A Volta a Itália 2010 é amanhã apresentada em Milão numa edição – 93ª – parcialmente dedicada a Fausto Coppi – Il campionissimo – falecido, precisamente, em 1960. Confirmada está já a ausência de Lance Armstrong que, por coincidência de datas com a Volta a Califórnia, preteriu uma segunda participação no Giro após a estreia na presente temporada.
Cinco décadas depois a corrida rosa parte em homenagem ao antigo campeão italiano sabendo-se de antemão parte do percurso da edição que arranca a 8 de Maio, de Amsterdão,com um contra-relógio individual.
Pela nona vez, a Volta a Itália parte fora do seu território – a última ocasião foi em 2006 em Liège (Bélgica) – cumprido as duas seguintes tiradas em solo holandês, com final em Utrecht e, depois, em Middelburg.
A entrada em território italiano deverá assinalar a disputa de um contra-relógio por equipas, seguida de um “crono individual” em Plan de Corones, uma subida cronometrada de 16.9 quilómetros com troços de 24 por cento de pendente.
Por fim, a última semana de prova será reservada à alta montanha com subidas as subidas dos Alpes de Zoncolan, Mortirolo e Gavia. A chegada a Verona – que substitui o tradicional desfecho em Milão – será a 30 de Maio.
A segunda chegada de montanha da Volta a Itália permitiu uma selecção de valores mais apurada do que a jornada de ontem, permitindo a Denis Menchov (Rabobank) ganhar a etapa e a Danilo di Luca (LPR Brakes-Farnese Vine) vestir a camisola rosa. O anterior líder, Thomas Lovkvist (Team Columbia-High Road) passou por dificuldades, mas recolou ao grupo dos melhores, cortando a meta na terceira posição da etapa, a 5 segundos de Menchov. As diferenças entre os candidatos continuam a ser curtas, não se podendo dizer que qualquer um dos principais nomes tenha hipotecado as possibilidades, com excepção de Damiano Cunego (Lampre-NGC), que perdeu mais de dois minutos e meio. Lance Armstrong voltou a não estar bem, chegando a 2m58s de Menchov.
A etapa de hoje tinha apenas 125 quilómetros, com partida de San Martino di Castrozza e chegada ao Alpe de Siusi. A curta extensão fazia prever alta velocidade até à entrada dos últimos 25 quilómetros, a longa subida até à meta. Uma fuga com sete elementos dominou a primeira fase da corrida, conseguindo entrar na escalada final ainda com mais de três minutos e meio de vantagem para o pelotão.
No grande grupo era a Liquigas de Ivan Basso que impunha o ritmo, fazia a primeira selecção e promovia a aproximação aos fugitivos. A subida de hoje era bastante mais dura do que a de ontem, mas ainda assim grande parte dela foi feita por um grupo numeroso de corredores. Os nomes mais sonantes do pelotão davam mostras de conseguirem manter-se na discussão, embora homens como Lance Armstrong (Astana) e Mauricio Soler (Barloworld) estivessem permanentemente longe das posições cimeiras.
A cerca de 5 quilómetros do final já a fuga tinha sucumbido e eram cerca de 20 os ciclistas que seguiam em cabeça de corrida. Depois do trabalho dos companheiros, foi a vez de Ivan Basso dar o corpo ao manifesto, estugando a marcha e colocando alguns rivais em dificuldades. O líder passou por dificuldades, mas conseguiu recolar.
As últimas rampas ainda provocaram algumas dores de pernas e perdas de segundos entre os melhores. O espanhol Carlos Sastre resolveu atacar a menos de 500 metros do final e deve ter-se arrependido da decisão, pois a resposta de Menchov foi tão forte que apenas di Luca o seguiu, mas sem conseguir dar sequer a sensação de colocar em risco a vitória do russo. Thomas Lovkvist veio de trás e foi o terceiro.
