Artigos com a tag ‘Davide Rebellin’

Os impostos são um problema

04 Dez 2009 3:29pm

Ganhar muito dinheiro pode ser um problema. Que o digam Paolo Bettini, Davide Rebellin ou Mario Cipollini a contas com problemas de evasão fiscal. Para eles era simples: uma declaração de morada no Mónaco e um substantivo corte fiscal. O esquema compensou durante anos.

João Santos

Paolo Bettini foi investigado durante um ano pela Guardia de Finanza italiana que concluiu que o campeão olímpico e duplo campeão mundial tinha uma dívida a saldar: 11 milhões de euros. A evasão fiscal de Bettini foi tornada pública assim como o “esquema” montado: o peso da taxação é elevado em Itália e Bettini mudou-se em 2003 para Monte Carlo onde os impostos monegascos são menos castradores. O problema é que Bettini fazia a vida em Itália e, segundo a Justiça Italiana, tal considera-se uma fraude. Segundo testemunham as autoridades, o centro de negócios e interesses do ciclista retirado em 2008, está em Itália e não no Mónaco.

O caso não é inédito no ciclismo, nem sequer entre “personalidades” famosas ou desportivas de eleição. Em Setembro também o italiano Davide Rebellin foi “apanhado” enrolando-se em constantes problemas após a sua queda em desgraça revelado o “positivo” nos Jogos Olímpicos de Pequim. Rebellin dizia que residia em Monte Carlo mas treinava e vivia em Itália. No passado mês foi intimado a devolver o valor do prémio e a medalha conquistada nos Jogos.
Se ambos os casos são idênticos são quase cópia do problema fiscal que envolveu, em 2002, o alemão Boris Becker. Apertado pelas autoridades confessou que vivia na Alemanha apesar de ter alegar ter domicílio em Monte Carlo. A multa foi de 500 mil dólares.

O Mónaco é a perdição para os ciclistas que lá dizem morar. Em Abril, foi a vez de Mario Cipollini.
O “Rei Leão” foi condenado pelo Tribunal de Lucca a um ano e dez meses de prisão por omissão de declaração de rendimentos relativos aos anos 2003 e 2004. Em causa estariam somas de 1.059 milhões de euros e mais 277 mil euros não declarados do ex-sprinter e ainda uma verba de 505 mil euros de falta de pagamento ao Estado italiano. A defesa de Cipollini simplesmente alegou com o mesmo argumento da acusação: a residência fiscal de Cipollini é no Mónaco.

Pelas ruas de Monte Carlos são vários os ciclistas que já la moram, provavelmente seguindo as pisadas dos pioneiros italianos. Simon Gerrans, Gert Steegmans, Philippe Gilbert, Wesley Sulzberger, Mark Renshaw, Baden Cooke, Matthew Goss, Thor Hushovd ou Stuart O’Grady poderão argumentar as temperaturas mais suaves e a privacidade – como o fez Tom Boonen em devida altura – que não tem nos seus países de origem mas o principal critério de decisão é só um: pagar menos impostos.

O caso português
Se a evasão fiscal é um crime na agenda do governo o pelotão português enfrenta um processo semelhante. Em Abril, o Clube de Ciclismo de Paredes, que suporta a actividade profissional da equipa Fercase-Paredes Rota dos Móveis, foi notificado pelas finanças para o pagamento de uma verba de €95.175,04 correspondentes à falta de pagamento de IVA .

Para as autoridades a interpretação é simples: qualquer subsídio entregue à colectividade deve ser encarada como patrocínio publicitário, dada a menção nas camisolas e, curiosamente, a ausência de formação no clube. Problemas com dívidas à segurança social são também frequentes não obstante a aplicação do “Recibo Verde” para a esmagadora maioria dos contratos profissionais das equipas.

As equipas de duas bandeiras
Mais flagrante é o caso das equipas italianas que, mediante uma redução fiscal compensatória, se transferem de forma “oficial” para a Irlanda. Em 2009, a Ceramica Flaminia – Bossini Docce, a CSF Group – Navigare e a LPR Brakes – Farnese Vini foram as formações que correram com capital italiano inscritas na federação irlandesa. Em 2010, as equipas italianas – Ceramica Flaminia, Colnago – CSF Inox e De Rosa – Stac Plastic voltam a inscrever-se na Irlanda ao passo que a Carmiooro – NGC é excepção: terá licença britânica.

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Davide Rebellin não quer tirar a medalha da sala de troféus

19 Nov 2009 2:17pm

O italiano Davide Rebellin não se conforma com o empobrecimento da sala de troféus pessoal decretado pelo Comité Olímpico Internacional. O corredor transalpino, condenado esta semana a devolver a medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Pequim por a ter conquistado sob o efeito do doping, não concorda com a decisão e anunciou, através dos advogados, que vai recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto.

A medalha de prata vai passar para a posse do suíço Fabian Cancellara, que, por sua vez, terá de entregar a medalha de bronze ao russo Alexander Kolobnev.

