Artigos com a tag ‘Adrian Palomares’

Andalucía-CajaGranada apresenta-se com 16 corredores

20 Out 2010 4:12pm

A equipa Andalucía-CajaGranada foi hoje apresentada, tendo, para já, confirmados 16 corredores para a próxima temporada. Entre as contratações destacam-se as de David Bernabéu (ex-Barbot-Siper) e de Adrián Palomares (desempregado em 2010), que fizeram grande parte do percurso profissional em equipas portuguesas. As outras incorporações são as de José Alberto Benítez (ex-Fotton-Servetto) e de Eloy Ruíz, Juan José Lobato e José Luis Cano, trio oriundo da equipa sub-23 dos andaluzes.

Do plantel de 2010 seguem dez homens: ntonio Piedra, Javier Ramírez, Juan Javier Estrada, Jesús Rosendo, José Luis Roldán, Pablo Lechuga, Antonio Cabello, José Vicente Toribio, Sergio Carrasco e Manuel Ortega.

A equipa é patrocinada pelo Turismo da Andaluzia e pelo banco CajaGranada, que substitui outra instituição de crédito, a CajaSur. O responsável pela estrutura de turismo avisou na apresentação da equipa que não tolera mais casos de dopagem e que o destino daqueles que infrinjam os regulamentos será a expulsão da Andalucía-CajaGranada.

Contentpolis-AMPO à beira da desaparição

02 Dez 2009 6:17pm

Os sinais de morte lenta permaneciam desde há semanas tendo por base as dificuldades de manutenção do apoio económico do governo regional. Acresceu à crise interna a indefinição quanto ao destino da AMPO, o segundo patrocinador, que seria cobiçado por outras estruturas. Em declarações ao jornal La Verdade, Antonio Peñalver, responsável máximo pelo desporto na região – a mesma de onde é natural Alejandro Valverde – assinalou a sus surpresa pelo “incumprimento de palavra” da empresa AMPO que surgirá, segundo a mesma fonte, no apoio à reformulada Footon-Servetto.

“Estou surpreendido com o que está a acontecer. A Ampo conhecia nossa intenção de apoio à equipa tendo por base o acordo da última temporada. Penso que actuaram de má fé. Não estamos dispostos a arcar com as culpas da possível desaparição da equipa”, assinalou Peñalver.

A continuidade da equipa onde millitam Adrian Palomares -vencedor do GP CTT Correios – ou Javier Benitez apresenta-se com dificuldades acrescidas visto não ter-se inscrito no estatuto Continental Profissional que lhe garantia, em teoria, o acesso facilitado à Volta a Espanha.

Foto: PAD

Eric Baumann sprinta para a vitória na consagração de Palomares

14 Jun 2009 2:49pm

O espanhol Adrian Palomares (Contentpolis-Ampo) sagrou-se hoje vencedor da décima edição do GP CTT Correios de Portugal, depois de cumprida a última etapa da prova, ganha ao sprint pelo alemão Eric Baumann (Nutrixxion Sparkasse). Os últimos 154,9 quilómetros de corrida ligaram Santo Tirso à Póvoa de Varzim e foram corrida a alta velocidade – média de 45,555 km/h -, decidindo-se num disputadíssimo sprint, no qual o alemão bateu o poveiro Bruno Lima (Madeinox-Boavista) por uma unha negra.

A etapa de ontem, com final na Senhora da Graça, deixou o GP CTT praticamente sentenciado e as movimentações de hoje não fizeram mais do que confirmá-lo. Com os candidatos a prestarem vassalagem ao vencedor anunciado, Adrian Palomares, coube a homens atrasados a tarefa de fugirem ao pelotão. Foi assim que, à passagem do quilómetro 20, oito corredores arrancaram para a fuga do dia.

Entre os escapados estavam Rui Sousa (Liberty Seguros), David Livramento (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), Santiago Pérez (Madeinox-Boavista), Bruno Pinto (Barbot-Siper) e Pablo de Pedro (CC Loulé-Louletano-Aquashow). Nenhum dos fugitivos incomodava a liderança de Palomares nem sequer deviam ser tidos em conta para as classificações secundárias.