A etapa de amanhã pode reservar surpresas e quebras inesperadas. Após duas chegadas em alto, os corredores terão de enfrentar uma longa viagem de 248 quilómetros, não isentos de dificuldades montanhosas, com partida de Bressanono/Brixen e chegada em território austríaco, em Mayrhofen.
CLASSIFICAÇÕES
5ª Etapa: San Martino di Castrozza – Alpe di Siusi, 125 km
Média: 38,382 km/h
1º Denis Menchov (Rabobank), 3h15m24s
2º Danilo Di Luca (LPR Brakes-Farnese Vini), a 2s
3º Thomas Lovkvist (Team Columbia-High Road), a 5s
4º Ivan Basso (Liquigas), mt
5º Levi Leipheimer (Astana), a 9s
6º Chris Horner (Astana), mt
7º Carlos Sastre (Cervélo Test Team), a 19s
8º David Arroyo (Caisse d’Epargne), a 22s
9º Michael Rogers (Team Columbia-High Road), mt
10º Fedrik Kessiakoff (Fuji-Servetto), mt
Geral Individual
1º Danilo Di Luca (LPR Brakes-Farnese Vini), 16h20m44s
2º Thomas Lovkvist (Team Columbia-High Road), a 5s
3º Michael Rogers (Team Columbia-High Road), a 36s
4º Levi Leipheimer (Astana), a 43s
5º Denis Menchov (Rabobank), a 50s
6º Ivan Basso (Liquigas), a 1m06s
7º Carlos Sastre (Cervélo Test Team), a 1m16s
8º Chris Horner (Astana), a 1m17s
9º Franco Pellizotti (Liquigas), a 1m27s
10º David Arroyo (Caisse d’Epargne), a 1m41s
(em actualização)
O italiano Alessandro Petacchi (LPR Brakes-Farnese Vini) voltou hoje a ser o mais rápido, ganhando a terceira etapa da Volta a Itália e assumindo a liderança da prova. O anterior camisola rosa, Mark Cavendish (Team Columbia-High Road) perdeu o contacto com a frente de corrida devido a uma queda colectiva, a 11 quilómetros da meta, que deixou parte do pelotão parado na estrada, barrando a passagem a alguns corredores, entre os quais estavam Cavendish e Denis Menchov (Rabobank).
A terceira etapa do Giro levou os ciclistas de Grado a Valdobbiadene, ao longo de 198 quilómetros. Sem grandes dificuldades montanhosas, a exigência estava colocada, sobretudo, ao nível da concentração. Com um pelotão numeroso e estradas estreitas na fase final da tirada, era necessário uma boa colocação para evitar surpresas e dissabores. Foi por isso que a Liquigas assumiu o comando do pelotão nessa altura da prova, de modo a impedir que o líder da equipa, Ivan Basso, fosse surpreendido, como acontecera ontem. Além de Basso, a maior parte dos homens com aspirações também souberam colocar-se na frente. Não foi o caso de Cavendish, que se viu impossibilitado de lutar pela vitória na etapa e pela manutenção do primeiro lugar.
Nos últimos quilómetros houve algumas movimentações, mas a ligeira subida para a meta acabou com as pretensões dos atacantes. O último destes, Giovanni Visconti (ISD) foi alcançado a cerca de 250 metros da chegada, graças ao esforço de Filippo Pozzato. Sabendo ler a corrida em momentos decisivos, com o pulso a bater recordes, Alessandro Petacchi seguiu a roda de Pozzato e, à semelhança do que fez ontem, arrancou de longe, mantendo a cadência até chegar ao risco de meta. Tyler Farrar (Garmin-Slipstream) não conseguiu melhor do que a segunda posição, tendo Francesco Gavazzi (Lampre-NGC) sido o terceiro.
Amanhã chega a primeira das etapas com final em alto, em San Martino di Castrozza, depois de percorridos 162 quilómetros, com partida de Pádova. São duas as dificuldades que os ciclistas vão encontrar. A primeira é a subida para Croce d’Aune (8,2 quilómetros com 8,2% de inclinação média), seguindo-se uma descida e um falso plano até à entrada da escalada para a meta. Esta tem uma extensão de 13 quilómetros e uma inclinação média de 5,7%. Um aperitivo para a dureza que está por vir.
