Artigos com a tag ‘Bjarne Riis’

Bjarne Riis admite que se dopou ao longo de toda a carreira

08 Nov 2010 12:37pm

O dinamarquês Bjarne Riis, director-desportivo da Saxo Bank, já admitira ter ganho a Volta a França de 1996 graças ao doping, mas agora vai mais longe e revela que se dopou ao longo de toda a carreira como ciclista. A confissão do técnico consta da autobiografia que se prepara para lançar.

Bjarne Riis estima ter gasto largas dezenas de milhares de euros em produtos dopantes e declara que, enquanto corredor, não tinha o menor problema de consciência por recorrer a métodos e substâncias ilícitos.”Se querias estar na luta pelos melhores lugares e contratos não havia outro caminho. Todos sentiam que não havia outra opção, incluindo eu próprio. Por isso não tinha qualquer sentimento de culpa”, admite.

Na autobiografia podem ler-se várias histórias curiosas, como aquela em que o dinamarquês terá enviado pela sanita os produtos dopantes que tinha no quarto do hotel para não ser apanhado por uma busca policial.

Foto: Velo Steve

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Fabian Cancellara rompe com Saxo Bank

18 Set 2010 10:26pm

O futuro de Fabian Cancellara não passará pela Saxo Bank em 2011 garantiu hoje o director-desportivo Bjarne Riis à televisão dinamarquesa TV2. O suíço desistiu da Volta a Espanha na 19ª etapa e deverá estar ausente da próxima edição dos campeonatos do mundo caso avalie que a sua condição física não lhe permita chegar ao quarto título consecutivo na prova de contra-relógio. Cancellara tinha um contrato vigente com a formação dinamarquesa para 2011 e agora é um corredor livre no mercado. “Fabian e eu chegamos a um acordo para a cessação do contrato. Quer isto dizer que não estará na nossa equipa em 2001″, garantiu Riis, que terá o madrileno Alberto Contador como chefe-de-fila. “Fabian é insubstituível. Mas é assim. Para correr na nossa equipa é preciso ter vontade”, acrescentou.

Cancellara, vencedor dos prólogos na Volta a França em 2004, 2007 e 2010, além das clássicas Paris-Roubaix e da Volta a Flandres, tinha previsto defender o título mundial que conquistou pela última vez em Mendrisio. A próxima equipa de Cancellara deverá ser anunciada a breve prazo sendo que o corredor suíço tem várias opções em cima da mesa factor que terá pesado numa provável indemnizalção à equipa de Riis. Próximo dos irmãos Schleck, Cancellara poderá ser um dos possíveis reforços do novo projecto de ponta do ciclismo luxemburguês ao mesmo tempo que a norte-americana BMC já mostrou interesse no concurso do talentoso suíço.

Andy Schleck e Stuart O’Grady afastados da Vuelta pela própria equipa

07 Set 2010 2:20pm

O luxemburguês Andy Schleck e o australiano Stuart O’Grady foram afastados da Volta a Espanha pela própria equipa, Saxo Bank, por terem violado os regulamentos internos da formação. Os dois corredores ausentaram-se do hotel da equipa após o jantar para irem beber um copo, segundo justificação dada pelo próprio Schleck.

Perante o comportamento dos ciclistas, o director-desportivo da Saxo Bank, Bjarne Riis, não perdoou e não os deixou alinhar na etapa de hoje da Vuelta.

Andy Schleck e Stuart O’Grady estão entre os ciclistas que deixam o bloco dinamarquês no final desta temporada para ingressarem na equipa ProTour que está em criação no Luxemburgo.

Guerra de palavras contra Armstrong

20 Jan 2010 7:47pm

Enquanto Lance Armstrong (RadioShack) prepara a época competindo na Austrália, os principais rivais na luta pelo Tour atacam… no jogo mediático. O espanhol Alberto Contador (Astana) mostra-se contente por ter uma equipa totalmente em seu redor, acrescentando que “este ano há mais envolvimento e união” no grupo de trabalho. Sem descartar a participação na Volta a Espanha, o madrileno frisa que a meta principal é a Volta a França. A chave para o sucesso nesta corrida estará na regularidade, prevê Contador.

O director-desportivo da Saxo Bank, Bjarne Riis, também entrou no jogo das palavras e o alvo também é Lance Armstrong. Ao contrário de Contador, que optou pela diplomacia e por um ataque envergonhado, o técnico dos irmãos Schleck diz logo ao que vem: “Armstrong não voltará a ganhar um Tour”, considera Riis. O chefe da Saxo Bank argumenta que a Volta a França de 2009 tinha um traçado ao jeito do estadunidense, algo que este não encontrará em 2010, onde há mais montanha.

Saxo Bank até ao final de 2010

08 Jan 2010 7:39pm

A Saxo Bank, principal patrocinador da equipa dinamarquesa com o mesmo  nome, confirmou em comunicado a cessação do contrato de patrocínio no final de 2010.

O banco de investimento online mantém-se no pelotão ProTour  desde 2008, primeriamente em associação com a CSC e, desde 2009, como patrocinador principal da equipa dirigida por Bjarne Riis.

