Artigos com a tag ‘Benfica’

Rubén Plaza preferiu correr no Benfica do que na Liberty

18 Dez 2009 7:54pm

O campeão espanhol de fundo, Rubén Plaza, reforço da Caisse D’Epargne para 2010, fez um balanço da experiência de dois anos no ciclismo português, concluindo que preferiu representar o Benfica do que a Liberty Seguros. “O Benfica foi um projecto em que me senti muito bem. Era uma equipa profissional, com bom calendário e, além disso, tinha uma relação muito próxima com o Orlando Rodrigues . Foi a primeira vez na minha carreira que corri numa equipa estrangeira e verifiquei que estava muito bem organizada. Foi uma uma boa experiência da qual não  me arrependo”, disse o corredor em entrevista ao jornal espanhol Meta2mil.

O balanço da passagem pela Liberty Seguros, equipa pela qual conquistou o título espanhol, é distinto. “Na Liberty não me senti da mesma forma, entre outras coisas, porque não tive um bom ‘feeling’ com o director-desportivo, Américo Silva. Convivemos durante um ano, sempre com respeito e educação. Não tive um único problema com ele, mas desde o primeiro dia ficou claro que não havia ligação entre nós. Com o Américo não tive a cumplicidade que estabeleci com outros directores, porque vemos o ciclismo de maneira muito diferente. Com o manager da equipa, Vítor Paulo Branco, a relação era mais distendida”, confessou Rubén Plaza.

Federação espanhola iliba-o da OP
O trabalho publicado na edição desta semana do Meta2mil revela que a Real Federação Espanhola de Ciclismo (RFEC) iliba Rubén Plaza de qualquer envolvimento na Operação Puerto. “A RFEC manifesta o seu desejo d clarificar publicamente que não existe vinculação alguma de RubénPlaza Molina com a Operação Puerto e que o mesmo deve ser tratado e considerado com todo o respeito como um ciclista limpo dentro do pelotão profissional, sem que o seu nome possa ben deve ser ligado, directa ou indirectamente, com o sucedido “, lê-se num certificado emitido pela RFEC, citado pelo semanário de ciclismo sediado em Valência.

A tomada de posição da RFEC surge depois de Rubén Plaza, voluntariamente, ter entregue documentação com a qual prova que não era cliente do médico Eufemiano Fuentes. A RFEC sentiu-se na obrigação de “desbloquear desportiva e socialmente a situação de um ciclista cuja trajectória não pode continuar manchada por uma suspeita que não só não foi demonstrada como foi desmentida pelas provas”. A federação do país vizinho baseou-se em decisões anteriores, também sobre a Operação Puerto, que ilibaram Sérgio Paulinho, Alberto Contador, Allan Davis ou Frank Schleck.

Tribunal dá razão ao Benfica no despedimento de Pecharromán

16 Out 2009 6:47pm

O Benfica teve motivos para despedir o espanhol José Antonio Pecharromán, sentenciou o Tribunal Superior de Justiça de Castela-La Mancha, após um recurso da equipa portuguesa. O corredor acusou positivo num controlo antidopagem, que detectou um produto considerado mascarante. Na sequência do caso, em 2007, o Benfica rescindiu unilateralmente o contrato com Pecharromán.

O ciclista recorreu, alegando ter apenas tomado um produto contra a queda de cabelo, e viu um Tribunal espanhol dar-lhe razão, condenando o Benfica ao pagamento de uma indemnização de 54 mil euros. A equipa não se conformou e recorreu para o Tribunal que agora veio dar-lhe razão. José Antonio Pecharromán tem ainda hipótese de apelo, o que significa que o caso pode não terminar por aqui.

Fonte: Todociclismo

Classica de Alcobendas suspensa em 2009

16 Fev 2009 3:17pm

A Clássica de Alcobendas, prova que anualmente se disputa em Madrid, anunciou que por razões técnicas não irá celebrar a sua edição de 2009, prevista no calendário UCI para os dias 8,9 e 10 de Maio. Em alternativa, a organização sugere a possivel realização de um criterium em Outubro. O objectivo do Clube Ciclista Alcobendas é regressar à organização da corrida em 2010.

A Clássica de Alcobendas é uma prova com habitual representação portuguesa,  tendo sido assinalada com o quinto lugar de Rui Costa em representação do Benfica, equipa que venceu a prova colectivamente.

