Artigos com a tag ‘Erik Zabel’

Zabel despediu-se em Berlim e ganhou um “prego de ouro”

28 Jan 2009 3:06pm

O alemão Erik Zabel pôs ontem, definitivamente, ponto final na sua longa carreira de ciclista profissional ao colher a vitória, pela noite dentro, na 98ª edição dos Seis Dias de Berlim, em pista, após inversão da classificação por troca com os suíços Bruno Rise e Franco Marvulli, líderes no termo da penúltima noite. A dupla composta por Zabel e pelo compatriota Robert Bartko somou 269 pontos, contra 255 da dupla suíça. Já a parelha Roger Kluge e Kenny Ketele terminou na terceira posição de uma competição que foi marcada pela elevada assistência: 13 mil espectadores que, durante os seis dias, aplaudiram o campeão germânico. Zabel (38 anos), venceu por seis vezes a classificação por pontos na Volta a França, além de doze etapas na mesma competição e inúmeros outros sucessos para um total de triunfos superior às duas centenas. Na hora da despedida, Zabel recebeu da organização um “prego de ouro” para pendurar a bicicleta. Em 2010, o ciclista berlinense mais conhecido será consultor da Team Columbia.

Camisola com História – Deutsche Telekom

31 Out 2008 5:00pm

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O ano de 2007 deixou mossas profundas no ciclismo mundial. Os sucessivos escândalos de doping vieram pôr a nu uma realidade há muito suspeitada, mas que carecia de confirmação: o doping está disseminado no ciclismo – como noutros desportos de alta competição, é óbvio – e atinge grande parte dos seus principais intérpretes.

Cansados de “broncas” sucessivas, muitos patrocinadores recuam na hora de financiar o ciclismo. Foi o que aconteceu com a Deutsche Telekom, empresa alemã que vinha patrocinando uma equipa ao mais alto nível, desde 1991. As camisolas rosa do conjunto germânico pareciam património do ciclismo e muitos dos mais jovens adeptos da modalidade não se lembram de ver uma grande corrida sem as cores da firma de telecomunicações da Alemanha.

Mas a paciência tem limites. E a paciência da administração da Deutsche Telekom chegou ao fim com o anúncio de que em 2008 o dinheiro da instituição não servirá para financiar qualquer projecto velocipédico. É um triste fim para uma das equipas mais fortes dos últimos anos do pelotão internacional. Mas acaba por ser um desfecho pouco surpreendente tendo em conta aquilo que se tornou público sobre o funcionamento interno da equipa.

O dinamarquês Bjarne Riis – também conhecido por senhor 60% devido à sua taxa de hematócrito inflacionada pelo consumo de EPO – admitiu que venceu o Tour de 1996 dopado. Surgem agora notícias de que o grande símbolo da equipa e expoente máximo do ciclismo alemão das últimas décadas, Jan Ullrich, também terá recorrido à batota para conquistar a Volta a França de 1997, os dois principais triunfos do colectivo. Além disso, Patrik Sinkewitz abriu o livro sobre a sua carreira e contou como esteve montado, até 2006, um sistema de dopagem generalizado e organizado.

Para trás ficaram também as confissões de outros corredores e ex-corredores que passaram por aquele grupo desportivo. Os sucessos desportivos correm, assim o risco, de ficarem para sempre imersos na lama da suspeição. Motivo por que a Deutsche Telekom sai de cena, embora a equipa continue na estrada, sob a designação de High Road.

A história começou em 1991. Sob a direcção de Hennie Kuiper e de Herman Snoeijink, o pelotão contava com a Telekom-Mercedes-Merckx nas suas fileiras. Do plantel da equipa constava um dos que seriam os nomes mais sonantes do colectivo germânico, Udo Bolts. No ano seguinte, a direcção desportiva passou para as mãos do histórico Walter Goodefroot.

Os principais símbolos da equipa começaram mais tarde a entrar para o plantel. O primeiro foi Erik Zabel, em 1993. Um ano depois, chega, como neoprofissional estagiário, a grande esperança do ciclismo mundial da altura, Jan Ullrich. É também nesse ano que a equipa técnica passa a contar com aquele que, para o bem e para o mal, há-de sempre ficar conhecido como “pai desportivo” de Ullrich, Rudy Pevenage.

De então para cá, a história é conhecida e é feita de grandes resultados e de muitas suspeições.

Imagem: http://www.memoire-du-cyclisme.net

Corridas do Mundo

10 Out 2008 12:18pm

Paris – Tours
O Paris – Tours é uma das últimas clássicas da época. A 102ª edição da prova corre-se no próximo dia 12, unindo os arredores de Paris a Tours. Num percurso quase sempre plano, esta corrida tem sido palco para que os sprinters se despeçam em beleza da temporada. O Paris – Tour integra o portfólio de eventos da ASO, empresa que também organiza a Volta a França. O conflito entre a ASO e a União Ciclista Internacional fez com que esta clássica tivesse abandonado em 2008 o calendário ProTour, em que estava incluída desde 2005. Dos ciclistas em actividade, Erik Zabel é o que venceu mais vezes esta prova. Fê-lo em três ocasiões, tantas como os outros recordistas do Paris – Tours: Gustave Danneels, Paul Maye e Guido Reybroeck. O vencedor do ano passado foi Alessandro Petacchi. A primeira edição, em 1896, ainda era disputada por amadores, tendo sido conquistada por Eugène Prévost.

Giro da Lombardia
O Giro da Lombardia é um dos “Monumentos” do ciclismo. Partilha com o Paris – Tours a “etiqueta” de Clássica de Outono, mas destina-se a ciclistas diferentes daqueles que estão na berlinda na corrida gaulesa. Num percurso sempre acidentado, é preciso ter resistência e subir bem para estar na frente na altura de discutir a vitória. A prova lombarda começou em 1905, denominando-se Milão – Milão. Logo dois anos depois assumiu a designação que tem hoje. Ao fim de cem edições já disputadas, o mais vitorioso na Lombardia é Fausto Coppi, que somou cinco sucessos. Dos ciclistas em actividade, os mais vitoriosos neste Monumento são Damiano Cunego e Paolo Bettni, ambos com dois triunfos. A organização está a cargo da RCS, empresa que promove a Volta a Itália e que, devido ao diferendo com a UCI, retirou o Giro da Lombardia do calendário ProTour, ao qual pertencia desde 2005. A edição de 2008 corre-se no dia 18 de Outubro.

Nationale Sluitingsprijs Putte-Kapellen
Designada como uma semi-clássica, a Nationale Sluitingsprijs Putte-Kapellen é uma prova de um dia que se disputa em Outubro na região belga da Flandres. Começou a correr-se em 1929, estando marcada para 14 de Outubro a 75ª edição. Entre os vencedores contam-se homens que dão boa conta de si tanto em clássicas como em chegadas ao sprint, de que são exemplo Gert Steegmans, Max van Heeswij ou Tom Steels. Os belgas são os dominadores do palmarés desta corrida. Os dois ciclistas que ao longo da histórias mais vitórias ali acumularam foram o belga Frans van Looy e o holandês Adri van der Poel. A Nationale Sluitingsprijs Putte-Kapellen integra o calendário continental europeu da UCI.