têm problemas para passar nos sectores de ‘pavé’, quanto mais os corredores”, comentou o seleccionador nacional, José Poeira.
O Paris – Roubaix é a primeira corrida pontuável para a Taça das Nações de Juniores. O resultado de Rafael Reis coloca Portugal na sexta posição. O ranking é comandado pela Bélgica.
Classificação
Paris – Roubaix, 122,4 km
1º Jasper Stuyven (Bélgica), 3h21m55s
2º Daniel McLay (Grã-Bretanha), mt
3º Lawson Craddock (Estados Unidos da América), mt
4º Kirill Yatsevich (Rússia), mt
5º Yannick Vanbrabant (Bélgica), a 33s
6º Matthew Bailey (Grã-Bretanha), mt
7º Sam Harrison (Grã-Bretanha), mt
8º Erik Ottema (Holanda), mt
9º Rafael Reis (Portugal), mt
10º Dieter Bouvry (Bélgica), mt
24º Ricardo Ferreira (Portugal), a 1m59s
43º Leonel Coutinho (Portugal), a 5m12s
49º Samuel Magalhães (Portugal), a 6m23s