CLASSIFICAÇÕES
3ª Etapa: Grado – Valdobbiadene, 198 km
Média: 41,555 km/h
1º Alessandro Petacchi (LPR Brakes-Farnese Vini), 4h45m27s
2º Tyler Farrar (GArmin-Slipstream), mt
3º Francesco Gavazzi (Lampre-NGC), mt
4º Dario Cataldo Quick Step), mt
5º Damiano Cunego (Lampre-NGC), mt
6º Philippe Gilbert (Silence-Lotto), mt
7º Oscar Gatto (ISD), mt
8º Michael Rogers (Team Columbia-High Road), mt
9º Anders Lund (Saxo Bank), mt
10º Stefano Garzelli (Acqua & Saponne-Caffe Mokambo), mt
Geral Individual
1º Alessandro Petacchi (LPR Brakes-Farnese Vini), 8h50m06s
2º Tyler Farrar (GArmin-Slipstream), a 8s
3º Michael Rogers (Team Columbia-High Road), a 18s
4º Thomas Lokvist (Team Columbia-High Road), mt
5º Lance Armstrong (Astana), a 31s
6º Danilo di Luca (LPR Brakes-Farnese Vini), a 40s
7º Yaroslav Popovych (Astana), a 44s
8º Levi Leipheimer (Astana), mt
9º Andriy Grivko (ISD), a 45s
10º Francesco Gavazzi (Lampre-NGC), a 52s
A primeira etapa em linha da edição 100 da Volta a Itália foi ganha ao sprint pelo italiano Alessandro Petacchi (LPR Brakes-Farnese Vini), que bateu com grande potência a nova coqueluche das chegadas massivas, o britânico Mark Cavendish (Team Columbia-High Road). Nem tudo foi mau para o natural da Ilha de Man, que manteve a liderança da competição, alcançada ontem no contra-relógio colectivo.
A viagem de 156 quilómetros que partiu de Jesolo e chegou a Trieste teve duas fases distintas. Na primeira reinou a monotonia de uma fuga individual de Leonardo Scarselli (ISD), que escapou ao quilómetro 9 e que chegou a dispor de uma vantagem superior a 8 minutos em relação ao pelotão. A segunda fase da corrida foi o selectivo circuito final, percorrida três vezes, durante o qual a fuga do dia morreu e os ataques se sucederam.
Se os esticões na subida deste circuito não permitiram mais do que alguns segundos de fama aos seus intérpretes, o certo é que endureceram a prova, fazendo mossa nas reservas de alguns sprinters. Mark Cavendish, provavelmente o homem mais rápido do pelotão internacional mas com dificuldades quando a estra empina, terá sido dos mais prejudicados. A recuperação de posições que teve de fazer após a última escalada pesou-lhe nos músculos, incapazes de imprimirem uma pedalada que respondesse à elevada cadência vitoriosa de Alessandro Petacchi. Ainda assim, Cavendish foi segundo e conservou a camisola rosa. O terceiro numa etapa que não alterou significativamente a classificação foi o britânico Ben Swift (Katusha).