Apesar de não advir perigo da acção dos escapados, as formações com interesses num sprint massivo nunca deram grande margem de manobra. A diferença máxima foi de apenas 2m20s, ao quilómetro 94. Pressentindo que a fuga não teria hipóteses de singrar, os homens da dianteira também não se entenderam. O mais audaz foi o espanhol José Ruiz (Andalucía-CajaSur), que se isolou e foi alcançado apenas a 6 quilómetros do final.

Na longa recta da meta na marginal poveira, o pelotão entrou a alta velocidade com os ciclistas mais rápidos à procura da vitória na derradeira tirada. A correr na terra-natal, Bruno Lima pedalou forte e bateu toda a concorrência nacional, só que o alemão Eric Baumann foi mais forte e conseguiu engrossar o palmarés.

Acertadas as contas, Adrian Palomares foi o vencedor do GP CTT, o Palmeiras Resort-Prio-Tavira conquistou a classificação colectiva. O primeiro líder da competição, Manuel Cardoso (Liberty Seguros) ganhou a classificação por pontos. Constantino Zaballa (Fercase-Paredes Rota dos Móveis) foi o melhor trepador e Dmitryi Ignatiev (Sel. Rússia) conseguiu o título de melhor jovem.

CLASSIFICAÇÕES
4ª etapa: Santo Tirso – Póvoa de Varzim (154.9 km)
Média de 45.555km/h
1º Eric Baumann (Nutrixxion-Sparkasse), 3h24m01s
2º Bruno Lima (Madeinox-Boavista), mt
3º Manuel Cardoso (Liberty Seguros), mt
4º Paul Brousse (Carmiooro A-Style), mt
5º Jose A. Carrasco (Andalucia-Cja Sur), mt
6º César Quitério (Fercase-Rota dos Móveis), mt
7º Jacobe Keough (Kelly Benefit), mt
8º David Herrero (Xacobeo-Galicia), mt
9º Stanislav Volkoy (Sel. Rússia), mt
10º Nuno Marta (CC Loulé-Louletano), mt

Geral individual

1º Adrian Palomares (Contentpolis-Ampo), 15h46m59s
2º Danail Petrov (Madeinox-Boavista), a 34s
3º André Cardoso (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), a 38s
4º Tiago Machado (Madeinox-Boavista), a 41s
5º Vergílio Santos (Fercase-Paredes Rota dos Móveis), a 55s
6º Nelson Vitorino (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), a 1m06s
7º Dmitryi Ignatiev (Sel. Rússia), a 1m19s
8º Miguel Candil (Fercase-Paredes Rota dos Móveis), a 2m52s
9º Carlos Nozal (Liberty Seguros), a 2m53s
10º Constantino Zaballa (Fercase-Paredes Rota dos Móveis), a 2m58s

Geral colectiva
1º Palmeiras Resort-Prio-Tavira, 47h26m35s
2º Madeinox-Boavista, a 30s
3º Fercase-Paredes Rota dos Móveis, a 1m12s

Geral pontos
1º Manuel Cardoso (Liberty Seguros), 58 pontos
2º Eric Baumann (Nutrixxion-Sparkasse), 50
3º César Quitério (CC Loulé-Louletano), 26

Geral montanha
1º Constantino Zaballa (Fercase-Paredes Rota dos Móveis), 31 pontos
2º Eladio Jiménez (CC Loulé-Louletano-Aquashow), 28
3º Tiago Machado (Madeinox-Boavista), 24

Geral juventude

1º Dmitryi Ignatiev (Sel. Rússia)
2º Alexander Raybakov (Sel. Rússia)
3º Alexander Ryabkin (Sel. Rússia)

(em actualização)

Adrian Palomares trepa para a vitória no GP CTT

13 Jun 2009 3:25pm

O espanhol Adrian Palomares (Contentpolis-Ampo) é o novo líder do GP CTT Correios, graças a uma exibição de luxo na Senhora da Graça, que lhe valeu a vitória na etapa-rainha da prova, que hoje ligou Fafe à Senhora da Graça, ao longo de 139,5 quilómetros. O grande animador da jornada foi outro espanhol, Constantino Zaballa (Fercase-Paredes Rota dos Móveis), que esteve em fuga durante grande parte da tirada e que ainda entrou isolado na subida final.

