O ciclista Davide Rebellin terá de entregar a medalha de prata e o diploma conquistados nos Jogos Olímpicos de Pequim. A decisão foi tomada pelo Comité Olímpico Internacional e tornada pública pelo Comitá Olímpico Italiano. A medida drástica está relacionada com o facto de o corredor ter cumpridosob o efeito de CERA (EPO de efeito prolongado) a prova de fundo dos Jogos Olímpicos, na qual ficou em segundo, atrás do espanhol Samuel Sánchez.
O italiano David Rebellin (Serramenti PVC Diquigiovanni-Androni Giocattoli) alcançou hoje a sua terceira vitória na clássica Flèche Wallonne, impondo-se na ascensão ao muro de Huy, cujas inclinadas rampas decidiram a corrida. O luxemburguês Andy Schleck (Saxo Bank) foi o segundo e o italiano Damiano Cunego (Lampre-NGC) não foi além da terceira posição. Depois de vários ataques e de algumas fugas consolidadas – a que durou mais foi protagonizada pelo francês Christophe Moreau (Agritubel) – foi um grupo compacto com dezenas de ciclistas que abordou o início da última subida.
O gaulês David Lelay (Agritubel) foi o primeiro a movimentar-se em Huy, desferindo um potente ataque que cavou um fosso considerável para os favoritos. Coube ao astraliano Cadel Evans (Silence-Lotto) anular a iniciativa de Lelay, ao mesmo tempo que dinamitiava o grupo dos candidatos. Evans levou na roda Rebellin e Schleck, que o ultrapassaram nos metros finais. Vindo de trás, Cunego ainda logrou garantir a presença no pódio.
O português Rui Costa (Caisse D’Epargne) não concluiu a prova.
O ciclismo italiano sempre deu ao Mundo grandes ciclistas e boas equipas. A Polti, que esteve no pelotão profissional entre 1994 e 2000, foi um dos casos de sucesso. Durante as sete temporadas em que competiu, este bloco dirigido por Vittorio Algeri, que chegou a ter na equipa técnica o actual director da Barloworld Claudio Corti, alcançou muitos triunfos e contou nas suas fileiras com corredores de grande prestígio, alguns ainda a dar as primeiras pedaladas, é certo. Ivan Gotti deu à equipa o Giro de 1999, o maior feito da curta história deste colectivo. Entre outros, Gotti teve a seu lado no plantel desse ano o francês Richard Virenque, que tentava relançar a carreira após o escândalo Festina do ano anterior. Outros ciclistas que envergaram a camisola da Polti foram o uzbeque Djamolidine Abdoujaparov (1994), David Rebellin (1996), Jorg Jaksche e Axel Merckx (1997). O colectivo que esteve na origem da criação da Polti, em 1994, foi a Gattorade, que brilhou a grande altura, tendo como chefe-de-fila Gianni Bugno.
Imagem: http://www.memoire-du-cyclisme.net/