José Antonio Pecharromán declarado inocente pelo Tribunal Arbitral do Desporto

26 Jan 2009 5:28pm

O corredor espanhol José Antonio Pecharromán viu o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) dar-lhe razão no caso de alegada dopagem que ditou o seu despedimento pelo Benfica. O ciclista acusou finasterida num controlo antidopagem realizado após a Clasica Los Puertos de 2007. O positivo àquela substância, usada como mascarante de produtos dopantes, valeu a Pecharromán o despedimento da equipa portuguesa e a suspensão por nove meses, ditada pela Real Federação Espanhola de Ciclismo. O atleta alegou, desde o princípio, que não se dopara e que a substância ilícita aparecera na sua urina devido a um produto de combate à queda de cabelo. O TAS veio agora dar razão às alegações de José Antonio Pecharromán, que já antes tinha conseguido que uma decisão judicial considerasse o despedimento ilegal, condenando a empresa Lagos Sports, proprietária do Benfica, a pagar uma indemnização ao ciclista.

Fonte: Biciciclismo

Mikel Pradera deixa o ciclismo

01 Jan 2009 10:32pm

O espanhol Mikel Pradera, que correu pelo Benfica nas duas últimas épocas, anunciou que pôs um ponto final na carreira de ciclista, depois de o fim da equipa portuguesa o ter deixado no desemprego. Em declarações ao sítio Biciciclismo, Pradera afirma-se orgulhoso da carreira de onze anos como profissional e garante que não voltará atrás na decisão de encostar a bicicleta. Crítico do que considera um exagero de controlos antidopagem, Mikel Pradera deixa algumas palavras sobre a sua passagem pelo ciclismo português: “Conheci em Portugal um ciclismo diferente, com um tratamento muito familiar e onde levei uma lição de generosidade”.

Sem obter qualquer triunfo enquanto profissional, Mikel Pradera esteve nas maiores competições do mundo como gregário, tendo representado a Euskaltel-Euskadi, a ONCE e a Illes Balleares antes de ingressar no Benfica.

Liberty Seguros foi a segunda melhor equipa Continental do Mundo em 2008

29 Dez 2008 6:36pm

A portuguesa Liberty Seguros foi a segunda melhor equipa Continental de 2008, tendo somado 1569 pontos, menos 53 do que a eslovena Perutnina Ptuj, melhor Continental do ano. Os dados constam do ranking elaborado pelo sítio Cycling Quotient, uma tabela que usa os mesmos critérios que permitiam elaborar o Ranking Mundial da UCI, classificação interrompida em 2005, com a criação do ProTour. Individualmente, o melhor português em 2008 foi o benfiquista Rui Costa, 258º ciclista mais pontuado do Mundo, numa classificação vencida pelo espanhol Alejandro Valverde. O ranking por nações foi conquistado pela Espanha, tendo Portugal terminado 2008 na 22ª posição.

O segundo lugar da Liberty Seguros entre as equipas continentais corresponde ao 35º posto da geral, dominada com naturalidade pelos blocos ProTour – a vitória coube à CSC -, com uma ou outra intromissão dos colectivos Continental Profissional, entre os quais se destacou a Garmin-Chipotle, que em 2009 irá subir ao ProTour. Já em 2007 a Liberty Seguros fora a segunda melhor equipa Continental do Mundo, na altura apenas batida pelo bloco continental da Rabobank. Todas as outras equipas lusas surgiram no ranking de 2008 entre a primeira metade da classificação, excepção feita do CC Loulé. A LA-MSS foi a 37ª classificada, seguindo-se o Benfica (38º), o Palmeiras Resort-Tavira (50º), a Fercase-Rota dos Móveis (56º), a Madeinox-Boavista (86ª), a Barbot-Siper (87ª) e o CC Loulé (147º), num total de 175 equipas cotadas.

Os corredores portugueses aparecem longe da frente no ranking individual. Além do 258º lugar de Rui Costa, apenas mais dois compatriotas surgem entre os 300 mais pontuados. Nuno Ribeiro (Liberty Seguros) foi o 291º e Tiago Machado (Madeinox-Boavista) cotou-se como  293º. Há um ano, Cândido Barbosa conseguira um lugar entre os cem melhores, terminando 2007 em 94º. Apesar da escassez de portugueses na listagem individual, as equipas nacionais estão aí medianamente representadas… por espanhóis.

