O belga Johan Bruyneel elogiou o famalicense Tiago Machado no termo da primeira etapa da Volta a Itália. “Vi um bom Popovych, ambos os Robbies (Robbie McEwen e Robert Hunter) estiveram fortes, Selander andou bem e o Tiago foi muito bom. Estou muito feliz com o resultado. As vantagens conseguidas não vão pesar no resultado final mas este resultado é importante para o espírito de equipa e, para nós, sabe a vitória”, referiu o belga ao site oficial da RadioShack.
“Acho que fizemos um contra-relógio muito bom, especialmente considerando que perdemos o Ivan Rovny quando caiu na primeira curva (devido a um pneu furado) após 700 metros de prova. No tempo intermédio tínhamos perdido sete segundos e, no final, apenas cedemos dez segundos. Assim se pode ver que estávamos bastante coordenados na parte final e quando já só tínhamos sete ciclistas”, acrescentou.
O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) rejeitou o recurso do belga Johan Bruyneel, mantendo o técnico da RadioShack suspenso por dois meses, com obrigatoriedade de cumprimento da pena em Fevereiro e Março de 2011. O director-desportivo dos portugueses Manuel Cardoso, Nelson Oliveira, Sérgio Paulinho e Tiago Machado queria antecipar o castigo para 1 de Janeiro, de modo a não perder o importante mês competitivo de Março.
A sanção diz respeito ao episódio dos equipamentos da RadioShack, ocorrido na última etapa da Volta a França deste ano. Os corredores da formação estadunidense apresentaram-se vestidos de negro, numa campanha em favor da luta contra o cancro. Como a iniciativa não foi previamente comunicada e como a roupa envergada não era a oficial da equipa, os ciclistas foram obrigados a trocar as camisolas pelas normais e foram também sancionados.
A União Ciclista Internacional teve mão pesada neste caso, pretendendo que sirva de exemplo para futuro. Cada ciclista da RadioShack presente na prova francesa foi penalizado com uma multa de 2.500 francos suíços (cerca de 1800 euros), cada director-desportivo presente terá de desembolsar 5000 francos suíços (cerca de 3600 euros). A excepção é o director principal, Johan Bruyneel, obrigado a pagar 10 mil francos suíços (perto de 7200 euros), além de ficar suspenso dois meses, de 1 de Fevereiro a 31 de Março do próximo ano.
O ciclista espanhol Carlos Barredo enfrenta uma suspensão de dois meses, de 1 de Janeiro a 28 de Fevereiro de 2011, por ter violado o regulamento disciplinar da União Ciclista Internacional (UCI), quando agrediu o português Rui Costa, no final da sexta etapa da Volta a França. Apesar de, durante a corrida, os dois ciclistas terem sido alvo de idêntica sanção pecuniária, agora só o espanhol é castigado pela UCI.
A Volta a França deu azo a outras sanções, hoje reveladas pela UCI. A RadioShack, a mais portuguesa das equipas ProTour, também foi castigada pela entidade que gere o ciclismo, devido à rábula dos equipamentos não autorizados, vestidos pelos corredores na última etapa da competição, em homenagem às vítimas de cancro.
Cada ciclista da equipa presente na prova francesa, entre os quais Sérgio Paulinho, foi penalizado com uma multa de 2.500 francos suíços (cerca de 1800 euros), cada director-desportivo presente terá de desembolsar 5000 francos suíços (cerca de 3600 euros). A excepção é o director principal, Johan Bruyneel, obrigado a desembolsar 10 mil francos suíços (perto de 7200 euros), além de ficar suspenso dois meses, de 1 de Fevereiro a 31 de Março do próximo ano.
Lance Armstrong e a RadioShack vão ser alvo de um processo disciplinar por violação dos regulamentos na última Volta a França, comunicou a União Ciclista Internacional (UCI). Em causa está o golpe publicitário promovido por Lance Armstrong e a sua equipa na última etapa do Tour, quando alinhou com um equipamento diferente do habitual alusivo ao trabalho da Livestrong, a fundação tutelada pelo norte-americano que se dedica a esta causa.