Davide Rebellin foi um dos desportistas que acudiram aos Jogos de Pequim com CERA (EPO de efeito prolongado) a correr no sangue. Entre os atletas desclassificados pelo mesmo motivo estava outro ciclista, o alemão Stefan Schumacher, companheiro de Rebellin nesse ano de 2008 na Gerolsteiner.

Stefan Schumacher é o outro positivo de Pequim

29 Abr 2009 1:25pm

O alemão Stefan Schumacher é o outro ciclista que acusou o uso de CERA durante os Jogos Olímpicos, revelou hoje a federação alemã de ciclismo. Schumacher e Davide Rebellin, os dois corredores que foram descobertos como utilizadores de CERA nos Jogos de Pequim corriam, em 2008, pela mesma equipa, a germânica Gerolsteiner. O corredor alemão já estava suspenso por dois, depois de lhe ter sido detectada a mesma substância na Volta a França. Na sequência do caso do Tour e da respectiva suspensão, Schumacher negou a utilização de CERA e prometeu contestar a suspensão nos tribunais. Davide Rebellin também já negou ter tomado CERA.

Além dos dois ciclistas, a imprensa internacional relata que há mais quatro desportistas a quem foi detectada CERA nas amostras recolhidas para o controlo antidopagem. Três praticam atletismo e um é halterofilista.

Davide Rebellin suspenso já pediu contra-análise

29 Abr 2009 11:38am

O Comité Olímpico Italiano (CONI) suspendeu o ciclista Davide Rebellin, que acusou CERA (EPO de efeito prolongado) nos Jogos Olímpicos e já convocou o corredor para prestar declarações na procuradoria antidopagem do CONI. Entretanto, em declarações publicadas na edição de internet da Gazzetta dello Sport, a mulher e representante de Rebellin diz que o marido está inocente e que já pediu a contra-análise.

Entretanto, a imprensa internacional tem desenvolvido o caso de dopagem nos Jogos Olímpicos, tendo adiantado que entre os seis atletas apanhados com CERA no organismo, há outro ciclista além de Rebellin, assim como três praticantes de atletismo e um halterofilista.

David Rebellin positivo por CERA nos Jogos Olímpicos

28 Abr 2009 8:04pm

O ciclista taliano Davide Rebellin foi um dos seis desportistas aos quais foi detectada a presença de CERA no organismo durante os Jogos Olímpicos de Pequim. A informação é veiculada pela imprensa italiana. Rebellin conquistou a medalha de prata na prova de fundo, ganha pelo espanhol Samuel Sánchez. Desconhece-se a identidade dos outros cinco desportistas apanhados pelo controlo, assim como as disciplinas de que são praticantes.

Rebellin fez parte do plantel da Gerolsteiner até final de 2008. A equipa viu outros dois ciclistas, Stefan Schumacher e Bernard Kohl, serem acusados de utilizarem a mesma substância encontrada nas amostras orgânicas do italiano. O alemão e o austríaco estão suspensos por detecção de CERA durante a Volta a França do ano passado.

O Comité Olímpico Internacional (COI) decidiu submeter amostras dos medalhados de Pequim ao mesmo teste que permitiu à Agência Francesa de Luta Antidopagem (AFLD) descobrir o uso de CERA no pelotão do Tour de 2008.

Haussler e Rebellin rivalizam no topo do Ranking Mundial

27 Abr 2009 2:02pm

A disputa do topo do Ranking Mundial parece uma luta de gerações. O jovem alemão Heinrich Haussler (Cervélo Test Team) mantém por mais uma semana o primeiro lugar, mas viu aproximar-se o veterano italiano Davide Rebellin (Serramenti PVC Diquigiovanni-Androni Giocattoli), que está apenas a 3 pontos do líder. No terceiro lugar encontra-se o espanhol Alberto Contador (Astana), a gozar um curto período de férias antes de atacar a preparação para a Volta a França.

A tabela colectiva continua encimada pela formação belga Quick Step. A mudança deu-se na segunda posição, com a subida a esse posto da Saxo Bank, graças ao triunfo de Andy Schleck na clássica Liège-Bastogne-Liège. Por nações, Espanha permanece na frente.

Ranking Mundial
Individual

1º Heinrich Haussler (Cervélo Test Team), 197 pontos
2º Davide Rebellin (Serramenti PVC Diquigiovanni-Androni Giocattoli), 194
3º Alberto Contador (Astana), 188
4º Allan Davis (Quick Step), 183
5º Philippe Gilbert (Silence-Lotto), 170
6º Luis León Sánchez (Caisse D’Epargne), 169
7º Andy Schleck (Saxo Bank), 162
8º Damiano Cunego (Lampre-NGC), 151
9º Antonio Colom (Katusha), 145
10º Thor Hushovd (Cervélo Test Team), 140

Equipas
1º Quick Step, 517 pontos
2º Saxo Bank, 447
3º Cervélo Test Team, 433
4º Katusha, 418
5º Team Columbia-High Road, 381

Nações

1º Espanha, 711 pontos
2º Itália, 667
3º Austrália, 490
4º Bélgica, 486
5º Alemanha, 389

Rebellin bisa e Posthuma vence Volta à Andaluzia

20 Fev 2009 12:27am

O italiano Davide Rebellin (Serramenti PVC Diquigiovanni-Androni Giocattoli) venceu a quarta e última etapa da Volta à Andaluzia, uma prova conquistada pelo holandês Joost Posthuma (Rabobank). A derradeira tirada era a etapa-rainha da competição e Rebellin aproveitou para vencer pelo segundo dia consecutivo, cortando a meta com nove segundos de vantagem em relação ao grupo dos principais favoritos. Posthuma soube defender a liderança, mantendo até ao fim os escassos dois segundos que o separava de Xavier Tondo (Andalucia-Cajasur).

