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UCI alterou estrutura da disciplina de Omnium para Londres’2012

17 Dez 2009 8:52pm

A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou hoje a nova composição da disciplina de Omniun, parte integrante do programa de pista dos Jogos Olímpicos de Londres’2012. O Omnium vai ser o somatório de seis provas, quatro de resistência e duas de velocidade: Volta Voadora (250 metros contra-relógio), Pontos (30 km para homens e 20 km para mulheres), Perseguição Individual (4 km para homens, 3 km para mulheres), Scratch (15 km para homens, 10 km para mulheres), Quilómetro contra-relógio (500 metros para mulheres) e Eliminação (24 participantes à partida).

A nova estrutura do Omnium, lançada para ser aplicada nos Jogos Olímpicos, vai entrar em vigor já em 2010, depois dos Campeonatos do Mundo, que vão disputar-se em Copenhaga, Dinamarca, de 24 a 28 de Março. Até ao momento, o Omnium é composto pelos seguintes eventos: 200 metros com partida lançada; uma corrida de eliminação de cinco quilómetros; 3 quilómetros de perseguição individual; uma corrida por pontos com 15 quilómetros; uma prova de um quilómetro. Ao vencedor de cada evento é atribuído um ponto, aumentando à medida da descida da tabela. O vencedor geral é aquele que somar menor pontuação.

Além do Omnium, o programa olímpico de ciclismo de pista conta com provas de Sprint Individual e Colectivo, Keirin e Perseguição por Equipas. A mudança no programa de pista dos Jogos Olímpicos causou polémica pela saída de algumas disciplinas históricas, como a Perseguição Individual, os Pontos – estas incluídas agora no Omnium – e o Madison. As alterações tiveram por base a vontade de criar paridade entre ciclistas masculinos e femininos. A partir de Londres, serão atribuídas cinco medalhas de ouro a homens e outras tantas a mulheres.

Perseguição individual de fora dos J.O.

10 Dez 2009 6:28pm

A Comissão Executiva do Comité Olímpico Internacional (COI) aprovou hoje as mudanças propostas pelas respectivas federações internacionais ao programa de eventos dos próximos Jogos Olímpicos de Verão.

As mudanças no ciclismo foram propostas pela União Ciclista Internacional – ver aqui factores de decisão – visando reforçar a componente feminina do programa de ciclismo de pista. Assim, na pista, o calendário de 10 eventos passa a ser repartido de igual forma pelos dois géneros que irão competir em provas de Perseguição por equipas, Velocidade, Velocidade por equipas, Keirin e o mais recente Omnium.

As alterações promovidas pela UCI com o aval do COI elevam para o número de ciclistas femininos na pista para um total de 84 participantes contra os 35 de Pequim.

Pista nos JO: Futuro sem passado

09 Dez 2009 6:01pm

Comité Olímpico Internacional decide provas olímpicas para Londres 2012. A UCI quer excluir a perseguição individual. A polémica está lançada

João Santos

A polémica está lançada e a argumentação, no mínimo, é frágil. Em busca da paridade, do equilíbrio entre géneros,  o programa olímpico para os Jogos de Londres 2012 vai mudar numa decisão que se prevê anunciada para o final da semana pelo Comité Olímpico Internacional (COI).

Na base da mudança está a necessidade de estabelecer o mesmo número de provas  para ambos os sexos, uma tentativa de equilíbrio decretada pelo COI e que, com o apoio da União Ciclista Internacional (UCI), poderá reduzir o programa olímpico a cinco eventos: a Velocidade, a Velocidade por equipas, a Perseguição por Equipas, Keirin e o recente Omnium.

Neste novo programa, a perseguição individual, a corrida por pontos e o Madison ficarão de fora, gerando a contestação própria em redor de qualquer disciplina que perde estatuto olímpico. A escolha mais polémica – e potencialmente mais descuidada – refere-se à perseguição individual uma prova clássica do programa de ciclismo de pista e dos próprios Jogos Olímpicos desde a especialidade foi introduzida, nos Jogos de Tóquio, em 1964.

No ano passado,em Pequim, o ciclismo de pista repartiu-se por um programa de uma dezena de eventos, dos  quais sete foram provas masculinas – sete foi igualmente o número de medalhas conquistadas pela Grã-Bretanha – conta apenas três eventos para atletas femininas.

Com a introdução da “lei da paridade”, a comissão de pista da UCI decidiu-se pela exclusão da perseguição individual em favor do “Omnium”, um conjunto de cinco provas numa espécie de pentatlo moderno do ciclismo em pista.