Armstrong alinhou com a camisola com o número 28, em referência aos cerca de 28 milhões de pessoas vivendo com cancro – tendo sido obrigado pelos comissários a vestir o equipamento habitual. Não obstante a censura da UCI, a equipa foi ao pódio dos Campos Elíseos com a camisola “28”.
“O comportamento incorrecto da RadioShack levou a um atraso de 20 minutos para o início da última etapa, que poderia ter perturbado a cobertura televisiva da corrida”, afirma a UCI.
A mesma federação lamenta que uma “iniciativa para uma causa tão digna como a luta contra o cancro não tenha sido coordenada com os comissários e os organizadores do evento. Tudo poderia ter sido feito, permanecendo dentro das regras “.
Igualmente em problemas está o “manager” belga Johan Bruyneel que desabafou de forma desconcertante no seu twitter: “Para ser comissário não é preciso cérebro, apenas conhecer as regras”
“A UCI também lamenta as declarações do Sr. Johan Bruyneel, que ofendeu gravemente a todos os comissários que trabalham no ciclismo. As suas observações são totalmente inaceitáveis e o Sr. Bruyneel será chamado a responder pelos seus comentários diante da Comissão Disciplinar da UCI “, acrescentou o comunicado.
Já o valor das multas cobradas à equipa por se apresentar com a indumentária “errada” serão reencaminhadas para a Liga Suíça de Luta contra o Cancro.
Já se sabia que Sérgio Paulinho estaria na próxima edição da Volta a França, mas só hoje surgiu a confirmação oficial, através de um vídeo do director-desportivo da RadioShack, Johan Bruyneel. O corredor português será um dos homens de trabalho, ao lado do suíço Gregory Raast e do cazaque Dmitry Muravyev. Os restantes elementos que acompanham Lance Armstrong são corredores com provas dadas e com currículos preenchidos por lugares de honra em diversas provas internacionais.
Os nove elementos seleccionados por Joahn Bruyneel são Lance Armstrong, Levi Leipheimer, Christopher Horner, Andreas Klöden, Yaroslav Popovych, Janez Brajkovic, Sérgio Paulinho, Gregory Raast e Dmitry Muravyev.
O técnico belga apostou na experiência, apresentando-se com uma equipa com uma média de idades de 33 anos.
Além de Sérgio Paulinho, Portugal deverá estar representado no Tour por Manuel Cardoso (Footon-Servetto) e por Rui Costa (Caisse D’Epargne), embora falte a confirmação oficial por parte das equipas de ambos.
Foto: RadioShack
As autoridades francesas prosseguem as investigações às suspeitas de dopagem na Volta a França do ano passado, envolvendo no inquérito a Caisse D’Epargne e os antigos responsáveis pela Astana, Johan Bruyneel e Alain Gallopin. Os gauleses recolheram os detritos medicinais deixados pelas duas equipas e encontraram equipamentos e substâncias que levantam dúvidas acerca da possível prática de métodos ilícitos.
De acordo com o jornal L’Équipe, analisadas laboratorialmente as seringas da Caisse D’Epargne, foi detectada a presença de insulina. Já relativamente à Astana, foram encontrados equipamentos que indiciam a prática de dopagem sanguínea. Johan Bruyneel e Alain Gallopin já foram ouvidos pelas autoridades francesas, perante as quais negaram conhecer qualquer prática ilegal na equipa, onde competia o vencedor da competição, Alberto Contador, e Lance Armstrong, além do português Sérgio Paulinho. Rui Costa participou na prova ao serviço da Caisse D’Epargne.
Tiago Machado saltou para os holofotes da imprensa ao surgir como a grande revelação do Criterium International, prova que concluiu no terceiro lugar. Para o seu director-desportivo Johan Bruyneel, Tiago Machado está ainda no início da sua carreira e, para já, não tem lugar no alinhamento da RadioShack na próxima edição da Volta a França.
“Vi corridas interessantes do Tiago no ano passado, ele tem grandes qualidades”, avançou Bruyneel, citado pela Reuters. “Está a descobrir o que é o ciclismo profissional. Pode ser um corredor impressionante mas ainda tem muito a apreender”, avaliou o responsável por trás dos sucessos de Lance Armstrong e de Alberto Contador na grande prova francesa.
