
Mentalidade ganhadora ajudou a temporada de sucessos
Rui Costa foi umas das revelações do pelotão internacional no seu primeiro a correr além-fronteiras. Em entrevista ao semanário Meta2Mil, o ciclista da Póvoa de Varzim traça um balanço positivo da temporada de estreia no ProTour cujos pontos altos, além das presença em quase todas as grandes clássicas e na Volta a França, passam pela conquista dos 4 Dias de Dunquerque, do GP Crédito Agrícola e da etapa-rainha da Volta a Chiahuahua no México. Eis os extractos mais significativos do discurso de Rui Costa em entrevista concedida ao jornalista Jorge Quintana.
“Treinei muito porque tinha as minhas dúvidas. Deveria adaptar-me a correr no estrangeiro e numa equipa ProTour. Adaptei-me com facilidade porque a equipa tinha muitos veteranos que ajudaram desde o primeiro dia”
“Não tive sorte. Em Maiorca corri um só dia e caí no dia seguinte a treinar. Fiquei 15 dias parado. No Tirreno-Adriatico voltei a cair. Foi mau porque estava em forma, tinha trabalhado e nem pude ver qual era o meu nível”
“Na Suíça ganhei o lugar no Tour. Mas cheguei ao Tour demasiado em forma e a fadiga acumulada sentiu-se.De qualquer maneira correr, no primeiro ano, todas as clássicas e a Volta a França é algo que nem tinha sonhado”
“Aprendi uma lição que não irei esquecer. É preciso chegar ao Tour com mais frescura”
“Os resultados [GP Crédito Agrícola e Vuelta Chiahuahua] demonstraram que acabei cansado mas não morto. O melhor do ano chegou na Lombardia. Estive com os melhores até à última subida. É normal que, com a minha idade, não aguente até ao final mas já não me vejo tão longe”
“O meu objectivo em 2010 passa por correr e melhorar nas clássicas. Para as Voltas de três semanas há que esperar”
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