O problema é que, por ora, poucos se interessam pelo Omnium, ao passo que dificilmente se poderá dizer o mesmo da perseguição individual, a prova em vias de exclusão com mais “peso” e tradição. Além da paridade – argumento que só por si merece discussão à parte -  estão em causa os critérios de escolha anunciados pela Comissão de pista da UCI: a manutenção do interesse do público durante os cinco dias de provas e a salvaguarda geral que o programa global de ciclismo permaneça nos Jogos quando já foi, recorde-se, ameaçado de exclusão, após os crónicos problemas com dopagem na Volta a França e, ainda recentemente, com os “positivos” de Isabel Moreno – a primeira atleta excluída dos Jogos de Pequim por dopagem – e, mais tarde, de Davide Rebellin.

Em redor da TV – outro potencial elemento de decisão -, o COI deverá acatar a decisão da comissão de pista da UCI que, publicamente, delibera a favor do Omnium. De discipina praticamente desconhecida e recuperada ao ponto de apenas ter três Campeonatos do Mundo disputados a evento olímpico tudo se processa no seio da Comissão de Pista da UCI.

“Gostaria de manter a perseguição, tal como o Madison e a corrida por pontos, mas estamos perante uma situação que, em 2013, será reavaliada e um dos desportos olímpicos será eliminado. Não podemos colocar o ciclismo numa posição em que se arrisque a ficar de fora do programa”, avaliou Pat McQuaid, presidente da União Ciclista Internacional (UCI) à revista norte-americana Velonews, que tem acompanhado o caso ao pormenor de revelar os eventuais  interesses particulares dos membros da comissão de pista, quase todos organizadores de provas.

Mas o que poderá afectar o espírito de McQuaid, o que ele poderá sugerir nas entrelinhas das suas declarações, é mesmo a ameaça de exclusão do ciclismo dos Jogos Olímpicos. Ainda que pouco plausível, é a sombra do doping que ainda paira no ar.

Sendo que a prova de perseguição individual é aquela que mais facilmente se adapta à participação de corredores de estrada pelas suas características de “endurance”, esse elemento é, em simultâneo, a sua maior força e a sua maior fragilidade. Por um lado, a prova de perseguição individual sempre foi valorizada pela presença de corredores de estrada cujo exemplo mais recente é o do britânico Bradley Wiggins, medalha de ouro em Pequim e em Atenas e que evoluiu ao ponto de terminar quarto classificado na Volta a França, ultrapassando por larga escala a popularidade média do ciclista de pista.  Por outro lado, a presença de “estradistas” em eventos de pista  poderá, à escala de McQuaid, significar um ponto desfavorável à prova de perseguição individual pretendendo a UCI, de forma indirecta,  delimitar a participação destes atletas nos Jogos Olímpicos.

Se a decisão, em teoria, não afecta o ciclismo português – apenas significa eliminar o passado de um evento com pergaminhos no movimento olímpico nos quais os portugueses passaram ao lado – a mesma também não o beneficiará. Sabendo-se da dificuldade acrescida que significa formar atletas nas vertentes mais específicas da pista – velocidade é o melhor exemplo -. perante a mais fácil adaptação de ciclistas de estrada às disciplinas de maior resistência – corrida por pontos, perseguição por equipas e perseguição individual – é caso para dizer que a retirada da perseguição individual é mais uma pedra no caminho do desenvolvimento da pista em Portugal.

Foto: Bradley Wiggins da pista ao quarto lugar do Tour 2009 / Bike Radar

1) O Omnium é composto pelos seguintes eventos: 200 metros com partida lançada; uma corrida de eliminação de cinco quilómetros; 3 quilómetros de perseguição individual; uma corrida por pontos com 15 quilómetros; uma prova de um quilómetro. Ao vencedor de cada evento é atribuído um ponto, aumentando à medida da descida da tabela. O vencedor geral é aquele que somar menor pontuação.

2) O Omnium entrou para o programa dos campeonatos do mundo de pista pela primeira vez em 2007. Nesse ano, em Palma de Maiorca, foi campeão o checo Alois Ka?kovský. Em 2009, o campeão mundial é o australiano Leigh Howard.

3) Notáveis campeões mundiais em perseguição individual: Roger Rivière, Chris Boardman, Graeme Obree, Bradley Wiggins.

Londres 2012 duplicou número de bolsas, Rui Costa é o único ciclista

02 Nov 2009 10:55am

A lista de atletas que recebem bolsas olímpicas atingiu, no final de Outubro, um total de 68 nomes, quase o dobro do que se verificava em idêntico período do último ciclo olímpico, quando o número de atletas apoiados era de apenas 39. Rui Costa, enquadrado no nível 3, é o único ciclista que surge presente nas listagem do Projecto Londres 2012, colhendo os frutos dos seus resultados obtidos no Mundial de 2008, 5º na prova de fundo, 8º no contra-relógio.