A muita montanha do percurso fez a selecção, fazendo com que, no início da última subida, fosse um grupo restrito a perseguir Zaballa, que vinha em fuga desde o quilómetro 31. Por esta altura, o espanhol da equipa de Paredes ainda dispunha de 1m08s para quem lhe seguia no encalço. No entanto, logo no primeiro quilómetro da ascensão para o Monte Farinha, Adrian Palomares desferiu um forte ataque e não teve quem conseguisse seguir-lhe na roda. Palomares seguiu com uma pedalada rija e ultrapassou o já desgastado Zaballa, que viu o esforço premiado com a liderança da montanha.

No grupo dos favoritos foram muitas as movimentações, mas sem qualquer hipótese de se chegarem à roda de Adrian Palomares, que cortou a meta com 30 segundos de vantagem sobre Danail Petrov (Madeinox-Boavista), segundo classificado. André Cardoso (Palmeiras Resort-Prio-Tavira) foi o terceiro e Tiago Machado (Madeinox-Boavista) foi o quarto. Na geral, Palomares dispõe de uma confortável vantagem de 34 segundos sobre Danail Petrov, estando em posição privilegiada para vencer o GP CTT.

A selectividade da etapa de hoje deixou a nu a fragilidade de forma dos grandes nomes do pelotão nacional. À excepção de Tiago Machado, nenhum dos pretendentes à vitória na Volta a Portugal conseguiu estar na frente da corrida.

CLASSIFICAÇÕES
3ª Etapa: Fafe – Senhora da Graça, 139,5 km
Média: 36,452 km/h
1º Adrian Palomares (Contentpolis-Ampo), 3h49m37s
2º Danail Petrov (Madeinox-Boavista), a 30s
3º André Cardoso (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), a 32s
4º Tiago Machado (Madeinox-Boavista), a 39s
5º Vergílio Santos (Fercase-Paredes Rota dos Móveis), a 45s
6º Nelson Vitorino (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), a 56s
7º Dmitryi Ignatiev (Sel. Rússia), a 1m09s
8º Miguel Candil (Fercase-Paredes Rota dos Móveis), a 2m42s
9º Carlos Nozal (Liberty Seguros), a 2m49s
10º Constantino Zaballa (Fercase-Paredes Rota dos Móveis), a 2m53s

Geral individual
1º Adrian Palomares (Contentpolis-Ampo), 12h22m58s
2º Danail Petrov (Madeinox-Boavista), a 34s
3º André Cardoso (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), a 38s
4º Tiago Machado (Madeinox-Boavista), a 41s
5º Vergílio Santos (Fercase-Paredes Rota dos Móveis), a 55s
6º Nelson Vitorino (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), a 1m06s
7º Dmitryi Ignatiev (Sel. Rússia), a 1m19s
8º Miguel Candil (Fercase-Paredes Rota dos Móveis), a 2m52s
9º Carlos Nozal (Liberty Seguros), a 2m53s
10º Constantino Zaballa (Fercase-Paredes Rota dos Móveis), a 2m58s

Geral colectiva
1º Palmeiras Resort-Prio-Tavira, 37h14m32s
2º Madeinox-Boavista, a 30s
3º Fercase-Paredes Rota dos Móveis, a 1m12s

Geral pontos
1º Manuel Cardoso (Liberty Seguros), 42 pontos
2º Adrian Palomares (Contentpolis-Ampo), 25
3º Rubén Plaza (Liberty Seguros), 25

Geral montanha
1º Constantino Zaballa (Fercase-Paredes Rota dos Móveis), 31 pontos
2º Eladio Jiménez (CC Loulé-Louletano-Aquashow), 28
3º Tiago Machado (Madeinox-Boavista), 24

