Bernhard Kohl, vencedor da classificação da montanha da Volta da França e terceiro da classificação final, foi suspenso por dois anos pelo Conselho de Disciplina da Agência Anti-dopagem austríaca. A deliberação foi hoje conhecida, causando a surpresa ao jovem corredor austríaco, que aguardava uma comunicação por escrito, para mais tarde recorrer, tanto quanto uma eventual diminuição de pena, após a confissão que terá protagonizado diante daquela autoridade. “Confirmei a confissão e fui totalmente honesto”, averbou Kohl à saída da audiência,em Viena, mostrando-se bastante “desiludido”, referiu citado pela AFP. Em Outubro, o ex-corredor da Gerolsteiner confessou o uso de CERA na última Volta a França, competição da qual acabou desclassificado. “Cedi à tentação. A pressão era incrivelmente forte. Sou um ser humano e diante daquela situação excepcional revelei a minha fraqueza”, disse na altura. Kohl assegurou ter agido de forma individual, ainda que partilhasse quarto com o alemão Stefan Schumacher, igualmente positivo por CERA, aquando da competição.
A época de 2008 foi a décima que contou com a equipa Gerolsteiner nas estradas. Com uma década de presença no pelotão internacional, o grupo desportivo patrocinado por uma marca de águas ficou tristemente célebre com os positivos de Stefan Schumacher e Bernhard Kohl na última Volta a França. Os germânicos já haviam anunciado a saída do ciclismo, concluído que estava um ciclo de dez anos de investimento na modalidade, mas os casos de doping fizeram com que a marca saia das duas rodas com uma imagem que ninguém gosta de ter colada a si. O aparecimento da Gerolsteiner no ciclismo deu-se em 1999, já sob a batuta do director-desportivo Hans-Michael Holczer. A porta de entrada foi a então segunda divisão do ciclismo (GS2) e o equipamento ainda estava longe do azul-celeste que se transformou em imagem de marca. As cores predominantes eram vermelho, cinza, verde e branco. Do primeiro plantel da equipa germânica faziam parte ciclistas como Michel Rich, Uwe Peschel e René Haselbacher. O crescimento do grupo desportivo foi paulatino, tendo passado à GS1, divisão superior da modalidade, em 2002, ano em que passou a incorporar nas suas fileiras Davide Rebellin, aquele que foi, provavelmente, o mais carismático ciclista que passou pelos plantéis dirigidos por Hans-Michael Holczer. A Gerolsteiner subiu depois ao escalão ProTour, desde a fundação deste. Já durante o ano de 2008 a empresa das águas revelou a sua retirada do ciclismo, ainda antes dos escândalos que deram uma visibilidade extraordinária, mas certamente indesejada ao patrocinador.
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