Héctor Guerra (Liberty Seguros) é o melhor representante do pelotão português, em 76º. Entre o top 200 surgem ainda Rubén Plaza (Benfica), 127º, Ángel Vicioso (LA-MSS), 133º, Francisco Mancebo (Fercase-Rota dos Móveis), 147º, e David Blanco (Palmeiras Resort-Tavira), 169º.

Foto: PAD/JLS

João Lagos considera Benfica “projecto de altíssimo retorno para o ciclismo”

20 Dez 2008 2:02pm

“Foi um projecto de altíssimo retorno para o ciclismo e para a marca Benfica, mas não para a organização João Lagos. em termos financeiros. Nós somos uma organização que procura o lucro. Se assim não for, morremos. Uma boa gestão é ter coragem de interromper projectos quando eles não são rentáveis”. Foi com estas palavras que João Lagos, patrão da empresa que colocou o Benfica nas estradas nas duas últimas épocas, fez o balanço do projecto, numa entrevista publicada ontem pelo jornal A Bola, na qual o dirigente confirma o fim da equipa.

João Lagos confessou que pretendeu dar o exemplo, tentando que o FC Porto e o Sporting também ressurgissem no pelotão. O empresário acredita que se os outros dois “grandes” tivessem seguido as pedaladas benfiquistas, talvez fosse possível o retorno financeiro que viabilizasse a continuidade das “águias”. Para o futuro, João Lagos não pensa voltar a fazer uma aposta semelhante, remetendo a responsabilidade para as agremiações: “Dei o exemplo, agora os clubes que metam mâos à obra”.

O doping foi também abordado na entrevista, com João Lagos a congratular-se com o exemplo da equipa do Benfica que despediu dois ciclistas – Sérgio Ribeiro e Jose Pecharroman – que acusaram positivo em controlos antidopagem. “Lidámos bem com um ou outro caso relacionado com os problemas que sabemos que afectam a modalidade. Actuámos de forma exemplar, penso que deixámos uma boa imagem”, sublinha o empresário.

Foto: PAD/JLS

Ex-Barbot na Acqua & Sapone

11 Dez 2008 3:02pm

O valenciano Didac Ortega, que correu no Benfica em 2007 e que fez a Volta a Portugal de 2008 pela Barbot-Siper, foi contratado pela equipa italiana Acqua e Sapone para a próxima campanha. O ciclista de 26 anos vai ser companheiro de equipa de Stefano Garzelli. De acordo com o jornal Levante, foi o antigo vencedor do Giro o grande responsável pela incorporação de Ortega no bloco transalpino, pois são companheiros de treino.

O objectivo de Ortega é fixar-se no profissionalismo, tendo em vista, em termos de futuro próximo, a possibilidade de competir na Volta a Itália. A Acqua & Sapone foi recentemente citada pela Gazzetta dello Sport como parte de um negócio tripartido que envolveria Paolo Bettini e a Fuji-Servetto (antiga Saunier Duval). O jornal de papel cor-de-rosa noticiou contactos com vista à fusão das duas formações sob a batuta de Bettini. Até ao momento, os rumores não tiveram confirmação oficial.

Rubén Plaza na Liberty Seguros

03 Dez 2008 4:44pm

O valenciano Rubén Plaza vai reforçar a Liberty Seguros em 2009. O terceiro classificado da última Volta a Portugal assumiu um compromisso de um ano com a equipa da Charneca do Milharado, sendo um importante trunfo de Américo Silva para as provas por etapas, sobretudo para aquelas que tenham contra-relógios no traçado. Rubén Plaza representou o Benfica em 2008, tendo conquistado três vitórias: a geral da Volta à Comunidade Valenciana, o prólogo da Volta a Portugal e o contra-relógio da Volta a Madrid.

Rubén Plaza tem 28 anos e um currículo com passagens pela Banesto, Comunitat Valenciana e Caisse d’Epargne. O aparecimento do seu nome na lista de envolvidos na Operação Puerto fechou-lhe portas em Espanha, tendo chegado a Portugal como um dos grandes reforços do Benfica para 2008. Na Volta a Portugal assumiu-se como líder do bloco encarnado, tendo chegado a envergar a camisola amarela.

Foto: PAD/JLS

Balanço de 2008 III: Os ciclistas mais ganhadores e as vitórias mais “baratas”

03 Dez 2008 3:59pm

A lista dos dez ciclistas mais vitoriosos do pelotão português em 2008 é encimada por Francisco Pacheco (Barbot-Siper). A cumprir a segunda temporada como profissional, depois de no ano de estreia ter ganho apenas por uma vez, Francisco Pacheco foi a grande revelação do ano. Na última temporada ergueu os braços em dez ocasiões, duas delas na Volta a Portugal, corrida em que se sagrou ainda vencedor da classificação por pontos.