CLASSIFICAÇÕES
1ª Etapa: Jesolo – Trieste, 156 km
1º Alessandro Petacchi (LPR Brakes-Farnese Vini), 2h43m07s
2º Mark Cavendish (Team Columbia-High Road), mt
3º Ben Swift (Katusha), mt
4º Allan Davis (Quick Step), mt
5º Tyler Farrar (Garmin-Slipstream), mt
Geral Individual
1º Mark Cavendish (Team Columbia-High Road), 4h04m43s
2º Mark Renshaw (Team Columbia-High Road), a 14s
3º Michael Rogers (Team Columbia-High Road), mt
4º Thomas Lokwist (Team Columbia-High Road), mt
5º Edvald Boasson Hagen (Team Columbia-High Road), mt
O britânico Mark Cavendish é o primeiro líder do Giro do Centenário, estreando a camisola rosa desenhada pela casa de moda Dolce & Gabbana especialmente para a edição 100 da Volta a Itália. Cavendish sai na frente graças ao excelente desempenho da sua equipa, Team Columbia-High Road, que venceu o contra-relógio colectivo de 20,5 quilómetros, disputado no Lido de Veneza. Mesmo tendo sido a primeira formação a sair para a estrada e tendo de cumprir o percurso sem referências dos tempos dos adversários, a Team Columbia-High Road soube impor o ritmo certo para a vitória, acabando a prova em 21m50s.
Vencedora em 2008, a Garmin-Slipstream fez os possíveis para voltar a começar o Giro da melhor maneira. O esforço dos seus homens não foi suficiente para isso, acabando na segunda posição, a 6 segundos da equipa vencedora. No terceiro lugar colocou-se a Astana de Leipheimer e Armstrong, que perdeu 13 segundos para a Team Columbia.
Olhando ao registo das equipas dos principais favoritos, Leipheimer foi o melhor, tendo ganho 9 segundos a di Luca (LPR Brakes-Farnese Vini), 25 a Denis Menchov (Rabobank), 27 a Ivan Basso (Liquigas) e 29 a Damiano Cunego (Lampre-NGC). Carlos Sastre (Cervélo Test Team) cedeu 36 segundos para Leipheimer.
O Giro do Centenário começa no próximo sábado, 9 de Maio, com o Mar Adriático como pano de fundo. Os primeiros 20,5 quilómetros da competição serão disputados em sistema de contra-relógio por equipas, na zona turística do Lido de Veneza. Os cem anos de nascimento da corrida serão comemorados com uma edição atípica da “Corsa Rosa”, na qual o organizador resolveu introduzir algumas etapas, previsivelmente espectaculares, que fogem ao que é normal em provas de três semanas. Um circuito urbano em Milão, uma etapa em linha com 83 quilómetros e um contra-relógio individual de 60,6 quilómetros são exemplos de etapas desenhadas para serem mediáticas e diferentes do costume.
As decisões passarão pelas cinco chegadas em montanha e pelos dois contra-relógios individuais. A expectativa é grande para ver o comportamento dos favoritos no exercício individual da 12ª etapa, que soma 60,6 quilómetros e contém duas contagens de montanha no percurso.
Giro de Itália etapa a etapa
9 Maio Etapa 1: Lido de Veneza – Lido de Veneza, 20,5 km (C/R E)
Os candidatos e as suas equipas têm um duro teste logo na abertura. Mais de 20 quilómetros de contra-relógio por equipas já é uma extensão considerável e capaz de provocar diferenças significativas.
10 Maio Etapa 2: Jesolo – Trieste, 156 km
O circuito final, com um topo a ultrapassar por três vezes, poderá deixar em pânico alguns sprinters. Os velocistas que se encontrem melhor terão oportunidade de lutar pelo triunfo na etapa.
11 Maio Etapa 3: Grado – Valdobbiadene, 198 km
Num Giro repleto de dificuldades, as equipas dos sprinters não deverão deixar escapar esta oportunidade para oferecerem aos seus homens rápidos uma chegada em pelotão, na qual os mais velozes possam brilhar.
12 Maio Etapa 4: Pádova – San Martino di Castrozza, 162 km
Chega a montanha. A primeira grande dificuldade é a subida para Croce d’Aune (8,2 quilómetros com 8,2% de inclinação média), seguindo-se uma descida e um falso plano até à entrada da escalada para a meta. Esta tem uma extensão de 13 quilómetros e uma inclinação média de 5,7%. Um aperitivo para a dureza que está por vir.
