Texto: José Santos
MORREU SERAFIM FERREIRA
A notícia caiu de uma forma abrupta, como todas em situações do género. Desta vez coube a desdita ao nosso querido amigo Serafim Ferreira. Há longo tempo com uma doença crónica, Serafim Ferreira, morreu hoje, numa cama do hospital Santos Silva, em Gaia.
De Serafim Ferreira dir-se-á ou bem ou mal, tal era o número de apoiantes e detractores que, ao longo da sua longa carreira de jornalista e organizador de provas, conseguiu , com as suas decisões polémicas granjear.
O seu carinho especial pela modalidade era visível nas crónicas que escrevia nas páginas do JN, onde acompanhou as principais provas nacionais, e onde numa das suas reportagens do Tour de France, regressou com a ideia de montar uma estrutura organizativa em Portugal.
Aliás, pensamos mesmo que ao longo da sua carreira profissional, foi mais organizador de corridas que jornalista.
Iniciou-se com a mão amiga de Jorge Lara, na organização do I Prémio Jornal de Notícias, há mais de trinta anos, e depois prosseguiu uma carreira, da qual apenas beneficiou o ciclismo.
Amigo inseparável de grandes nomes do ciclismo, como Jorge Lara, do qual alguns anos mais tarde se desentendeu, com António Fernandes , crónico presidente da Associação de Ciclismo do Porto, Serafim Ferreira construiu uma estrutura que emprestou à modalidade o desenvolvimento , que nem nos dias de hoje desfruta.
Na verdade, as organizações JN que liderava, para além de proporcionarem as condições ideais para o desenvolvimento do ciclismo, reuniam um leque de elementos incontornáveis , como Armando Santiago ( já falecido ), Sousa e Castro e o Capela, João Silva e a Fernanda , nomes ,alguns pouco conhecidos, mas que organizaram as melhores provas de ciclismo de que há memória no nosso país.
No cerne de toda esta estrutura Serafim Ferreira , desencadeou guerras com muitas pessoas, fruto do seu espírito, que muitos diziam prepotente, mas a sua obra ficou, destruída pela ambição e inveja de muitos que, verdade seja dita, destruíram em meia dúzia de anos todo um trabalho de consolidação e prestígio da modalidade.
Nos velhos tempos do JN, anualmente passava pela sua responsabilidade organizativa, o Prémio JN, o Sport Notícias, o Porto – Lisboa, a Volta a Portugal do Futuro, a Volta a Portugal, os Campeonatos Nacionais, o Prémio da Juventude. Dos tempos em que a Volta a Portugal chegou a ter 21 dias de duração, ou em que a Volta a Portugal do Futuro tinha mais dias que a actual Volta a Portugal.
Com Serafim Ferreira iniciou-se o processo de internacionalização da modalidade, com a presença de grandes equipas e grandes nomes nas provas nacionais, equipas essas que incitava, com prémios extra, para elevarem o nível das suas provas além fronteiras.
Com Serafim Ferreira vivemos os melhores momentos do ciclismo em Portugal.
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Tiro o chapéu a este texto do professor.
Sem duvida caracterizou um grande homem e amante da modalidade e comentou o que a Pad conseguiu fazer em meia duzia de anos.
Eu como ciclista que apanhei a Pad no seu inicio posso dizer que ao fim de 3 anos o ciclismo ja n era o mesmo.
Agora resta esperar que um destes homens (talvez os dois que regem este site) tenham o mesmo amor pela modalidade e que se um dia atingirem um patamar de respeito dentro do JN possam e queiram dar continuidade ao trabalho do Sr Serafim ferreira. Seria de louvar e uma justa homenagem a este saudoso amante do ciclismo.
este texto é uma obra de manipulação de alguém que quer voltar atrás no tempo para ter 21 dias de volta mas só com as equipas portuguesas profissionais e amadores. se isso acontecesse, seriamos um país isolado no ciclismo e nao teriamos tiago machado, rui costa, manuel cardoso e etc a darem-nos alegrias lá fora. felizmente para eles, felizmente para o ciclismo portugues, as ideias do professor nao foram em frente.
O ciclismo português ficou mais pobre, mas o céu ficou mais rico. A partir da sugestão de VS, proponho ao JN a organização de uma prova denominada Memorial Serafim Ferreira; porque não reabilitar a clássica Porto-Lisboa e atribuír-lhe essa designaão? Seria uma justa homenagem a quem deu o melhor de si pelo ciclismo, e uma prova de que esta modalidade não esquece os seus.
a falta que este homem fazia ao nosso ciclismo.
também já fui ciclista, e lembro-me quando a pad entrou no ciclismo.
era só fogo de vista…
tanto k fizeram k conseguiram fazer desaparecer da modalidade uma estrutura organizativa que ajudava a sustentar o ciclismo. publicidade, crónicas etc…
ainda me lembro de correr premios como o JN, sport noticias e grande prémio phillips.o impacto k tinham nos meios de comunicação social. hoje em dia ve-se no ciclismo meia duzia de peneirentos k ñ fazem mais do k pavonear-se as custas da modalidade….
tenho dito