Geral juventude
1º Dmitryi Ignatiev (Sel. Rússia)
2º Alexander Raybakov (Sel. Rússia)
3º Alexander Ryabkin (Sel. Rússia)

José Santos: “Gosto mais de ciclismo do que de vitórias”

31 Out 2008 9:41pm

Sempre frontal e sem medo de ser polémico, José Santos, o director-desportivo há mais anos em actividade no ciclismo profissional luso fala sobre o actual estado da modalidade, aponta o dedo ao que considera errado e passa em revista os serviços prestados pelo Boavista ao ciclismo português. Sem medo de criticar a dopagem, José Santos apela a uma mudança de mentalidades.
Como se dá a sua chegada ao ciclismo?
Foi em 1969, já lá vão quase 40 anos. Estive ligado a várias iniciativas: o ciclismo juvenil na Direcção-Geral dos Desportos, a fundação da Associação de Cicloturismo do Norte, também tive uma acção intensa no ciclismo popular. Mais tarde, fundei o Jornal Ciclismo e, durante sete anos, impulsionei o ciclocrosse em Portugal, organizando quase 20 provas por ano. Por contingências várias, não continuei e o ciclocrosse acabou em Portugal. Este ano ainda estudei a hipótese de retomar essa modalidade, mas desisti da ideia, porque não havia equipas nem atletas interessados.
Entretanto, também foi ciclista.
Sim, representei alguns clubes importantes: Coelima, Benfica, FC Porto. Fiz duas voltas a Portugal e concluí-as. Fui campeão nacional de pista, mas foi uma carreira um bocado em diagonal.
Como se dá a sua chegada ao Boavista?
O meu pai era o treinador e eu escrevia n’O Comércio do Porto. Acabou por proporcionar-se a minha entrada para o clube e cá estou há 25 anos.
Fez todo um percurso que fez de si o director-desportivo há mais tempo em actividade no ciclismo profissional português. Que balanço faz e que mudanças se observaram?
É verdade. Já tenho quase 30 voltas a Portugal no currículo. As mudanças não foram muitas. Os problemas que havia mantêm-se. Cheguei a ser seleccionador e director-técnico nacional. As reformas que então foram ensaiadas não tiveram grande repercussão, havendo pouca evolução da modalidade. Apesar de tudo, o ciclismo é das modalidades com melhor nível de organização em Portugal.
Isso não evitou que o ciclismo tenha perdido parte substancial da importância pública.
A causa foi a passagem das principais corridas da Empresa do Jornal de Notícias (JN) para uma entidade que não era credível e que não tinha capacidade para suportar o caderno de encargos proposto pela Federação. Além disso, era uma empresa sem capacidade, dentro da sua estrutura, para trabalhar a comunicação, coisa que o Jornal de Notícias fazia. Começou com força, através de transmissões em directo de muitas provas, mas o que é certo é que a maioria dessas corridas já não se realiza. A organização em Portugal dos Campeonatos do Mundo também afastou os média do ciclismo, porque se criou uma situação de descrédito: o país que organizava os Mundiais não os transmitiu pela televisão
Neste período deu-se também uma maior internacionalização das provas portuguesas. Foi positivo?
Não temos capacidade económica para tantas provas internacionais. Eu gostava que as nossas corridas fossem todas internacionais, mas não há suporte para isso e quase todas elas dão prejuízo. Uma corrida internacional custa quase tanto como formar uma equipa para o ano inteiro. Não temos dimensão para tantas provas internacionais. A actual situação é quase como a de um indivíduo que se desloque de Porsche, mas que não tenha dinheiro para a gasolina. Depois as dificuldades são grandes para pagar os prémios. Se a Volta ao Alentejo, por exemplo, fosse nacional, o orçamento chegava para fazer uma volta ao Baixo Alentejo e outra ao Alto Alentejo. E isso seria preferível para o ciclismo.
A ausência de um grande ídolo nacional e a saída de cena dos principais clubes não terão contribuído para a quebra de impacto da modalidade?