13 Maio Etapa 5: San Martino de Castrozza – Alpe di Siusi, 125 km
Apenas 125 quilómetros de viagem, 20% dos quais em ascensão para a meta. O Alpe de Suisi tem 25 quilómetros e uma pendente média de 6%. Esta escalada divide-se em três partes, podendo ser um autêntico calvário para algum dos favoritos que passe mal na fase inicial. Os primeiros sete quilómetros fazem-se com inclinações médias que não baixam dos 6,5%, seguindo-se 9 quilómetros com menos aspereza para nos derradeiros 9 mil metros a estrada voltar a empinar verdadeiramente para o céu, com rampas que rondam os 10%.
14 Maio Etapa 6: Bressanone/Brixen – Mayrhofen (Áustria), 248 km
Após duas chegadas em alto, o pelotão tem pela frente a primeira das seis jornadas com mais de 200 quilómetros. Ainda por cima não se trata de uma tirada totalmente plana, pelo que pode vingar uma fuga de homens que já tenham um atraso significativo ou, havendo uma chegada em grupo – dificilmente será um grande pelotão -, levará vantagem quem for mais rápido.
15 Maio Etapa 7: Innsbruck – Chiavenna, 244 km
Uma tirada multinacional, com início na Áustria, passagem pela Suíça e final em Itália. Longos 244 quilómetros cuja parte final é ao gosto dos sprinters.
16 Maio Etapa 8: Morbegno – Bérgamo, 209 km
Pelo terceiro dia consecutivo, os conta-quilómetros vão contabilizar mais de 200 quilómetros. Ao fim de uma semana de competição nem todos os velocistas conseguirão superar as colinas finais em condições de lutar pela vitória.
17 Maio Etapa 9: Milão – Milão, 163 km
Um circuito urbano que totaliza 163 quilómetros é uma etapa que promete espectáculo para o público e que sugere glória para os ciclistas mais velozes do pelotão.
19 Maio Etapa 10: Cuneo – Pinerolo, 262 km
Ao primeiro dia de descanso segue-se uma maratona de 262 quilómetros, mais habitual numa clássica do que numa prova por etapas. Apesar de alterada por questões logísticas, este ligação mantém grande parte da dureza e do interesse que despertou quando o Giro inicialmente anunciado. A segunda metade da viagem é marcada por três contagens de montanha, num carrossel que fará mossas.
20 Maio Etapa 11: Turim – Génova, 214 km
Um dia em que os roladores se sentirão em casa, apesar da contagem de montanha que dista 20 quilómetros da meta, mas que não deverá ser determinante para o desfecho da etapa.
21 Maio Etapa 12: Sestri Levante – Riomaggiore, 60,6 km (C/R I)
Mais de 60 quilómetros em luta contra o cronómetros são mais do que suficientes para cavar autênticos fossos de tempo entre os especialistas e os ciclistas que não se defendem tão bem em contra-relógios. As duas subidas incluídas no cardápio ainda provocarão maiores discrepâncias.
22 Maio Etapa 13: Lido de Camaiore – Florença, 176 km
Uma viagem sem dificuldades. Enquanto alguns vão saborear o sucesso da véspera, outros vão penar com o insucesso. Os sprinters darão graças a deus por esta oportunidade de porem em cena os seus dotes.
23 Maio Etapa 14: Campi Bisenzio – Bolonha (San Luca), 172 km
O sobe-e-desce de toda a tirada tem um desfecho à altura. A chegada a San Luca faz-se por uma rampa de dois quilómetros com inclinações superiores a 10%.
24 Maio Etapa 15: Forli – Faenza, 161 km
Mais uma jornada com dificuldades substanciais. Ora se sobe ora se desce rumo a uma chegada na qual não devem ser os clientes dos sprints compactos s ditarem leis, porque não lhes será fácil acompanhar o ritmo dos mais fortes ao longo da viagem.
