Artigos com a tag ‘APCP’

Joaquim Andrade é o novo presidente da APCP

13 Jul 2010 8:14pm

Joaquim Andrade é, desde segunda-feira, o novo presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais (APCP) após eleição em lista única para o comando daquela instituição nos próximos dois anos. O ex-profissional que acompanhou a evolução do ciclismo das décadade de 80, 90 e cruzou a primeira década do novo século foi eleito pelos seus pares em Assembleia Geral realizada na Maia.

Numa carta aberta aos associados aquando da sua candidatura, Joaquim Andrade enalteceu a crença que “APCP possa alcançar uma posição de maior relevo no futuro da nossa modalidade” sendo para tal “precisa a participação e o empenho dos Ciclistas mas também da manutenção de um diálogo aberto com as Associações, Equipas, mas, acima de tudo, com a Federação Portuguesa de Ciclismo e também com a UCI”.

Joaquim Andrade, 40 anos, recordista de participação em Voltas a Portugal – efectuou 21 ao longo da sua carreira profissional – desde há muito perfilava-se como o sucessor de Paulo Couto, presidente da APCP desde 1996. A APCP teve entre os seus fundadores a intenção de defender os interesses do ciclismo e dos ciclistas profissionais seus associados e passou por diversos momentos acompanhando a evolução do ciclismo profissional nas duas últimas décadas.

A sua actividade na gestão e atribuição dos prémios dos ciclistas e na defesa das suas condições de trabalho e privacidade enquanto cidadãos foram pedras nucleares da sua actividade que também fica marcada por momentos de ruptura do qual o mais forte terá sido a saída em peso da antiga equipa de ciclismo do Benfica após as denúncias da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) e do Instituto do Desporto de Portugal (IDP) em Maio de 2008 sobre a alegada “falta de cooperação” da APCP no endurecimento da luta contra a dopagem.

Foto: PAD/JLS

Carta aberta de Joaquim Andrade aos associados da APCP

13 Jul 2010 8:00pm

Carta aberta de Joaquim Andrade aos ciclistas da APCP (Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais) aquando da sua eleição e disponibilizada ao Jornal Ciclismo.

Caros Colegas,

Como a maioria de vocês sabem vou-me candidatar no próximo dia 12 de Julho à Presidência da APCP. Este é um cargo de muito prestigio mas acima de tudo de muita responsabilidade, principalmente agora que a nossa modalidade vive um dos momentos mais difíceis da sua história.

Fui um dos fundadores desta Associação e estive sempre ligado a ela, procurando dar o meu contributo na defesa dos direitos dos Ciclistas.

A APCP tem feito um trabalho importante na resolução de vários problemas e é hoje respeitada, quer a nível nacional quer internacional.

Acredito que para que a APCP possa alcançar uma posição de maior relevo no futuro da nossa modalidade, precisa da participação e do empenho dos Ciclistas mas também da manutenção de um diálogo aberto com as Associações, Equipas mas acima de tudo com a Federação Portuguesa de Ciclismo e também com a UCI.

A minha experiência recente como Ciclista, deu-me a percepção de como é difícil para um atleta preocupar-se com assuntos alheios ao seu objectivo principal: treinar, cuidar-se e competir. Por esse motivo, e por acreditar que posso contribuir para que a APCP seja uma Associação cada vez mais forte, me candidato à sua liderança, mas para isso preciso do apoio de todos vocês.

Não posso deixar de vos focar um ponto que acho muito importante:
-O Ciclismo é a modalidade que mais se tem empenhado no combate ao Doping e tem sido pioneira em métodos e testes, como tal tem sido muito fustigada e muitas vezes incompreendida pela opinião pública. Qualquer situação relacionada com este tema na nossa modalidade, é muitas vezes injustamente rotulada pela Comunicação Social como Doping. Num esforço para serem compreendidos os Ciclistas de todo o Mundo, têm abdicado de muita da sua privacidade e dos seus direitos como cidadãos. Nesse sentido acredito que a APCP, deve-se empenhar na divulgação da importância do respeito das regras e reforçar a ideia de que quem as viola, prejudica-se a si próprio, mas também á sua equipa e toda a nossa modalidade.