Penso que não. A saída do JN é que reduziu o ciclismo a uma actividade como as outras e até com menos importância. O ciclismo tem público, mas o afastamento desse grupo mediático provocou o afastamento de outros órgãos de comunicação social. Acresce que os jornais desportivos são produtos comerciais. A excessiva comercialização do jornalismo também é prejudicial.
Uma discussão cíclica respeita aos alegados benefícios dos clubes tradicionais para o ciclismo. Estando num, o Boavista, sente-se beneficiado ou prejudicado por isso?
Se houvesse mais clubes tradicionais, haveria mais público. Veja-se o caso recente do Benfica que atraiu mais público. No entanto, o inverso também é verdade e este desporto resistiu muitos anos sem os clubes. Toda a modalidade que não tenha Benfica, FC Porto e Sporting sofre com dificuldades de público e de exposição mediática.
As dificuldades financeiras do Boavista têm-se reflectido na equipa de ciclismo?
Para já, não, embora tenha alguma apreensão relativamente ao futuro. Fruto de uma gestão bastante equilibrada, temos os vencimentos todos em dia e toda a estrutura controlada. Isto foi conseguido com grande sacrifício e rigor. Mas o clube não estando bem, a secção pode vir a sofrer. A angariação de patrocinadores pode ser dificultada, porque a percepção pública da credibilidade da instituição não é a melhor.
A gestão equilibrada de que falava fez com que a equipa de ciclismo tenha mudado de objectivos constantemente, da equipa vencedora do início da década de 1990 até a desempenhos recentes mais comedidos. É fácil fazer essa transição de ambições?
Para quem gosta de ciclismo é natural. Eu gosto mais de ciclismo do que de vitórias. Somos das equipas mais antigas, porque sabemos o orçamento que temos e é com essas verbas que temos de viver, melhor nuns anos do que noutros. Quando temos ciclistas cujo vencimento ultrapassa as nossas possibilidades deixamo-los sair. Fomos a equipa portuguesa que maiores valores lançou no ciclismo nacional e internacional: José Azevedo, Jose Luis Rebollo, Josep Jufre, David Bernabeu, Adrian Palomares, Manuel Cardoso, por exemplo. Todos eles se iniciaram como profissionais no Boavista.
Tendo trabalhado com tantos corredores é possível dizer qual o melhor de todos?
Foram vários que nos marcaram e que marcaram a sua época. Houve dois corredores que marcaram mais do que todos os outros, pelo seu carisma e pelo êxito que tiveram: o Cássio Freitas e o Joaquim Gomes. Ultimamente, o Tiago Machado, o José Azevedo ou o Pedro Silva também deixaram a sua marca. O Azevedo não fez aqui grande história, embora tenha cá passado os dois anos que considero mais importantes na carreira dele, porque as duas primeiras épocas como profissional são fundamentais.
Apesar das oscilações orçamentais, o palmarés é bastante preenchido.
Vencemos todas as provas nacionais. A dada altura só nos faltava o Porto-Lisboa e a Volta ao Alentejo, mas até essas corridas ganhámos. A nível internacional, estivemos presentes em algumas das principais competições: Volta a Espanha, Critério Internacional, Dauphiné Libèrè, Volta a França do Futuro, que vencemos por equipas…
Uma série de corredores que passaram pelo clube têm hoje tarefas de gestão de equipas de sub-23. Há no Boavista o cuidado de formar os atletas para que, finda a carreira, possam continuar na modalidade?
Sempre tivemos uma política de debate com os ciclistas. Não é por acaso que o Delmino Pereira é presidente-adjunto da Federação, que o Paulo Couto dirige a APCP e uma equipa, o Fernando Mota e o Pedro Silva estão à frente de equipas… Incentivamos a colocarem de pé alguns projectos. É importante o técnico dialogar com os corredores, espicaçando-os para a discussão. Provoco o debate e isso é importante como formação para que quem ganhou dinheiro com o ciclismo possa servir depois da modalidade com novos projectos.

Trabalho de José Carlos Gomes, publicado em 24 de Outubro de 2008