25 Maio Etapa 16: Pergola – Monte Petrano, 237 km
Aquela que pode considerar-se a etapa-rainha deste Giro. À passagem do quilómetro 73 começa o calvário, com a subida ao Monte Cesane, que inclui troços com inclinação acima dos 10% e alguns locais com os valores a empinarem até aos 18%. Nos últimos 100 quilómetros aparecem as montanhas decisivas. Tudo começa com os 13,4 quilómetros para o alto do Monte Nerone, cuja inclinação média atinge os 7,6% e a máxima chega aos 12%. Após a descida, há que subir de novo, são 11 quilómetros para o Monte Catria, com rampas de 13% e média de 7,9%. O Monte Petrano também tem média de 7,9% e troços bastante exigentes a rondar os 10%.
27 Maio Etapa 17: Chieti – Blockhaus, 83 km
Uma bizarria a que não estamos acostumados: apenas 83 quilómetros de etapa. Um quarto da jornada disputa-se nas estradas delimitadas pelo início e pelo fim da subida para a meta. A ascensão a Blockhaus não se define para exigência das rampas, mas soma 22,4 quilómetros de subida e a inclinação média, 6,8%, revela que as dificuldades são constantes sem pontos de descanso. A dois dias do começo da provva, a organizaão modificou este chegada, encurtando 4 quilómetros à subida final, por motivos logísticos, e introduzindo esses mesmos 4 quilómetros no resto do percuro. Entre eles está um troço de um quilómetro, um autêntico muro, com rampas de 20%.
28 Maio Etapa 18: Sulmona – Benevento, 182 km
Tirada de transição entre duas chegadas em alto. Uma fuga constituída por ciclistas sem aspirações para a geral costuma ser o passaporte para o sucesso em jornadas como esta.
29 Maio Etapa 19: Avelino – Vesúvio, 164 km
A luta pela camisola rosa estará em ebulição na chegada ao vulcão Vesúvio. O segredo da vitória estará nos 13 quilómetros finais, com pendente média de 7,4% e rampas a beijar os 10%, com um troço de 12% pelo meio.
30 Maio Etapa 20: Nápoles – Anagni, 203 km
A última etapa em linha pode ser proveitosa para os finalizadores que aguentem as dificuldades deste Giro. No entanto, com a meta instalada num topo, pode surgir um todo-o-terreno com força e boa ponta final a estragar a festa aos sprinters.
31 Maio Etapa 21: Roma – Roma, 14,4 km (C/R I)
Apenas 14,4 quilómetros de contra-relógio pouco podem decidir. Será mais uma prova de confirmação e de consagração do vencedor… a não ser que todas as dificuldades das restantes 20 etapas não tenham sido suficientes para marcar diferenças superiores a um minuto entre os primeiros.
A RCS, organizadora da Volta a Itália, e os responsáveis pela equipa ProTour Fuji-Servetto (ex-Saunier Duval) chegaram a um acordo que permite à formação espanhola integrar o pelotão do Giro. Na sequência dos escândalos de dopagem envolvendo Riccardo Riccò e Leonardo Piepoli na Volta a França de 2008, a equipa ficaram sem convites para o Tour e para o Giro de 2009. Após o acordo alcançado, os ciclistas da Fuji-Sertto poderão alinhar no Giro do Centenário.