De igual forma, acho que a APCP deve estar atenta para que as autoridades competentes respeitem e cumpram essas mesmas regras, com o mesmo rigor, com que vós Ciclistas vos empenhais em as cumprir e respeitar.

Com o vosso apoio, posso garantir-vos todo o meu empenho, dedicação e entusiasmo no esforço para que a nossa modalidade seja cada vez mais forte e respeitada.

Os meus cumprimentos,

Joaquim Andrade

Paulo Couto: “Estou disponível e serei capaz de gerar consensos”

16 Nov 2009 6:23pm

Paulo Couto assume hoje, internamente, a direcção da Associação Internacional de Ciclistas Profissionais, CPA, consumada a demissão do francês Cédric Vasseur do cargo que ocupou durante dois anos. Eleito vice-presidente da CPA em Dezembro de 2007, sendo o membro da direcção com mais antiguidade,  Paulo Couto mostra-se disponível para assumir o cargo e representar, de forma institucional, os interesses dos ciclistas profissionais, universo cada vez mais “globalizado”.  Couto assumirá a direcção da CPA, quando o ciclismo permanece em estado de vigília, navegando por águas tumultosas, com várias questões fulcrais em aberto.

“A Associação Internacional de Ciclistas tem passado por alguma turbulência, fruto de alguns conflitos entre as nações historicamente mais fortes e melhor representadas no pelotão internacional. O Francesco Moser passou por isso, tal como, o Cédric Vasseur, que lhe sucedeu.  É natural que tal aconteça. Pessoalmente sinto-me disponível para cumprir um papel que julgo será de mediação. Até novas eleições, estou consciente da importância de gerar consensos entre os corredores”, resumiu ao Jornal Ciclismo.

“Para já, vamos analisar a nova situação e consultar o conselho de corredores e as respectivas associações nacionais. Será necessário estar junto dos actuais corredores e estabelecer pontes em questões como a futura supressão dos rádios, a aplicação do passaporte biológico, o relacionamento com as organizações, o alargamento das equipas na Volta a Franças, etc. Felizmente, certas situações, como a aplicação do salário mínimo parecem estáveis e serão uma boa base para uma nova direcção”, resumiu o responsável.

Com a saída de Vasseur, Couto herda ainda a posição da CPA no seio do Conselho ProTour, o orgão cúpula das decisões do ciclismo profissional e que, curiosamente, é coordenado por outro português, Ricardo Scheidecker, após a saída de Alan Rumpf.

Permalink  |  Tag: , ,

Paulo Couto a caminho da presidência da CPA

16 Nov 2009 4:22pm

Paulo Couto, actual vice-presidente da Associação Internacional de Ciclistas (CPA), assumirá internamente o cargo de presidente da instituição, após confirmada a demissão do actual presidente, Cédric Vasseur.

Vasseur abdicou do cargo esta segunda-feira, alegando maior disponibilidade para os seus afazeres profissionais. “Quero agradecer aos meus colaboradores e a todos os corredores. Durante dois anos depositaram em mim a sua confiança. Foi uma experiência enriquecedora, em termos humanos e desportivos”, resumiu o francês de 39 anos, em comunicado.

Vasseur, ex-profissional da década de 90, prolongou a sua carreira até 2007, altura em que sucedeu ao italiano Francesco Moser à cabeça da Associação Internacional de Ciclistas. Recentemente, Vasseur foi indigitado para o Conselho ProTour, o órgão máximo de decisão do escalão que preside à hierarquia do ciclismo profissional. Por sua vez, Paulo Couto, presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais (APCP), foi indigitado para a direcção da CPA, ocupando a vice-presidência, no Outouno de 2007. De acordo com os estatutos daquela associação, o português assegurará a presidência da CPA até à realização das próximas eleições.

(em actualização)

Cédric Vasseur preocupado com a precaridade

20 Dez 2008 7:49pm

O presidente do Associação Internacional de Ciclistas Profissionais, Cédric Vasseur manifestou a sua preocupação pela precaridade laboral da profissão depois de um encontro internacional em Barcelona, com o apoio da Comissão Europeia: “Perante os contratos que tive nas mãos, certos corredores estão realmente prontos para assinar qualquer coisa para vestir uma camisola”.

