João Correia personifica uma das transferências mais surpreendentes dos ciclismo internacional. Sem grande currículo como corredor, o luso-americano chega, quase com 35 anos, a uma das melhores equipas do Mundo, a Cervélo Test Team. Correia iniciou-se no ciclismo aos 6 anos, representou a selecção nacional nos escalões jovens e teve uma breve passagem pelo profissionalismo, na portuguesa Troimarisco e na holandesa Kissena. A vida levou-o a optar pelos estudos. Tem formação superior, tirada nos Estados Unidos, e chegou a um lugar de destaque na gestão da revista estadunidense Bicycling Magazine. Após cerca de 10 anos sem pedalar, decidiu-se, em 2006, a montar numa bicicleta para perder peso. Gostou da experiência e, no ano seguinte, já competia como amador. Em 2008 e em 2009 engrossou as fileiras da Team Bissell. Em 2010 chega à Cervélo e conta aos leitores do Jornal Ciclismo as expectativas com que embarca nesta aventura.
José Carlos Gomes (Texto), Jason Gould, Cervélo e João Correia (Fotos)
Por que motivo regressou ao ciclismo, em 2006, ao fim de vários anos sem pedalar ao mais alto nível?
Foi uma decisão que tomei a longo prazo. Recomecei a pedalar para perder peso. Apenas isso. Só que as coisas evoluíram a partir daí. Fiz um ano como amador, nos Estados Unidos. Entretanto tive o convite da Bissell onde estive nos últimos dois anos. Isso permitiu-me reintegrar o pelotão em part-time, pois continuei a trabalhar. Finalmente houve esta oportunidade de ir para a Cervélo, corolário de dois anos de conversas. Aceitei dar o salto pelo desafio.
Como se deu a entrada numa das melhores equipas do Mundo, quando está quase a completar 35 anos?
Foi uma conversa que eu tive com o Gerard Vroomen, ha dois anos, depois de ter perdido peso e de ter feito um ano como amador. Nessa altura não era o momento ideal para mim e decidi avançar. Em 2009 as coisas foram evoluindo e pensei que era agora ou nunca. Falei com o Gerard Vroomen e ele ainda estava interessado. Foi assim que entrei na Cervélo.
Tendo em conta que tem formação académica superior e que deixa um cargo executivo para abraçar o ciclismo a cem por cento, o contrato com a Cervélo prevê a continuidade no seio da equipa ou marca após o final da carreira de ciclista?
O meu contrato com a Cervélo é como ciclista. Não há nenhum acordo para a frente, para depois da carreira de corredor. Quando deixar o ciclismo volto ao mundo executivo ou vou tirar um MBA aos Estados Unidos. Agora estou apenas focado no que estou a fazer e não quero pensar no futuro. Até porque espero que o fim de carreira aconteça só daqui a alguns anos.
Que desejos e expectativas tem para a sua carreira enquanto ciclista da Cervélo?
Os meus desejos passam por ser um bom colega, de modo a poder desempenhar bem as tarefas que a equipa me incumbir. Para mim, este ano é como fosse um neoprofissional. Parto com as mesmas expectativas de um jovem estreante. O trabalho de equipa é muito importante e esse será o meu papel.
Já sabe qual o calendário que irá cumprir?
Tenho o meu calendário provisório até Junho. Faço a Etoille de Besseges, Clássica de Almeria, Volta a Múrcia, Volta à Catalunha, Hel van Het Mergelland, Rund um Koln, GP Pino Cerami, Volta a Castela e Leão, Volta à Romandie, Volta à Califórnia, Dauphiné Liberé e Campeonatos Nacionais.
Mudou-se dos Estados Unidos para a Europa e tem treinado na companhia de alguns nomes grandes do ciclismo internacional. O que tem gostado mais nesta mudança de vida e o que tem sido mais difícil?
Sim, estou a viver no Mónaco, onde se encotram grandes ciclistas. São pessoas como nós todos e até agora tem sido como andar com qualquer ciclista. A parte mais difícil da mudança é estar longe da minha família. A minha mulher, que também trabalha, tem agora um papel mais importante em termos de estar com o nosso filho sozinha e isso claro que pesa.
Ao longo dos anos foi acompanhando a evolução do ciclismo português?
Houve uma altura em que me desliguei completamente do ciclismo. Mas, nos últimos anos, tenho tentado acompanhar o ciclismo, incluindo o português. Ainda tenho muitos amigos aqui em Portugal e, de vez em quando, tenho dado apoio, em várias situações, ao ciclismo português . Portugal sempre foi e continua a ser uma grande parte da minha identidade, e penso que isso é ainda mais forte porque sou emigrante.