A colaboração com Riis e a equipa foi “fantástica”, refere o documento, “mas depois de 2010, vamos utilizar o nosso orçamento de marketing de uma outra forma”.

Para a Saxo Bank, um equipa de ciclismo necessita de “um patrocinador com um perfil mais amplo”, pode ler-se ainda dando a entender a retirada antecipada – o contrato original expirava em fins de 2011 – como uma escolha planeada na redução de custos.

“O patrocínio da equipa deu-nos uma oportunidade de crescimento e reconhecimento da marca em todo o mundo, mas, agora, os nossos objectivos são mais específicos”, escreveream Kim Fournais e Lars Seier Christensen, co-fundadores da Saxo Bank.

Segundo patrocinador de Bjarne Riis faliu

01 Dez 2008 1:04pm

A IT Factory, segundo patrocinador da equipa dirigida por Bjarne Riis está falida, noticia hoje a imprensa dinamarquesa. Depois da saída de cena da CSC, Bjarne Riis refez o projecto em torno de dois novos patrocinadores, o Saxo Bank e a IT Factory. A falência da IT Factory, que não põe em causa a continuidade do projecto velocipédico, é mais uma dificuldade que se coloca no caminho de Bjarne Riis, que não tem sido acompanhado pela sorte.

Após a vitória na Volta a França deste ano por Carlos Sastre, Riis acabaria por incompatibilizar-se com o espanhol, deixando-o escapar para a nova equipa Cervélo. Depois disso, soube-se que a coqueluche do grupo de trabalho comandado pelo dinamarquês, Frank Schlek, teve uma ligação com o médico espanhol Eufemiano Fuentes, estando neste momento a ser analisada essa ligação pelas autoridades antidopagem do Luxemburgo. A falência da IT Factory é um novo sinal de que a malapata não larga Riis.

Camisola com História – Deutsche Telekom

31 Out 2008 5:00pm

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O ano de 2007 deixou mossas profundas no ciclismo mundial. Os sucessivos escândalos de doping vieram pôr a nu uma realidade há muito suspeitada, mas que carecia de confirmação: o doping está disseminado no ciclismo – como noutros desportos de alta competição, é óbvio – e atinge grande parte dos seus principais intérpretes.

Cansados de “broncas” sucessivas, muitos patrocinadores recuam na hora de financiar o ciclismo. Foi o que aconteceu com a Deutsche Telekom, empresa alemã que vinha patrocinando uma equipa ao mais alto nível, desde 1991. As camisolas rosa do conjunto germânico pareciam património do ciclismo e muitos dos mais jovens adeptos da modalidade não se lembram de ver uma grande corrida sem as cores da firma de telecomunicações da Alemanha.

Mas a paciência tem limites. E a paciência da administração da Deutsche Telekom chegou ao fim com o anúncio de que em 2008 o dinheiro da instituição não servirá para financiar qualquer projecto velocipédico. É um triste fim para uma das equipas mais fortes dos últimos anos do pelotão internacional. Mas acaba por ser um desfecho pouco surpreendente tendo em conta aquilo que se tornou público sobre o funcionamento interno da equipa.

O dinamarquês Bjarne Riis – também conhecido por senhor 60% devido à sua taxa de hematócrito inflacionada pelo consumo de EPO – admitiu que venceu o Tour de 1996 dopado. Surgem agora notícias de que o grande símbolo da equipa e expoente máximo do ciclismo alemão das últimas décadas, Jan Ullrich, também terá recorrido à batota para conquistar a Volta a França de 1997, os dois principais triunfos do colectivo. Além disso, Patrik Sinkewitz abriu o livro sobre a sua carreira e contou como esteve montado, até 2006, um sistema de dopagem generalizado e organizado.

Para trás ficaram também as confissões de outros corredores e ex-corredores que passaram por aquele grupo desportivo. Os sucessos desportivos correm, assim o risco, de ficarem para sempre imersos na lama da suspeição. Motivo por que a Deutsche Telekom sai de cena, embora a equipa continue na estrada, sob a designação de High Road.

A história começou em 1991. Sob a direcção de Hennie Kuiper e de Herman Snoeijink, o pelotão contava com a Telekom-Mercedes-Merckx nas suas fileiras. Do plantel da equipa constava um dos que seriam os nomes mais sonantes do colectivo germânico, Udo Bolts. No ano seguinte, a direcção desportiva passou para as mãos do histórico Walter Goodefroot.

Os principais símbolos da equipa começaram mais tarde a entrar para o plantel. O primeiro foi Erik Zabel, em 1993. Um ano depois, chega, como neoprofissional estagiário, a grande esperança do ciclismo mundial da altura, Jan Ullrich. É também nesse ano que a equipa técnica passa a contar com aquele que, para o bem e para o mal, há-de sempre ficar conhecido como “pai desportivo” de Ullrich, Rudy Pevenage.

De então para cá, a história é conhecida e é feita de grandes resultados e de muitas suspeições.

Imagem: http://www.memoire-du-cyclisme.net