Davide Rebellin vence etapa na Andaluzia

18 Fev 2009 11:59pm

O italiano Davide Rebellin (Serramenti PVC Diquigiovanni-Androni Giocattoli) venceu hoje a terceira e penúltima etapa da Volta à Andaluzia, tendo sido mais rápido num sprint disputado por um restrito grupo, onde se encontravam todos os favoritos. O segundo classificado foi Filippo Pozzato (Katusha) e o terceiro Cadel Evans (Silence-Lotto). A geral individual continua a ser comandada por Joost Posthuma (Rabobank), estando o catalão Xavier Tondo (Andalucia-Cajasur) no posto imediato, a dois segundos de distância. Amanhã disputa-se a derradeira tirada, que pode ser considerada a etapa-rainha, uma vez que inclui cinco contagens de montanha, a última das quais de primeira categoria, a 15 quilómetros da chegada, que acontecerá em Antequera.

Camisola com História – Team Gerolsteiner

20 Nov 2008 11:44am

A época de 2008 foi a décima que contou com a equipa Gerolsteiner nas estradas. Com uma década de presença no pelotão internacional, o grupo desportivo patrocinado por uma marca de águas ficou tristemente célebre com os positivos de Stefan Schumacher e Bernhard Kohl na última Volta a França. Os germânicos já haviam anunciado a saída do ciclismo, concluído que estava um ciclo de dez anos de investimento na modalidade, mas os casos de doping fizeram com que a marca saia das duas rodas com uma imagem que ninguém gosta de ter colada a si. O aparecimento da Gerolsteiner no ciclismo deu-se em 1999, já sob a batuta do director-desportivo Hans-Michael Holczer. A porta de entrada foi a então segunda divisão do ciclismo (GS2) e o equipamento ainda estava longe do azul-celeste que se transformou em imagem de marca. As cores predominantes eram vermelho, cinza, verde e branco. Do primeiro plantel da equipa germânica faziam parte ciclistas como Michel Rich, Uwe Peschel e René Haselbacher. O crescimento do grupo desportivo foi paulatino, tendo passado à GS1, divisão superior da modalidade, em 2002, ano em que passou a incorporar nas suas fileiras Davide Rebellin, aquele que foi, provavelmente, o mais carismático ciclista que passou pelos plantéis dirigidos por Hans-Michael Holczer. A Gerolsteiner subiu depois ao escalão ProTour, desde a fundação deste. Já durante o ano de 2008 a empresa das águas revelou a sua retirada do ciclismo, ainda antes dos escândalos que deram uma visibilidade extraordinária, mas certamente indesejada ao patrocinador.

Imagem: http://www.memoire-du-cyclisme.net/

Corridas do Mundo

11 Jun 2008 12:05pm

Crono-escalada Gardone Val Trompia – Prati de Caregno
O dia 12 de Julho deste ano é aguardado com ansiedade na sede do clube italiano Stella Alpina, organizador da 25ª Crono-escalada Gardone Val Trompia – Prati de Caregno, prova do escalão 1.2 da UCI, que se realiza naquela data. Como o nome indica, trata-se de uma prova individual bastante dura. Os corredores terão pela frente um percurso com 9,4 quilómetros, durante os quais irão vencer um desnível de 650 metros, sendo a inclinação máxima de 12 por cento e a média de perto de 8 por cento. A lista de vencedores inclui nomes famosos como os de Ivan Gotti (1989), Wladimir Belli (1990) ou Mauro Zanetti (1996). O recorde da subida foi estabelecido em 1997 por Massimo Codol, que cumpriu os 9,4 quilómetros em 23m54s.

Brixia Tour
Prova do calendário Continental Europeu com a categoria 2.1 que se disputa em Itália desde 2001. Entre 23 e 27 de Julho de 2008 disputa-se a oitava edição de uma das corridas do Mundo com um mais apetecível leque de estrelas no seu palmarés. O primeiro vencedor foi Cadel Evans. Davide Rebellin ganhou o Brixia Tour em 2006 e em 2007 e é o mais laureado de todos quantos conquistaram esta prova, lista em que se incluem ainda Igor Astarloa (2002), Danilo di Luca (2004) e Emanuelle Sella (2005). Com este álbum de ouro, é claro que estamos perante uma dura competição. Este ano a camisola azul – símbolo do primeiro lugar da geral – irá para o ciclista que se adaptar melhor a um conjunto de etapas que engloba duas chegadas em alto, um circuito acidentado e ainda um contra-relógio por equipas.