O alemão Jörg Jaksche, um dos raros nomes citados na Operação Puerto que confessou a dopagem e que foi suspenso por isso, regressa ao pelotão em 2009, nas fileiras da Cinelli-OPD. De acordo com a publicação germânica Sueddeutsche Zeitung o antigo ciclista de Manolo Saiz vai cobrar um euro de ordenado mensal. “Se fosse necessário até corria sem receber, mas tenho de ser eu a decidir quando abandono o ciclismo”, salientou o correrdor, que, à semelhança dos que confessam a participação em esquemas de dopagem, teve dificuldades para encontrar colocação, cumprida que foi a pena.
Patrik Sinkewitz é outro ciclista alemão que confessou ter-se dopado ao longo de vários anos seguidos e que também é notícia por estes dias. No caso do antigo profissional da T-Mobile, a revista Focus germânica revela que Sinkewitz incriminou Andreas Klöden – actual colega de Contador, Armstrong e Paulinho na Astana – nos depoimentos que prestou perante as autoridades. Aquele magazine de informação geral indica que Sinkewitz apontou o antigo companheiro como um dos corredores que participou num esquema de dopagem organizado, no seio da equipa, na preparação do Tour de 2007. Tal como Jörg Jaksche, também Patrik Sinkewitz não teve a vida facilitada para regressar ao activo e também não irá fazê-lo numa equipa de topo, fazendo parte dos planos do conjunto checo PSK-Whirlpool para 2009. Entretanto, Sinkewitz já veio a público negar ter indicado nomes de antigos companheiros, garantindo que apenas falou do seu caso específico.
O ciclismo italiano sempre deu ao Mundo grandes ciclistas e boas equipas. A Polti, que esteve no pelotão profissional entre 1994 e 2000, foi um dos casos de sucesso. Durante as sete temporadas em que competiu, este bloco dirigido por Vittorio Algeri, que chegou a ter na equipa técnica o actual director da Barloworld Claudio Corti, alcançou muitos triunfos e contou nas suas fileiras com corredores de grande prestígio, alguns ainda a dar as primeiras pedaladas, é certo. Ivan Gotti deu à equipa o Giro de 1999, o maior feito da curta história deste colectivo. Entre outros, Gotti teve a seu lado no plantel desse ano o francês Richard Virenque, que tentava relançar a carreira após o escândalo Festina do ano anterior. Outros ciclistas que envergaram a camisola da Polti foram o uzbeque Djamolidine Abdoujaparov (1994), David Rebellin (1996), Jorg Jaksche e Axel Merckx (1997). O colectivo que esteve na origem da criação da Polti, em 1994, foi a Gattorade, que brilhou a grande altura, tendo como chefe-de-fila Gianni Bugno.
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