O italiano Gianni Bugno foi eleito hoje, em Amsterdão, presidente da Associação Internacional de Ciclistas Profissionais (CPA) sucedendo no cargo ao presidente-interino Paulo Couto. O representante português havia assumido a presidência da CPA após a demissão do francês Cédric Vasseur em Novembro último, mas a situação transitória de transferência de poderes directivos obrigava a novas eleições. Não se apresentando a concurso, a candidatura de Gianni Bugno colheu a votação favorável dos presentes que ainda se pronunciaram sobre a escolha de um vice-presidente. Contra a candidatura concorrente do espanhol Pipe Goméz, Paulo Couto foi escolhido pela maioria dos participantes.
Foto: Museu del Ghisallo
O ciclismo italiano sempre deu ao Mundo grandes ciclistas e boas equipas. A Polti, que esteve no pelotão profissional entre 1994 e 2000, foi um dos casos de sucesso. Durante as sete temporadas em que competiu, este bloco dirigido por Vittorio Algeri, que chegou a ter na equipa técnica o actual director da Barloworld Claudio Corti, alcançou muitos triunfos e contou nas suas fileiras com corredores de grande prestígio, alguns ainda a dar as primeiras pedaladas, é certo. Ivan Gotti deu à equipa o Giro de 1999, o maior feito da curta história deste colectivo. Entre outros, Gotti teve a seu lado no plantel desse ano o francês Richard Virenque, que tentava relançar a carreira após o escândalo Festina do ano anterior. Outros ciclistas que envergaram a camisola da Polti foram o uzbeque Djamolidine Abdoujaparov (1994), David Rebellin (1996), Jorg Jaksche e Axel Merckx (1997). O colectivo que esteve na origem da criação da Polti, em 1994, foi a Gattorade, que brilhou a grande altura, tendo como chefe-de-fila Gianni Bugno.
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