Stefan Schumacher é o outro positivo de Pequim

29 Abr 2009 1:25pm

O alemão Stefan Schumacher é o outro ciclista que acusou o uso de CERA durante os Jogos Olímpicos, revelou hoje a federação alemã de ciclismo. Schumacher e Davide Rebellin, os dois corredores que foram descobertos como utilizadores de CERA nos Jogos de Pequim corriam, em 2008, pela mesma equipa, a germânica Gerolsteiner. O corredor alemão já estava suspenso por dois, depois de lhe ter sido detectada a mesma substância na Volta a França. Na sequência do caso do Tour e da respectiva suspensão, Schumacher negou a utilização de CERA e prometeu contestar a suspensão nos tribunais. Davide Rebellin também já negou ter tomado CERA.

Além dos dois ciclistas, a imprensa internacional relata que há mais quatro desportistas a quem foi detectada CERA nas amostras recolhidas para o controlo antidopagem. Três praticam atletismo e um é halterofilista.

Davide Rebellin suspenso já pediu contra-análise

29 Abr 2009 11:38am

O Comité Olímpico Italiano (CONI) suspendeu o ciclista Davide Rebellin, que acusou CERA (EPO de efeito prolongado) nos Jogos Olímpicos e já convocou o corredor para prestar declarações na procuradoria antidopagem do CONI. Entretanto, em declarações publicadas na edição de internet da Gazzetta dello Sport, a mulher e representante de Rebellin diz que o marido está inocente e que já pediu a contra-análise.

Entretanto, a imprensa internacional tem desenvolvido o caso de dopagem nos Jogos Olímpicos, tendo adiantado que entre os seis atletas apanhados com CERA no organismo, há outro ciclista além de Rebellin, assim como três praticantes de atletismo e um halterofilista.

David Rebellin positivo por CERA nos Jogos Olímpicos

28 Abr 2009 8:04pm

O ciclista taliano Davide Rebellin foi um dos seis desportistas aos quais foi detectada a presença de CERA no organismo durante os Jogos Olímpicos de Pequim. A informação é veiculada pela imprensa italiana. Rebellin conquistou a medalha de prata na prova de fundo, ganha pelo espanhol Samuel Sánchez. Desconhece-se a identidade dos outros cinco desportistas apanhados pelo controlo, assim como as disciplinas de que são praticantes.

Rebellin fez parte do plantel da Gerolsteiner até final de 2008. A equipa viu outros dois ciclistas, Stefan Schumacher e Bernard Kohl, serem acusados de utilizarem a mesma substância encontrada nas amostras orgânicas do italiano. O alemão e o austríaco estão suspensos por detecção de CERA durante a Volta a França do ano passado.

O Comité Olímpico Internacional (COI) decidiu submeter amostras dos medalhados de Pequim ao mesmo teste que permitiu à Agência Francesa de Luta Antidopagem (AFLD) descobrir o uso de CERA no pelotão do Tour de 2008.

Sérgio Paulinho “ilibado” da ausência de Pequim

16 Fev 2009 10:19am

 Sérgio Paulinho, ausente nos Jogos Olímpicos de Pequim por problemas de saúde, não terá de devolver a bolsa que recebeu pela preparação olímpica, confirmou em entrevista à Lusa, Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP).

O responsável recentemente reconduzido no cargo revela, no entanto a existência de um inquérito interno que procurou justificar a ausência de última hora de Paulinho em Pequim 2008, competição na qual alinharia após a conquista da primeira medalha olímpica da história do ciclismo português – a medalha de Prata conquistada em Atenas, em 2004.

“Fizemos um inquérito interno, para o qual pedimos a colaboração do presidente do Instituto do Desporto de Portugal, e foi considerado que tem o direito a ter a dúvida de ter justificado a sua ausência nos Jogos”, explicou Vicente Moura.

Embora reconheça que na reunião não foi tratada a questão da devolução da bolsa olímpica, o dirigente considera ter ficado subentendido que o ciclista não teria de o fazer, por a sua justificação ter sido aceite.

Nas vésperas da partida da Missão para Pequim, Sérgio Paulinho (Astana), informou a Federação Portuguesa de Ciclismo da sua alergia ao pólen e da necessidade de  medicação para controlar os sintomas, que o levaram a desistir na Classica de San Sebastian, no País Basco, a 02 de Agosto, dias antes da partida da comitiva para a China.

A situação, embora clarificada junto da UCI, foi revista a 27 de Julho de 2008, pelo Comité Olímpico Internacional suspendeu toda a sua medicação, apesar do pedido de autorização inicialmente feito pelo atleta.