Quando questionado sobre a eventual possibilidade de Tiago Machado integrar os “nove” do Tour, depois das exibições na Volta ao Algarve, Paris-Nice e, agora, Criterium International, Bruyneel foi bem claro insistindo na juventude e na sua falta de experiência do famalicense de 24 anos: “Está fora de questão”, disse. “Ainda tem muito a apreender. Ainda não sabe colocar-se bem no pelotão, pois apanha muito vento”, comentou.
O técnico belga Johan Bruyneel não perdoa a Alberto Contador a indisciplina deste para se afirmar como chefe-de-fila da Astana e dispara contra o corredor, de quem diz “ter muito que aprender”. O director-desportivo conta que “sempre houve tensão” entre ele e Alberto Contador e revela que o que mais o incomodou na relação entre ambos foi a insubmissão do ciclista às decisões superiores. “Tinha sempre dúvidas sobre as minhas decisões, apesar de eu ter a experiência e de ele ainda ter muito que aprender”.
Johan Bruyneel argumenta que o corredor mudou de comportamento quando passou a ser o ciclista mais bem pago do Mundo. “De um ano para o outro passou a ser o mais bem pago do pelotão, quando, normalmente, os rendimentos crescem gradualmente, um ano após o outro. Assim é difícil manter os pés na terra, Alberto Contador é um deus em Espanha. De repente ficou com muitos zeros a seguir ao nome e esse é o problema”, acusa o técnico.
Apesar da dureza do diagnóstico à personalidade de Alberto Contador, o belga não descarta a hipótese de voltar a treinar a estrela espanhola. Mesmo nesta aparente trégua, existe uma crítica forte: “Talvez no futuro possamos voltar a trabalhar juntos, quando ele for mais adulto e mais sábio”, atirou Johan Bruyneel, que, em 2010, irá chefiar a RadioShack, super-equipa que conta, entre outros, com Lance Armstrong, Sérgio Paulinho e Tiago Machado no plantel, e com José Azevedo como um dos directores-desportivos.
Fontes: Marca, Humo
Johan Bruyneel desvendou parte do seu futuro próximo e não será na Astana. O director-desportivo belga, por detrás dos sete sucessos de Lance Armstrong e da vitória de Alberto Contador no Tour 2007, confirmou que não continuará na Astana. “Uma fase da minha carreira vai acabar”, confirmou o belga à cadeia televisiva do seu pais, Sporza.
“Conversei com alguns dirigente da Federação Cazaque. Para mim a Astana acabou”, acrescentou Bruyneel que terá ficado agastado com as sucessivas polémicas da equipa, desde o episódio dos salários em atraso ao regresso anunciado de Alexandre Vinokourov. Este último factor terá quebrado a confiança de Bruyneel nos responsáveis pela equipa, após ter sido apanhado de surpresa pela conferência de imprensa do cazaque dias antes da partida do Tour, que terá colocado Bruyneel fora da órbita da equipa, caso não aceitasse “a bem” o seu regresso.
As definições no futuro da Astana começam a tomar forma ganhando força a hipótese de um projecto Armstrong-Bruyneel para os próximo anos. Por sua vez, Contador, com mais um ano de contrato com a Astana , tem sido apresentado como o líder de uma equipa a criar com o apoio do piloto de F1, Fernando Alonso, projecto ainda embrionário e que, apesar do impacto inicial, não conheceu novos desenvolvimentos.
O estadunidense Lance Armstrong sugeriu que a licença da Astana seja entregue a Johan Bruyneel, de modo a fazer a segunda metade da época sob a égide da Livestrong, fundação de Armstrong que se dedica à luta contra o cancro. O texano estima em 7 a 8 milhões de dólares a verba necessária para levar adiante esta ideia. A proposta do corredor surge na sequência das notícias que revelaram salários em atraso na Astana e a possibilidade de os cazaques perderem a licença ProTour no caso de não regularizarem a situação junto dos seus trabalhadores.