Estando fisicamente longe de Portugal, que opinião tem do ciclismo português? Qual o ciclista português da actualidade que mais admira?
Eu acho que o Nelson Oliveira, por exemplo, representa tudo o que de bom tem o nosso ciclismo e espero que ele tenha um grande futuro. Um bocadinho mais à frente está o Rui Costa, já numa fase diferente do Nelson, mas também é um ciclista com capacidade de evolução e com grande futuro. Estou entusasmiado para ver o que o Tiago Machado vai fazer no estrangeiro. Tem uma grande oportunidade. O “veterano” de todos, e penso que o líder do nosso ciclismo no estrageiro, é, claro, o Sérgio Paulinho, que continua a representar muito bem o nosso país.
Qual o significado especial, se é que tem algum, de passar duas semanas de trabalho colectivo em Portugal?
Para mim tem um grande significado. Venho a Portugal pelo menos duas vezes por ano e para mim estar aqui, junto com a minha equipa e poder partilhar um bocadinho a nossa hospitalidade portuguesa com os meus colegas é muito bom.
BI
Nome completo: João Miguel da Silva Correia
Data de nascimento: 10/02/1975
Nacionalidade: Portuguesa e Americana
Habilitações académicas: BS em Negócios Internacionais e Ciências Políticas
Idade com que se iniciou no ciclismo: 6 anos
Equipas que representou: Leonenses, Charnequense, Sleepy Hollow, Selecção Portuguesa, CC Chateaubriant, Troiamarisco, Kissena, Bicycling Magazine, Bissell e Cervélo
Principais resultados: Primeiro no Nantes Mortagne (França), Primeiro no Grand Prix de Trois Frontiers (Bélgica), dois 14º nos mundiais de juniores em estrada (Grécia, Austrália)
Ídolo: Eddy Merckx, que, além de ser um idolo, é um grande amigo
(Leia os comentários ou dê a sua opinião)

Nacionalidade: Portuguesa e americana.. E ainda se diz portugues.. enfim
Ganda João Correia, é mesmo assim. VIVA PORTUGAL
e ainda te esqueceu aboboda sintrense verdade
ter naconalidade portuguesa e americana significa grande patriotismo de nao esquecer a sua primeira patria .apesar de ter saido de la aos 11anos
mas para os coitadinhos dos td faze-lhe grande confuzao
Devo dizer que o facto de ter saido de Portugal tão novo e mesmo assim manter nacionalidade Portuguesa tem o seu valor.
É a prova viva de que quem não desiste dos seus sonhos acaba sp por ser recompensado.
Apesar de continuar a achar que seria mais bonito para os Portugueses termos lá um jovem Portugues “Por ex: Filipe Cardoso, Vitor Rodrigues, Jose Mendes, entre outros.” do que o João Correia. Mas cada um tem o que merece e aquilo pelo que luta. Se os responsáveis da Cervelo acham que ele tem motor então é pk o terá.
Espero que ajude abrir as portas para mais Portugueses.
ele n tem motor, tem é um bom cargo numa das maiores revistas de ciclismo do mundo….
epa aqui o meu vizinho interrogacao deves ser ciclista e sentes te passado para tras mas cada um tem o que merece ele merece estar lá e esta e tu nao mereces nao estas por isso vens para aqui afogar as magoas deve te doer o cotovelo faz por a vida amigo
ó ”gato” descansa a cabeça, 1º de ciclista não tenho nada, 2º lá por que ele lá esta nao quer dizer que o merece ou que tem valor, caso não saiba cada vez mais uma equipa de ciclismo é uma “empresa” de publicidade, acredito que ele esteja lá por esses motivos pois não é preciso ir mt longe para encontrar ciclistas novos e com mais valor do que este senhor(sem querer desvalorizar o mesmo), ah é verdade e quantos aos meus cotovelos, não se preocupe que graças a deus não sofro da mínima dor, ate porque estou bem ligado ao ciclismo e acredite que nao cubiço nem um pouco a carreira de um ciclista.