Ciclismo é a terceira modalidade olímpica da Grã-Bretanha

08 Jan 2009 4:32pm

Setenta dois por cento dos britânicos reconheceram o desempenho dos seus atletas nos Jogos Olímpicos de Pequim como motivo de orgulho, destacou o UK Sport, organismo institucional responsável pelo desporto na Grã-Bretanha. O resultado teve por base um estudo realizado junto de 2 mil indivíduos antes e depois de Pequim e que comprova que os resultados atingidos pelo desporto britânico nos J.O. superaram as expectativas iniciais, muito graças às medalhas conquistadas pela selecção de pista de ciclismo. Enquanto o atletismo e a natação permanecem como os desportos olímpicos mais populares, o ciclismo duplicou a sua popularidade pós-Pequim e é agora a terceira modalidade olímpica mais popular entre os britânicos.
O inquérito releva ainda que 42 por cento dos inquiridos mudaram a sua atitude perante os Jogos Olímpicos de Londres 2012 e, no total, seis em dez indivíduos reporta uma atitude positiva perante a organização das próximas olímpiadas.

Artur Moreira Lopes: “Não tenho ambição de presidir à UCI”

31 Out 2008 9:23pm

Eleito para o quinto e último mandato como presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), Artur Moreira Lopes acaba de ser também de ser designado vice-presidente da União Ciclista Internacional (UCI). Perspectivando as tarefas que tem pela frente, o dirigente indica a aposta na pacificação do ciclismo e o combate ao doping como desafios ao nível da UCI e o desenvolvimento das vertentes de pista, BMX, BTT e freestyle como grandes desafios em Portugal.
Que expectativas tem para o mandato de vice-presidente da UCI?
As expectativas passam por dar o meu contributo para duas questões que são neste momento essenciais. Uma é a pacificação do ciclismo mundial, com o estabelecimento de um calendário compatível. A outra é a evolução do passaporte biológico.
Tem algum pelouro específico na direcção da UCI?
Não tenho pelouros, tenho é tarefas. Além de vice-presidente sou responsável pela Comissão de Estrada da UCI, sou administrador da Fundação Mundial de Luta Antidopagem e sou administrador do Centro Mundial de Ciclismo.
Acalenta a ambição de ser presidente da UCI?
Não.
Entretanto foi reeleito para o quinto mandato na FPC. Quais as principais apostas?

O crescimento das vertentes fora da estrada: BTT, BMX e Freestyle, que também será modalidade olímpica em Londres’2012. Relativamente à pista, com a construção do Velódromo Nacional e Centro de Alto Rendimento em Sangalhos, Anadia, é nossa intenção criar uma escola de pista. O freestyle parte do zero. No BMX é necessário criar mais pistas e multiplicar o número de praticantes. Quanto ao BTT, a maior aposta irá recair no cross country, que é uma modalidade olímpica.
Numa entrevista à Agência Lusa referiu a preparação da sua sucessão como outro aspecto central do quinto mandato.
Isso foi um erro de interpretação do jornalista. O que eu disse é que espero que dentro da minha equipa haja cada vez maior dinamismo e mais dirigentes a apresentarem projectos para o desenvolvimento do ciclismo. Isto para que, daqui a quatro anos, altura em que está fora de questão uma recandidatura da minha parte, possam sair deste leque de dirigentes que me acompanham o núcleo que dará seguimento ao trabalho que vem sendo realizado.
Apesar de ser alvo de várias críticas, ninguém se apresentou como alternativa nas últimas eleições. Estava à espera?
Há sempre aqueles que criticam por criticar. Relativamente aos outros, aqueles que têm projectos e ideias alternativas, mesmo não se tendo apresentado a eleições, convido-os a virem apresentar as suas propostas, porque podem ser importantes para o ciclismo.
Para quando novidades sobre o caso LA-MSS?
Assim que haja algum desenvolvimento, os senhores jornalistas saberão.
Que comentário lhe merece os resultados da autópsia ao Bruno Neves, entretanto tornados públicos?
Eu não estava cá quando as notícias saíram, mas já me informei sobre o assunto e parece que não se deu a fotografia completa. Ou seja, quando se retira a parte do todo há sempre modificações. Parece-me que é o caso. Há que ler o relatório completo e, eventualmente, debruçarmo-nos sobre os resultados e fazer novos estudos.
Houve um caso de ciclista que correu numa equipa portuguesa e que acusou o director-desportivo de lhe tentar fornecer substâncias dopantes que lhe seriam descontadas no salário. A situação chegou à UCI. Há novidades?
Não conheço desenvolvimentos, provavelmente não existirão provas que sustentem a acusação. O caso naturalmente será analisado pelas instâncias competentes, mas só teremos avanços se algumas provas forem apresentadas.

Trabalho de José Carlos Gomes, publicado em 10 de Outubro de 2008