O antigo duplo vencedor de etapa na Volta a França tem dificuldades em reconhecer o desporto que sempre praticou: “É um desporto de miséria que não faz mais sonhar, e esse é bem lá no fundo o problema”. Tais declarações contrastam com as afirmações de Pat McQuaid, presidente da UCI, que não hesita a afirmar que o”ciclismo” não é tocado pela crise. “McQuaid parece viver apenas para o ProTour, sem se incomodar com os restantes ciclistas. Estes corredores são obrigados aceitar correr por 1.000 € mensais, ou mesmo menos, para continuar viver a sua paixão”, contestou Vasseur.

Fonte: La Voix du Sport via Cyclismag.com

Quatro por cento dos prémios ProTour para luta anti-dopagem

24 Nov 2008 5:45pm

A Associação Internacional de Ciclistas Profissionais (CPA) manifestou-se contra a deliberação do Conselho de Ciclismo ProTour que determinou a manutenção do valor de quatro por cento dos prémios das competições ProTour a destinar ao financiamento do programa anti-dopagem da União Ciclista Internacional. O contributo directo dos corredores ProTour no financiamento do programa da respectiva federação internacional foi alvo de contestação pelos representantes da CPA, que pretendiam diminuir este valor para dois por cento, o mesmo contributo retirado do bolo de prémios das competições inscritas nos calendários continentais. A determinação da UCI foi hoje publicitada pela CPA que se manifestou ainda o apoio à criação de um plantel mínimo de 25 corredores para as equipas ProTour e marcou ainda uma conferência destinada a debater o futuro da carreira profissional de ciclista, a ter lugar em Barcelona, nos próximos dias 18 e 19 de Dezembro. A CPA é dirigida pelo ex-profissional francês Cédric Vasseur, tendo Paulo Couto, presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais (APCP), o seu vice-presidente.

Crise atinge pelotão nacional

06 Nov 2008 12:00am

O pelotão português está a ser fustigado pela crise generalizada que atinge a economia mundial. Em virtude das dificuldades orçamentais, não é de excluir uma nova onda de desemprego na modalidade. A quebra de investimento entre 2007 e 2008 é notória. Além do provável desaparecimento de equipas – Benfica e CC Loulé -, as contratações dos restantes colectivos estão a ser escassas e apontando para corredores tendencialmente baratos.

No começo de Novembro de 2007, o Jornal Ciclismo recenseava 32 contratações efectuadas pelas então oito equipas profissionais. Um ano depois o panorama é desolador: só estão confirmadas sete mudanças de equipa, sendo quatro delas a promoção de sub-23 ao primeiro ano de profissionalismo. Por outro lado, olhando aos novos recrutamentos e às renovações de contratos o pelotão profissional português tem, neste momento, 43 ciclistas com vínculo para 2009, dos quais 32 são profissionais portugueses.

No que respeita ao elenco de equipas, é provável a saída de cena do Benfica e do CC Loulé, estando o Paredes com dificuldades para encontrar substituto para a Fercase, embora o seu director-desportivo, Mário Rocha, assegure a manutenção do projecto da Rota dos Móveis, com ou sem parceiro que dê maior folga orçamental.

A continuidade está assegurada por parte da Barbot-Siper, da Liberty Seguros, da Madeinox-Boavista e da Palmeiras Resort-Tavira, que contará com um segundo patrocinador. Está também anunciada a estreia no pelotão profissional do Cartaxo-Capital do Vinho, mas ainda não se conhece qualquer contratação deste colectivo que será dirigido por Renato Silva.

Com um mercado em retracção, são já oito as saídas para o estrangeiro de ciclistas que em 2008 competiram em Portugal. O caso mais importante é o de Rui Costa, que assinou pela vencedora do ProTour, Caisse d’Epargne. Mas irão abalar também, pelo menos, Ángel Vicioso, Xavier Tondo, Pablo Urtasun, Francisco Mancebo, Danail Petrov, Jacek Morajko e Paul Sneeboer.

Quadro com as contratações, entradas, saídas e renovações das equipas portuguesas e quadro com mais de duas centenas de transferências no pelotão internacional podem ser encontrados na edição 33 do Jornal Ciclismo, onde Paulo Couto, presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais, dá uma entrevista comentando o momento de crise actual. A edição 33 do Jornal Ciclismo está nas bancas no dia 7 de Novembro.