amigo v.s tambem gostaria de ver esses conterreneos que mencionou na alta roda do ciclismo, mas para isso a preciso humildade e sacrificio coisa que os Portugueses gosta pouco de fazer e nao se esqueca que ele trocou um alto cargo na maior empresa do mundo de editores onde ocupava um lugar de relevo e bem renumerado que teve de trabalhar muito para o conseguir para seguir aquilo que sempre sonhou , e quem luta consegue parabens joao
meu caro amigo interrogacao no seu pensamento secalhar ate querias chegar onde ele chegou tanto na revista ao onde esta agora mas secalhar nao tens capacidade nem para uma coisa nem para outra ……..pensa bem …..tenho razao nao tenho e os cotovelos a dor pode nao ser nos cotovelos mas tens assa dor na alma sem mais culto e nao critiques os outros sem olhares para o espelho amigo
lol! Ganha juízo, não es ninguém para julgar quem sou e depois já deu pra ver que és daqueles que se entender que pau é pedra ninguém te dá a volta, e mais só deixei o meu comentário não sei porque te revoltas tanto, mas bem lá terás às tuas dores.:) e mais uma vez não cobiço a carreira de nenhum ciclista, acredita, e o ciclismo é o meu ganha pão, não venhas com dores q n vale a pena
por ter 2 nacionalidades teria que deixar de ser tuga?? ele e 100 % tuga eu vivo nos states e sempre que leio algum artigo sobre ele sempre , ele sempre diz que e tuga
senhor Carlos Goncalves se vive nos states sabe bem o que sinifica a palavra tuga e ele nunca disse que era tuga mas devo dizer-lhe que gosta muito de ser Portuguese e nos imigrantes tambem setimos vaidade que os nossos triunfen ja agora que vive nos states aconselho a ver www. tugacycling.net
um abraco
pois e assim parece o portugues nao pode ver outro portugues a fazer algo bom pois querem sempre arranjar alguma coisa para mandar alguem abaixo pois podem ter a certeza eu ja conheco o joao a 22 anos e os portugueses que so sabem falar mal o joao e mais forte do que voces .forza joao os amigos estao contigo
Bom eu sempre que venho aqui e vejo alguns comentarios de algumas pessoas farto-me de rir. Dizem sempre que os ciclistas portugueses devem ir para o estrangeiro e depois mandam bocas a alguns.
sergio paulinho —> RADIO SHACK
tiago machado —> RADIO SHACK
Rui Costa —> CAISSE
Manuel Cardoso —> SERVETTO
Vitor Rodrigues —> CAJA RURAL
jOAO CORREIA —> CERVELO
Chico carvalho —> RADIO SHACK –> MECANICO
Jose Azevedo —> RADIO SHACK –> DIRECTOR DESPORTIVO
Nunca o ciclismo português teve um nucleo deste em equipas estrangeiras e relembro que somente o VITOR RODRIGUES não pretençe a uma equipa PRO TOUR mas tem o mesmo valor que todos os outros e depois vejo aqui gente a dizer que o JOAO não tem motor, não tem valor….. Ganhem juizo e ainda vão engolir muitos sapos.
FORÇA JOAO MOSTRA O TEU VALOR
Parabens ao sr. João Correia. Que tenha o maior sussesso, no ciclismo profissional.
Que opte por critérios tais como: verdade desportiva, rigor profissional e coerência. Um abraço deste ciclista de fim de semana, mas com muito apreço pela modalidade.
Não acredito que chegue a algum lugar de destaque sem trabalho, seja no ciclismo, seja em alguma empresa, e pelos vistos o João está a consegui-lo nos dois lugares, só pode ser trabalho ( cunhas só em Portugal…),
Parabens pelo trabalho.
filho de imigrantes foi com sacrificio que conseguio o lugar ao sol, tanto nos estudos na vida profissional como no desporto, foi educado numa sociedade que nao fica a espera que as coisas acontesam aqui nao ha cunhas ou se a competente para o lugar que ocupa ou tem logo muitos a espera que tu falhes para ocupar o lugar, a um exemplo para a sociedade deste cidadao do Mundo
Bem dito tuga !!!!!!!!
o facto de este senhor estar numa grande equipa pode ter sido por ter alguns conhecimentos mas não lhe adiantava ter conhecimentos se não desse aos pedais. se não tivesse qualidade lá não estava de certeza.quem tem valor merece ser reconhecido. força João Correia
Epah!!! É preciso de tudo, mas mesmo tudo, tem que se ter força no pedal, sorte no empresário, bons conhecimentos, e uma cunha algures tambem dá jeito. Deixem-se dessas coisas e desejem sorte ao Rapaz, que leva o Pais nas veias e no coração e isso para mim é o mais importante. Força João, é pena é que nesta altura em que estou a escrever este comentário a Cervelo está a fazer a sua ultima temporada e fecha portas, como equipa de ciclismo, não como fabricante de bicicletas, se eras um gestor numa revista, então ainda vais ficar lá como excutivo da Biscletas Cervelo.
Força e Parabéns grande Campeão, tive o grato prazer de ser teu colega de Equipa, numa prova em que foste o Grande Vencedor na Região de Fall River nos Estados Unidos. Parabéns e desejo-te a maior sorte do Mundo, pois tu mereces. Um abraço de Carlos Vieira – O Bombeiro Ciclista de Leiria.