O segundo mais produtivo do ano foi Manuel Cardoso (Liberty Seguros). O ciclista natural de Paços de Ferreira, que havia sido o mais laureado de 2007, não acusou a responsabilidade de passar a representar uma equipa mais forte e voltou a fazer valer os seus dotes de velocista. Ganhou em nove ocasiões, sendo um dos triunfos o da Taça de Portugal, que dedicou ao amigo Bruno Neves, que liderava essa competição quando faleceu.

O terceiro corredor com mais sucessos foi Héctor Guerra (Liberty Seguros). O madrileno fez uma primeira metade da temporada de grande nível, coroando o bom arranque com a vitória na Volta ao Alentejo. Depois de uma paragem regressou outra vez em alta, conquistando a Rota dos Vinhos Verdes. Feitas as contas, totalizou cinco vitórias.

A lista dos dez corredores com mais triunfos é maioritariamente estrangeira, dado que os portugueses são apenas quatro. Além do citado Manuel Cardoso, integram este lote Tiago Machado e Sérgio Sousa, ambos da Madeinox-Boavista e os dois com quatro êxitos, tantos quantos os alcançados pelo renascido Nuno Ribeiro (Liberty Seguros).

Quem ganhou mais
Francisco Pacheco (Barbot-Siper): 10
Manuel Cardoso (Liberty Seguros): 9
Héctor Guerra (Liberty Seguros): 5
Javier Benitez (Benfica): 5
Danail Petrov (Benfica): 4
Martin Garrido (Palmeiras Resort-Tavira): 4
Nuno Ribeiro (Liberty Seguros): 4
Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista): 4
Tiago Machado (Madeinox-Boavista): 4
Rubén Plaza (Benfica): 3

Barbot-Siper: o investimento mais rendível
Atendendo ao total de vitórias em etapas e na geral individual, estabelecemos um ranking das equipas para as quais o investimento teve maior retorno. Para isso dividimos o valor do orçamento apresentado no início do ano pelo total de triunfos, obtendo o “custo” de cada vitória. Os resultados indicam que a aposta com maior retorno foi a da Barbot-Siper, pois cada sucesso ficou por 29 mil euros. A Liberty Seguros investiu 37 mil euros por cada vitória. No terceiro posto colocou-se a Madeinox-Boavista, equipa em que cada erguer de braços ficou por 50 mil euros.

Este método é meramente um toque de curiosidade, não devendo ser lido como científico, pois as vitórias não são todas iguais, devido às diversas repercussões e coberturas mediáticas de cada uma das provas. A título de exemplo, a Palmeiras Resort-Tavira é, nesta tabela, a equipa que ocupa a última posição. No entanto, uma só vitória sua – a da Volta a Portugal – vale por muitas conquistas de outros blocos.

Preço por vitória
Barbot-Siper: 29.000 euros
Liberty Seguros: 37.000
Madeinox-Boavista: 50.000
Fercase-Rota dos Móveis: 67.000
LA-MSS: 77.000
Benfica: 92.000
CC Loulé: 100.000
Palmeiras Resort-Tavira: 133.000

Boavisteiros sprintaram pelas classificações secundárias
Quem não tem cão, caça com gato. O ditado aplica-se ao desempenho da Madeinox-Boavista ao longo do ano. Mesmo quando não se apresentava em condições de disputar a geral individual, os corredores às ordens de José Santos não baixaram os braços. Por isso, foram amealhando vitórias nas classificações secundárias, terminando a época com 13 camisolas dessas, mais duas do que a Liberty Seguros, segunda equipa mais afincada nesta luta particular.

Vitórias em classificações secundárias
Madeinox-Boavista: 13
Liberty Seguros: 11
Palmeiras Resort-Tavira: 6
Barbot-Siper: 6
Benfica: 4
Fercase-Rota dos Móveis: 3
LA-MSS: 4
CC Loulé: 2

Como acabaram as etapas?
Qual o final das 78 etapas disputadas nas corridas portuguesas em 2008? Quase metade, 38, foram discutidas ao sprint por um pelotão compacto. As fugas ou ataques coroados de êxito foram 31. As restantes tiradas, nove, disputaram-se em sistema de contra-relógio.

Foto: PAD/JLS

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