Equipas participantes
1) ACQUA&SAPONE – CAFFÉ MOKAMBO
2) AG2R LA MONDIALE
3) ASTANA
4) BARLOWORLD
5) BBOX BOUYGUES TELECOM
6) CAISSE D’EPARGNE
7) CERVÉLO TEST TEAM
GARMIN – SLIPSTREAM
9) FUJI-SERVETTO
10) ISD
11) LAMPRE-NGC
12) LIQUIGAS
13) LPR BRAKES – FARNESE VINI
14) QUICK STEP
15) RABOBANK
16) SILENCE – LOTTO
17) SERRAMENTI PVC DIQUIGIOVANNI – ANDRONI GIOCATTOLI
18) TEAM COLUMBIA – HIGH ROAD
19) TEAM KATUSHA
20) TEAM MILRAM
21) TEAM SAXO BANK
22) XACOBEO GALICIA
O estadunidense Lance Armstrong anunciou que está presente na Volta a Itália, apesar de ainda estar em recuperação da tripla fractura da clavícula direita, contraída devido a queda na Volta a Castela e Leão. O ciclista da Astana mostra-se menos optimista quanto a uma participação na Volta a França, admitindo que “há uma alta probabilidade” de ser proibido de participar no Tour. Em causa está o procedimento disciplinar que poderá ser aberto pela Agência Francesa de Luta Antidopagem (AFLD), que acusa o colega de Sérgio Paulinho de ter cumprido os procedimentos obrigatórios durante um controlo surpresa. Durante 20 minutos, Lance Armstrong ausentou-se da presença do médico inspector, um procedimento ilegal à luz dos regulamentos. O ciclista alega que teve autorização do médico para ir tomar banho enquanto o seu técnica verificava a identidade do inspector. O presidente da UCI, Pat McQuaid, acusa a AFLD de falta de profissionalismo neste caso.
A organização da Volta a Itália revelou hoje a lista das primeiras 20 equipas a serem convidadas a participar na competição, que se realiza em Maio. O destaque maior vai para a exclusão de quatro equipas ProTour – Cofidis, Euskaltel-Euskadi, Française des Jeux e Fuji-Servetto – e para a inclusão de seis blocos Continental Profissional: Acqua & Sapone-Caffé Mokambo, Cervélo Test Team, ISD, LPR Brakes-Farnese Vini, Serramenti PVC Diquigiovanni-Androni Giocattoli e Xacobeo Galicia. De notar que a lista hoje anunciada é provisória, uma vez que a presença das equipas no Giro do Centenário está dependente da sua adesão ao programa do passaporte biológico. O pelotão da corrida terá 22 blocos, pelo que ainda falta anunciar duas equipas convidadas.
O critério para a exclusão de equipas ProTour e para a inclusão de blocos do escalão abaixo aliou factores desportivos com medidas de imagem relacionadas com a dopagem, assim como a salvaguarda da presença das grandes estrelas italianas, mesmo que não constem do pelotão ProTour. Cofidis e Française des Jeux ficam de fora porque têm plantéis bastante limitados, que não garantiam uma presença de qualidade. A Euskaltel-Euskadi já manifestara a vontade de não estar na linha de partida. A Fuji-Servetto paga a factura dos escândalos de dopagem, quando ainda se designava Saunier Duval.
O lote das equipas Continental Profissional convidadas é liderado pela nova Cervélo Test Team, que garante a participação da estrela Carlos Sastre, vencedor do Tour em 2008. A Xacobeo Galicia compromete-se a inscrever Ezequiel Mosquera e ocupa a vaga espanhola deixada em aberto pela ausência dos bascos da Euskaltel-Euskadi. Outros três convites destinam-se a permitir aos adeptos transalpinos ver nas estradas alguns dos seus ídolos: Danilo di Luca (LPR Brakes-Farnese Vini), Stefano Garzelli (Acqua & Sapone-Caffé Mokambo) e Gilberto Simoni (Serramenti PVC Diquigiovanni-Androni Giocattoli). Resta a ISD, equipa italiana sem grandes figuras naturais da “bota”, mas com um bloco coeso em que pontificam italianos (Dario Cioni) e ucranianos (Andriy Grivko).
As 20 equipas convidadas são as seguintes: Acqua&Sapone – Caffé Mokambo, Ag2r La Mondiale, Astana, Bbox Bouygues Telecom, Caisse D’Epargne, Cervélo Test Team, Garmin-Slipstream, ISD, Lampre-Ngc, Liquigas, Lpr Brakes-Farnese Vini, Quick Step, Rabobank, Silence-Lotto, Saxo Bank, Serramenti PVC Diquigiovanni-Androni Giocattoli, Team Columbia-High Road, Team Katusha, Team Milram e Xacobeo Galicia.